sexta-feira, abril 30, 2004
CHARUTOS DO BRASIL
Na Grande Reportagem, o Francisco José Viegas, aproveitando a sua estadia no Brasil foi experimentando charutos e fez o favor de partilhar connosco quais os melhores. (Já agora, pedindo desculpa aos outros leitores, um recado: mandei mail a confirmar interesse; fico à espera das respostas)Esperando qualquer dia também poder degustá-los, eis os indicados nas duas semanas anteriores:
Maduro de Dannemann - "Um corona de de cores escuras, que lembra cacau e café ou açucar e café. Ao contrário de outros exemplares brasileiros, a tensão do charuto é exemplar, e tem um final muito digno, o que é ainda mais raro nos charutos baianos."
Mata Fina, Robusto de Alonso Menéndez - "Provei um destes num café em São Salvador. Voltei dois dias depois para comprar alguns, avulsos. Achei, na altura, que tinha encontrado o aroma perfeito para o Verão. Nem mais".
FUTEBOL, POLÍTICA & FINANCIAMENTOS
Aos poucos, vão sendo reveladas mais ligações perigosas entre futebol e política. Esperemos que haja coragem para ir até ao fundo (acho que é esta a palavra apropriada).E para quando uma verdadeira análise às contas dos partidos? Haverá alguém que acredite que a maioria dos partidos gasta apenas as verbas legais? Como é possível com os limites legais existentes que o País esteja coberto de outdoors do PSD/CDS, PS e BE?
BOLA VERDE
PEARL BUCK
"All things are possible until they are proved impossible - and even the impossible may only be so, as of now."Pearl Buck (1892 - 1973); US author.Qualquer coisa como: Tudo é possível até se provar que é impossível e mesmo o impossível pode ser só por agora.
quinta-feira, abril 29, 2004
SONG OF MYSELF - WALT WHITMAN
I CELEBRATE myself, And what I assume you shall assume, For every atom belonging to me as good belongs to you. I loafe and invite my soul, I lean and loafe at my ease
.observing a spear of summer grass. Houses and roof perfumes
.the shelves are crowded with perfumes, I breathe the fragrance myself, and know it and like it, The distillation would intoxicate me also, but I shall not let it. The atmosphere is not a perfume
.it has no taste of the distillation
.it is odorless, It is for my mouth forever
.I am in love with it, I will go to the bank by the wood and become undisguised and naked, I am mad for it to be in contact with me. The smoke of my own breath, Echos, ripples, and buzzed whispers
.loveroot, silkthread, crotch and vine, My respiration and inspiration
.the beating of my heart
.the passing of blood and air through my lungs, The sniff of green leaves and dry leaves, and of the shore and darkcolored sea-rocks, and of hay in the barn, The sound of the belched words of my voice
.words loosed to the eddies of the wind, A few light kisses
.a few embraces
.a reaching around of arms, The play of shine and shade on the trees as the supple boughs wag, The delight alone or in the rush of the streets, or along the fields and hillsides, The feeling of health
.the full-noon trill
. the song of me rising from bed and meeting the sun. Walt Whitman
POLÍTICA DO CARIMBO - PAULO FERREIRA DA CUNHA
Um excelente artigo do Prof. Paulo Ferreira da Cunha, publicado ontem na revista "Tempo".POLÍTICA DO CARIMBOUma das formas de abaixamento do nível da política é o uso do carimbo pejorativo.Esta agressão simbólica tem o gosto mórbido de eleger uns monstros, uns inimigos míticos, e neles vê todo o Mal, a partir de uma primária mística e de uma elementar teoria da conspiração. Política do ferrete, do labéu, do estigma, acusa comunismo, fascismo, judeu, muçulmano, capitalismo, Estado, grande Satã, infiel - o outro
O carimbador usa os rótulos como cacetadas: é primário, sobranceiro, e vive de subentendidos com o seu público. Não se dá ao luxo de argumentar que o judeu ou o muçulmano é o culpado: morte! Não sabem todos que o Estado é o mau da fita? Acabe-se. Saramago terá sido saneador e é candidato pelo PCP? Pois é um analfabeto, e o mundo anda todo enganado com uns comunistas que lhe deram o Nobel. Boaventura não agrada a Físicos? Pois então não vale nada como sociólogo, é uma fraude. Soares terá sugerido diálogo com os terroristas? Nem sei o que lhe chamam
Durante o Estado Novo, as paredes do ódio dos ultras chamavam-lhe Judeu. Monteiro é contra esta constituição europeia e considera inconstitucional a revisão que lhe abre a aporta? Pois é um anti-europeísta, influenciado por manuais do Estado Novo.Colectivistas vêem monstros no capitalismo, burguesia, fascismo, liberalismo, etc.Autoritários e pró-capitalistas abominam comunismo, ralé, canalha, operários, sindicatos, URSS, etc.Há heróis mitificados para os vários gostos. Há livrinhos negros ou vermelhos quais bíblias para os ideólogos de várias cores, que deles tiram citações decisivas com que julgam fulminar os adversários, quais encarnações do diabo. E os extremistas levam estes sentimentos, contidos e racionalizados nos moderados, a zénites de demência. Intelectuais orgânicos velam pela pureza e despacham excomunhões.Defendendo uma democracia liberal, social e de valores (acabo de ser convidado para o congresso dos Liberais Europeus) abomino todos os autoritarismos. Não aprecio os gurus do politicamente correcto. Todos podem ser criticados. Mas nunca com argumentos sem argumento. Jamais avaliando qualidade literária por passado político, confundindo o rosto com a alma, apelando para o primarismo de grupo que tem como santo-e-senha os esgares, os risinhos e os preconceitos comuns qual claque futebolística de hooligans. É grave taxar de hereges ou tontos os que pensam de maneira diferente.Tal política carimbadora não terá, na sua essência, uma inquisitorial obstinação pela pureza princípio de todo o fanatismo? Paulo Ferreira da CunhaProf. Catedrático de Direito
IRAN - STRANGLED, SUPRESSED AND BETRAYED
Um interessante testemunho sobre o Irão dos últimos anos e a oposição ao regime.in: IRAN-VA-JAHANApril 27, 2004 Iran va Jahan Shahla Samii1979 was the year many of us left Iran due to turmoil, uncertainty and the catastrophic events unfolding under Khomein's iron will and vengeful plans for the country and its people, cleverly shrouded under the name of Islam and social equality. Until then I had lived with my family in Tehran, where I had married my late husband in 1966. He was foremost a physician, but also a humanitarian and patriot who worked tirelessly to improve medical care, modernizing and building hospitals and advancing healthcare. He also believed that education was the country's greatest natural resource and endeavored to extend the benefits realized through education by founding and establishing institutions of higher education. He aimed and succeeded, amongst others of that era under the late Shah of Iran's educational platform, to woe back students and professionals who had been studying and working abroad, to return and use their talents and assets to build a better future for all Iranians. Since my husband's passing in the year 2000, and in his memory, I have endeavored to pursue his patriotic passion to once again bring the benefits of education in a free, democratic and pluralistic society to my compatriots. I attempt to do this by highlighting the injustices suffered by the Iranian people under the Islamic Republic of Iran (IRI), informing the Western media and public of the duplicity and treachery of IRI apologists, and hopefully serving as a voice for the youth in Iran who are stifled and suffocating, yet hopeful in yearning for a better tomorrow with the moral support of their compatriots and contemporaries in exile. The majority of the Iranians, under the ruthless rule of the IRI, have for some time now turned their back on their regime. Without doubt, a minority has been on the payroll of the IRI, staunchly supporting the regime and often in the forefront of fighting any dissent within Iran. The victims of the supporters of the IRI are the students and the disillusioned 70% under the age of 30; the striking workers and teachers who are left without adequate pay and have to work several jobs to survive; the private sector of small businesses who have no linkage to the regime and its cronies. The IRI has spent millions to keep some groups on board, both inside and outside Iran, and has played its hand right with the EU and other Western governments whilst shouting slogans against the Evil Empires, the United States and Israel. Inadvertently and surprisingly they gained another source of allies: the exiled visiting Diaspora whose voices, when abroad, sound the IRI propaganda instead of relating the truth about the actual conditions of a desolate and miserable Iranian people. When Khatami was elected President, his mandate was to moderate the excesses of the revolution, while his hidden agenda was to seduce the world and millions of Iranian exiles. Except for superficial changes, he failed the mandate, yet he succeeded in the more important hidden agenda. He started with his dialogue among civilizations, exuding a smiling, kind and civilized demeanor. Then he began his quest to attract Iranians in exile to come home; passports, visas and travel into and out of Iran became easier, mandating the Foreign Ministry to accommodate people of all backgrounds, even exiled former politicians. The challenge was to make the Diaspora ambassadors for the IRI. This proved not difficult because many exiled Iranians who traveled back often became unwilling but accommodating pawns in this charade. Just listen to this group and imagine their joy: when their dollars make everything cheap in Iran; when they revisit with old family and friends; when they remember that their compatriots by nature are kind and hospitable; when they see their country still offers its many natural beauties and its strong cultural heritage in spite of the present regime. On returning to their adopted homes, they relate positive tales of life in Iran, the life of a small and privileged minority. The sole detractor in their words relates to walls of bureaucracy when trying to recoup property or assets they used to own, and only successful through bribes and having to buy-back what has been legitimately theirs. Iranians are proud people by nature, and although their incomes have plummeted in real terms, they mask the hardships they have endured. When family and friends visit, just as when foreigners visit Iran, to maintain their pride and dignity, they entertain their guests generously. These travelers have become the mouthpiece for positive propaganda for the IRI. They do not talk about the politics of the regime, such as their funding of terrorists, nor do they mention students and journalists languishing in prison. They do not know, or perhaps do not care, which newspapers are closed down, how many girls prostitute themselves, or where the addicts are sleeping. The health hazards posed by unchecked air pollution and chaotic and dangerous traffic problems of metropolitan Tehran are irrelevant. Most importantly, they forget that the youth in Iran has a bleak future under this regime. Amongst the younger exiled generation, many are wooed by so-called Iranian-American civic societies who take it upon themselves to be their representatives with American educational, cultural and political establishments. They do not refer to the plight of Iranians. Human rights under the IRI are no longer a priority. Dissent and the misery index inside Iran are forgotten. I believe that we, the Diaspora, have a duty to our compatriots. 25 years ago many of those now suffering under this oppressive, ruthless and corrupt regime were not born or were just toddlers. The Diaspora enjoys the yearnings of those in Iran. We have freedom of speech and the rule of law on our side; they do not. We have opportunities to study, enter a diverse job market and with hard work achieve our goals and acquire a decent and comfortable life; most of those under the IRI do not, unless they give up on principles and honesty. We should not become the betrayers of the Iranian people. Our mandate is to highlight the regimes political manipulations, undemocratic actions, lack of human rights, numerous social injustices, economic stagnation, nepotism and corruption, and we must draw attention to the suppression of the peoples voices to the outside world. Visiting our families, friends and helping our compatriots should not diminish this duty. We in the West, young and old, should not become the unsuspecting trophy of Khatami's reign and help in prolonging the nightmare of our nation. We have to reach out to the Western media, to the U.S. Administration and our political representatives, to human rights groups, to the EU and their leaders, and become the ambassadors of the Iranian people and not the regime. The aspirations of the Iranian people for freedom and democracy are vital in the larger context on the war against terrorism, the future of a stable Middle East and world peace. We should and have to be the voices of the majority of the people in Iran and we have nothing to fear in telling the truth.
