segunda-feira, maio 09, 2011

Dissidentes cubanos pedem investigação à morte do dissidente Juan Soto

JuanWilfredoSotGarcia.jpgA Comissão Cubana dos Direitos Humanos pediu a abertura de um inquérito para averiguar as causas da morte do dissidente cubano Juan Wilfredo Soto. “Não há dúvida de que há uma relação de causa e efeito entre ter sido espancado pela polícia e a sua morte. Exigimos ao Governo que abra uma investigação e aponte responsabilidades”, disse à Reuters um representante do grupo, Elizardo Sanchez.Com a devida vénia ao PúblicoSegundo Sanchez, e apesar de nos últimos meses terem sido libertados dezenas de dissidentes — a grande maioria trocou a liberdade pelo exílio — a repressão adensou e a “brutalidade” da polícia para com os dissidentes é maior.Juan Wilfredo Soto tinha 46 anos e era uma das primeiras figuras da dissidencia ao regime castrista da cidade de Santa Clara, a 275 km de Havana. Na quinta-feira da semana passada, durante um protesto, foi espancado pela polícia e preso. Pouco depois, foi libertado e deu entrada no hospital Arnaldo Milian, onde morreu no domingo de manhã. O funeral foi nesta segunda-feira e assitiram à cerimónia 80 pessoas, muitas delas conhecidos dissidentes locais. Soto, que esteve preso 12 anos por motivos políticos, pertencia ao Pólo Antitotalitário Unido, a que também pertence Guillermo Fariñas, prémio Sakarov do Parlamento Europeu em 2010. Fariñas considerou a morte de Soto “um assassínio”.“Foi um crime, um assassínio, e o responsável é o Governo por incentivar a violência policial”, disse Fariñas que participou no protesto de quinta-feira e que afirmou que não deixará “o assassino impune”.O dissidente sofria de hipertensão, de diabetes e tinha outros problemas de saúde. Segundo o médico Ruben Aneiro Medina, do hospital Arnaldo Milian, a morte deveu-se a pancriatite e a insuficiência renal. Porém, segundo o "El País", a certidão de óbito demorará 15 dias a ser passada e vários dissidentes consideraram que não morreu devido aos problemas que tinha, mas da tareia que levou da polícia.No ano passado, o Governo cubano foi duramente criticado pela forma como tratava os dissidentes depois da morte de Orlando Zapata Tamayo. Preso político de 42 anos, condenado a uma pena de 36, começou uma greve de fome pela libertação dos presos políticos e morreu ao fim de 85 dias.

quarta-feira, abril 13, 2011

CUBA - Dos pájaros de un tiro

Spain_Cuba_Prisoners_embedded_prod_affiliate_84-300x210.jpgLA HABANA, Cuba, abril (www.cubanet.org) – Debiera ser motivo de alegría -y de hecho lo es, aunque a medias- la llegada a Madrid del último grupo de presos políticos cubanos que, según acuerdo del gobierno español con nuestra dictadura, han sido transferidos de la cárcel al destierro.Por José Hugo FernándezParece que este último grupo de 37 presos, voló a la expatriación acompañado por 209 familiares, pues los noticiarios daban cuenta del traslado de 246 pasajeros entre unos y otros. Entonces debiera alegrarnos que se cuenten por cientos los paisanos que han pasado a engrosar la lista de quienes logran escapársele al diablo por debajo de la capa, mediante el susodicho acuerdo con España.Sin embargo, con el perdón de los implicados, la noticia, a la vez que alegra, entristece, desalienta y confunde. De pronto, ya ni siquiera es un proceso de destierro para los opositores pacíficos al régimen, o no solamente es eso. Porque el convenio ha derivado en una nueva vía de éxodo por motivos políticos.De acuerdo con un reporte del diario español El País, los 115 presos políticos cubanos que hasta hoy han ido a vivir a España gracias a este convenio, se llevaron consigo a 650 familiares. Es una cifra que inevitablemente nos pone a pensar.A ese ritmo, lo único que necesitarían nuestros caciques para quedarse al fin solos y dueños únicos de la Isla, es dedicarse a desterrar a los presos sistemáticamente, y seguir disponiendo que sean acompañados por todos sus parientes.Así mata dos pájaros de un tiro: liberarse de la gravosa carga (moral, política e incluso económica) de los opositores presos, sacándolos del juego, a la vez que se deshace de sus familiares, los que han de ser vistos por el régimen como un lastre.Por otro lado, llegue nuestra reiteración de respeto y gratitud a los opositores que optaron por partir, luego de haber sufrido los tormentos del presidio político. Pero francamente, por más que me exprimo el cerebro, no consigo imaginar a Martí o a Heredia y a tantos honorables compatriotas que fueron desterrados de la Isla por el colonialismo español, haciéndose acompañar por todos sus parientes para ir a cumplir la humillante condena, ya que no otra cosa es el destierro.Por eso también me confunde el júbilo del ministro español de la Presidencia, quien ha declarado que el gobierno de su país “tiene el orgullo de poder decir al mundo que ha sacado a los presos de conciencia de las cárceles cubanas”. En primera, no estoy seguro de que su declaración refleje la verdad exacta. Y en segunda, habría que ver hasta qué punto tal mediación constituye una auténtica razón de orgullo para España, no por su efecto mediático, sino por lo que esencialmente representa para la causa de la libertad en Cuba.

terça-feira, abril 12, 2011

NÃO GOSTA DE COELHOS...

