sexta-feira, novembro 30, 2012

PND perseguido pelo Ministério Público

 

 

 

Em Portugal, quem luta contra políticos que gastam o dinheiro dos contribuintes em proveito próprio, como neste caso, acaba perseguido pelo Ministério Público.

 

Para quem esteja mais desatento, a questão é Alberto João Jardim gastar impostos pagos pelos portugueses a financiar o Jornal da Madeira (para 2013, pelo menos 4,7 milhões de euros - pág 129) que está exclusivamente ao seu serviço, enquanto a pobreza se vai espalhando.

 

Ministério Público acusa candidatos do PND que invadiram Jornal da Madeira no ano passado

quarta-feira, novembro 21, 2012

A falta que fazes, Jorge!

Na passagem do terceiro aniversário do seu falecimento, nunca é demais recordar o seu último artigo!


 



 

 


AVEIRO, CAPITAL JUDICIÁRIA

1. O PROCESSO.

Quis o sortilégio jurídico-processual do Estado que Aveiro fosse inscrita nos mapas oficiais também como capital judiciária transitória. Era a capital da Luz, era a capital da Ria, era a capital do sal, era a capital dos ovos moles, era a capital da oposição à ditadura, era a capital do debate e da polémica, agora tem mais.

E fica-lhe bem, a Aveiro, terra de ancestralidade e profundas raízes republicanas ter a oportunidade de dar um exemplo à República de combate à corrupção, que fique nos anais da história política da cidade. Ainda mais nas vésperas das comemorações do centenário da República que para o ano ocorrem.

Até agora o DIAP de Aveiro, o Tribunal do Baixo Vouga e o Tribunal de Instrução Criminal de Aveiro estão de parabéns pela forma célere, eficaz, desespectacularizada e o mais sóbria que é possível, tem conduzido o diálogo do órgão de soberania Tribunais e demais autoridades judiciárias, se tem relacionado com a opinião pública. Merece especial encómio a forma segura, esclarecedora e consistente como o Juiz Presidente do Tribunal se tem dirigido à opinião pública, bem distante do pornográfico atabalhoamento dos dias de brasa da Casa Pia.

2. A CORRUPÇÃO.

Desde que se começou a perceber que não havia ninguém imune a uma perseguição a alta velocidade pelas viaturas da Polícia Judiciária, mesmo daqueles que são visitas de casa de toda a gente, muita coisa mudou. E a primeira coisa que mudou foi a atitude política das pessoas que granjearam notoriedade pública. Aquela espécie de imunidade mediática, que não jurídica, de que até então tinham beneficiado, mesmo que tivessem o cartãozinho do partido, da seita, do clube algarvio com validade 15 de Julho/15 de Agosto, terminara.
A partir do caso Casa Pia, os políticos portugueses inventaram uma frase que repetem até à náusea mas fazendo-o muito conscientemente pelo efeito de repetição que sabem vir a ter no subconsciente eleitoral do país, e que tem servido às mil maravilhas não para subverter resultados eleitorais, mas para esconder uma coisa pior: os actuais políticos portugueses não querem combater a corrupção porque sabem onde ela está, porque são cobardes e não denunciam, porque são cúmplices e também beneficiam, porque têm um desprezível conceito do bem comum, porque não têm valores, apenas interesses, porque nalguns casos têm medo e ter medo é humano (há histórias de correctivos nocturnos e alguns acidentes rodoviários estranhos nos últimos anos) e, neste caso, interesses é sinónimo de dinheiro, carteira, notas, contas bancárias, offshore.

A frase é “À Política o que é da Política, à Justiça o que é da Justiça.”

Sempre que surje uma suspeita, uma dúvida, uma diligência na Justiça, os microfones do decreto eleitoral, hoje chamados canais de televisão por cabo todos diferentes e todos iguais, fazem a ronda das sedes dos partidos e invariavelmente fazem a metódica e higiénica recolha da frasezinha fatal e indispensável para sossegar a consciência do regime. Paulo Portas, que rapinou 60000 fotocópias do gabinete, que fez ruinosos negócios de Estado com equipamento material como submarinos e helicópteros estragados, material com contrapartidas ainda por apurar, cujo partido também foi financiado pelo novo “Rei da Sucata” é useiro e vezeiro no uso desta lenga-lenga corrupteira para ver se se esquecem dele e consegue passar pelos pingos da chuva.
Ora, o que é que isto significa, tudo bem descascadinho? Significa que os jornalistas devem largar o assunto e deixar a Justiça funcionar com os inúmeros casos em curso plurianual de actividades, como submarinos, contratos, contrapartidas fantasmas de lesa-património nacional, sobreiros, Freeport de Alcochete, bancos sortidos, Oliveira e Costa, Dias Loureiro, João Rendeiro, doping no futebol de vez em quando e para variar, tanta, tanta, coisa.

Já a oposição, se tiver juizinho, deve seguir adiante e discutir política, como o índice da pobreza, os números do desemprego, a invasão dos comerciantes chineses, os incêndios no Verão e as cheias do Inverno. E é melhor que seja assim, porque há sempre dossiers novos prontos a sair para quem se portar mal. E assim tem sido.

Sugere-se, desde já, que em Aveiro se deixem de escutas e de escutinhas, por que com o fogo, os alvos e os senhores importantes que têm amigos chamados Joaquins não se pode brincar. Os magistrados do DIAP de Aveiro deveriam, sim, prosseguir as investigações e esquecer as malfadadas escutas, que apenas servem à oposição e prejudicam a governação do país.

Deixem o Primeiro-Ministro de Portugal governar. À Política o que é da Política, à Justiça o que é da Justiça.

Uma sumária leitura dos clássicos ensina-nos como todos viam o poder exercido para o bem dos outros como o exemplo do Governo virtuoso e o poder exercido para o bem próprio, como o exemplo do Governo pecaminoso. Interessava o carácter, não o botão da junta de boi que arava a terra. Agora, não. Pode ser-se um crápula e fazer um bom botão. E pode ser-se uma pessoa séria absolutamente desastrada com as maravilhas da técnica.

Permitam os leitores uma pequena incursão de memória: lembram-se da acusação feita ao Governo de José Sócrates tentar comprar a TVI antes do episódio Moura Guedes? Lembram-se que foi através de uma fuga de informação que se soube da operação? E também se lembram que Manuela Ferreira Leite, em Junho passado, disse taxativamente que José Sócrates estava a mentir quando afirmou nada saber sobre a negociata? E que não foi desmentida?

3. BATER NO FUNDO.

Esta semana trouxe-nos, enfim, o episódio final na triste sucessão de equívocos, desconfianças, suspeições, incompreensões, ordens por explicar e por cumprir, em que a Justiça desgraçadamente se transformou. Noronha do Nascimento, presidente do Supremo Tribunal de Justiça, e Fernando Pinto Monteiro, procurador-geral da República, em acesa disputa, tu cá tu lá, nas ruas, à entrada e saída de prédios, de escadas, de carros, de aeroportos, eu sei lá que mais…, debateram-se em duelo institucional deprimente sobre a melhor explicação a dar a propósito do destino final para as escutas das conversas telefónicas de José Sócrates com pelo menos um amigo, onde, alegadamente se faziam combinações sobre um “amigo Joaquim”, que alegadamente precisaria de umas coroas para um negócio que Sócrates afirmara desconhecer.