quarta-feira, abril 28, 2004
ACHO TÃO NATURAL QUE NÃO SE PENSE - ALBERTO CAEIRO
Acho tão natural que não se pense Que me ponho a rir às vezes, sozinho, Não sei bem de quê, mas é de qualquer cousa Que tem que ver com haver gente que pensa ... Que pensará o meu muro da minha sombra? Pergunto-me às vezes isto até dar por mim A perguntar-me cousas. . . E então desagrado-me, e incomodo-me Como se desse por mim com um pé dormente. . . Que pensará isto de aquilo? Nada pensa nada. Terá a terra consciência das pedras e plantas que tem? Se ela a tiver, que a tenha... Que me importa isso a mim? Se eu pensasse nessas cousas, Deixaria de ver as árvores e as plantas E deixava de ver a Terra, Para ver só os meus pensamentos ... Entristecia e ficava às escuras. E assim, sem pensar tenho a Terra e o Céu.Alberto Caeiro
ÉGLISE DE LA MADELEINE
RÁDIO INTERVENÇÃO
E esta semana, mudança da rádio escolhida. Como não podia deixar de ser, música de intervenção e especialmente dedicada "aos do costume" (esperando que continuem a ficar chocados, é bom sinal para mim): a Rádio Intervenção.Independentemente da orientação política (que não perfilho), são na sua maioria músicas de grande qualidade.Algumas canções:A Vida é Feita de Pequenos Nadas --> Sérgio Godinho Adeus Tristeza --> Fernando Tordo Bairro do Amor --> Jorge Palma Eu Vim de Longe --> José Mário Branco Somos Livres --> Ermelinda Duarte Trova do Vento que Passa --> Adriano Correia de Oliveira Venham Mais Cinco --> José Afonso
terça-feira, abril 27, 2004
A LUTA CONTINUA...
Com a condecoração atribuída a Isabel do Carmo pelo Presidente da República, atinge-se a institucionalização final da campanha que ao longo do tempo levou ao branqueamento de toda uma série de assassinatos por organizações de extrema-esquerda como as FUP e PRP-BR. Que se perdoe o que aconteceu, já é difícil, mas conceder condecorações...É lamentável!E leiam estas maravilhas, do actual PRP-BR e comparem aquilo que é com o que foi - as diferenças serão muito poucas:O Partido Revolucionário do Proletariado - Bases pela Revolução (assim como o seu antecedor, o PRP-Brigadas Revolucionárias) não nasceu por acaso ou por um acto de voluntarismo dum punhado de militantes. Nasceu porque estavam (e estão) criadas as condições para que se pusessem na prática os problemas da violência revolucionária e da revolução socialista. A criação das Brigadas Revolucionárias e do PRP foi um acto de violência. Rompendo com um determinado passado, um grupo de militantes levou até ao fim da sua determinação de fazer na prática aquilo que preconizava por palavras. Este acto de concretização foi em si a verdadeira rotura. .....................................................................................................A luta frontal contra a burguesia, o confronto com o reformismo, o confronto com o conformismo, o confronto com a social-democracia, dão-nos hoje garantias de que os militantes do PRP-BR continuam a ser revolucionários e a nossa organização resguarda-se de oportunistas. Sabemos que se aproximam os dias do confronto final com a burguesia. E hoje, como no tempo da clandestinidade, a cada militante e ao Partido no todo por-se-á o problema de não iludir as questões fundamentais e de, no momento decisivo, ser capaz de dar a vida pela classe. Assumir a luta pelo triunfo do proletariado do mundo inteiro é antes de tudo, para cada um dos militantes, lutar pela Revolução Socialista aqui em Portugal. Descobrir e rebentar a base da NATO da Fonte da Telha tantas vezes quanto necessário, recomeçando sempre a luta contra o Imperialismo, combatendo a sua garra aqui, para que desapareça de todo da face da terra! Viva a sociedade comunista! ......................................................................................................PARTIDO REVOLUCIONÁRIO DO PROLETARIADOBASES PELA REVOLUÇÃOPlenário do PRP-BR Realizou-se na Marinha Grande nos dias 4 e 5 de Dezembro de 2003 um plenário de responsáveis do PRP-BR, representantes de Direcções Locais e Regionais e de Sectores, com a presença de alguns convidados. O PARTIDO1.-Foi comunicado ao Plenário de responsáveis o resultado dos trabalhos da 1ª parte do Inquérito mandado instaurar pela Direcção do Partido. Nesse resultado se espelhou o aparecimento de sabotagem anti-PRP-BR desenvolvida internamente por alguns grupos de sabotadores a mando e com ligações detectadas ao exterior, como forma de fazerem desacreditar o Partido entre os trabalhadores portugueses, e face ao que foram tomadas as medidas necessárias. Este ataque dirigido contra o PRP-BR a partir do seu próprio seio foi por nós entendido e interpretado como parte integrante de outros ataques de tipo policial e jurídico que a reacção, o Poder burguês e o próprio reformismo desencadeiam contra o Partido, o que, se reflecte a importância que assume o projecto revolucionário consubstanciado no PRP -BR, é também reflexo do agudizar das contradições do processo actual de recessão e de grave crise económica e da consequente radicalização da luta de classes em Portugal. O Plenário ratificou as decisões da Direcção sobre o assunto por maioria, com 88 votos a favor, 14 abstenções e 1 voto contra. 2.-É de salientar que os ataques desferidos contra o PRP-BR visam as duas frentes que mais preocupam o inimigo: os meios de expressão ideológica revolucionária e tudo o mais quanto possa ser supostamente encarado com ligação a questões de violência e de acção revolucionária. As medidas tomadas não constaram nem tiveram em conta uma distinção entre o velho PRP (e a sua separação orgânica das Brigadas Revolucionárias) e a refundação do novo PRP-Bases pela Revolução, nelas se encontra a explicação para o insucesso da investida neste terreno contra o PRP-BR que, e desde então, ainda não prosseguiu no trabalho político de massas normal em qualquer partido revolucionário. 3.-Este ataque e outros como o aparecimento dos mesmos boatos em locais muito bem definidos e as provocações baseadas em informação tratada revelam bem que por detrás das pessoas directamente intervenientes no ataque ao PRP-BR esteve, ou estará uma ou várias polícias políticas devidamente organizadas. 4.-O Plenário, consciente de que o objectivo visado pelo inimigo é a destruição do PRP-BR e das formas mais avançadas de organização do proletariado, e analisando friamente a situação política actual e a sua evolução, considerou a impossibilidade dessa mesma destruição, na medida em que, em condições bem mais favoráveis ao inimigo, o todo poderoso aparelho fascista de antes do 25 de Abril foi incapaz de o conseguir. Este refundado Partido já viveu na clandestinidade e encontrou sempre formas de luta contra o inimigo, que abandonou quando o 25 de Abril permitiu a sua legalização. O avanço do inimigo para uma repressão que se aproxima de formas fascistas violentas, aproximar-nos-á também das anteriores formas de luta. A clandestinização tem duas faces tanto para nós como para o inimigo de classe: perde-se a possibilidade de actuação legal como se exige a um Estado de direito democrático, e ganha-se a possibilidade de intervenção e de defesa. Nós não queremos ser uma esquerda marginal. Esperemos que não se chegue a tal, contudo o Partido sempre esteve disposto a pôr o seu destino nas mãos dos trabalhadores portugueses. A SITUAÇÃO POLÍTICA E TÁCTICA 5.-Foram analisadas as consequências orgânicas do envolvimento do PRP-BR nas lutas dos trabalhadores ( manifestações, greves, piquetes, ocupações ) e comparado o nosso projecto Unitário, de organização para a Unidade Revolucionária da Esquerda e para o Confronto com a Burguesia, com o projecto de outras organizações que desse trabalho Unitário, apenas esperam retirar o reforço do seu partido. E foi ainda analisado pelo Partido que no processo de agudização das lutas de classes e de crise acelerada em que se vive há necessidade duma clarificação orgânica e é por isso necessário fazer as rupturas que se imponham deixando no caminho todos os indivíduos ou organizações que efectivamente não optaram pela Revolução Socialista. 6.-Analisaram-se os vários dados que demonstram o avanço das forças de direita dentro da sociedade portuguesa em geral, que, nos últimos meses e particularmente após essa derrocada do PS e a vitória eleitoral do PSD e PP, atingiu um tom provocatório da parte dos líderes da direita no Poder, o que pressupõe que há uma corrida acelerada da direita para a efectivação de se perpetuarem no Poder como lacaios do Imperialismo, ou de um golpe fascista. Mas simultaneamente , observa-se muita agitação nas ruas , e inclusive alguma reacção nos quartéis militares e policiais contra o avanço da política da Direita. E para além desta reacção generalizada nos quartéis existe um sentimento anti-fascista entre os oficiais e soldados, que atinge zonas e sectores que há algum tempo atrás ainda combatiam a Esquerda e que hoje reconhecem o perigo dos fascismo. Esta corrente anti-fascista encontra a sua expressão nalguns oficiais, que hoje se vêem obrigados a lutar e enfrentar a extrema direita no governo. Estes dados levam-nos a concluir da necessidade e viabilidade de uma larga frente anti-fascista. Para que o proletariado possa conduzir o processo, é necessário que encontre formas de organização revolucionária para a Tomada do Poder, as quais têm de abarcar não só a classe operária das zonas mais avançadas da luta, mas também as massas operárias mais desfavorecidas. Ter-se-á também que encontrar outras formas de organização para o campesinato pobre, aliado imprescindível do proletariado, bem como um programa por de mais revolucionário que, unificando estas forças, abra uma alternativa revolucionária viável ao Poder actual. 7.-A análise das lutas concretas dos trabalhadores (e que no passado atingiram relevo especial nas zonas da Reforma Agrária, e em sectores como os têxteis, construção civil, e naval, etc.), levam o PRP-BR a salientar a necessidade de uma prespectivação política e orgânica revolucionária dessas lutas capaz de permitirem às classes trabalhadoras a passagem da defensiva à ofensiva. Salientou o Plenário o significado do ataque exterminador à Reforma Agrária através do qual a reação procura minar e penetrar em zonas onde a esquerda tem forte implantação aproveitando-se para isso das falhas de organização e de prespectivas de que é máximo responsável o reformismo. O B.E.8.-A degenerescência do processo do Bloco de Esquerda e que culminaria no desvio dos seus partidos integrantes à social democracia, levou o PRP-BR a não aceitar integrar-se nele. Porque, e primeiro que tudo: o B.E. ao entrar no jogo burguês, recusou, traiu na prática, as mudanças radicais que se impunham fazer na sociedade em Portugal. Deixou de ser uma alternativa revolucionária dos trabalhadores, passando agora a ser apenas, um apêndice ou um grupo satélite do PS (com quem aliás tem tentado uma colagem eleitoralista) e do reformismo (do PCP). Sendo o BE maioritariamente constituído por jovens, colarinhos brancos e intelectuais, que estão ligados a certos sectores marginais e preconceituosos da sociedade portuguesa, deixaram de acreditar nos interesses e nas conquistas da grande maioria da nossa população, ou seja:dos trabalhadores porugueses. E assim o seu desvio à direita, levou-os apenas a empenharem-se e interessarem-se pela defesa dos interesses de certas minorias sociais existentes na sociedade portuguesa, e de facto, renunciando deste modo à luta dos trabalhadores portugueses. 9.-O PRP-BR reafirma a necessidade de aprofundar e desenvolver o processo unitário consubstanciado numa nova Frente de Unidade Revolucionária a partir de dissidências do BE onde tal trabalho é possível e desejado, quer criando-se uma Frente Ampla de Esquerda em Portugal numa perspectiva revolucionária, quer viabilizando o nosso novo projecto revolucionário que assenta na clarificação da situação política portuguesa e na radicalização da luta de classes, exigindo uma cada vez maior ligação às lutas concretas dos trabalhadores dentro duma perspectiva fundamentalmente estratégica da Tomada do Poder pelas classes Trabalhadoras, e um aprofundamento do debate ideológico e o seu empenhamento militante que a disciplina revolucionária impõe. 10.-A perspectiva da criação de uma nova Frente de Unidade Revolucionária não pode deixar de considerar a necessidade da conjugação orgânica e política das 4 componentes julgadas fundamentais para um processo insurreicional vitorioso. Essas 4 componentes (os partidos revolucionários, a FUR, as Organizações Populares de Base e as Comissões de Trabalhadores, e finalmente os militares revolucionários dentro das Forças Armadas) não são uma invenção subjectiva do PRP-BR, são a realidade que é preciso transformar revolucionarmente. 11.-O Plenário também aprovou por unanimidade uma data definitiva para a realização do próximo Congresso do Partido. Assim, este terá lugar em Julho de 2004, quaisquer que sejam os condicionalismos políticos da altura, e de acordo com estes. Este comunicado foi aprovado por todos os responsáveis presentes no plenário, e com apenas 1 abstenção e nenhum voto contra.
