sexta-feira, setembro 12, 2003

BLOGS

Acrescentada meia centena (!) de blogs, na secção (nova) TUDO AO MOLHO E FÉ EM DEUS. Ficarão lá a marinar até serem transferidos para outra secção (ou deitados para o lixo). Se merecerem a transferência serão alvo de post.
BLOGS DE 11 SETEMBRO 2003

Sem querer ser exaustivo e pedindo desde já desculpa aos que foram omitidos, alguns extractos do que se escreveu nalguns blogs e respectivos sistemas de comentário.


jcd em Jaquinzinhos :

9-11


Twin Towers, Nova York, Abril de 1997


Sara Santos Costa in comentário em Arte de Opinar ! :

Por todos aqueles que morreram vítimas de ataques de terrorismo em qualquer parte do Mundo, “Requiescat in pacem”.

MORS-AMOR

Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
Da noite nas fantásticas estradas,

Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?

Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável mas plácido no porte,
Vestido de armadura reluzente,

Cavalga a fera estranha sem temor:
E o corcel negro diz "Eu sou a morte",
Responde o cavaleiro: "Eu sou o Amor".

Antero de Quental



CAA no MATA-MOUROS :

Nem mais!
Nos dias que se seguiram ao 11 de Setembro, andei a vaguear nalguns chats da net (ainda não existiam blogues) que comentavam o atentado. Li coisas extraordinárias. Sobre as causas económicas, sociais, históricas, morais e outras, que teriam provocado o terrorismo. Lembrei-me disso, hoje, quando fiz algumas visitas a certos blogues esquerdistas. Voltei-me a lembrar quando fui agredido ao ouvir na TSF mais um conjunto de enormes dislates por parte daquele Sr. Goulão, uma verdadeira tragédia da comunicação social portuguesa (?).
É que a minha recordação mais viva desses diálogos cibernautas foi um longo texto explicativo e justificativo das "razões" da Al-Qaeda e do terrorismo palestiniano, mas que logo foi seguido de um comentário seco, mas certeiro, de alguém: quando os aviões chocaram com as torres, devias era estar lá dentro, tu e a tua família, meu grande c...!
Hoje apeteceu-me dizer isso a muita gente...



Alexandre Inagaki em Pensar enlouquece. Pense nisto. :

Ao final daquele 11 de setembro de 2001, três minhocas perambulavam macambúzias em meu cérebro: Apreensão, Perplexidade e Tristeza. Meu desconsolo maior estava em saber que, ao contrário da Guerra dos Mundos do programa de rádio de Orson Welles, as cenas que eu vira foram 100% reais. Naquele dia, a realidade goleara Hollywood por quatro aviões a zero.


FMS em NO QUINTO DOS IMPERIOS :

MEMÓRIA: Tremo só de ler a data ali em cima. Aquele almoço rotineiro em família numa Terça-Feira em que tudo mudou. Não me apetece escrever sobre isso no blog. Aqui, onde tudo é um jogo de parada e resposta, a polémica é senhora. Há argumentos para tudo. Só que nesta questão, como em todas as questões absolutamente lineares, quem quiser refutar o óbvio só tem o caminho do grotesco. Ou seja, qualquer comentário que eu faça acerca do 11 de Setembro, terá a resposta que eu já conheço: uma tese que mete condescendência e root causes , que mete Bush e Bin Laden no mesmo saco, que mete poréns e contudos depois das condenações. Mas que, acima de tudo, mete nojo.


migalhas em A Origem do Amor :

Hoje, só um post

Há dois anos atrás, biliões de pessoas em todo o mundo disseram: amo-te



Carla de O Direito de Sonhar :

Two years ago on this day, the sky was exactly the same. It was a shade of pure blue, breezy and beautiful. You know how people say that time heals all? It doesn't. It only makes reality clearer, it opens up further wounds that never closed. Two years later, it still hurts.

New Jersey lost 700 people on September 11, 2001. God Bless NY, NJ, PA, and DC.



Rui do catalaxia :

Dois anos após o 11 de Setembro, o mundo não estará mais seguro. Mas poderia estar seguramente muito mais perigoso.


