terça-feira, maio 27, 2003

ATENÇÃO LIBERAIS!



Hayek

Descobri este site francês, com centenas de textos e variados temas de fórum:

liberaux.org




TIREM-ME DESTE FILME!

Como vos tinha dito, esta noite, tinha Assembleia de Freguesia. Não fui eleito directamente, pelo que só entro quando há substituições, o que ocorreu agora, pela terceira vez neste mandato. Assim sendo, estou um pouco longe do que se vai passando, até porque fui eleito pelo PSD, mas como independente, nada tendo a ver com a sua estrutura partidária.

Assim, foi com grande espanto que me vi metido num filme que imaginava impossível e que como boa telenovela, vou contar estendendo a história por vários dias...

Que no anterior mandato (também de maioria PSD-CDS) uns senhores tinham deixado a Junta de Freguesia de pantanas, já eu sabia, pelo que não me espantou a introdução do Relatório e Conta de Gerência de 2002 agora apresentado:

"Tendo começado o mandato - tomada de posse em 22 de Janeiro de 2002 - sem que se conhecesse fosse o que fosse em relação aos procedimentos e funcionamentos da Junta de Freguesia, em relação aos anos anteriores e, em especial, ao de 2001, de certo que os caminhos a trilhar por este Executivo estariam cheios de escolhos.

Dificuldades que acabaram não só por se confirmar como, ao longo dos meses, foram aumentando aqui e ali em função da tomada de conhecimento de situações que surgiram quase dia a dia, de variada ordem e algumas até de quase cortar a respiração, tal a amplitude atingida.

Na ausência de qualquer contacto concreto, sobre as questões da contabilidade e finanças, com os responsáveis directos pelo assunto no anterior Executivo (Presidente e Tesoureiro), não foi possível saber o estado nem administrativo nem financeiro imediato, porquanto o desleixo era total.

Ao longo do ano, o Executivo foi dando conhecimento das dificuldades que iam surgindo. Como se confirma por algumas notas que aqui registamos:

1. A existência de cerca de um milhar de contos (€ 4.987,98) espalhado pelo cofre, gavetas, caixas de plástico, sem qualquer controlo;

2. Inexistência do controlo da receita diária desde Outubro/Novembro de 2001 até Janeiro de 2002;

3. Documentação contabilistica espalhada por vários locais, sem controlo;

4. Despesas por liquidar, em relação ao ano de 2001, num montante elevado, que se estimou em cerca de quinze milhões de escudos (€ 74.819,68):

5. Inexistência de coordenação administrativo-financeira.

Questões que levaram o Executivo a promover um grande esforço no sentido de, primeiro, tentar perceber o que se passava e, segundo, iniciar o processo de análise do planeamento a promover. Na prática, foi isso que se verificou ao longo de todo o ano de 2002.

Desta forma, o controlo da actividade só foi possível fazer-se já perto do final do ano, considerando que em Outubro ainda estavam a dar entrada documentos solicitando o pagamento de juros relativos a dívidas relacionadas com a falta de pagamento atempado quer dos valores correspendentes à retenção de IRS (período de Dezembro de 2000 a Outubro de 2001) quer das quotas dos funcionários para a Caixa Geral de Aposentações.

Situações, entre outras, que levaram a Assembleia de Freguesia, por unanimidade, a não aprovar a Conta de Gerência de 2001 e remetê-la ao tribunal de Contas sem que tivesse sido possível fazer uma análise fosse do que fosse."


A Continuar...

segunda-feira, maio 26, 2003


MARIONETAS

Estas são das verdadeiras! Não percam, se puderem, nos próximos dias (entre 28 de Maio e 15 de Junho), o Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas, em Lisboa.

Programa completo em: A Tarumba

O SUCESSOR DE AZNAR ?

En Madrid, Alberto Ruiz-Gallardón supera el techo que le dejó José María Álvarez del Manzano, logrando mantener la alcaldía para el Partido Popular con mayoría absoluta.

Tudo em: Libertad Digital

DIFICULDADES TÉCNICAS

Desde ontem, que é impossível fazer alterações aos templates, pelo que, por essa causa, se mantem sem actualização a lista dos Imprescindíveis.

domingo, maio 25, 2003


O PAÍS DAS ROTUNDAS

Há algum tempo que não andava pelo interior do País, como ocorreu recentemente.

Foi com grande pena que me apercebi que o mau exemplo de Viseu (cujo presidente de Câmara é aquele senhor que pede sempre mais e mais dinheiro para as autarquias...) floresceu por quase todo o Portugal!