DIREITOS DO HOMEM NAUFRAGAM NA ONU
in: Reporters Sans FrontièresLos derechos humanos naufragan en la ONULa sesión 2004 de la Comisión : un insulto a la memoria de Sergio Vieira de MelloMás que una mascarada, un naufragio. Tal ha sido el deprimente espectáculo que ha dado la 60ª sesión anual de la Comisión de Derechos Humanos de Naciones Unidas, celebrada del 15 de marzo al 23 de abril en Ginebra. Desde hace ya varios años, los defensores de los derechos humanos ya no encuentran palabras lo suficientemente fuertes para calificar la lenta, pero constante, deriva del principal órgano de la ONU destinado a proteger esos mismos derechos. Cuando parecía difícil caer más bajo, con la presidencia libia en 2003, el ejercicio de 2004 bajó un escalón más en el hundimiento. Con desprecio de las innumerables víctimas abandonadas a una indignación cada vez más selectiva. Como un insulto a la memoria del antiguo comisario Sergio Vieira de Mello. Como una afrenta al secretario general Kofi Annan, que el año pasado advirtió : "¡Es necesario que esto cambie !".La Comisión, rehén más que nunca de un grupo de Estados para los que el respeto a los derechos humanos parece ser la última de sus preocupaciones, se dedicó a sus jueguecitos tradicionales y sus acostumbrados mercadeos políticos con toda tranquilidad, como si se tratara de nada. Como si no se hubieran producido 22 muertos en el atentado contra la sede de la ONU, el 19 de agosto, en Bagdad. Como si el Alto Comisionado no hubiera pagado con su vida una cierta lealtad a sus principios. Claro que los trabajos de la Comisión se iniciaron con un homenaje, tan apoyado como convenido, a Sergio Vieira de Mello y su equipo, víctimas del terrorismo. Pero una vez resueltas estas formalidades, enseguida se impuso la rutina.Ni siquiera la jornada del 7 de abril, dedicada a conmemorar el genocidio de 1994 en Ruanda, consiguió realmente remover las conciencias. Es cierto que, en aquel momento, la ONU se demostró incapaz de encauzar lo peor, y que el régimen hutu de Kigali se había preocupado de que le eligieran simultáneamente para la Comisión de Derechos Humanos y el Consejo de Seguridad, para poder así preparar con toda tranquilidad sus siniestros designios. Sin embargo, en un informe fechado en marzo de 1994, el Relator especial para las ejecuciones extrajudiciales describió la situación de Ruanda como explosiva, y preconizó medidas inmediatas, para restaurar la paz y frenar a los instigadores de las masacres. La Comisión tomó nota de sus declaraciones, pero no reaccionó. Un mes después, comenzaban las masacres en Ruanda. Kofi Annan, reconociendo un poco tarde "el fracaso colectivo" de la comunidad internacional en el drama ruandés, aprovechó la ocasión de este décimo aniversario para lanzar ante la Comisión "un plan de acción de prevención del genocidio" llamando la atención, de paso, sobre las nuevas amenazas aparecidas en la provincia de Ituri en la República Democrática del Congo, y en la región de Darfour en Sudán. Como de costumbre, la renovación de la mitad de los 26 miembros de la subcomisión, pasó como una ráfaga. Entre esos expertos reelegidos, que se dicen independientes, dos orfebres en materia de derechos humanos, la marroquí Halima Ouarzazi, presidenta saliente de ese brillante aerópago, y el cubano Miguel Alfonso Martínez. Antiguos veteranos de la subcomisión, ambos se distinguieron en 1988 corriendo en apoyo del régimen de Saddam Hussein, después de la masacre de Halabja. Todo el mundo tenía todavía en la memoria las imágenes de los cadáveres de cinco mil mujeres, niños y ancianos kurdos, yaciendo en esa localidad fantasma, regada con gas inervante por la aviación y la artillería iraquíes. Pero eso no impidió que el 1 de septiembre, a propuesta de la señora Ouarzazi y con el apoyo del señor Alfonso Martínez, una moción de "no acción" acabará con cualquier veleidad de discusión en la subcomisión sobre una resolución "expresando su gran preocupación ante el empleo, por Irak, de armas químicas prohibidas".En marzo de 1989, recurriendo al mismo subterfugio, el Irak de Saddam Hussein, que se sentaba en la Comisión, conseguía a su vez sofocar cualquier debate sobre el tema. Tras la hecatombe de la guerra con Irán, cerca de doscientos mil chiítas fueron masacrados después, durante la sublevación de 1991. Antes de ir a tomar posesión de su cargo en Bagdad, Vieira de Mello veía en el caso de Irak "un doble fracaso de la ONU : del Consejo de Seguridad, que no consiguió impedir la intervención, y de la Comisión, que se había demostrado incapaz de debatir, desde hacía veinticinco años, sobre una situación escandalosa". Decididamente, la Comisión tiene poca memoria.Fue necesario esperar hasta el 15 de abril para sacudir un poco el torpor ambiental, en el momento de las resoluciones sobre los países. Cuba tuvo el honor de abrir el fuego. Exasperada por la aprobación, por escaso margen de 22 votos a favor, 21 en contra y 10 abstenciones, de una resolución deplorando las 75 detenciones de disidentes y periodistas el año anterior, un musculoso funcionario de la misión de La Habana cayó a brazo partido sobre un compatriota exiliado, al que golpeó violentamente en la cabeza. Intervención de la seguridad onusiana, la víctima es conducida al hospital y su agresor sale impune, gracias a su inmunidad diplomática. Bonito ejemplo de la atmósfera que había, el barco ya no está a la deriva, está naufragando.Ni la más mínima resolución relativa a Irán, lo que sobriamente lamentó Shirin Ebadí, Premio Nobel de la Paz, que descubría espantada los jueguecitos. Zimbabue y Rusia escaparon a cualquier reprimenda, demostrando así la eficacia de las coaliciones de intereses entre gobiernos granujas y dictaduras liberticidas. Si Chechenia salió pareja en pérdidas y beneficios fue también porque entre sus correligionarios - 15 de los 53 miembros de la Comisión están afiliados a la Organización de la Conferencia Islámica- ninguno quiso buscarle las cosquillas a Moscú. Solo los europeos, apoyados por Estados Unidos y Australia, se manifestaron en apoyo de los chechenos.Como era de esperar, ninguno de los 53 países miembros quiso apadrinar la resolución, que sin embargo era más que moderada, de Estados Unidos criticando a China, más que nada porque el texto mencionaba a Tibet y Sinkiang. Ante una sala repleta, salpicada de funcionarios y empleados chinos ocupando unos asientos en los que no tenían nada que hacer, salvo la claque, tragándose la indignación, el embajador chino esgrimió rápidamente su derecho, reclamando la aplicación de la moción de "no acción", con la excusa de que su "solicitud es conforme a las reglas de procedimiento y va destinada a defender la credibilidad y los principios de la Comisión". Nada menos. Pakistán, Zimbabue, Rusia, Sudán, Congo, Mauritania, Indonesia y Cuba, todos los parangones de democracia volaron en auxilio del representante de la Ciudad prohibida.Frente a estas groseras maniobras ¿qué peso tienen realmente los mini-éxitos conseguidos, como puñados de arena en los ojos ? Ciertamente, la Comisión pidió -¡por unanimidad, por favor !- la liberación de Daw Aung San Suu Kyi, así como la de todos los presos políticos en Birmania. Las reprimendas dirigidas a Corea del Norte y Bielorrusia se acompañaron del nombramiento de relatores especiales encargados de investigar en ambos países, mientras que se condenó a Turkmenistán, por segundo año consecutivo.La Comisión reclamó también, por 30 votos contra 20 y 5 abstenciones, la abolición definitiva de la pena de muerte ; curiosamente, Estados Unidos, Arabia Saudita y los países islámicos, China y Zimbabue, dijeron "no". Por primera vez, se nombró un relator para la lucha antiterrorista. Otra novedad, el relator de educación pidió que no se le renovara el mandato, por falta de medios para llevar a cabo las recomendaciones que hizo al finalizar su misión en China. Y tres expertos independientes pidieron públicamente que se vuelva a juzgar, de acuerdo con las normas internacionales, a un monje tibetano, condenado a muerte en un proceso expeditivo. Otra historia es ver como se traducen sobre el terreno estas resoluciones.Al finalizar la 60ª sesión anual, la pregunta se hizo obsesiva. ¿La Comisión está en condiciones de promover y proteger los derechos humanos, como prevé expresamente su pliego de condiciones ? Muda por una recurrente fuerza de inercia, produciendo año tras año resoluciones por las que nadie se preocupa y cuya aplicación depende de los Estados, que son a la vez jueces y parte, ¿cuáles son todavía su papel y su pertinencia ? Un balance, cada año más decepcionante, conduce a las ONG's más comprometidas a preguntárselo. En caso de no recobrarse, y pronto, la Comisión podría muy bien caer en la inanidad.Jean-Claude Buhrer
segunda-feira, abril 26, 2004
COMUNICADO - MIGUEL TORGA
Na frente ocidental nada de novo.O povoContinua a resistir.Sem ninguém que lhe valha,Geme e trabalhaAté cair.Miguel Torga
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - IGNORÂNCIA E/OU DESLEIXO?