Os indícios de corrupção alargada ao mais alto nível do Estado estão aí para quem os quiser ver e escrutinar. Nos últimos trinta anos de Democracia, governos de esquerda e de direita estiveram sob a mira criminal e debaixo do escrutínio dos media. Depois dos sucessivos casos que saltaram para a ribalta pública, bem como dos sinais de alarme escarrapachados nos relatórios de organizações internacionais, o poder político continua impune e indiferente, apesar das constantes palavras vãs e mansas.

A realidade é o que é, mas ninguém pode ficar indiferente à tentativa de desvalorização da investigação criminal que continua a fazer, lentamente, um caminho infame. Em vez de responsabilizar os sucessivos governos que têm o poder de legislar e de exigir responsabilidades, aqui e ali, sobretudo quando os escândalos chegam à opinião pública, surgem imediatamente os ataques aos investigadores criminais e magistrados. Normalmente, e apesar de existirem alguns fundamentos para esta avaliação, a verdade é que quem tão selectivamente aponta o dedo a quem combate a corrupção na primeira linha não tem o mesmo critério na exigência ao governo de leis claras e atribuição de meios adequados para responder à sofisticação do crime de 'colarinho branco'. Com o desenvolvimento da operação "Face Oculta", a actualidade revelou um novo e surpreendente patamar de debate, que passa por reduzir o combate à corrupção a uma mera questão de moralização do sistema, supostamente levada a cabo por heróis imbuídos de um espírito messiânico.

Ora, o combate à corrupção começa justamente por ser um caso de política antes de poder vir a ser um caso de polícia, porque se trata justamente de saber se quem tem por obrigação escolher outros sabe escolhê-los ou se qualquer valdevinos serve. Não é uma questão de moralidade e de coragem, é um caso seriedade, de competência, de justiça social, de perseguir quem rouba o dinheiro do bolso dos outros. Que não haja qualquer confusão: há uma diferença abissal entre pugnar por mais justiça social, com mais solidariedade e menos corrupção, e pactuar, quiçá promover a gritante promiscuidade e tráfico de influências que estão na origem da corrupção.

4. AS REFORMAS.

Desde o caso Casa Pia o Portugal político assistiu a um fenómeno novo. Sempre que elementos do PS são processualmente visados em processos de investigação criminal as leis mudam. Não se percebe porquê, porque se trata muitas vezes de alterações sem paternidade assumida, cheiram a soluções cirúrgicas para vir a permitir mais tarde resolver problemas em processos concretos que já se sabem que irão surgir. Traduzem-se em propostas de lei supersónicas, apresentadas, votadas e aprovadas no Parlamento em poucos dias e que entram em vigor quase de imediato, para blindar desde logo a ordem jurídica. Foi justamente o que sucedeu com as duas últimas leis de alteração do Código de Processo Penal e do Código Penal. Mas pronto, deixemos então à Justiça…

O PS, com o apoio do PSD, que votou a favor e com o apoio do CDS, que também votou a favor, tornou-se no campeão da subversão política da ordem jurídica. Legisla-se a quente, para safar a pele de alguém e não porque se trate de uma solução-técnico-jurídica JUSTA.

5. O SEGREDO DE JUSTIÇA.

Não deve haver tema mais debatido em Portugal nas televisões, nos jornais, nas rádios, nas revistas especializadas, nas colunas dos periódicos, do que o segredo de justiça. Não deve haver norma processual penal mais violada em Portugal nos últimos anos do que o que regula o segredo de justiça. A natureza humana tem um irresistível impulso para a espreita da fechadura, subir muros de segredos. Compreender o regime jurídico do segredo de justiça em processo penal nos últimos trinta anos em Portugal deveria ser disciplina de natureza esotérica obrigatória autónoma nos cursos de Direito. O problema agora, e nasce sempre um problema quando se resolve outro, é saber o que fazer às escutas em que são apanhados titulares de altos cargos públicos. Um diz que mandou destruir, mas não foram destruídas. Outro diz que recebe certidões a pedaços. Tudo nas pantalhas do prime-time, para tristeza de que aspira a viver num país com um módico de decência e confiança nas instituições. Esta semana Portugal viveu num deplorável estado de sítio judiciário. A proposta óbvia é: congelamento legislativo até à consolidação de um quadro normativo claro, que todos percebam e saibam aplicar.

6. O FUTURO.

Não é fácil resolver o problema de desconfiança em que a Justiça se deixou colocar neste últimos anos. Proibir a legiferancia durante cinco anos para permitir a consolidação da ordem jurídica? Mudar os protagonistas, todos provenientes de corporações que se protegem umas aos outras para garantir a velha vindima duriense antes do regresso aos processos a 15 de Setembro? Fixar interpretação jurisprudencial das leis que elimine a estupefacção cidadã sobre como dois casos iguais podem ter duas soluções diferentes na decisão jurisprudencial, evoluindo, embora gradualmente para um sistema de precedente judiciário? Não sabemos. Há decisores políticos escolhidos para decidir. Que o façam e, sobretudo, que o expliquem bem para que não seja necessário dicionário.

7. O SISTEMA PARTIDÁRIO.

Está aqui o nó górdio do problema. É aqui que se começa. Uns cupões de gasolina por um favorzito na segurança social. Uma influencia no notário para uma facilidade na conservatória. Um toque no primo para um recebimento nas Finanças e por aí acima. A carreira interna vai-se fazendo. Descobrem-se contratos, notas, malas, luvas, comissões, offshore, sudokus de datas de despachos, de autorizações, de vistos, de datas, de ginásticas que podem render milhões, tudo à sombra de crescente impunidade e, assim, de irresponsabilidade.

Isto não se combate, sobretudo num país de amigos de café, de primos afastados, de família chegada sentado numa secretária à espera de uma manchete de um qualquer semanário que saia no dia seguinte, para recomeço da rambóia. Resolve-se com iniciativa e sem medo. Se com um cefalópode gigante siciliano é possível, com uma alforreca algarvia deverá bastar um mandado de busca e apreensão, desde que evidentemente a vítima seja avisada na véspera para queimar uns papéis na lareira.

O último desespero se tudo falhar: a campanha negra. A espionagem. A conspiração. Sócrates também já tentou esta. Não resulta. Quando a credibilidade se esfuma não há argumento que resista.

8. UM HOMEM DO AZAR.

Desde que Sócrates chegou ao poder que a Justiça tomou conta das suas sucessivas trapalhadas, mostrando que a carreira política do Primeiro-Ministro se construiu na base da confusão. A SOVENCO, os projectos da Cova da Beira, assinados por Sócrates mas ainda não se sabe feitos por quem, uma licenciatura fast-food, que mete fax’s ao Domingo, notas sobre trabalhos universitários risíveis, confusões na explicação do curriculum oficial sucessivamente alterado nos serviços parlamentares, esquecimentos de sócios ilustres em negócios com Felgueiras e Vara, discrepâncias em valores de compras de casas, em prédios de luxo em plena Lisboa, um ror de trapalhadas e mentirolas no processo mal cheiroso do Freeport de Alcochete longe do seu termo, e ainda mais umas coisitas Ventspils, que não tardarão a chegar por aí. Nada bate certo. Nem num simples relatório de técnicos da OCDE sobre a educação em Portugal Sócrates foi capaz de enfrentar a verdade numa tarde parlamentar, em que de uma vez só destruiu o relatório, o sítio da internet do PS e as suas próprias convicções de verdade sobre o assunto.