JuditeSousa_PasosCoelho.jpgOntem provou-se definitivamente que a Dona Judite não gosta de Coelhos...

sábado, março 19, 2011

Rodeadas las Damas de Blanco

LA HABANA, Cuba, 18 de marzo (Aini Martin Valero, PD/ www.cubanet.org) –Un grupo de Damas de Blanco se encontraban sitiadas en la casa de una de sus líderes, Laura Pollán, este 18 de marzo, día del prisionero de conciencia y octavo aniversario de la Primavera Negra de 2003.3719538w-365xXx80-300x203.jpgAlrededor de 30 damas pudieron llegar a la casa, que de hecho funciona como sede de la organización, pero no pudieron salir a realizar la marcha programada para ese día. Las mujeres sufrieron varias horas de un mitin de repudio de las turbas pro gubernamentales.Según el periodista independiente Roberto de Jesús Guerra, fuente de esta información, la calle Neptuno está cerrada al tráfico y las arterias aledañas están rodeadas por efectivos de la policía política cubana.Se supo que alrededor de diez Damas de Blanco que pretendía llegar a la casa de Pollán fueron detenidas y se encuentran en diferentes Estaciones de Policía de la capital. Las viviendas de varios opositores en la ciudad, también se encontraban vigiladas por agentes de la policía política, para impedir que salieran a la calle.

terça-feira, março 08, 2011

António Mexia: "Preço da eletricidade caiu 6% desde 1998"

António Mexia: "Preço da eletricidade caiu 6% desde 1998" E no mesmo período de tempo, em quanto subiram os prémios dos "Mexias"?E quem vai ser responsabilizado quando a EDP der o berro devido à astronómica dívida e tiver de ser renacionalizada?

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

WINSTON CHURCHILL

"Never give in, never give in, never, never, never, never-in nothing, great or small, large or petty - never give in except to convictions of honour and good sense." Winston Churchill

sábado, janeiro 29, 2011

Opositor cubano Fariñas novamente libertado após três detenções em dois dias

327119.jpgFariñas foi detido e libertado três vezes em 48 horas, as autoridades cubanas estarão a procurar evitar manifestações maiores.Com a devida vénia ao PúblicoPrimeiro participou num protesto contra o despejo de uma mulher grávida e dois filhos e foi detido. Depois deslocou-se a um posto da polícia para se manifestar contra a detenção de outros opositores, voltou a ser preso. E o mesmo aconteceu quando foi com um grupo de cerca de 15 pessoas deixar flores junto à estátua do herói nacional José Martí. O opositor cubano Guillermo Fariñas foi detido três vezes. Uma dor no peito levou-o a ser hospitalizado mas já voltou para casa. As autoridades cubanas estarão a procurar evitar manifestações maiores e as detenções temporárias serão uma forma de dissuasão. Segundo a Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, que é ilegal mas tolerada em Cuba, nos últimos dias houve pelo menos 70 detenções temporárias em Santa Clara, a cerca de 280 quilómetros de Havana, entre as quais a de Fariñas, que se tornou num símbolo da oposição ao regime de Raúl Castro. No ano passado esteve 135 dias em greve de fome para apelar à libertação de prisioneiros políticos doentes e foi galardoado com o Prémio Sakharov para a liberdade de expressão pelo Parlamento Europeu.A mãe de Fariñas, Alicia Hernandez, contou ao diário espanhol “El Mundo” que o filho já está em casa mas que, depois de ser libertado, passou algumas horas no Hospital de Santa Clara, o mesmo onde esteve internado vários meses após a prolongada greve de fome que iniciou em Fevereiro do ano passado. “Sentiu uma forte dor no peito, falta de ar e febre”, explicou Alicia Hernández. Fez radiografias ao tórax, um electrocardiograma e outros exames e acabou por ter alta. Deverá voltar a realizar novos exames na próxima semana.Pouco após a segunda detenção, que se prolongou por 16 horas, Fariñas disse à AFP que foi alertado por um alto responsável da polícia, que lhe disse que seria novamente detido se voltasse a manifestar-se. Ter-lhe-á respondido: “bom, então será a terceira vez”.Em 2010 Fariñas acabou por pôr fim à sua greve de fome quando, após a intervenção de responsáveis da Igreja Católica em Cuba, o Governo anunciou que iria libertar 52 presos políticos. Muitos desses prisioneiros, que pertencem ao grupo de 75 opositores detidos na “Primavera Negra” de 2003, já saíram da prisão e alguns estão hoje a viver em Espanha.A greve de fome de Fariñas começou também depois de outro opositor, Orlando Zapata Tamayo, ter morrido em Fevereiro do ano passado após mais de 80 dias em greve de fome, também para exigir a libertação dos prisioneiros políticos doentes.Em Dezembro, quando o Parlamento Europeu atribuiu a Fariñas o Prémio Sakharov, as autoridades cubanas não o autorizaram a viajar até Estrasburgo e a cerimónia acabou por decorrer com uma cadeira vazia no palco, coberta com a bandeira de Cuba.