Ora leiam esta magnífica notícia do Diário de Notícias de ontem (sublinhados a bold de minha responsabilidade):A questão que se coloca é a seguinte: se notícias destas são escritas por quem não sabe (nada), não há revisão? Deixam passar uma coisa destas? 5 mortos convidados?Galeria de ex-primeiros-ministros em S. Bento GALERIA O primeiro-ministro inaugura hoje, na Residência Oficial de S. Bento, uma galeria de fotografias de antigos chefes do Governo desde a Revolução do 25 de Abril. De Adelino da Palma Carlos, que esteve dois meses em funções, até Cavaco Silva (120 meses), passando pelo general Vasco Gonçalves, que completou um ano e dois meses em S. Bento, durante o Verão Quente de 1975. Os outros antigos primeiros-ministros com direito a foto na galeria são António Guterres (77 meses), Mário Soares (53), Pinto Balsemão (30), Sá Carneiro (11), Pinheiro de Azevedo (10), Mota Pinto (8), Lourdes Pintasilgo (6) e Nobre da Costa (3). Todos eles foram convidados para a cerimónia.
MANIFESTAÇÃO CONTRA REPRESSÃO NO IRÃO
(via SMCCDI)Um pormenor interessante é que só se vêem mulheres...
Several activists gathered, today, in front of the UN offices in Tehran in order to protest against the persistent repression and the illegal imprisonment of their relatives. The protest was announced days before by most Iranian media sources located abroad and gathered protesters from different layers of the Iranian society. Slogans for end to repression, release of political prisoners, justice and free elections in order to determine the fate of Iran's future political system were shouted by the protesters. The security forces stayed afar, during the action, by contenting to take pictures of the protesters but proceeded to some arrests at the end of the demo.
RAUL RIVERO
Notícia gentilmente enviada pelo O JUMENTO:O opositor ao regime cubano, Raúl Rivero contraíu na prisão uma bronco-pneumonia, que coloca a sua vida em perigo, por falta de cuidados de saúde.Raúl Rivero contrae bronconeumonía en la cárcelLA HABANA. El poeta y periodista cubano disidente Raúl Rivero, encarcelado desde 2003 con una condena de 20 años, contrajo una bronconeumonía debido a las condiciones en las que está recluido y su estado es «preocupante», según denunció ayer su esposa, Blanca Reyes.«Él mismo me lo dijo el jueves por teléfono desde la prisión», declaró Reyes, que pide que su marido «reciba atención médica adecuada y especializada» para superar sus problemas de su salud.Rivero fue arrestado en marzo de 2003 junto con otros 74 opositores al Gobierno de Fidel Castro. Tras un juicio sumario fue condenado a 20 años de cárcel, acusado de ser «un mercenario a sueldo de una potencia extranjera».A sus 59 años Rivero es considerado en su país como el escritor y poeta más relevante de su generación. Su mujer denuncia los malos tratos a los que se le ha sometido en prisión. «A Raúl se lo llevaron hace más de un año de mi casa en perfectas condiciones, salió sano de aquí, pero ahora su estado de salud es preocupante», subrayó.Podem continuar a ler em:ABC.
domingo, abril 25, 2004
25 DE ABRIL DE 2004
in Democracia Liberal:
30 ANOS DEPOIS25 DE ABRILHá 30 anos, ocorreu em Portugal uma revolução que acabou com a ditadura existente.Esta revolução, mudou muita coisa no País e teve (como quase tudo na vida) aspectos positivos e aspectos negativos.Entre as coisas positivas, de realçar a Liberdade e a Democracia. Actualmente, todos os que desejem podem exprimir as suas opiniões livremente (desde que democráticas, claro) sem serem perseguidos como acontecia frequentemente antes do 25 de Abril de 1974. E há eleições a que todos podem concorrer... É isto sem dúvida o principal património que podemos agradecer a Salgueiro Maia e restantes Capitães de Abril: a Liberdade.Outro aspecto positivo foi a evolução social e económica que a mudança de regime permitiu: sem dúvida que hoje a generalidade das pessoas vive melhor e o País está mais desenvolvido, com índices socio-económicos na generalidade bem melhores do que há 30 anos.Acabou a guerra colonial, que estropiou física e mentalmente toda uma geração, apesar de ter sido da pior forma, com um grande custo em vidas humanas, quer em África, quer no nosso País, pela forma desastrada como foi feita a descolonização.Entre os aspectos mais negativos ficou a tentativa de alguns, no ano e meio seguinte ao 25 de Abril de 1974, de instaurar uma nova ditadura e a destruição de parte substancial da economia provocada pelas nacionalizações de 11 de Março de 1975.O computo geral é, sem dúvida positivo. Mas hoje, em 2004, assiste-se a uma degradação da sociedade Portuguesa a que urge pôr cobro. Existe uma classe política que se distancia cada vez mais do País e que está condenada a, mais tarde ou mais cedo, ser substituída. A bem de Portugal, esperemos que não demore muito. A Política (e o Poder) não podem ser um fim em si próprios. É necessário que sejam uma forma de atingir os ensejos das pessoas. Não é possível plena Liberdade com fome, insegurança, desemprego e descontentamento geral.É necessária uma MUDANÇA!João Carvalho Fernandes
25 DE ABRIL DE 1974
sexta-feira, abril 23, 2004
REVISÃO CONSTITUCIONAL (II)
A visão de alguns blogs:Santa IgnorânciaOutro facto consumado (act.) Debaixo da mesa e às escuras, a maioria governamental e o PS cozinharam uma das já habituais cirurgias à constituição Portuguesa. Na rádio pela manhã a única mudança substancial de que falam é a do ministro da república nas regiões autónomas. Nos sites Internet procuram-se notícias sobre o assunto e não se consegue perceber o que foi alterado, só se consegue perceber que os três partidos estão todos muito contentes (o que só pode ser mau sinal) enquanto fingem umas divergências de pormenorAo ler o Abrupto, descubro que a cirurgia afinal tinha como objectivo por em curso mais uma política de facto consumado, neste caso em relação a uma coisa que dá pelo nome de Constituição Europeia.Eis o que muda: Os tratados da União Europeia e as normas das suas instituições são aplicáveis na ordem interna portuguesa. Portugal pode exercer "em comum, em cooperação ou pelas instituições da União, os poderes necessários à construção e aprofundamento da União Europeia". ABRUPTOTenho 27 anos e votei em todas as eleições desde os 18. Estou com muitas dúvidas em relação às próximas eleições. Esta é capaz de ser a primeira que dispenso. Cada vez mais alinho com a populaça: é tudo igual. E a verdade é que no que interessa é tudo igual, tirando as diferenças inócuas como no que diz respeito ao Iraque, existem sempre estes consensos de silêncio quando é para mexer em grande.Actualização:Link para um artigo no público onde são enunciadas todas as alterações. ----------------------------------------------------------------------------EcleticoParabéns ao 'Sr. Presidente da República Portuguesa':Monsieur Giscard d'EstaingPodem levantar-me processo disciplinar, sabem onde encontrar-me.Em sede própria, tive oportunidade de opôr-me ao anteprojecto de Revisão Constitucional.E, hoje, mais do que nunca, envergonho-me.Uma choldra!Apartir de hoje, (sim porque, o PR vai promulgar, que não existam dúvidas!) a Assembleia da República Portuguesa passará a ser um mero organismo burocrático da União Europeia; e uma 'instituição traidora à Pátria'. ADEUS REFERENDO À PSEUDO CONSTITUIÇÃO EUROPEIA. (Vendidos.)Pois que sim! Biba a alienação formal da soberania portuguesa; que sim, venham pois os alemães e franceses para gerir esta 'choldra', talvez assim esta porcaria funcione!E pensava eu, ingenuamente, que os canhotos eram os 'únicos' interessados no cultivo dos subsídios e no penhor do País!Venda-se, pois!Ainda há lugar na porcaria do 'táxi'? Cheguem para lá, pode ser que ainda caiba mais uma! Talvez fazendo correr uma colecta consigamos arranjar um autocarro.----------------------------------------------------------------------------TOMARPARTIDOMUITO GRAVEOs deputados à Assembleia da República, eleitos pelo povo para exercer a soberania, acabam de alienar soberania sem mandato nem autorização. Aprovaram uma disposição constitucional que diz que "as disposições dos tratados que regem a União Europeia e as normas emanadas das suas instituições, no exercício das respectivas competências, são aplicáveis na ordem interna, nos termos definidos pelo direito da União, com respeito pelos princípios fundamentais do Estado de direito democrático". Os federalistas do PS, do PSD e do CDS exultam com este avanço. O antigo arco constitucional passa a partir de hoje a chamar-se arco federalista.
REVISÃO CONSTITUCIONAL - REACÇÕES
Será desta que as pessoas vão reagir e fazer qualquer coisa para mudar este estado de coisas, em que, sem mandato para tal, alguns senhores decidem as coisas importantes enquanto colocam à discussão aquilo que não tem importância?A reacção de um leitor do Público:À aprovação da futura Constituição europeia "A Assembleia da República começa hoje a votar em plenário a versão final da revisão constitucional que vai já incluir a adaptação à aprovação da futura Constituição europeia." Mas então e nós? O povo que os elegeu? Não temos nada a dizer? Fomos consultados? Decidimos alguma coisa? Ou não somos de confiança... e podemos estragar o arranjinho? A democracia é de facto só para as poucas dúzias que estão no poder. A Europa não é tudo. E esta Europa é cada vez mais um arranjinho para duas potências dominaren os outros países e os boys se desenrascarem com as migalhas que sobejarem... Começo a dar razão, aos que encontram semelhança de processos na comparação do processo da entrada dos Filipes espanhóis em Portugal. Aqueles, compraram alguns, agora dão subsídios. Os nossos governantes de então assinaram de cruz e os de agora de cruz, votam. Em privado. Nós, o povo de Portugal, e por que não os cidadãos da Europa, não somos precisos para nada! É revoltante! Não poderá haver aí um crime de tráfico de influências e apropriação ilegítima dos direitos à soberania e independência do povo? Não haverá por aí um juiz que mande investigar coisas destas? Ruy Vaz (Viana)
25 DE ABRIL - REVOLUÇÃO OU EVOLUÇÃO?
Conversa de chacha do sistema que nos governa há 30 anos, para que não se discuta o essencial e se continue a falar do acessório.