Rematando: agora, alegadamente, o Primeiro-Ministro é comentado no estrangeiro por ter tentado, não se sabe se sim, se não, uma cunha a um amigo administrador de um banco privado totalmente dominado pelo seu Partido para safar um amigo que por sinal até tem valido bastante no sector da comunicação social. Assim uma espécie de Berlusconni, em versão interior esquecido e marginalizado. Não me surpreendeu a simpatia indisfarçável com que Sócrates esmiuçou o inenarrável Primeiro-Ministro italiano. Bate tudo cero: uma ideia de vida, de progresso, de carreira, de “subir na vida”. E isto, caros leitores, que já não tem nada a ver com maiorias, taxas de imposto, PME’s, PEC, meio milhão de desempregados, um Estado em pré-insolvência, tudo remete para segundo plano da crise nacional mais profunda que Portugal vive desde a perda dos territórios ultramarinos. Mas isso, lá está, não interessa nada.

9. O PRESIDENTE.

Portugal tem um Presidente da República eleito por sufrágio secreto, directo e universal. Acho bem. Sou presidencialista e pela mudança de sistema. Prefiro um sistema dual Parlamento-Presidente, do que a unicefalia Primeiro-Ministro e os outros satélites. Mas o nosso Presidente não tem poder. Tem dois: preocupa-se e fala e ultimamente quanto mais fala mais se enterra. Já Jorge Sampaio também se preocupava metodicamente até que numa noite implodiu um Governo de maioria no Parlamento e lavou oito anos de coisa nenhuma. Não sei, não adivinho, não cenarizo. Apenas não acredito que venha alguma coisa dali. Sampaio ainda tem o saneamento de Armando Vara no curriculum. Cavaco nem deve ter chegar a ter tempo de mandar substituir a comandante do pelotão de formigas do Palácio.

10. E A CRISE ACABOU.

Mas podemos estar todos descansados. A crise, as preocupações de Cavaco Silva, o pandemónio judiciário, tudo acabou. Mais uma vez graças aos insuperáveis socialistas, que usam revelar uma eficácia estrondosa nestas situações limite.

Reuniu um órgão de consulta do ministro da Justiça, criado há nove anos e que não era convocado há cinco anos. Dos 22 participantes qualificados, destaque para a presença do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha Nascimento, e do Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro.

Ambos os conselheiros deixaram os jornalistas sem novidades sobre o caso do momento - as consequências jurídicas das escutas a comunicações entre Vara e Sócrates - recusando-se a prestar declarações. Os participantes que falaram à comunicação social foram unânimes em realçar o clima de degelo. Alberto Martins, uma espécie de ministro analgésico, igual a tantos que podiam recrutar nos escritórios das avenidas novas, não escondia a sua satisfação pelo clima de "diálogo auspicioso” do encontro. Martins, daqueles típicas figuras socialistas que não adiantam nem atrasam. Anunciou que o Conselho Consultivo poderá reunir-se de dois em dois meses, com quatro temas de fundo: eficácia e celeridade da justiça; repressão e prevenção criminal; acesso à justiça e confiança no sistema de justiça

O ministro da Justiça parece querer por cobro à situação de balcanização da justiça, que tem sido bem patenteada pelo clima de crispação, actualmente num pico devido aos efeitos colaterais do processo da Face Oculta e, sobretudo às escutas de conversas entre o banqueiro Armando Vara e o primeiro-ministro, José Sócrates.

Nesta conjuntura, Alberto Martins parece desejar inverter a situação e, depois de no sábado passado, se ter reunido, em Coimbra, com os membros da comissão que vai avaliar as mudanças à Reforma Penal de 2007 (aí vem outra reforma para o que é preciso…), abriu a reunião do Conselho Consultivo da Justiça, um órgão que existe há nove anos e estava paralisado há cinco anos.

Parecendo querer passar das palavras aos actos, Martins prepara-se para suspender os prazos judiciais entre os dias 15 a 31 de Julho, para suavizar as reservas que a alteração do regime das férias judiciais consumada pelo anterior Governo e anunciada por José Sócrates no discurso de posse, quando se iniciava uma legislatura com maioria absoluta do partido do Governo.

É, portanto, oficial: a crise acabou e este artigo de opinião fica obviamente sem efeito.

quarta-feira, novembro 14, 2012

Sabotadores a soldo da CGTP tentam impedir milhares de ir trabalhar

Várias linhas e composições de comboio sabotadas esta noite para impedir que quem quer ir trabalhar o possa fazer.


 


Na margem sul de Lisboa, sabotaram catenárias, levando a que os comboios da Fertagus só consigam chegar a Coina. Na estação do Barreiro um comboio que ia ser utilizado nas ligações a Lisboa foi vandalizado impedindo a sua utilização. Também no centro e norte do país ocorreram acções semelhantes! Tudo isto vai ser pago pelo contribuinte!


 


E é assim que se aumentam os números de adesão à greve... E que se empobrece ainda mais o país.

sexta-feira, novembro 09, 2012

Vamos correr com a malandra da Jonet!


 


Vamos correr com a malandra da Jonet do Banco Alimentar!


 


Para começar, tem nome estrangeiro, deve ser mais uma daqueles que por aí andam para nos explorar!


 


Vamos substituí-la por um dos muitos indignados. Têm direito a ter emprego!


 


A finória da ricaça trabalhava de borla por ter muita massa, mas quem a vai substituir não é, por isso vamos dar um bom ordenado a quem ocupar a presidência. E um carro digno da função - no mínimo idêntico aos do grupo parlamentar do Partido Socialista na AR.


 


E é um escândalo que seja a iniciativa privada a suster alguns desvelidos da vida, por isso vamos exigir que o Estado passe a subsidiar pelo menos a 90% o Banco Alimentar.


 


Bute aí mostrar a nossa indignação, manifestando-nos à frente do armazém do Banco Alimentar!


 

domingo, novembro 04, 2012

MEMORANDO DE ENTENDIMENTO


 


A propósito das inúmeras vezes em que o camarada de José Sócrates, António José Seguro, disse que as medidas tomadas pelo actual governo não têm nada a ver com o memorando assinado pelo governo PS com a troika, convém relembrar apenas uma frase que lá consta:


 


Se os objectivos não forem cumpridos ou for expectável o seu não cumprimento, serão adoptadas medidas adicionais.

sábado, novembro 03, 2012

O TEMPO DE TRAVESSIA - FERNANDO TEIXEIRA DE ANDRADE

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos


 


Fernando Teixeira de Andrade

segunda-feira, outubro 01, 2012

PND - Comunicado - A moção de Alberto João Jardim

 





1) O PND leu com verdadeira delícia a moção do Dr. Alberto João Jardim, modestamente denominada “Realizar a Esperança”, mas que é no fundo o anúncio do parto da independência da Madeira.