NunoP da JANELA PARA O RIO :

WE SHALL NOT FORGET
Passam hoje 2 anos sobre a maior catástrofe do mundo moderno do Pós 2ª Guerra Mundial, o atentado contra as Torres Gémeas de Nova Iorque, o bárbaro ataque à sociedade ocidental perpetrado por um infame grupo de fundamentalistas islâmicos, liderados por Osama Bin Laden e organizados sob a designação de Al-Qaeda.
É preciso recordar e relembrar o que passaram os americanos, de cada vez que levantamos a voz crítica sobre a sua forma actual de ver o mundo. Infelizmente, foram eles que sofreram directamente os efeitos da Nova Ordem Mundial pós Guerra Fria. Mas não são apenas americanas as vítimas, é preciso lembrar que o alvo foi aquele que era provavelmente o maior símbolo da globalização, onde trabalhava gente de praticamente todas as nacionalidades.
No entanto, é fácil e cómodo estar aqui na Europa a fazer análises elaboradas e críticas, quando todo o sofrimento se passou longe daqui.
Não pretendo desta forma desculpar a política externa americana, pretendo sim justificar o apoio que obtém de um povo que presenciou o atentado.



Tudo menos política de -Tudo menos politica- :

-As torres-

A primeira vez que fui a Nova Iorque foi precisamente 6 meses antes do 11 de Setembro. Quando saímos do comboio em plena cidade, descemos na paragem do World Trade Center. Lembro-me de estar com o meu marido, primo e sogra e de abrirmos a porta e olharmos para cima, pasmados ( ou saloios, se quiserem ). Lembro-me de nos espantarmos com a altura das torres. Lembro-me de subirmos até lá acima.Lembro-me da paisagem.

Há precisamente um ano voltámos lá. As torres já não existem, a cidade tem espantosamente mais luz e recordo-me da sensação de passear pelas ruas e sentir que faltava qualquer coisa naquele contexto. Esta paisagem já não é a mesma coisa.



ANS de O Carimbo :

OS ATAQUES TERRORISTAS DE 11 DE SETEMBRO DE 2001

Tinha decidido não escrever sobre o segundo aniversário dos ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001. No entanto, tenho estado a ver o documentário da CNN sobre o que se passou naquele dia (e durante os últimos dois anos) e não é possível ficar indiferente a tamanha brutalidade e violência.
Já há dois anos atrás, quando os ataques aconteceram, tinha sentido a mesma incredulidade. Pensei que, por já conhecer os factos e a violência das imagens, poderia agora assistir ao programa da CNN sem me emocionar. Puro engano. Parece que estou a assistir a tudo pela primeira vez. Não, minto. Estou consciente de já ter visto as imagens. Mas, na primeira vez que as vi, as explosões e a nuvem de pó causada pela queda do World Trade Center dominavam as imagens (que eu "via"). Agora é pior. Agora consigo ver os pormenores. Consigo ver as pessoas.
No início do programa pensei ser redundante a repetição de imagens tão violentas. Puro engano. Não é, nem nunca será redundante. São estas imagens que nos mostram as terríveis possibilidades do terrorismo. São estas imagens que nos lembram porque razão temos de combater o terrorismo. Temos apenas de ser cuidadosos e evitar repetir as imagens com demasiada frequência. Isso poderia gerar insensibilidade às imagens.
Só espero que muitos futuros terroristas suicidas possam ver este documentário. Talvez eles acabem por perceber que existem outros caminhos (pacíficos) para resolver os problemas, por mais desesperados que estes sejam.



masson do Almocreve das Petas :


A lo sonoro llega la muerte
como un zapato sin pie, como un traje sin hombre,
llega a golppear con un anillo sin piedras y sin dedo,
llega a gritar sin boca, sin lengua,
sin garganta,
Sin embargo sus pasos suenan
y su vestido suena, callado como un arbol.


[Solo la Muerte, Pablo Neruda]


Leonel Vicente em aaanumberone :

Passaram 2 anos…
Desde esse dia, ficámos a saber que não existem “regras de ética” que obstem ao massacre de inocentes.
Para que não seja esquecido

quinta-feira, setembro 11, 2003

Sept. 11 memorials set across the nation

Victims of 2001 attacks to be remembered

By Sara Kugler/Associated Press/New York

September 11, 2003

The thousands killed on Sept. 11 will be honored where they died and across the nation on the second anniversary of the terrorist attacks Thursday, with cities falling silent, names read aloud, wreaths laid and bells tolling for the dead.