quinta-feira, abril 22, 2004
MAIS DESPERDÍCIO DE DINHEIRO PÚBLICO
Comparem estas duas notícias, do DN - uma de hoje, outra de ontem (realces a bold da minha responsabilidade):Marinha pediu à NATO para apoiar submarinosMANUEL CARLOS FREIREA NATO considerou um desperdício o investimento de centenas de milhões de euros na compra de submarinos novos para a Armada portuguesa, revelaram ao DN fontes aliadas.A posição da NATO acompanhou a recusa, em Novembro passado, de um pedido da Marinha portuguesa para que a organização aliada apoiasse e justificasse a existência daquele programa - que é assinado hoje e vai custar apenas 770 milhões de euros - com as suas necessidades operacionais, adiantaram as fontes."Portugal tem pouco dinheiro e o pouco que tem será desperdiçado na compra de submarinos, tendo--nos pedido que justificásemos tal opção. Não o faremos", escreveu a NATO num dos documentos classificados acerca dessa matéria e citado pelas fontes.A Marinha, de acordo com as fontes, pretendia obter - de uma forma que, no mínimo, deve ter suscitado grande perplexidade numa organização com a cultura, responsabilidades e procedimentos da NATO - apoio para ultrapassar as reservas da opinião pública, fortemente atingida pela necessária política de austeridade do Governo PSD/PP.Embora mantendo o programa de submarinos na sua lista de necessidades operacionais, a NATO reduziu acentuadamente a prioridade da sua concretização face à importância de outras missões decorrentes do actual contexto geoestratégico. Nesse sentido, a Aliança aconselhou Portugal a reorientar os milhões dos submarinos para outros equipamentos e sistemas de armas ligados a outras capacidades navais - que vão desde a projecção de forças (necessárias às operações de paz, por exemplo) ao controlo do mar em águas oceânicas e costeiras ou à fiscalização.A título de exemplo, a NATO assinalou que a Marinha apenas pode satisfazer actualmente três dos 19 compromissos com forças navais que a NATO espera de Portugal, observaram as fontes. Um desequilíbrio que levou a Aliança a classificar a Armada portuguesa de forma particularmente negativa, enfatizaram as fontes.Por isso, os responsáveis da NATO foram alertando Portugal para a necessidade de aplicar aquelas centenas de milhões de euros noutros programas de reequipamento nacional mais necessários à actividade operacional da Marinha e de que a Aliança precisa, referiram as fontes aliadas.continua: D.N. 21-04Submarinos comprados em nome da soberania EDUARDO MASCARENHAS«Todos os países europeus marítimos estão a renovar a sua capacidade submarina», recordou ontem o ministro de Estado e da Defesa Nacional, na cerimónia de assinatura do contrato de compra de dois novos submarinos para a Marinha.Paulo Portas considerou fundamental que o País mantenha a sua vocação marítima e estabeleceu um paralelismo entre aquela tendência europeia e a decisão do Governo português de adquirir dois novos submarinos. Disse que ela assenta em «razões de soberania e de defesa dos interesses específicos de Portugal», e também no propósito de dotar o País com «Forças Armadas modernas, com menos efectivos, mas com equipamentos mais eficazes».«Portugal não perderá a sua capacidade submarina», assegurou o ministro, lembrando que, «em matéria de Defesa e Segurança, não decidir tem um custo elevadíssimo».Também o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, almirante Mendes Cabeçadas, sustentou ontem que a capacidade submarina portuguesa é «indispensável», tanto no plano nacional como no da NATO.O almirante sustentou, em comunicado, que a manutenção da capacidade submarina portuguesa «interessa ao País como instrumento de defesa nacional no espaço em que é soberano, como na estratégia das suas alianças, designadamente a NATO, que continua a incluir nos seus planos de forças um número significativo de unidades submarinas».continua:D.N. 22-04
PORTUGAL FOI VENDIDO!
Sem terem qualquer mandato expresso para tal, deputados do PS, PSD e CDS alienam soberania Nacional, passando a Constituição Portuguesa a ter um mero poder subsidiário da Constituição Europeia.
Foi por isto que não quiseram Referendo à Constituição Europeia!
Foi por isto que não quiseram Referendo à Constituição Europeia!
NIGÉRIA
IGREJA DE PEDRÓGÃO GRANDE
quarta-feira, abril 21, 2004
LINHA DO TUA
O que se passou na linha do Tua é grave (e isto, seja quem for que esteja a dizer a verdade).É património do País que está a ser esbanjado. Não venham com a conversa de que não era utilizado, porque há situações idênticas noutros países em que vários anos depois de deixarem de ser utilizadas, linhas de comboio voltaram a sê-lo, para fins turísticos. E temos um exemplo semelhante cá em Portugal, com o eléctrico da Praia das Maças: Também foi retirada parte da linha e agora está a ser recuperada, com um custo muito superior ao que teria tido se não tivessem levantado parte dos carris.in: PúblicoRefer Manda Investigar Roubo de Carril na Linha do Tua Por CARLOS CIPRIANOQuarta-feira, 21 de Abril de 2004 O conselho de gerência (CG) da Refer deliberou na passada sexta-feira instaurar um inquérito pelo alegado roubo de 504 toneladas de carril num troço desactivado da linha do Tua, entre Carvalhais e Avantos, no concelho de Mirandela. Na sequência das perguntas feitas pelo PÚBLICO, o CG demitiu um director da empresa na região Norte. O levantamento dos carris foi feito pela empresa O2, de Ovar, que é um dos principais empreiteiros da Refer na zona Norte. Em Janeiro, sem qualquer autorização, esta empresa interveio ao longo de seis quilómetros de linha com uma brigada de seis homens, utilizando camiões basculantes e equipamento apropriado para trabalhar nas linhas férreas para retirar o carril das travessas. Depois de ter sido alertada para interromper esses trabalhos, a mesma empresa voltou ao terreno semanas depois para atacar um outro troço da mesma linha, entre Azibo e Sendas (concelho de Macedo de Cavaleiros), tendo retirado também vários quilómetros de carril. Ao longo da estrada, que é paralela à via férrea, e no apeadeiro de Vilar de Ledra, contudo, podem ainda hoje ser vistas milhares de travessas de madeira onde assentavam os carris. O desmantelamento da linha do Tua só não prosseguiu porque foi impedido por populares de Romeu (Mirandela), tendo-se verificado alguns distúrbios e tiros para o ar. A linha do Tua foi encerrada em 1992 entre Mirandela e Bragança, mas mantiveram-se intactos os 78 quilómetros de via e respectivas estações e apeadeiros durante vários anos. Este património ferroviário tem sido escassamente vigiado e só não foi vandalizado na sua totalidade por estar afastado de zonas urbanas. Para a população, porém, enquanto ali estiver a linha não morre a esperança de voltar a ver um dia lá passar o comboio. Daí a feroz resistência e os motins que então ocorreram quando do fecho da linha, o que justifica também a atitude hostil a qualquer intervenção - legal ou ilegal - que vise desmantelar a plataforma ferroviária. A Refer deverá agora averiguar qual o total de carril levantado. Segundo informações recolhidas pelo PÚBLICO, as primeiras 504 toneladas que desapareceram do concelho de Mirandela poderão valer perto de 100 mil euros. Um outro prejuízo, mais difícil de quantificar, é no próprio património da empresa gestora da rede ferroviária nacional, que fica desvalorizado, pois não é a mesma coisa, em termos contabilísticos, deter uma linha férrea desactivada com a plataforma intacta ou um simples canal sem carris nem travessas. Algumas das linhas de via estreita de Trás-os-Montes que foram encerradas no início dos anos 90 deverão ser transformadas em ecopistas, por forma a aproveitar o traçado, servindo as estações abandonadas como pontos de apoio ao longo do percurso. Na linha do Tâmega, no concelho de Amarante, a Refer adjudicou em Outubro do ano passado à mesma empresa O2 a limpeza de plataforma e recolha de travessas para tratamento (dado tratar-se de resíduos considerados perigosos). No entanto, essa limpeza resumiu-se ao levantamento do carril, tendo ficado as travessas abandonadas ao longo da via.O2 Garante Que Está Tudo Legal Por C.C.Quarta-feira, 21 de Abril de 2004 Contactado pelo PÚBLICO, José Godinho, responsável pela empresa O2, diz que há um "grande mal-entendido" por parte da Refer, porque as intervenções que tem realizado nas linhas estão cobertas por uma adjudicação que lhe foi feita pela empresa para o levantamento e tratamento de sucata. Explicou que quem actuou no terreno foi a SEF - Sociedade de Empreitadas Ferroviárias, uma das sete empresas do grupo O2, do qual se separou há um ano, mas que "não era possível tê-lo feito sem autorização da Refer, porque a empresa não se ia meter a fazer esse trabalho se não lhe pagarem e se não lhe mandarem". José Godinho adianta que tem documentos que provam que está tudo legal, pois diz possuir guias de transporte dos carregamentos assinadas pela Refer.
CARTE D'EUROPE - VICTOR HUGO
Des sabres sont partout posés sur les provinces. L'autel ment. On entend ceux qu'on nomme les princes Jurer, d'un front tranquille et sans baisser les yeux, De faux serpents qui font, tant ils navrent les âmes, Tant ils sont monstrueux, effroyables, infâmes, Remuer le tonnerre endormi dans les cieux. Les soldats ont fouetté des femmes dans les rues. Où sont la liberté, la vertu ? disparues ! Dans l'exil ! dans l'horreur des pontons étouffants ! Ô nations ! où sont vos âmes les plus belles ? Le boulet, c'est trop peu contre de tels rebelles Haynau dans les canons met des têtes d'enfants. Peuple russe, tremblant et morne, tu chemines, Serf à Saint-Pétersbourg, ou forçat dans les mines. Le pôle est pour ton maître un cachot vaste et noir ; Russie et Sibérie, ô czar ! tyran ! vampire ! Ce sont les deux moitiés de ton funèbre empire ; L'une est l'oppression, l'autre est le Désespoir. Les supplices d'Ancône emplissent les murailles. Le pape Mastaï fusille ses ouailles ; Il pose là l'hostie et commande le feu. Simoncelli périt le premier ; tous les autres Le suivent sans pâlir, tribuns, soldats, apôtres ; Ils meurent, et s'en vont parler du prêtre à Dieu. Saint-Père, sur tes mains laisse tomber tes manches ! Saint-Père, on voit du sang à tes sandales blanches ! Borgia te sourit, le pape empoisonneur. Combien sont morts ? combien mourront ? qui sait le nombre ? Ce qui mène aujourd'hui votre troupeau dans l'ombre, Ce n'est pas le berger, c'est le boucher, Seigneur ! Italie ! Allemagne ! ô Sicile ! ô Hongrie ! Europe, aïeule en pleurs, de misère amaigrie, Vos meilleurs fils sont morts ; l'honneur sombre est absent. Au midi l'échafaud, au nord un ossuaire. La lune chaque nuit se lève en un suaire, Le soleil chaque soir se couche dans du sang. Sur les français vaincus un saint-office pèse. Un brigand les égorge, et dit : je les apaise. Paris lave à genoux le sang qui l'inonda ; La France garrottée assiste à l'hécatombe. Par les pleurs, par les cris, réveillés dans la tombe, - Bien ! dit Laubardemont ; - Va ! dit Torquemada. Batthyani, Sandor, Poërio, victimes ! Pour le peuple et le droit en vain nous combattîmes. Baudin tombe, agitant son écharpe en lambeau. Pleurez dans les forêts, pleurez sur les montagnes ! Où Dieu mit des édens les rois mettent des bagnes Venise est une chiourme et Naple est un tombeau. Le gibet sur Arad ! le gibet sur Palerme ! La corde à ces héros qui levaient d'un bras ferme Leur drapeau libre et fier devant les rois tremblants ! Tandis qu'on va sacrer l'empereur Schinderhannes, Martyrs, la pluie à flots ruisselle sur vos crânes, Et le bec des corbeaux fouillé vos yeux sanglants. Avenir ! avenir ! voici que tout s'écroule ! Les pâles rois ont fui, la mer vient, le flot roule, Peuples ! le clairon sonne aux quatre coins du ciel ; Quelle fuite effrayante et sombre ! les armées S'en vont dans la tempête en cendres enflammées, L'épouvante se lève. - Allons, dit l'Eternel ! Victor HugoJersey, 5 novembre 1852
AVELINO FERREIRA TORRES - "ESTIVE NA CASA DE BANHO"
Um espectáculo! Resta saber se ficou muita coisa queimada na casa de banho...in: Portugal DiárioQuestionado pelos jornalistas sobre o seu paradeiro na terça- feira, dia em que chegou a ser dado como desaparecido, afirmou: «Estive na casa de banho». Nas últimas horas, levantaram-se dúvidas sobre o paradeiro de Avelino Ferreira Torres, mas o autarca deslocou-se hoje ao tribunal de Marco de Canavezes, no âmbito de um processo relacionado com a utilização de pessoal e materiais da Câmara para favorecimento próprio.