2) O PND verifica que o Dr. Jardim se mantém na delirante rota do “P´rá frente sempre”, mesmo quando pela frente tem um abismo.

3) O PND deseja informar o Dr. Jardim que os seus delírios e alucinações, apesar da sua provecta idade, já têm cura, segundo estudos científicos desenvolvidos pela Universidade Italiana de San Cirilio.

4) Finalmente, o PND pede a todos os militantes conscienciosos do PSD-M que ajudem à cura do grande empregado da política que é o Dr. Jardim, apoiando-o em todas as suas justificadas necessidades. Contrariar o doente é perigoso.

Funchal, 1 de Outubro de 2012

A Direção do PND

sábado, setembro 22, 2012

UMA LENTA AGONIA

Escrevi este texto em Novembro de 2010, portanto há quase dois anos! Desde então tudo piorou. Do texto só uma linha não está actual!


 


Apesar das manifestações, os resultados das sondagens indiciam claramente que os portugueses continuam a esperar que os mesmos comportamentos de sempre tenham resultados diferentes do que tiveram no passado, continuando a acreditar piamente que são os responsáveis (à vez) do estado do país, que o vão salvar no futuro!


 


UMA LENTA AGONIA.


 


É esta a situação vivida por larguíssimos milhares de portugueses que vão “vivendo” a vida dia-a-dia sem quaisquer perspectivas de futuro.  


 


Os empresários sem saberem se no dia seguinte vão conseguir honrar os seus compromissos nas empresas que detêm, os trabalhadores sem saberem se ainda vão ter emprego, se vão ter dinheiro suficiente para pagar a prestação ou a renda da casa, restringindo cada vez mais as suas despesas; muitos sem saberem sequer se vão conseguir ter dinheiro para dar de comer à família.  


 


E milhares e milhares que já chegaram a um ponto de desespero e desânimo total. Mais de 600.000 desempregados, grande parte de cada vez mais longa duração e sem subsídio de desemprego, mais algumas centenas de milhares reformados a receber duas ou três centenas de euros por mês que têm de dar para comer e para os remédios... (um parêntese apenas para frisar que triste país este que trata os seus anciães da forma que vemos)  


 


Ao mesmo tempo, temos uma classe política que na sua generalidade está perfeitamente “nas tintas” para a situação de que é principal responsável (sendo é verdade co-responsáveis os que neles votaram e continuam a fazer). Uma classe política que vai continuando na senda da política rasteira perfeitamente indiferente às consequências para o povo do seu comportamento. Uma classe política que declara estar a fazer tudo para propiciar a saída da crise mas que pelo seu comportamento irresponsável vai agravando a situação diariamente! Uma classe política que diz estar muito preocupada mas permite que aqueles que colocou no poder em empresas e organismos públicos continuem a gastar à “tripa-forra” esbanjando milhares e milhares de euros em ordenados pornográficos sem qualquer contrapartida visível a nível do trabalho desenvolvido, em despesas ditas de representação, em festas e outras encomendas que, sejamos claros, lhes rendem pessoalmente e aos partidos de que fazem parte boas comissões. E por essa razão, e só por ela, não são cortadas mesmo em tempos de aperto. Uma classe política que está de tal maneira desligada do país real que nem sequer compreende o mal que faz com a permanente gincana política. Como pequeno empresário, sei bem do que falo - a cada episódio da crise política e das suas possíveis consequências na economia no telejornal das 20 h correspondem mais faltas e desmarcações de clientes logo nos dias seguintes!  


 


E temos um governo que diz estar preocupado com a situação mas mostra uma incapacidade total para diminuir a despesa, isto dando já o benefício da dúvida de haver sequer essa vontade… Um governo que diz tomar medidas de apoio às empresas mas depois não paga o que prometeu atempadamente. Um governo que deita as culpas do resultado da sua inoperância para cima de uns abstractos “especuladores”. Um governo que mantém a despesa pública em níveis elevados estrangulando assim as hipóteses das pequenas empresas terem acesso ao crédito (a este propósito sabiam que a maioria dos bancos já não empresta nada a micro-empresas, nem sequer havendo crédito bonificado e com garantia oficial de 50% dos montantes?). Um governo minoritário que chantageia o principal partido da oposição, tentando de forma quase ditatorial impor as suas políticas, que claramente têm ajudado a afundar mais o país.  


 


Um Estado caloteiro que demora dez meses, um ano e por vezes mais a pagar o que encomendou sem qualquer penalização enquanto o contribuinte que se atrasa um dia que seja nas suas obrigações tem logo coimas, juros e outras penalizações em cima.  


 


Uma sociedade onde se aceita perfeitamente que alguns, por subterfúgios e trafulhices várias (sejam elas licenciaturas concluídas ao domingo, novas oportunidades de obter diplomas académicos com facilidade ou apenas cargos principescamente pagos propiciados pela detenção do cartão de militante do partido no poder), ascendam socialmente com a maior das facilidades enquanto quem se esforçou a trabalhar e a estudar não sai da cepa-torta!  


 


E os portugueses, em vez de se revoltarem, limitam-se a ir criticando na rua e a fazerem umas greves sem consequências, mas na hora da verdade acabam a votar nos mesmos de sempre! Até quando?  


 


ACORDEM!  


 


João Carvalho Fernandes

segunda-feira, setembro 17, 2012

A sempre actual fábula do sapo e do escorpião

O escorpião aproximou-se do sapo que estava à beira do rio. Como não sabia nadar, pediu boleia para chegar à outra margem. Desconfiado, o sapo respondeu: "Ora, escorpião, só se eu fosse tolo demais! Você é traiçoeiro, vai-me picar, soltar o seu veneno e eu vou morrer. "


 


Mesmo assim o escorpião insistiu, com o argumento lógico de que se picasse o sapo ambos morreriam. Com a promessa de que poderia ficar tranquilo, o sapo cedeu, acomodou o escorpião nas suas costas e começou a nadar. Durante a travessia do rio, porém o sapo sentiu a picada mortal do escorpião.


 


“Por que você fez isso, escorpião? Agora nós os dois vamos morrer afogados! - disse o sapo.


 


E o escorpião respondeu friamente: - Porque essa é a minha natureza!


 


 


 


MORAL DA ESTÓRIA:


 


Mais cedo ou mais tarde, todos os que confiaram em Paulo Portas foram por este traídos. Foi assim com Manuel Monteiro, com Marcelo Rebelo de Sousa e está a ser assim com Pedro Passos Coelho. E também foi assim com os eleitores, mas este já provaram serem os mais fáceis de enganar...

domingo, agosto 12, 2012

CADA PORTUGUÊS É RESPONSÁVEL

Publicado também n' A REVOLTA


 


Segundo as notícias das últimas horas desapareceram os documentos do caso (de corrupção) dos submarinos.


 


Não é que fosse especialmente importante a sua existência porque o resultado final seria sempre o habitual - arquivamento e/ou absolvição.


 


Mas, de qualquer forma é lamentável que casos destes continuem a acontecer no nosso país e que determinada "direita" tão rápida a falar de "Freeports" e outros que tais, em casos de "sobreiros" e "submarinos", reza uma Avé Maria e um Padre Nosso e fica tudo bem.