Rotundas, rotundas e mais rotundas. Parece que um presidente de Câmara que não construa pelo menos meia dúzia na sua autarquia, não presta! Podem não ter absolutamente nenhuma utilidade e até serem prejudiciais ao trânsito, estarem colocadas em zonas onde nem há peões nem tráfego automóvel quase nenhum... O que interessa é ter muitas... pour épater le bourgeois...

E fazem ideia de quanto custa uma "coisa" daquelas? Em média e conforme o tamanho, oscilará entre cem mil e duzentos e cinquenta mil euros (20 a 50 mil contos)!

Basta fazerem contas, dado que 80 a 90% das rotundas existentes são inutéis e verem como se gastam milhares e milhares de euros mal gastos!

BLUE LIVING

Também já saíu o nº 2, que será alvo de análise na terça-feira, dado que ainda não tive tempo de a ler e amanhã é noite de Assembleia de Freguesia. Aqui o autarca, amanhã revela qual a Freguesia e já agora o Partido por que foi eleito...

BLUE TRAVEL

Já saíu o nº 2. Está ainda melhor.

Tem artigos sobre Barcelona, Portofino, Cabo Verde e Londres, abordados como de costume a partir de pontos específicos, sejam hotéis, museus ou outros.

Também uma reportagem sobre Itacaré ("o outro Brasil"), uma pequena vila no Estado da Bahia, diferente de tudo o que pensamos quando ouvimos falar em Brasil.

Por fim, chamo a vossa atenção para um magnífico artigo sobre o Hotel Waldorf-Astoria, o primeiro hotel Art Deco de Nova Iorque, visto numa perspectiva histórica, desde 1931, data da sua inauguração.

A comprar antes que esgote!

sexta-feira, maio 23, 2003


ISTO NÃO É MELHOR QUE UM JORNAL?

Um pouco do que se vai publicando por aí! Só alguns. Para a próxima serão outros.

Muito bom fim de semana.



Blogue dos Marretas


Quinta-feira, Maio 22, 2003

PEDÓFOBO

Declaro solenemente que sou pedófobo. Tenho fobia a crianças. Sou alérgico a miúdos.
Façam favor de registar e anexar à minha ficha. Para alguma eventualidade.
Obrigado.

ANIMAL

FLAGRANTE

Fui ao supermercado comprar pão, leite, iogurtes, coca-cola (confesso! também bebo esse produto imperialista...).
À porta, um rapazito de 9 ou 10 anos veio ter comigo. Não percebi se era para me pedir uma esmola, se para me perguntar as horas, ou se estaria perdido dos pais. Olhei para ele. Olhei em redor. Fugi.
Nos próximos anos não quero ser visto perto de crianças.

ANIMAL



Agora e que eu vou dizer tudo...


18.5.03

Não me venham com histórias ... Quem preparou a molhada para li(n)char o Assis, foi o Narciso.
Fátima riu-se às gargalhadas enquanto tomava "um chope bem gêládjinho" na Tijuca. Telefonou ao advogado (aquela espécie de personagem de novela do género doutor delegado) e ele recebeu os repórteres. Dirigindo-se às câmaras (coicidências perigosas ...), ameaçou : ELA VAI VOLTAR !
Entretanto, quem não volta de certeza é o deputado do PSD (ex-presidente da Câmara de Águeda) que está muito bem escondido atrás da imunidade parlamentar. Todos o vêm, mas ninguém lhe põe a mão. A AR vai passar a ser refúgio de criminosos ?
Cromwell disse um dia que " no Parlamento todos têm assento. " Profético !



Heterodoxias Blog


22.05.03

SÓ NOTÍCIAS BOAS

Maltez na Faculdade de Direito do Porto: um acontecimento cultural

Só cedo, por enquanto, a falar de boas notícias. Para falar das más, aí estão muitos outros.
Hoje, de manhã e de tarde, na Faculdade de Direito do Porto, começaram as I Conferências Interdisciplinares. O convidado que as abriu, com muito brilho, e o mais genuíno entusiasmo dos estudantes que assistiram e participaram animadamente nos debates,foi o Prof. Doutor José Adelino Maltez. Temas: A Filosofia do Direito em Portugal (de manhã) e Ideologias e Partidos (de tarde).
Participaram ainda no debate dois membros do Instituto Jurídico Interdisciplinar: o Prof. Doutor José Cruz (Economista)e o Dr. José Lobo (Jurista).
Pode sem exagero considerar-se um dos mais altos momentos da alta cultura jurídica e política nos últimos tempos.
A FDUP tem vindo a convidar grandes vultos do pensamento nacional e estrangeiro: o último fora o Prof. Dr. Mário Bigotte Chorão, da Universidade Católica Portuguesa, o mais consequente e puro filósofo do Direito português ligado à tradição jusnaturalista clássica, que falou sobre o "Realismo jurídico". Outros grandes nomes estão previstos para a rentrée, entre os quais o do Prof. Dr. António Braz Teixeira...
Obviamente trata-se de cultura considerada inexistente, e por isso silenciada pelos fazedores de ideias oficiais e oficiosos... Ah, mas isso já é má notícia...