CORRUPÇÃO (II)
No Faccioso, o António Torres comentou o que aqui escrevi ontem sobre as prisões que foram efectuadas. Concordo quase totalmente com o que ele diz. Mas como sou naturalmente optimista, apesar de temer que todo este processo se arraste anos e anos e acabe por não dar em nada, ainda acredito que acabe por ser feita Justiça! E quanto mais não seja, tudo isto terá um efeito dissuasor durante algum tempo, inibindo os que têm este tipo de comportamentos. Pelo menos isso acontecerá.Quanto à parte final do texto do António Torres - "Como poderemos mudar as coisas? Será que queremos fazê-lo? Ou continuamos a lamentar?", só poderei responder que depende da atitude que tomarmos no nosso dia-a-dia: se recusarmos pactuar com este tipo de comportamentos, se denunciarmos este tipo de comportamentos (bem sei que é difícil, sem provas...), aos poucos e poucos será possível. Agora se continuarmos a ter um comportamento amorfo como tem sido típico da sociedade Portuguesa nos últimos anos, temo o pior!
SITUAÇÃO COMPLICA-SE NO IRÃO
Shiraz refinery damaged by fire SMCCDI News Services April 19, 2004 Shiraz refinery has been damaged by fire believed to be more of an arson than a incident. Security forces closed all perimeters, yesterday, in order to avoid the presence of the crowd while most of the city's fire workers were rushed to the facility in order to combat the fire. Shiraz was the scene of violent crackdown on peaceful demonstrators, few months ago, and sabotage in the regime's facilities seemed to had been stopped following identification and crackdown on underground groups among Industrial workers.Abadan "Cinema Rex" 's Commercial Center damaged by fire SMCCDI News Services April 19, 2004 A fire believed to be an arson damaged, today, several shops located in the Abadan's "Cinema Rex" Commercial center. Security forces closed the perimeters while Fire workers were rushed to the scene. The today's fire remembered the tragedy of summer 1978 during which over four hundred persons died in an arson which destroyed the very same Cinema Rex. All facts showed, years later, that several clerics ruling today Iran, were the real masterminds of this mass murder which intended to put the blame on the former Iranian regime. Official's car destroyed Daneshjoo Information Services April 19, 2004 The car of an official of Hamadan was set ablaze, today, during an attack which seems to be due to the popular exasperation in this city. The car was belonging to Khalili, head of the Hamadan Fiscality Department. Witnesses saw a motobiker who dropped an incendiary susbtance on the parked car and set it on fire before escaping from the scene. No one has been arrested yet. Attacks and actions against official's propreties are in constant raise and mark the impatience of many to see the Islamic regime ousted from power.
terça-feira, abril 20, 2004
CORRUPÇÃO
Hoje o blog foi quase auto-alimentado pelas notícias para que me chamavam a atenção alguns amigos (e o primeiro, o Jorge Afonso, foi bem rápido!).Agora, com mais disponibilidade, alguns comentários:- Parece que as prisões decorrem de investigações ao campeonato de futebol da 2ª divisão. Seria importante, estender às outras divisões: se é assim numa divisão secundária, o que não será num meio onde estão envolvidas vultuosas verbas...- Esta investigação é um indício, um princípio apenas. Não se pode ficar por aqui.- Deverão ser estendidas acções destas a outra áreas da sociedade. As Câmaras Municipais, Concursos Públicos, etc.., seriam decerto um bom campo de acção.- Mais uma vez se provou que a promiscuidade entre o futebol e política só pode ser perniciosa!
AVELINO FERREIRA TORRES EM PARTE INCERTA
in: Diário DigitalA Polícia Judiciária iniciou esta terça-feira buscas em casa do presidente da Câmara Municipal do Marco de Canavezes, Avelino Ferreira Torres, e na edilidade. O autarca, segundo avança a edição online do Expresso, está ausente em parte incerta. As investigações, de acordo com a mesma fonte, terão a ver com a operação «Apito Dourado» que levou à detenção de, entre outros, Valentim Loureiro.Segundo fonte da edilidade adiantou ao Expresso online, os três inspectores permaneceram nas instalações do município até depois do almoço. O vereador Norberto Soares, a chefe da secretaria e outros quadros superiores da autarquia foram impedidos de abandonar o edifício até à saída dos agentes.Os agentes da PJ retiraram da Câmara, para posterior análise, uma grande quantidade de documentos relativos a subsídios atribuídos pelo executivo presidido por Ferreira Torres ao Futebol Clube do Marco. A edição online do semanário refere que a documentação recolhida abrange ainda as relações com as empresas de construção civil «Vieira & Esposa» e «Ferraz & Teixeira», cujos responsáveis, além de terem sido directores do FC do Marco, mantêm fortes conexões com a câmara marcoense.Avelino Ferreira Torres poderá ser um dos alvos da «operação apito dourado» dadas as suas ligações à arbitragem nacional. Além de ter sido longos anos o principal responsável pelo FC do Marco, nos finais da década de 80 e início de 90 presidiu ao Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol do Porto, chefiada por Adriano Pinto.Ferreira Torres está a ser julgado por ter disponibilizado pessoal e materiais da autarquia para umas obras na residência de Adriano Pinto em Vila do Conde. O julgamento prossegue na quarta-feira, a partir das 9h30 horas, e face ao sucedido, avoluma-se a expectativa quanto à comparência, ou não, do réu Ferreira Torres na sala de audiências. 20-04-2004 18:53:15
VALENTIM LOUREIRO DETIDO
Valentim Loureiro detido para interrogatório pela Polícia Judiciária in: PublicoO major Valentim Loureiro foi detido pela Polícia Judiciária para interrogatório, juntamente com o presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, Pinto de Sousa, por suspeitas de tráfico de influências na arbitragem, avançou esta manhã a TVI.O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e o presidente do Conselho de Arbitragem da FPF foram detidos no âmbito da operação Apito Dourado da Polícia Judiciária que resultou na detenção de mais 14 pessoas.
DEIXEMO-NOS DE MISERABILISMOS!
(tomei conhecimento via OS CÃES LADRAM E A CARAVANA PASSA!)
Audi A8 4.2 V8 Quattro4172 cm3 335/6500 cv/rpm 6 VEL AUTOM.(TIPTRONIC) Velocidade máxima: 250 km/h Consumo urbano: 17,5 l/100km Consumo fora das localidades: 8,7 l/100km Consumo combinado: 11,9 l/100km Preço: cerca de 115.000 eurosÉ um carro destes, idêntico ao usado pelo Presidente da República (...), que a CML adquiriu para uso do seu Presidente, Dr. Santana Lopes. É justo! A economia está em plena recuperação, a Câmara não sabe o que há-de fazer às receitas adicionais provocadas pelo escandaloso roubo proporcionado pelo aumento da contribuição autárquica e assim o Sr. Presidente da CML fica com menos mágoas por não chegar a Presidente da República. Pelo menos consegue ter um pópó igual!
segunda-feira, abril 19, 2004
AGRESSÃO NAS NAÇÕES UNIDAS
DEMOCRACIA LIBERAL
PYRAMIDE DU LOUVRE
domingo, abril 18, 2004
LIBÉRALISME ÉCONOMIQUE
Quem me conhece sabe que defendo um Liberalismo baseado principalmente na Liberdade individual e que prezo os seus valores acima de quaisquer outros. Assim, oponho-me fortemente ao liberalismo selvagem (também conhecido como neo-liberalismo). Por isso, não me repugna nada (antes pelo contrário), que se taxem fortemente produtos vindos de países que não prezem a Liberdade e onde exista trabalho-escravo. A este propósito, um excerto de um livro que li há algum tempo:in: La Philosophie Libérale, Histoire et actualité d'une tradition libérale, de Alain Laurent, ed. Les Belles Lettres (página 130)..."il existe des pseudo-libéraux purement préocupés d'economie et de marché qui ne retiennent du libéralisme que ce qui les arrange (le droit de propriété, le libre-échange...) sans se soucier de cohérence intelectuelle globale ni d'éthique de la liberté individuelle pour tous. De même qu'il existe des pratiques capitalistes illibérales:marchés conclus avec des États tyranniques, exploitation du travail d'enfants sous-payés, pactisations avec les mafias, atteintes à l'environnement, obsession d'une "création de valeur" supplémentaire à destination des seuls actionnaires..."
POBRES DAS FLORES - ALBERTO CAEIRO
Pobres das flores dos canteiros dos jardins regulares. Parecem ter medo da polícia... Mas tão boas que florescem do mesmo modo E têm o mesmo sorriso antigo Que tiveram para o primeiro olhar do primeiro homem Que as viu aparecidas e lhes tocou levemente Para ver se elas falavam... Alberto Caeiro
sexta-feira, abril 16, 2004
BÉNS D'AVALL
MONTEIRO NO CONGRESSO DA DEMOCRACIA PORTUGUESA
Costuma dizer-se que a verdade é como o azeite: vem sempre ao de cima.E foi o que aconteceu, mais uma vez, apenas com uma pequena notícia na revista Visão de ontem, com o supracitado título. Sem coragem para criticarem claramente a participação nesse congresso, tentaram arranjar uns pretextos acessórios: Porque é que o semanário Democracia Liberal não deu a notícia? E o Manuel Monteiro vai de cravo vermelho?, etc etc, etc...Por estas reacções se vê claramente onde está a extrema-direita! Basta saber ler para ver...E a melhor de todas é que aposto que ainda hei-de ver, à última da hora muitos dos que agora criticam, a participar, não por convicção, mas porque fica mal ficar de fora!O texto:A organização do 1ª Congresso da Democracia Portuguesa, representada pelo Presidente da Direcção da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço e pelo organizador do Congresso, José Romano, reuniram esta semana com o presidente do partido da Nova Democracia, Manuel Monteiro, tendo convidado o PND a participar no conclave. Manuel Monteiro deverá também integrar a Comissão de Honra do Congresso. O 1º Congresso da Democracia Portuguesa é organizado pela Associação 25 de Abril, no âmbito das comemorações do 30º aniversário do 25 de Abril. A iniciativa terá lugar nos dias 11 e 12 de Novembro, na Fundação Gulbenkian, em Lisboa.