 


Bem vistas as coisas, a responsabilidade final acaba por ser do povo português, que com o seu voto cauciona esta gentalha. Mas o que esperar de quem reelege corruptos dizendo "rouba mas faz" ou de quem vai oscilando o seu voto entre os mesmos de sempre apesar de eleger invariavelmente gente que segue como política única o privilegiar os seus interesses pessoais?


 


Sejamos claros: Um corrupto é um corrupto. Um ladrão é um ladrão. Independentemente de ser de direita ou de esquerda! Não pode haver tonalidades diferentes na condenação de actos lamentáveis dependendo da cor política dos intervenientes.


 


E enquanto quem se indigna o fizer (quase) em surdina e de forma disfarçada, tudo ficará na mesma! É com isso que eles contam: a habitual passividade do povo português, que gosta de criticar mas na hora da verdade ganha medo à mudança e mantem tudo na mesma!


 


Merda de gente que tem o meu País!

domingo, julho 15, 2012

Miguel Relvas, a aldrabar desde (pelo menos) 1987!

A circular na net alguns recortes de jornais de 1997, onde se vê que as aldrabices já vêm de longe - terão começado em 1987, com o golpe das moradas (morar em Lisboa e apresentar moradas de Tomar, para sacar mais algum...).


 


Gostei particularmente da indicação na ficha da Assembleia da República de que seria estudante universitário, estando a frequentar o 2º ano de Direito (o tal de que se sabe agora ter feito uma única cadeira). O trafulha agora diz ter sido um lapso. Claro, um lapso de carácter! (de falta dele...)


 


 



 


 



 


 



 



 


 



 

quarta-feira, julho 11, 2012

VIVER SEMPRE TAMBÉM CANSA - JOSÉ GOMES FERREIRA

Viver sempre também cansa


 


O sol é sempre o mesmo e o céu azul
ora é azul, nitidamente azul
ora é cinzento, negro, quase verde...
Mas nunca tem a cor inesperada


 


O Mundo não se modifica.
As árvores dão flores,
folhas, frutos e pássaros
como máquinas verdes.


 


As paisagens também não se transformam.
Não cai neve vermelha
não há flores que voem,
a lua não tem olhos
e ninguém vai pintar olhos à lua.


 


Tudo é igual, mecânico e exacto


 


Ainda por cima os homens são os homens.
Soluçam, bebem riem e digerem sem imaginação


.


E há bairros miseráveis sempre os mesmos
discursos de Mussolini,
guerras, orgulhos em transe
automóveis de corrida...


 


E obrigam-me a viver até à morte!


 


Pois não era mais humano
morrer por um bocadinho,
de vez em quando
e recomeçar depois
achando tudo mais novo?


 


Ah! Se eu podesse suicidar-me por seis meses
morre em cima dum divã
com a cabeça sobre uma almofada
confiante e sereno por saber
que tu velavas, meu amor do norte.


 


Quando viessem perguntar por mim
havias de dizer com teu sorriso
onde arde um coração em melodia:
«Matou-se esta manhã.
Agora não o vou ressuscitar
por uma bagatela.»


 


E virias depois, suavemente,
velar por mim, subtil e cuidadosa,
pé ante pé, não fosses acordar
a morte ainda menina no meu colo...


 


José Gomes Ferreira

terça-feira, julho 10, 2012

Financiem a Fundação Luis Figo

Enquanto vai enriquecendo com negócios vários, como o das armas, Luis Figo coloca os otários a financiar a sua Fundação. Estranhamente (ou não), nenhum jornalista aproveitou a apresentação do jogo para o confrontar com as acusações da revista Le Point


 



 

sexta-feira, julho 06, 2012

Tanto espanto?

 


Não sei qual é o espanto pelo Miguel Relvas ter feito 36 cadeiras num ano...


 


Qualquer carpinteiro jeitoso faz isso numa semana !!!

quinta-feira, julho 05, 2012

FORTE CANDIDATO A MELHOR ANÚNCIO DO ANO

O novo anúncio da Optimus sobressai claramente na mediocridade reinante. Foi gravado em várias aldeias do Barroso, com a participação das gentes locais, capitaneados magníficamente pelo maestro António Vitorino de Almeida.


 

quarta-feira, julho 04, 2012

MAIS UM TURBO CURSO UNIVERSITÁRIO!


 


Finalmente, depois de muitos dias de especulação sobre se o ministro Relvas teria curso ou não, veio o esclarecimento. Fez o curso de Ciência Política na Lusófona em 2006/2007. Bastou-lhe um ano, ao qual juntou a cadeira feita no curso de Direito em 1985 e a frequência do curso de História no qual não conseguiu fazer nenhuma cadeira... Também contou para o curso a experiência profissional... No entanto também seria interessante que fosse comunicado publicamente quantas das 36 cadeiras do curso concluiu.


 


Eu estava a pensar precisamente em fazer um curso de Ciência Política no futuro e agora já sei - vai ser na Lusófona. Se calhar com a minha licenciatura de Gestão pré-Bolonha, de cinco anos e mais de vinte e cinco anos de experiência profissional, consigo o curso já em Setembro. Dão-me equivalência a uma metade das cadeiras e as outras vão pela experiência profissional. Deve bastar inscrever-me e pagar as propinas dos 3 anos. E aposto que ainda fico com uma média superior à do Relvas!

segunda-feira, julho 02, 2012

OS NEGÓCIOS DE ARMAS DE LUIS FIGO de que a comunicação social portuguesa não fala

Notícia do Le Point da semana passada... Alguém viu qualquer referência em Portugal?  Atentos venerandos e obrigados, como de costume...


 


E por falar em Luis Figo, conhecem a POLY TECHNOLOGIES?

Poly Technologies




From Wikipedia, the free encyclopedia

 





The Poly Technologies, a subsidiary of China Poly Group Corporation, is a defense manufacturing company with headquarters in Beijing, China. The company deals with missiles and other military products. The company was founded by the Chinese People's Liberation Army in order to provide competition to China North Industries Corporation (Norinco).


 


As a traditional pillar industry of Poly Group Corp., international trading business is mainly undertaken by Poly Technologies Inc., both the predecessor of the Poly Group and a backbone enterprise of the Group. Founded in 1984, it is mainly engaged in the import and export business of general merchandise, special equipment and technology. Poly has established business relations with hundreds of enterprises and governmental organizations of nearly 100 countries and regions, including many world famous multinational corporations such as Boeing of the United States, Bombardier Inc. of Canada, Chevron - Texaco of the United States, Benz of Germany, Ferrari of Italy, State Corporation 'Rosoboronexport' and Japanese Sagawa Logistic Co., Ltd. It has also established cooperative relations with domestic government departments and many noted companies.


 


For the past 20 years since its establishment, it has imported large quantities of advanced equipment and technology for the country and the army, and has exported a large amount of merchandise for civilian use, defense equipment, and logistics supplies. It has made contributions to developing the Chinese economy and modernization of defense, winning commendations from government and army leaders many times. The company accumulated trading volume exceeded tens of billions of US dollars, ranking 63 among the top 500 foreign trade enterprises in China, published by the Chinese Ministry of Commerce in year 2005.