///Voz do Deserto///


Quinta-feira, Maio 15, 2003

Lopes
Por falar em gatos, na semana passada passei pela Adília na Rua José Estevão. Achei-a mais penteada que o normal. Uma boa desculpa para usar algumas das suas palavras: "Não penso que sejam só os padres, os frades e as freiras, os pastores e as pastoras, quem tem a capacidade, a habilidade e a autoridade para falar e escrever acerca dos textos sagrados. Tenho pena que no meu país, país de católicos (diz-se) e, se calhar, em muitos outros, Gn 4, 9-10, seja tomado, muito provavelmente, como a matrícula de um automóvel e não como a sigla para designar uma passagem da Bíblia (do Livro do Génesis, primeiro livro da Bíblia, do Antigo Testamento, capítulo 4, versículos 9 e 10)".
Voz



bomba inteligente


Terça-feira, Maio 20, 2003

Sobre a notícia do adepto do Futebol Clube do Porto que morreu afogado em Sevilha, o comentário do meu marido foi o seguinte: "E quem terá ficado com o bilhete?" posted by Charlotte



A Espada Relativa


Quinta-feira, Maio 22, 2003

Not again, please...
Já é um pouco tarde, chego agora de fazer babysitting (as tias são para isso mesmo!) quando deparo com um cenário preocupante, a trama melhor urdida dos últimos séculos está de volta : Casa Pia. A minha inquetação tem um fundamento no pequeno episódio familiar de há umas semanas atrás. Tendo a minha mãe, numa visita de cariz particular e esporádico, assistido a um almoço numa das casas da instituição, a minha irmã aproveitou a época de férias para levar as suas crias de visita a Lisboa. Aquando do regresso, e já na porta da instituição, tendo a mais pequena das criaturas cedido aos encantos do João Pestana, a minha irmã pede ao filho mais velho que vele pelo irmão enquanto ela chamaria a avô. Esta busca não foi duradoura, coisa de 10 minutos no máximo, e qual não foi o espanto de, chegadas ao carro encontrarem a pobre criança a limpar as lágrimas dos olhos. Como a minha mãe havia trazido umas amigas que aproveitariam a boleia, a criança sentindo-se intimidada, não respondeu quando questionada sobre o que sucedera. Após todas as entregas feitas, a minha mãe incluída, e estando já a minha irmã e prol na sua fortaleza, depois de lhe perguntar sobre o episódio das lágrimas, o miúdo (que tem 6 anos) respondeu já aliviado, que quando lhe dissera que a avó estava dentro de algo associado à Casa Pia, se tinha assustado porque lá dentro tinham uns homens muito maus e não se podia dormir lá, era muito perigoso... Tinha receio que a avô ficasse lá.
Esta é só uma amostra do que se passa diáriamente, normalmante à hora do jantar - que é a hora dos telejornais- quantas vezes não os ouvimos dizer "Outra vez a Casa Pia?!?! Já estamos fartos!!" o sentimento é comum a quase todos eles (a mais velha tem 7 anos...).
Não me autorgo sequer o direito de questionar a liberdade de imprensa, mas por favor, um pouco de contenção e respeito pelos demais não me parece que fosse atropelar a possibilidade de informar.
PS - diz a minha cunhada que a coisa agora vai virar, depois desta perseguição ao PS, a vez dos PSD vai chegar ( ela lá sabe, tem os seus contacto dentro do inimigo..., enfim a família é pluralista e damo-nos todos bem! quando não falamos de politica...)
colocado por Brisa



MIL E UMA PEQUENAS HISTORIAS


227. Comentar (ao Renan, sim, outra vez!)

Era uma vez um homem que foi aclamado como o mais exímio comentador da sua geração. O forte brilho dos seus comentários era de tal forma temido, que se conta terem chegado certos autores a contratar um assassino profissional para acabarem de vez com o seu sofrimento. Seja como for, o que é certo é que um dia ele cedeu ao desafio de se tornar ele mesmo um autor, e escreveu um livro. Todos foram unânimes em declarar que se tinha perdido um óptimo comentador e ganho um péssimo autor. Ele nem se dignou comentar, na verdade nunca mais comentou.
afixado por Luis N em 12.5.03