REGIME CHANGE IN TEHRAN IS NECESSARY FOR PEACE IN IRAQ
(via Activistchat)Regime change in Tehran is necessary for peace in Iraq. April 16, 2004 The Wall Street Journal Michael Ledeen Much is being made about the irony of an Iranian envoy arriving in Iraq to help negotiate a solution to the U.S. standoff with radical Shiite cleric Muqtada al-Sadr. How could we allow a charter member of President Bush's "Axis of Evil" to negotiate a "peace" with the thuggish Sadr and his band of fanatical militants? Indeed, the irony is as thick as Sadr's own beard. But the fact that Iran holds sway over him and other Shiite militants in Iraq should surprise no one. Despite repeated denials by the State Department, it is an open secret throughout the Middle East that Sadr has been receiving support -- if not precise orders -- from the mullahs in Iran for some time now. That the war being waged by Shiite militants throughout Iraq is not just a domestic "insurgency" has been documented by the Italian Military Intelligence Service (Sismi). In a report prepared before the current wave of violence, Sismi predicted "a simultaneous attack by Saddam loyalists" all over the country, along with a series of Shiite revolts. The Italians knew that these actions were not just part of an Iraqi civil war, nor a response to recent actions taken by the Coalition Provisional Authority against the forces of Sadr. According to Italian intelligence, the actions were used as a pretext by local leaders of the factions tied to an Iran-based ayatollah, Kazem al-Haeri, who was "guided in his political and strategic choices by ultraconservative Iranian ayatollahs in order to unleash a long planned general revolt." The strategic goal of this revolt, says Sismi, was "the establishment of an Islamic government of Khomeinist inspiration." The Italian intelligence agency noted that "the presence of Iranian agents of influence and military instructors has been reported for some time." Our own government will not say as much publicly, but Donald Rumsfeld and Gen. John Abizaid, the commander of U.S. forces in Iraq, have recently spoken of "unhelpful actions" by Iran (and Syria). The London-based Al-Hayat reported on April 6 that the Iraqi Governing Council was actively discussing "the major Iranian role in the events that took place in the Iraqi Shiite cities," noting that the Iranians were the predominant financiers of Sadr. Another London newspaper, Al Sharq Al-Awsat, quoted a recent Iranian intelligence defector that Iranian infiltration of Iraq started well before Operation Iraqi Freedom. Hundreds of intelligence agents were sent into Iraq through the north. After the fall of Saddam, greater numbers came across the uncontrolled border, masquerading as students, clerics and journalists -- and as religious pilgrims to the now-accessible holy cities of Najaf and Karbala. The editor of the Kuwaiti newspaper Al Seyassah recently wrote a front-page editorial saying that Hezbollah and Hamas were working with Sadr, "backed by the ruling religious fundamentalists in Tehran and the nationalist Baathists in Damascus." No classified information was required for that claim, since Sadr himself has publicly proclaimed that his militia is the fighting arm of both Hezbollah and Hamas. Nonetheless, the State Department still doesn't believe -- or won't admit publicly -- that there's a connection between Sadr's uprising and Iran's mullahs. Just last week, State's deputy spokesman, Adam Ereli, told reporters that "We've seen reports of Iranian involvement, collusion, provocation, coordination, etc., etc. But I think there's a dearth of hard facts to back these things up." One wonders what Foggy Bottom's analysts make of Sadr's recent visit to Iran, when he met with Hashemi Rafsanjani (the number two power in the regime), Murtadha Radha'i (head of intelligence for the Revolutionary Guards) and Brigadier General Qassim Suleimani (the al-Quds Army commander in charge of Iraqi affairs). And what might they say about the fact that much of Sadr's funding comes straight from Ayatollah al-Haeri, one of the closest allies of the Iranian supreme leader, Ayatollah Ali Khamenei? Americans must understand that the war in Iraq is in reality a regional war which unites religious fanatics like the Iranians and radical secularists like the Syrians and Saddam's Iraqi supporters. The terrorists include Shiites like Sadr and murderous Sunnis like al Qaeda leader Abu Musab Zarqawi (who, despite his celebrated contempt for Shiites, has openly proclaimed common cause with Sadr). Iraq cannot be peaceful and secure so long as Tehran sends its terrorist cadres across the border. Naturally, our troops will engage -- and kill -- any infiltrators they encounter. But we can be sure that there will be others to take their place. The only way to end Tehran's continual sponsorship of terror is to bring about the demise of the present Iranian regime. And as it happens, we have an excellent opportunity to achieve this objective, without the direct use of military power against Iran. There is a critical mass of pro-democracy citizens there, who would like nothing more than to rid themselves of their oppressors. They need help, but they neither need nor desire to be liberated by force of arms. Above all, they want to hear our leaders state clearly and repeatedly -- as Ronald Reagan did with the "Evil Empire" -- that regime change in Iran is the goal of American policy. Thus far, they have heard conflicting statements and mealy-mouthed half truths of the sort presented by Mr. Ereli, along with astonishing proclamations, such as the one by Deputy Secretary of State Richard Armitage, in which he averred that Iran is "a democracy." (One wonders whether he will liken Muqtada al-Sadr to Patrick Henry.) Mr. Armitage notwithstanding, we can reach the Iranian people by providing support to the several Farsi-language radio and TV stations in this country, all currently scrambling for funds to broadcast a couple of hours a day. We can encourage private foundations and individuals to support the Iranian democracy movement. The current leadership of the AFL-CIO has regrettably abandoned that organization's traditional role of supporting free trade unions inside tyrannical countries, but there are some individual unions that could do it. This sort of political campaign aimed at toppling the Iranian regime -- allied to firm punitive action within Iraq against terrorists of all stripes -- will make our task in Iraq manifestly less dangerous. Ultimately, security in Iraq will come in large measure from freedom and reform in Iran (as well as in Syria and Saudi Arabia). This is a truth that we should not hide from, nor be fearful to take on. Mr. Ledeen, resident scholar at the American Enterprise Institute, is the author of "The War Against the Terror Masters" (St Martin's, 2003).
DICIONÁRIO NAPOLEÓNICO
Para quem se interessa por história, particularmente pelo período napoleónico, um dicionário (em francês) que engloba as várias campanhas militares realizadas por Napoleão.Dictionnaire NapoleonienUm exemplo:Bataille de Waterloo (18 juin 1815) : Napoléon se porte avec 124 000 hommes vers lennemi le plus proche, en Belgique, les 95 000 Anglo-Hollandais de Wellington et les 124 000 Prussiens de Blücher. Il repousse ces derniers à Ligny, le 16 juin 1815, et lance à leurs trousses Grouchy et 30 000 soldats tandis quil se jette sur Wellington, retranché à Waterloo, avec 74 000 hommes et 266 pièces dartillerie. Le 18 juin, les Français sépuisent à attaquer la gauche puis le centre de Wellington, solidement retranché entre la ferme dHougoumont et le Mont-Saint-Jean. A une heure de laprès-midi, lEmpereur apprend larrivée de lavant-garde prussienne, les 30 000 cavaliers de Bülow, ce qui loblige à abandonner lattaque de laile gauche anglaise renforcée par les Prussiens pour mener une sanglante et stérile attaque frontale sur la Haie Sainte qui est emportée vers 16 heures. Ney croit les Anglais en retraite et fait massacrer la cavalerie sur leurs carrés qui se révèlent inébranlables. A 16 h 30, la masse des Prussiens refoule lentement la droite française. La bataille est perdue. Pourtant, à 17 heures, Ney lance une dernière charge de cavalerie qui dure près de deux heures et se termine per un carnage sans que les Anglo-Hollandais aient plié. Vers 19 heures, lensemble des forces prussienne attaque, obligeant Napoléon à faire donner ses dernières réserves pour les contenir. A 2 heures, la nuit venue, Blücher et Wellington se rencontrent en vainqueurs près de la ferme de Belle Alliance. Tandis que les Anglais épuisés restent sur le champ de bataille, les Prussiens se jettent sur les Français et transforment la retraite en déroute. « Je ne reviens pas de notre défaite !
On nous a fait manuvrer comme des citrouilles ! » écrira Marbot. Il est vrai que les charges désordonnées de Ney et le médiocre dispositif de bataille de Napoléon ont pesé bien plus lourd dans la défaite que labsence de Grouchy sur qui on a voulu, à tout prix, faire peser la responsabilité du désastre. Même son arrivée sur le champ de bataille nen aurait pas changé lissue.
UN FANTÔME (IV) - CHARLES BAUDELAIRE
IV - LE PORTRAITLa Maladie et la Mort font des cendres De tout le feu qui pour nous flamboya. De ces grands yeux si fervents et si tendres, De cette bouche où mon cur se noya, De ces baisers puissants comme un dictame, De ces transports plus vifs que des rayons, Que reste-t-il ? C'est affreux, ô mon âme ! Rien qu'un dessin fort pâle, aux trois crayons, Qui, comme moi, meurt dans la solitude, Et que le Temps, injurieux vieillard, Chaque jour frotte avec son aile rude... Noir assassin de la Vie et de l'Art, Tu ne tueras jamais dans ma mémoire Celle qui fut mon plaisir et ma gloire!Charles Baudelaire
AS "MINHAS" LOJAS
Às vezes perguntam-me onde compro charutos, livros, dvd's, etc.Coloquei três links para as lojas onde o faço mais. Estão do lado direito:Amazon.fr (francesa), CigarWorld (portuguesa) e DVDgo (espanhola). Nas respectivas áreas são para mim as melhores.



quinta-feira, abril 15, 2004
GRANDE LOJA DO QUEIJO LIMIANO, RUA DA JUDIARIA
Mais dois blogs a destacar; desta vez já são algo antigos, mas a falta de tempo não me permitiu falar deles antes.Grande Loja do Queijo Limiano. O comentário, com muita ironia à mistura, da actualidade política, económica e social. Ultimamente têm efectuado umas investigações que são verdadeiramente imperdíveis e mostram bem como este país funciona...Rua da Judiaria. Um blog de Nuno Guerreiro (By the way, muitas Felicidades!), que com enorme sapiência, nos vai ensinando as tradições judaicas.
FILIPE BRAVO
Quem sabe, sabe!Conforme aqui tinha falado ontem (e acabou por ser hoje por causa da transmissão de futebol de ontem), o meu colega de liceu Filipe Bravo esteve hoje no concurso da RTP1 "Um contra todos".Tal como eu esperava, arrasou: 68.695 ganhos, um dos maiores prémios deste concurso, senão mesmo o mais elevado desde o início!Não ganhei um tusto, não o vejo há uma eternidade, mas festejei essa vitória com grande contentamento!Se por acaso ele me ler, um grande abraço de parabéns!