 


Poly Technologies was involved in the Shipment of Weapons to Zimbabwe around the time of the 2008 Election Crisis, and was then refused entry into South African Ports shortly before docking.



Ó SE É...


 

sábado, junho 30, 2012

Para que serve a austeridade? pergunta António José Seguro

Se calhar é para pagar os desmandos do seu camarada Sócrates - as PPP's com os contratos leoninos a favor dos amigos, o aeroporto de Beja e outros milhões e milhões de euros esbanjados em "investimentos" de duvidosa utilidade para a generalidade dos portugues, mas muito úteis para alguns terem enriquecido. (nomeadamente quem com IRS de 44.000€ vive - literalmente - à grande a à francesa em Paris)


 


CRISTALES DE GUANTANAMERA - o charuto da crise!

Cristales Guantanamera


 


Trata-se de um charuto feito à máquina, a partir de tabacos de Vuelta Arriba. A marca foi criada em 2002 e está situada na pirâmida de marcas de habanos na base.


 


É um charuto ideal para iniciantes ou para quem goste de charutos suaves, mas também para quem nesta altura não consiga comprar uns melhores. Uma caixa de 25 custa 36,50€! Comprei ontem uma caixa na Havaneza das Amoreiras, acabadinhos de chegar, com óptima humidificação!


 


• Formato: Gran Corona


• Aroma: Suave


• Medidas: 15 cm X 1,66 cm


 


 Caixa Cristales Guantanamera

O REGRESSO

Depois de a anterior versão, na weblog, comprada pelo grupo Impresa ter sido
apagada à má fila, regresso aqui. Aos poucos e poucos vou tentar repor o que
desapareceu.

quinta-feira, junho 28, 2012

Depois de a anterior versão, na weblog, comprada pelo grupo Impresa ter sido apagada à má fila, regressei em Fumaças. Aos poucos e poucos vou tentar repor o que desapareceu.

quarta-feira, junho 20, 2012

Ron Havana Club, la victoria de una marca contra el régimen castrista


 


 


 


 


 


 


Com a devida vénia à Unión Liberal Cubana


 


POR ELÍAS AMOR BRAVO


 


Una de las consecuencias de la falta de un legítimo sistema de derechos de propiedad, protegido por las leyes y la justicia independiente es el reciente contencioso entre el régimen castrista y la Corte Suprema de los Estados Unidos, por la renovación del registro de la marca de ron “Havana Club”. La ausencia de separación de poderes característica de las dictaduras totalitarias ha llevado al régimen castrista a calificar una decisión judicial en Estados Unidos, como un “asunto de carácter oficial”, sobre el que las autoridades de La Habana ya han recibido instrucciones para ver cómo pueden actuar en contra de derechos y patentes de Estados Unidos en Cuba.


 


Cuando un asunto comercial pasa a tener carácter político y se califica de “oficial”, nos encontramos ante un grave problema, porque este no es el normal funcionamiento de las reglas del juego en la economía de mercado, que es el sistema que, salvo que se diga lo contrario, mejor ha venido reflejando los intereses y relaciones contradictorios entre los agentes económicos durante casi tres siglos.La Corte Suprema de Estados Unidos, atendiendo una demanda interpuesta por ciudadanos que ven afectados sus derechos, en este caso la compañía Bacardi, decidió no renovar el registro de la marca Havana Club en aquel país, defendido por la empresa Cubaexport y su socio Pernod Ricard, una compañía francesa de producción de bebidas alcohólicas que se había hecho con el control de la marca. Una disputa que se viene produciendo desde hace décadas, y que es consecuencia de la falta de un sistema de derechos de propiedad en la Isla, tras la política de confiscaciones desatada por la llamada “revolución” en 1959.Tal vez convendría recordar en este punto que ya en 2006, el Departamento del Tesoro no renovó la licencia comercial a Pernod Ricard, distribuidora internacional de Havana Club desde 1993, cuando durante el período especial las autoridades castristas sacaron a la venta todo el patrimonio confiscado en la Isla.


 


Aludiendo a una Ley de 1998 que prohibió la renovación de ciertas marcas comerciales cubanas asociadas a propiedades nacionalizadas tras la revolución de 1959, el Tesoro ponía tierra de por medio y restauraba, al menos en el territorio de los Estados Unidos, la legitimidad de los derechos de propiedad que habían sido conculcados.Y al igual que ha venido ocurriendo durante casi medio siglo, las autoridades castristas se han lanzado a convertir un asunto judicial en una agresión a Cuba por la potencia imperialista. Estamos tan acostumbrados a este lenguaje que ya no prestamos atención a los flecos que se derivan de estos procesos, y que suelen ser mucho más importantes.


 


Ya en 2006, cuando el Tesoro resolvió no conceder licencia a la empresa francesa, el régimen castrista responsabilizó a Estados Unidos de “robo” de la marca, imputando las acciones de tribunales independientes a las decisiones del Gobierno. Lo que se podría calificar como “ver la paja en el ojo ajeno”.Ahora, al parecer, alguien con más sentido común se ha encargado de hacer mejor las cosas. Mientras tanto, y conociendo que la causa puede darse por perdida, la corporación Cuba Ron, que opera bajo el paraguas de Cubaexport, anunció que al margen del conflicto de Havana Club la empresa ya ha creado y registrado en EE.UU. una nueva marca denominada “Habanista”, que supondría una “opción comercial” para distribuir el ron cubano en ese país en un futuro, si EE.UU. elimina el bloqueo comercial que aplica a La Habana desde 1962.


 


Es evidente que nada se puede hacer contra esta decisión de apostar por una nueva marca “Habanista”, si es cierto que no ha sido registrada anteriormente, y a la que desde aquí deseo los mejores éxitos. Pero a partir de hoy, Havana Club en los tribunales de Estados Unidos, y espero que pronto en los europeos, vuelve a ser una marca de su legítimo propietario, que decidirá a su conveniencia lo que debe hacer con ella: potenciarla y mejorarla o hacerla desaparecer. Eso es restaurar derechos, una asignatura pendiente para la normalización económica de Cuba. Para mí sería una auténtica lástima dejar de verla en los mercados por los fabricantes no volvieran a producir. Me he acostumbrado a su envejecido de 3 años, que es magnífico para preparar mojitos.


 


Lo que importa realmente es que se restituya el derecho de propiedad, y que el castrismo entienda que en el mundo civilizado no se puede actuar al margen de la justicia y la legalidad como ha venido haciendo durante medio siglo.Barcardi ha mostrado a muchos cubanos confiscados en sus derechos de propiedad por el régimen cuál es el camino a seguir. Perseverancia y confianza en los tribunales de la justicia democrática, que siempre han estado a favor de los derechos de propiedad, porque estos son los que sustentan el funcionamiento de una sociedad digna, justa y respetable. El camino a la restauración de los derechos de propiedad, activos y bienes incautados, confiscados y robados por el régimen castrista a comienzos de la llamada “revolución” no será fácil, pero es absolutamente necesario emprenderlo con un gran pacto social entre todas las opciones políticas que protagonicen la transición a la democracia. Si este pacto social fracasa, y no se restauran debidamente los derechos, la evolución de la economía se resentirá, y se perderá una oportunidad de sentar las bases de una nueva sociedad como la que hizo a la República próspera, dinámica y eficiente en sus primeros 50 años de existencia. El marco de la Constitución democrática de 1940 es esencial para recuperar esa institucionalidad perdida.

quarta-feira, março 21, 2012

ONDE ESTÁ O SR. SILVA?