Bola Verde

(modéstia à parte…)

Terça-feira, Maio 20, 2003

Posted 9:46 PM by João Carvalho Fernandes

Tinha cerca de 9 anos. A minha mãe à hora do costume, mandou-me para a cama. Tentei resistir, mas lá acabei por obedecer.
Passados uns minutos, levantei-me e liguei um pequeno transistor que tinha no quarto, para ouvir o relato. Já nem me lembro como acabou o jogo. Só que o Sporting fez um resultado idêntico ao da primeira mão dessa (meia-final?) da Taça das Taças, pelo que no conjunto Glasgow Rangers e Sporting ficaram com o mesmo número de golos.
Terminado o jogo, o árbitro mandou marcar pontapés da marca da grande penalidade, para desempatar. E nessa decerto memorável noite para quem assistiu ao jogo, o grande VÍTOR DAMAS defendeu três penalidades! A cada uma eu dava pulos de contentamento, tentando ao mesmo tempo fazer o mínimo de barulho (já devia ser cerca de meia noite!). Foi uma grande alegria.
O pior, viria na manhã seguinte: descobrir que momentos após o jogo, o árbitro alertado para a mudança das regras das competições europeias, que ele desconhecia, atribuiu a vitória ao clube escocês, por ter marcado maior número de golos fora!



Luis Oliveira


A minha tabuinha

Agora... estou confortavelmente sentada numa cadeira, cujas rodinhas na pata espalmada, facilitam a deslocação ao longo da mesa onde se acomoda tudo o que preciso para entreter o tempo que sobra entre o preparar das refeições, do passar a ferro, do arruma a cozinha, do lava a louça, do coser a roupa... enfim das tarefas que bem cedo aprendi, de que tanto aproveitei e de que ainda me não aposentei.
Estou na Sala dos Mimos!
Da esferográfica ao computador, passando pelo rádio e aquecedor, tudo é conforto actual com cheirinho a electrónica!
Chamo-lhe Sala dos Mimos porque toda essa electrónica instalada é fruto do carinhoso amor dos filhos, amparando os anos que pesam e os dedos onde a artrite se acomodou e desenvolve paulatinamente.
O telemóvel está presente para as urgências:
«Como faço agora?!» E, nele ali mesmo à mão, a voz da filha, - ou do «filho» que ela me trouxe na brisa fresca de um Verão - pertinho do ouvido, desfaz as dúvidas.
«E agora? Isto está avariado?» E a voz do filho resolve num despacho, a qualquer hora nem que vá de viagem! E aquela «filha» por ele vinda de presente num Natal, dá outros mimos... que o computador lhe faz nervoso miudinho!... «Então, mãe, a cadeira é fofinha? Até aquece as costas! Ponha os pés ali que fica mais confortável. Está bem assim?»
E a voz dos netos também em gargalhadas: «Ó avó, clique em... e depois em... » Pois, era mais que evidente! «Liga sempre, avó, que nós cá estamos... » Afinal era tão simples. A minha cabeça é que vem de outra geração. Que me vão ligar à internet!... Vai haver nova fase de complicações! Mas, se cada complicação resultar num mimo... venham as complicações!
Hoje, ao acordar, o disco da memória abriu-se na caixinha-da-música. Poisou a agulha da grafonola numa faixa gasta... e largou: «Dez anos são passados desde o dia em que... ». Só à terceira saiu a canção por aí fora... Sorri, levantei-me... e aqui estou.