UN FANTÔME (III) - CHARLES BAUDELAIRE
III - LE CADREComme un beau cadre ajoute à la peinture, Bien qu'elle soit d'un pinceau très vanté, Je ne sais quoi d'étrange et d'enchanté Et l'isolant de l'immense nature, Ainsi bijoux, meubles, métaux, dorure, S'adaptaient juste à sa rare beauté ; Rien n'offusquait sa parfaite clarté, Et tout semblait lui servir de bordure. Même on eût dit parfois qu'elle croyait Que tout voulait l'aimer ; elle noyait Sa nudité voluptueusement Dans les baisers du satin et du linge, Et lente ou brusque, à chaque mouvement Montrait la grâce enfantine du singe.Charles Baudelaire
ENTREVISTAS A POLÍTICOS
Depois do Arte de Opinar! (o precursor) e do Fumaças, o Bota Acima também entrevistou um político.Trata-se de Raimundo Narciso, antigo militante do PCP, que passou vários anos na clandestinidade e, depois do 25 de Abril, fez parte da chamada "Terceira Via", que entrou em ruptura com o partido. Esta entrevista é (quanto a mim) um documento interessante sobre a nossa história recente.Bota Acima
OS INCÊNDIOS E A COMUNIDADE EUROPEIA
E que tal um daqueles comentários à Mário Soares: "Se eu fosse mauzinho diria que há cada vez mais euro-radicais! Agora até se acusa a UE de ter culpa nos incêndios! Mas como não sou, não vou dizer isso..."in PúblicoAbandono da Pastorícia Contribuiu para Aumentar o Risco de Incêndios Por LUSASábado, 10 de Abril de 2004 As regras da União Europeia que proíbem a criação privada de gado aceleraram o abandono da pastorícia em Portugal e aumentaram o risco de incêndios. A explicação é simples: antes, para alimentar os animais, acabava também por se limpar as matas, o que deixou de acontecer. "Dantes, a pessoa tinha as suas cabras e o seu gado e tinha de limpar as matas para os alimentar. Agora, com o fim das estruturas familiares, não há quem limpe as florestas", reconhece Manuel da Costa, director-executivo do Instituto para o Desenvolvimento Agrário da Região Centro (IDARC), ao lamentar que as regras comunitárias tenham sido impostas em Portugal de uma forma "violenta", sem ter em conta "a identidade cultural" das populações. Mas, mais do que a floresta, o que preocupa este investigador é o crescimento desmesurado do mato rasteiro, que dantes era destruído pelos rebanhos e pelas populações, para alimentar as lareiras das casas. A pastorícia nos vales, realça, criava uma "descontinuidade essencial" para estancar a propagação dos fogos. Opinião semelhante tem Joaquim Chambel, coordenador distrital de Operações de Socorro e Protecção Civil de Santarém, que considera que o pior inimigo dos bombeiros é o mato e não as árvores. Além do fim da pastorícia, Joaquim Chambel destaca o "abandono de muitas terras agrícolas" que funcionavam como "aceiros naturais" face às chamas. Maria dos Anjos é viúva de pastor, filha de pastor e neta de pastor e comprova a dificuldade em manter a actividade: "Tinha um rebanho com 30 cabras mas tive de as vender porque não tinha sítio em condições para ser pastora." Agora, os matos invadiram os seus terrenos e Maria dos Anjos gasta "meia dúzia de contos" para impedir que a erva alta e as silvas ocupem o seu quintal. Para o vereador do Ambiente de Mação, António Louro, este é um exemplo do que está a suceder nos concelhos do interior: "Assistimos à morte total do sistema agrícola que aqui existia, cuja última machadada foi a adesão à União Europeia." E acrescenta: "A lógica dos grandes países foi aplicada sem nenhuma adaptação a um país de minifúndio e com uma população agrícola envelhecida como Portugal." O futuro vai depender da manutenção da presença humana nas zonas florestais e serranas do interior. Um exemplo de sucesso é a serra da Estrela, onde os incentivos aos rebanhos permitiram a manutenção do número de animais, mesmo que agrupados em pequenas sociedades de proprietários. O presidente da Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Serra da Estrela (ANCOSE), António Vaz Pato, recorda o "forte abandono dos campos" registado na região nas décadas de 80 e 90, mas salienta a estabilização da situação nos últimos anos e refere que, face à procura do queijo da serra, o número de animais até tem tendência a aumentar A solução para o território florestal deve passar, na opinião de Manuel da Costa, por uma gestão "realmente integrada", contemplando incentivos às actividades tradicionais - que suportam a limpeza dos matos - e compensações para os proprietários que tiverem, por exemplo, de construir linhas de corta-fogo nas suas terras.
MÁRIO BENEDETTI
"Quando pensamos que temos todas as respostas, de repente, as questões mudam!"Mário Benedetti (1920); escritor Uruguaio
UN FANTÔME (II) - CHARLES BAUDELAIRE
II - LE PARFUM Lecteur, as-tu quelquefois respiré Avec ivresse et lente gourmandise Ce grain d'encens qui remplit une église, Ou d'un sachet le musc invétéré ? Charme profond, magique, dont nous grise Dans le présent le passé restauré! Ainsi l'amant sur un corps adoré Du souvenir cueille la fleur exquise. De ses cheveux élastiques et lourds, Vivant sachet, encensoir de l'alcôve, Une senteur montait, sauvage et fauve, Et des habits, mousseline ou velours, Tout imprégnés de sa jeunesse pure, Se dégageait un parfum de fourrure. Charles Baudelaire
quarta-feira, abril 14, 2004
SEMANA SANTA EM PEDRÓGÃO GRANDE (II)
SEMANA SANTA EM PEDRÓGÃO GRANDE - 2004
UN FANTÔME (I) - CHARLES BAUDELAIRE
I - LES TÉNÈBRESDans les caveaux d'insondable tristesseOù le Destin m'a déjà relégué ; Où jamais n'entre un rayon rose et gai ; Où, seul avec la Nuit, maussade hôtesse, Je suis comme un peintre qu'un Dieu moqueur Condamne à peindre, hélas ! sur les ténèbres ; Où, cuisinier aux appétits funèbres, Je fais bouillir et je mange mon cur, Par instants brille, et s'allonge, et s'étale Un spectre fait de grâce et de splendeur. A sa rêveuse allure orientale, Quand il atteint sa totale grandeur, Je reconnais ma belle visiteuse; C'est Elle! noire et pourtant lumineuse. Charles Baudelaire
PEDRO SANTANA LOPES - A COERÊNCIA ACIMA DE TUDO...
Com a devida vénia ao Diário Económico e sem necessidade de qualquer comentário adicional...
DEMOCRACIA 30 ANOS DEPOIS DE ABRIL
Ciclo de debates organizado pela Fundação Formação ao Longo da Vida, da Universidade de Lisboa.Inscrições em: FLVRealço o debate de dia 6 de Maio, sobre a Justiça na Evolução da Sociedade, que promete, quanto mais não seja, pelos palestrantes!29 de Abril - A Arte no Combate à DitaduraLuís Cília, Clara Pinto Correia, Manuel Frias Martins17h30 no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa06 de Maio - Justiça na Evolução da SociedadeAntónio Marinho Pinto, Maria José Morgado, Júlio Castro Caldas17h30 no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa18 de Maio - Da Constituição de 1976 à EuropaJorge Miranda, General Loureiro dos Santos, J. Medeiros Ferreira17h30 no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa20 de Maio - A Ditadura e os Movimentos SociaisManuel Villaverde Cabral, António Matos Ferreira, António Garcia Pereira17h30 no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa27 de Maio - A Ditadura e a Liberdade de ImprensaJosé Manuel Tengarrinha, Carlos Cáceres Monteiro, António Mega Ferreira17h30 no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa
UM CONTRA TODOS
Hoje à noite, não vou perder o concurso da RTP1 "UM CONTRA TODOS": participa o meu colega de liceu FILIPE BRAVO, grande conhecedor de Banda Desenhada e dono de uma substancial Cultura Geral (o que nestes casos é meio caminho andado...).
CÁ VAMOS CANTANDO E RINDO ENQUANTO SOMOS ROUBADOS DE TODAS AS FORMAS E FEITIOS
Como é que continuam a ocorrer casos destes?Isto não é corrupção? Será só pura incompetência?artigo completo D.N.Auditoria arrasa Metro de Lisboa GOUVEIA DE ALBUQUERQUE(frases em bold de minha escolha)Uma auditoria do Tribunal de Contas ao Metropolitano de Lisboa (ML), que se debruçou especialmente sobre o incidente das obras da estação do Terreiro do Paço e do novo sistema de bilhética, arrasa a gestão da transportadora. Relativamente ao projecto de fecho da rede, os magistrados começam por salientar que o ML optou por um sistema que custou «cerca de 33 milhões de euros (6,6 milhões de contos), o que não se afigura compatível com a difícil situação económica e financeira da empresa». Por outro lado, «a decisão que fundamentou a opção pela solução tecnológica inerente ao actual sistema não foi precedida, nem de uma avaliação, nem de um estudo técnico, económico e financeiro que revelasse as respectivas vantagens e benefícios». Acresce que «o caderno de encargos não teve em consideração os estudos de implementação dos equipamentos ao nível das estações» e, por seu turno, «a arquitectura das estações, que tinha sido concebida para uma rede aberta, necessitou de ser readaptada a uma nova realidade, ou seja, a um sistema fechado».Feito o concurso para o fornecimento do equipamento de fecho da rede e nova bilhética, verificou-se que «a proposta adjudicada sofreu, ao nível das quantidades de equipamentos, várias alterações, através de negociações exclusivas com o concorrente preferido». Ora, prossegue a auditoria, «estas alterações tiveram repercussões óbvias quer no preço, quer na qualidade da proposta. Isto significa que a proposta adjudicada deixou de corresponder à proposta efectivamente contratualizada», conclui, demolidor, o relatório. Que prossegue: «Na verdade, o redimensionamento dos equipamentos, bem como a reavaliação das respectivas funcionalidades, foi objecto de negociações privilegiadas com um único concorrente, o que, objectivamente, se pode traduzir numa derrogação aos princípios da estabilidade das regras concursais, da concorrência, da igualdade e da transparência». Para os magistrados, «os resultados alcançados com este processo negocial, conduzido em exclusividade com o concorrente preferido, consubstanciaram-se numa nova proposta e, não, naquela que havia resultado do processo de adjudicação». As críticas a este concurso não se ficam por aqui: «Nem o caderno de encargos, nem o programa de concurso definiram um prazo para a conclusão dos trabalhos», mas, «todavia, o critério prazo acabou por se revelar decisivo para a escolha do concorrente vencedor». Só que o prazo do vencedor do concurso, «que não possuía currículo nesta actividade, veio a revelar-se «irrealista».
Subscrever:
Mensagens (Atom)