Face à ocorrência reiterada de actos de terrorismo em solo português (apesar das ameaças ridículas de independência de Alberto João Jardim, ainda o é), o Presidente da República nada faz e assobia para o lado.A partir deste momento é responsável, quanto mais não seja por omissão, por actos mais graves, que fatalmente e face à impunidade vigente, vão acabar por ocorrer!- Mais um atentado contra o património da família de Gil Canha. Um irmão e também a mulher do vereador do PND ficaram com as viaturas danificadas.- Baltazar Aguiar critica o silêncio das autoridades, especialmente o do RR na região. O dirigente do PND fala em violência política na Madeira.

terça-feira, março 20, 2012

Sesenta años de totalitarismo en Cuba

Fulgencio Batista, con su funesto proceder, reabrió las puertas a la violencia extrema, a la vez que con su prepotencia y soberbia fue remiso a cualquier tipo de solución pacificaVia: CubaEncuentroOscar Espinosa Chepe, La Habana | 13/03/2012 fulgencio-batista-y-zaldivar_menu.jpgEl 10 de marzo se cumplieron 60 años del golpe de Estado ejecutado por el general Fulgencio Batista en 1952. En la madrugada de ese día, el complot tramado por el antiguo hombre fuerte, que de forma indirecta o directa, rigió los destinos de Cuba entre 1934 y 1944, alternando períodos de mano dura desde la fortaleza militar de Columbia con una etapa constitucionalista de 1940-44, mediante la llamada Coalición Socialista Democrática, regresó al poder por la fuerza, inaugurándose la etapa totalitaria aún vigente.El golpe se realizó semanas antes de las elecciones programadas para el 1 de junio, cuando el caudillo militar del 4 de septiembre de 1933 se postulaba sin ningunas posibilidades de éxito, aupado por el Partido de Acción Unitaria (PAU) creado por él. Todo indicaba que en esos comicios triunfaría abrumadoramente el Partido del Pueblo Cubano (Ortodoxo), con su candidato, el profesor Roberto Agramonte, hombre con credenciales intachables y el legado de Eduardo Chibás, líder de enorme popularidad, fallecido meses antes debido a lesiones de bala autoinfligidas. También aspiraba a la presidencia el ingeniero Carlos Hevia, con prestigio como persona digna, pero respaldado por las fuerzas gubernamentales del Partido Revolucionario Cubano (Auténtico). Tenía el hándicap de la frustración por la ejecutoria de los presidentes Grau San Martin y Prío Socarrás, quienes después de forjar amplias esperanzas populares de progreso, sus administraciones estuvieron signadas por altos niveles de corrupción, gansterismo y escándalos políticos, además de haber sido incapaces de llevar a cabo aspectos positivos de la Constitución de 1940, que de haberse implementado habrían hecho altamente improbable que manos ambiciosas empujaran a Cuba hacia el totalitarismo.Asimismo, los gobiernos auténticos fueron incapaces de preparar el país para afrontar las situaciones que se auguraban serían complicadas, después de un período de cierta bonanza económica. Debido a los destrozos ocasionados por la II Guerra Mundial, las instalaciones azucareras de amplias zonas de Europa y Asia habían quedado devastadas, mientras Cuba gozó de la ventaja de poseer una industria intacta, lo cual redundó en cierto progreso reflejado en amplios saldos favorables de su balanza comercial, que empezó a cambiar cuando la industria azucarera en aquellas regiones se reconstruyó.Entre las voces que alertaron al Gobierno cubano al respecto, sobresalieron los diagnósticos de una misión del Banco Interamericano de Reconstrucción y Fomento, encabezada por Francis Adams Truslow, en un informe entregado al presidente Carlos Prío Socarras, el 12 de julio de 1951; menos de un año antes del artero golpe de Estado dado por Fulgencio Batista. Al mismo tiempo Mr. Truslow había presentado una carta al mandatario cubano, donde señalaba: “La disyuntiva ante el pueblo cubano es clara. Puede aprovecharse de la presente oportunidad para comenzar la sustitución de su actual economía estática por otra dinámica, creciente y diversificada, evitando así su dependencia de un solo cultivo. Esta puede ser una larga y ardua tarea. Implicará grandes esfuerzos y algunos sacrificios de la tradición y de la comunidad. Pero podría disminuir los actuales riesgos e inestabilidades, y preparar la economía para el caso de que sobrevenga una reducción de la demanda y el precio del azúcar a medida en que se intensifique la competencia debido al aumento de la producción. El camino es claro. La misión cree que no escoger la alternativa dinámica puede traer para Cuba consecuencias de la mayor gravedad. La prosperidad bélica ha creado en Cuba nuevos niveles de vida para muchas gentes. Si su economía no puede sostener ese nivel en tiempos menos prósperos —al menos en grado razonable-sobrevendría una tirantez política. Si los líderes se han descuidado en prever esta posibilidad, la opinión pública los inculparía, y si ello ocurriera, el control podría pasar a manos subversivas y engañosas, como ha ocurrido en otros países, donde los lideres no se han dado cuenta de las corrientes de estos tiempo”.Estas proféticas palabras no fueron atendidas, y ocurrieron los funestos acontecimientos que hasta hoy padecemos. Con la acción del ambicioso general Batista, no solo se frustró la posibilidad del triunfo Ortodoxo, que en un marco democrático habría podido adecentar el país y enrumbarlo hacia cotas superiores de bienestar social, en especial a través de la implementación de la progresista Constitución de 1940, sobre todo del Artículo 90 que proscribía el latifundio, con lo cual se hubiera creado una importante capa de propietarios agrícolas, como el Apóstol señaló[1], evitándose los problemas desencadenados posteriormente. Batista, además, con su funesto proceder reabrió las puertas a la violencia extrema, con métodos represivos aplicados con suma crueldad, a la vez que con su prepotencia y soberbia fue remiso a cualquier tipo de acuerdo para facilitar una solución pacifica al callejón sin salida creado por él, dejando como única opción la lucha armada. Así empujó al pueblo cubano a seguir el camino trazado por los sectores violentos de la oposición, que aprovecharon esta coyuntura para presentarse como salvadores de la patria, con promesas de democratización y justicia social, las cuales después de asumido el poder fueron incumplidas, sustituidas por un férreo totalitarismo que ha conducido al desastre a Cuba.El 10 de marzo de 1952 constituye uno de los días más negros y aciagos de nuestra historia, al comenzar una etapa de confrontación y represión, cuyo fin todavía no se vislumbra.--------------------------------------------------------------------------------[1] “…la distribución de la propiedad, y el cambio de tierras estériles en tierras productivas, aunque lastime preocupaciones de partidos y añosos intereses tradicionales, es causa inmediata de la riqueza del país, lograble fácilmente con la creación de muchos pequeños propietarios”. “Reflexiones”, Guatemala, José Martí, Obras Completas. T. 7, pág. 167.