Two years to the minute after hijackers crashed American Flight 11 into the World Trade Center's north tower, victims' relatives and dignitaries will pause in silence at ground zero. In Washington, President Bush will observe the 8:46 a.m. moment on the South Lawn of the White House.

At the trade center, on a stage near where the north tower once stood, 200 children will take turns reading the 2,792 names of people lost in the attack.

"I thought it would be a good way to honor my dad, and to honor the other people," said 11-year-old Madilynn Morris, who will recite 14 names, ending with her father, Seth Allan Morris.

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The trade center program -- similar to last year's three-hour memorial -- will include readings by family members, former Mayor Rudolph Giuliani, his successor, Michael Bloomberg, and the governors of New York and New Jersey. Following last year's practice, speeches will be limited.

A children's chorus will sing several songs, concluding the ceremony with "America the Beautiful." As the sun sets, two beams pointing skyward will be switched on, invoking the image of the twin towers.

When the children read the victims' names at ground zero, Madilynn Morris' mother hopes Americans are watching and paying attention to their young, solemn faces. Madilynn's 35-year-old father was among the 658 employees of the bond firm Cantor Fitzgerald who were killed the attack.

"Maybe people will think, 'That could have been my kid standing up there,' and we'll continue the fight against terrorism so another child doesn't have to lose a parent," Lynn Morris said.

Texto completo em : Tribune Star

SITES

Um dos melhores sobre o 11 de Setembro de 2001, descoberto via Merde in France, é este:

A Small Victory Tem dúzias de histórias sobre o 11 de Setembro, que podem ser lidas e/ou ouvidas!

Também tem muitos (bons) links, nomeadamente para alguns dos melhores sites sobre o assunto:

The September 11 Digital Archive , que procura preservar as memórias dos ataques de 11 de Setembro de 2001 e que tem um acordo de parceria com a Library of Congress.

September 11 News , que tem milhares de documentos sobre os acontecimentos, nomeadamente fotos, capas de jornais e revistas, reacções pelo mundo, etc e que fez um acompanhamento durante estes dois anos.

E há mais, muitos mais links. Vale a pena passar algum tempo a percorrê-los.
HOMENAGEM AOS POLÍCIAS DE N.Y.

NYPD 9/11 Tribute

Com esta, ficaram completas as histórias sobre os cinco portugueses que faleceram no ataque de 11 de Setembro de 2001, ao World Trade Center.

Mais uma vez, os seus nomes e idades:

Antonio Jose Carrusca Rodrigues, 36 anos

Manuel John da Mota, 43 anos

Carlos da Costa, 41 anos

Antonio Augusto Tomé Rocha, 34 anos

Joao Alberto da Fonseca Aguiar Jr., 30 anos
Antonio Jose Carrusca Rodrigues





Escrito por : Henrique Botequilha / VISÃO nº 446 20 Set. 2001 com Henrique Mano (em Nova Iorque), Luís Ribeiro, Miguel Carvalho e Paulo Pena

A esperança dos subterrâneos

António José Rodrigues, 36 anos, está desaparecido na área do WTC desde o dia do atentado. O seu primo, Jorge da Silva, 29, não tem autorização para lá chegar, mas dificilmente poderia acrescentar algo mais aos esforços das equipas de busca. Já foi aos hospitais, à Cruz Vermelha, a todos os locais onde pudesse recolher uma pista de Tozé, polícia na Port Authority (autoridade marítima) de Nova Iorque e New Jersey.

À hora dos atentados, Tozé está no seu posto, no terminal de autocarros,longe dali, na Rua 42. Recebe a ordem de acudir às vítimas e ajudar na evacuação das torres gémeas. Está tudo muito confuso. O fumo é cada vez mais intenso e é-lhe pedido para ir aos pisos subterrâneos, buscar máscaras e garrafas de oxigénio.

Quando desce, cai uma torre.

O facto de estar nos pisos subterrâneos pode ser uma vantagem. É que por baixo do WTC havia um mundo equivalente a sete andares. Pode estar encurralado, mas vivo, acredita Jorge da Silva.