Agora... vou colocar a agulha noutra faixa gasta, e prosseguir...
Nela cinquenta anos já ficaram para trás, o tempo em que morava naquela casinha pobrinha com tecto de telha-vã. Sentava-me num banquito, à lareira de paus secos, com um casaco puídinho nas costas e colocava sobre os joelhos uma tabuinha alumiada pelo candeeiro de petróleo. A minha tabuinha tinha inúmeras funções:
Podia ser mesa-de-almoço e de jantar. Essa função ser-lhe-ia a mais dolorosa por servir de base a um tacho de alumínio com água a ferver, cuja tampa era um prato de esmalte contendo o menu:
Batata Redonda - (cozida, pelada ou com pele) e, por conduto, um ovo cozido; ou
Batata Guisada - e conduto, motrequinhos de febra frita conservada em banha de porco num pote de barro; ou
Açorda de Nada - sem conduto, só com cheiro a dente de alho; ou
Arroz de Nada - condutado com peixe da ribeira, quatro o máximo, de 7 a 10cm cada!
Arroz para variar e não apanhar a doença da batatose! Também podia haver sopa de couve, de nabos, de abóbora que as mães dos alunos cultivavam com fartura.
«Deus a salve, minha senhora. Aceite que é de boamente e sem esprito de ofensa. »
«Salve-a Deus, Sr.ª F... e lhe dê em dobro.»
Era assim o protocolo naquela terra.
A Ti Ana Pobre (assim chamada porque o era) contribuía para a sopa com vinte batatas numa saquita de retalhos. «Desculpe, minha senhora, a taleiga é maneirinha mas muito o Senhor deu a quem nada mereceu».
Era assim o coração daquela gente.
Mas, continuemos:
Como tabuinha-escrivaninha já sabia marcar e contar os erros ortográficos nos ditados... corrigir redacções... Sabia corrigir as contas intermináveis com oito algarismos no multiplicando e quatro no multiplicador, ou dez no dividendo e quatro no divisor... tudo com casas decimais, com as respectivas provas reais... Era realmente importante saber bem a tabuada salteada ou salpicada! Descodificava intrincados problemas de Aritmética com cinco e seis operações e inventava estratégias para que fossem compreensíveis os raciocínios arquitectados.
Tabuinha-Estante do livro escolhido para entretenimento ou estudo da sua dona, sabia os segredos das cartas para o namorado! Quando a caneta de tinta permanente parecia falhar, chegava-se de longe ao calor do lume, o líquido fluía... experimentava-se na tabuinha... sempre com a mesma palavra "Manuel", logo raspada com um canivete, letra por letra para ser... mais gostoso!
Tabuinha- ambão amparando o pequeno livro de orações, escutando mudamente petições, compromissos às vezes esquecidos, um louvor, uma acção de graças...
Tabuinha-confidente, apoio dos cotovelos quando as mãos seguravam a cabeça pesada de cansaço, de sono, de saudade dos irmãos, de tristeza...
Tabuinha- testemunha de horas de solidão, recebendo e absorvendo alguma lágrima fugidia e obstinada.
A tabuinha congratulou-se com êxitos imperceptíveis e abandonou fracassos confiados à misericórdia Divina cujos ecos só serviriam para alimentar impiedades.
Nada, então,era electrónico, meu Deus!
Mas obrigada, Senhor, pela minha Tabuinha dos Anos Cinquenta.

Maria Ezequiel


Um país torna-se decadente quando já não reconhece os seus males, nem aceita os seus remédios.

Vítor Hugo


FERRO RODRIGUES

Independentemente do que penso sobre os acusados, não posso deixar de criticar a tentativa de vitimização perante a opinião pública que está em curso, por parte do Partido Socialista. É pura demagogia, do mais baixo nível!
OH QUE COINCIDÊNCIA....

reporterX.net

"O servidor onde se encontra o reporterX está fora de serviço, por razões que ainda desconhecemos. Nos próximos 3 dias, vamos repôr toda a informação que se encontrava no site. As nossas desculpas."

CONCERTOS - ORQUESTRA DA ESCOLA SUPERIOR DE MÚSICA DE LISBOA

6ª feira 23 de Maio de 2003, 18h00 – Teatro S. Luiz – Entrada Livre

Sábado 24 de Maio de 2003, 18h00 – Sociedade de Geografia (junto ao Coliseu dos Recreios) – Entrada Livre

Direcção: Vasco Pearce de Azevedo

PROGRAMA

Sinfonia Op.3 nº 2 J. C. Bach (1735-1785)
Pavane pour une Infante Défunte Maurice Ravel (1875-1937)
Suite l’Arlésienne nº 1 Georges Bizet (1835-1875)
Sinfonietta Francis Poulenc (1899-1963)

FELÍCIA CABRITA

Jornalista?

Ah ah ah ah ah !

quinta-feira, maio 22, 2003


OS ARGONAUTAS

O barco, meu coração não agüenta tanta tormenta, alegria
Meu coração não contenta o dia, o marco, meu coração o porto, não
Navegar é preciso, viver não é preciso
Navegar é preciso, viver não é preciso
O barco, noite no teu tão bonito
Sorriso solto, perdido
Horizonte madrugada o riso, o arco da madrugada, o porto, nada
Navegar é preciso, viver não é preciso
Navegar é preciso, viver não é preciso
O barco o automóvel brilhante o trilho solto, o barulho
Do meu dente em tua veia
O sangue, o charco, barulho lento o porto, silêncio
Navegar é preciso, viver não é preciso...

Caetano Veloso