quinta-feira, março 01, 2012

A NOSSA CRISE MENTAL - FERNANDO PESSOA

FPESSOA.jpgVia: CITADORQue pensa da nossa crise? Dos seus aspectos — político, moral e intelectual? A nossa crise provém, essencialmente, do excesso de civilização dos incivilizáveis. Esta frase, como todas que envolvem uma contradição, não envolve contradição nenhuma. Eu explico. Todo o povo se compõe de uma aristocracia e de ele mesmo. Como o povo é um, esta aristocracia e este ele mesmo têm uma substância idêntica; manifestam-se, porém, diferentemente. A aristocracia manifesta-se como indivíduos, incluindo alguns indivíduos amadores; o povo revela-se como todo ele um indivíduo só. Só colectivamente é que o povo não é colectivo. O povo português é, essencialmente, cosmopolita. Nunca um verdadeiro português foi português: foi sempre tudo. Ora ser tudo em um indivíduo é ser tudo; ser tudo em uma colectividade é cada um dos indivíduos não ser nada. Quando a atmosfera da civilização é cosmopolita, como na Renascença, o português pode ser português, pode portanto ser indivíduo, pode portanto ter aristocracia. Quando a atmosfera da civilização não é cosmopolita — como no tempo entre o fim da Renascença e o princípio, em que estamos, de uma Renascença nova — o português deixa de poder respirar individualmente. Passa a ser só português. Passa a não poder ter aristocracia. Passa a não passar. (Garanto-lhe que estas frases têm uma matemática íntima). Ora um povo sem aristocracia não pode ser civilizado. A civilização, porém, não perdoa. Por isso esse povo civiliza-se com o que pode arranjar, que é o seu conjunto. E como o seu conjunto é individualmente nada, passa a ser tradicionalista e a imitar o estrangeiro, que são as duas maneiras de não ser nada. É claro que o português, com a sua tendência para ser tudo, forçosamente havia de ser nada de todas as maneiras possíveis. Foi neste vácuo de si-próprio que o português abusou de civilizar-se. Está nisto, como lhe disse, a essência da nossa crise. As nossas crises particulares procedem desta crise geral. A nossa crise política é o sermos governados por uma maioria que não há. A nossa crise moral é que desde 1580 — fim da Renascença em nós e de nós na Renascença — deixou de haver indivíduos em Portugal para haver só portugueses. Por isso mesmo acabaram os portugueses nessa ocasião. Foi então que começou o português à antiga portuguesa, que é mais moderno que o português e é o resultado de estarem interrompidos os portugueses. A nossa crise intelectual é simplesmente o não termos consciência disto. Respondi, creio, à sua pergunta. Se V. reparar bem para o que lhe disse, verá que tem um sentido. Qual, não me compete a mim dizer. Fernando Pessoa, in 'Portugal entre Passado e Futuro'

sábado, fevereiro 18, 2012

BIBLIOTECA DO CONVENTO DE MAFRA

Biblioteca_Convento_Mafra1.jpgO maior tesouro de Mafra é a sua biblioteca, com chão em mármore, estantes em estilo rococó e uma coleção de mais de 36.000 livros com encadernações em couro gravadas a ouro,graças à acção da Ordem Franciscana, incluindo uma segunda edição de Os Lusíadas de Luís de Camões. Abrange áreas de estudo tão diversa como a medicina,farmácia,história,geografia e viagens,filosofia e teologia,direito canónico e direito civil,matemática,história natural,sermonária e literatura. Biblioteca_Convento_Mafra2.jpgSituada ao fundo do segundo piso é a estrela do palácio, rivalizando em grandiosidade com a Biblioteca da Abadia de Melk, na Áustria. Construida por Manuel Caetano de Sousa, tem 88 m de comprimento, 9.5 de largura e 13 de altura. O magnífico pavimento é revestido de mármore rosa, cinzento e branco. Biblioteca_Convento_Mafra3.jpgAs estantes de madeira estilo rococó, situadas em duas filas laterais, separadas por um varandim contêm milhares de volumes encadernados em couro, testemunhando a extensão do conhecimento ocidental dos séculos XIV ao XIX. Entre eles muitas jóias bibliográficas, como incunábulos. Estes volumes magníficos foram encadernados na oficina local, também por Manuel Caetano de Sousa.Biblioteca_Convento_Mafra4.jpg(TEXTO: WIKIPÉDIA)

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Morir por Cuba

WILMAN VILLAR MENDOZA_2.jpgEDITORIAL DE "EL PAÍS," MadridVia Unión Liberal CubanaLa muerte de Wilman Villar Mendoza tras 50 días de huelga de hambre muestra que hay disidentes cubanos dispuestos a resistir hasta el límite ante la iniquidad, pero también que el régimen castrista es incapaz de hacer concesión alguna que pueda interpretarse como debilidad. Resiste enrocado en un presente que se va eternizando, precisamente porque no tiene futuro alguno. Quien sí lo tenía y podía albergar la esperanza de llegar a vivir otra Cuba, en libertad, era Mendoza, de 31 años, padre de dos niñas. Pero sus carceleros han preferido dejarle morir.Esta muerte ha ocurrido en vísperas del segundo aniversario del fallecimiento de Orlando Zapata, tras una larga huelga de hambre, cuyo impacto llevó al régimen a poner en libertad -es un decir en una dictadura- a 130 presos políticos. Mendoza, calificado de "preso de conciencia" por Aministía Internacional, era menos conocido. De hecho, no había entrado hasta septiembre pasado en la Unión Patriótica Cubana, presidida por José Daniel Ferrer, uno de los 12 excarcelados que accedieron a irse a España en 2011. Poco después, Mendoza fue detenido en una manifestación, pero lo acusaron, como es habitual en ese sistema, por otros supuestos delitos anteriores como desacato y desobediencia a la autoridad. En protesta por la falta de garantías en su juicio y su encarcelamiento por cuatro años, se declaró en huelga de hambre, y falleció en un hospital, tras días de internamiento en una celda de castigo donde atrapó la pulmonía por la que se le iba a tratar.Las protestas se han sucedido dentro y fuera de Cuba. Desde Madrid, el Gobierno del PP manifestó su "pesar por este triste desenlace", y su preocupación por "la situación que afecta a los ciudadanos que expresan su disconformidad" con el régimen, solicitando la garantía de los derechos humanos, las libertades fundamentales y la "libre expresión de todas las ideas políticas sin excepción". Es una muestra de realismo. Tras más de 50 años, las medidas diplomáticas y económicas no hacen mella sobre este régimen que, acuciado por la inviabilidad del sistema y reconociendo su fracaso, se ha visto forzado a abrir algo la mano en el tema económico, aunque desprotegiendo de paso a muchos cubanos. Pero sigue bloqueando una apertura política a la que que, desde fuera y en lo poco que sea posible, hay que contribuir a impulsar. Para que, al menos, no se tengan que producir más muertes como la de Mendoza.

quarta-feira, janeiro 11, 2012

segunda-feira, janeiro 09, 2012

sábado, janeiro 07, 2012

Boney M - Rasputin

E indo ainda um pouco mais longe, antes dos anos 80, em 1978:

sexta-feira, janeiro 06, 2012