Tozé é um emigrante tardio. Partiu para Nova Iorque aos 16 anos e sozinho, deixando os pais em Faro. Juntou-se aos tios e a Jorge, em Queens, onde começou por trabalhar numa empresa de canalizações. Não teve dificuldades de adaptação, até porque a área foi «colonizada» por milhares de portugueses. Rapidamente, ficou conhecido por «Shorty» (Baixinho) por causa do seu metro e 90 de altura.

Alistou-se na NYPD (polícia de NY). Não gostou da experiência, recuou e jogou de novo, agora na autoridade marítima, que integrava há menos de um ano. Após o casamento com Cristina Rodrigues, 23 anos, uma professora primária luso-americana, mudou-se para Long Island e teve dois filhos, uma menina de 7 anos e um rapaz de 4.

Na manhã de terça-feira, 11, saiu muito cedo, às cinco e meia da manhã, porque a viagem para a área financeira da grande cidade pode demorar duas horas e ele começa a trabalhar às oito. Mudara de turno no início do mês, para passar mais tempo com a família.

«Ele é um lutador. É inteligente e conhece bem aquilo. Vai aparecer», garante a mulher. Quando os filhos perguntam pelo pai, Cristina responde que está a ajudar as outras pessoas. O pai é um herói.

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He Changed Careers to Work With People
September 23, 2001

Port Authority Police Officer Antonio Rodrigues was not only a law enforcement official, he was an artist.

His wife, Cristina, said that at age 11 or 12, before immigrating with his family to the United States, he had several exhibits of his landscapes in his native Portugal.

But the picture that Cristina Rodrigues would most like to see is her husband walking through the door of their Port Washington home. Antonio Rodrigues, 35, was last seen in the basement of the World Trade Center just before the towers collapsed on Sept. 11.

An aeronautical engineer- turned-police officer, Rodrigues switched careers partly because it was difficult to find work in his field, but also because he liked to work with people. He joined the New York City Police Department about six years ago as a transit worker. Two years ago, he became a Port Authority officer.

Rodrigues was normally stationed at the Port Authority bus terminal near Times Square. But he and 14 other officers were sent downtown to help after the catastrophe.

"They told me that he had gone downstairs to the basement to pick up oxygen tanks."

Cristina Rodrigues met her husband about 15 years ago at a wedding at Huntington Town House. "He's very social," she said, "and very kind. He would help anybody."

The couple has two children, Sara, 7, and Adam, 4. Cristina Rodrigues has not given up hope, although she said, "As the days go by, it gets harder." But she added, "I believe in miracles, and I keep praying for him."

- Robert Fresco and Victor Manuel Ramos (Newsday)

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Antonio Rodrigues painted what he liked and he liked the water, so he painted scenes of the beach and of boats. He grew up in Portugal, in a town perched on the coast. When he married and settled near New York, he and his wife, Cristina, chose Port Washington, on Long Island, because they wanted to be near the balm of the water. Their two children, Sara and Adam, had no complaints.

Mr. Rodrigues, 35, had been a transit officer in New York but joined the Port Authority police force earlier this year. He designed a T-shirt for his graduating class, with a logo on one side and caricatures of graduates on the back.

He had been stationed at the Port Authority bus terminal, and when the attack occurred, he and 14 other officers commandeered one of the regular commuter buses and raced down to the trade center.

Much as he relished painting, Mr. Rodrigues had not done many canvases in a few years. Instead, he drew cartoons about his job. "He found a lot of things funny with his job," Mrs. Rodrigues said.

For instance, she said, one of the other officers at the academy was assigned to carry around a rock and take care of it. It became a running joke to inquire of this officer, "Where is your rock?"

So Mr. Rodrigues drew a cartoon about the officer and the rock. In sorting through the cartoons, Mrs. Rodrigues has decided to give some of them away to officers she feels would appreciate them. The officer with the rock is getting his.

Profile published in THE NEW YORK TIMES on November 20, 2001.
HOMENAGEM AOS BOMBEIROS DE N. Y.

FDNY 9/11 Tribute

(Carreguem no capacete que está do lado direito)
VÍTIMAS

Memorial