quarta-feira, março 31, 2004

ALBERT EINSTEIN

"A imaginação é mais importante do que o conhecimento."Albert Einstein (1879 - 1955)

CUERVO Y SOBRINOS

cuervo1.jpgUma fábrica de relógios em Habana, que tem a particularidade de vender muitos dos modelos dentro, não de um estojo, mas de um humidificador para charutos!Cuervo Y Sobrinoscuervo2.gif

LA LORELEY - GUILLAUME APOLLINAIRE

À Bacharach il y avait une sorcière blonde Qui laissait mourir d'amour tous les hommes à la ronde Devant son tribunal l'évêque la fit citer D'avance il l'absolvit à cause de sa beauté Ô belle Loreley aux yeux pleins de pierreries De quel magicien tiens-tu ta sorcelerie Je suis lasse de vivre et mes yeux sont maudits Ceux qui m'ont regardée évêque en ont péri Mes yeux ce sont des flammes et non des pierreries Jetez jetez aux flammes cette sorcellerie Je flambe dans ces flammes ô belle Loreley Qu'un autre te condamne tu m'as ensorcelé Evêque vous riez Priez plutôt pour moi la Vierge Faites-moi donc mourir et que Dieu vous protège Mon amant est parti pour un pays lointain Faites-moi donc mourir puisque je n'aime rien Mon coeur me fait si mal il faut bien que je meure Si je me regardais il faudrait que j'en meure Mon coeur me fait si mal depuis qu'il n'est plus là Mon coeur me fit si mal du jour où il s'en alla L'évêque fit venir trois chevaliers avec leurs lances Menez jusqu'au couvent cette femme en démence Vat-en Lore en folie va Lore aux yeux tremblant Tu seras une nonne vétue de noir et blanc Puis ils s'en allèrent sur la route tous les quatre la Loreley les implorait et ses yeux brillaient comme des astres Chevaliers laissez-moi monter sur ce rocher si haut Pour voir une fois encore mon beau château Pour me mirer une fois encore dans le feuve Puis j'irai au couvent des vierges et des veuves Là haut le vent tordait ses cheveux déroulés Les chevaliers criaient Loreley Loreley Tout là bas sur le Rhin s'en vient une nacelle Et mon amant s'y tient il m'a vue il m'appelle Mon coeur devient si doux c'est mon amant qui vient Elle se penche alors et tombe dans le Rhin Pour avoir vu dans l'eau la belle Loreley Ses yeux couleur du Rhin ses cheveux de soleil Guillaume Apollinaire

O GRANDE ECONOMISTA

Confirma-se que a administração da TSF se está a esforçar para encerrar esta estação de rádio!Ouvido ontem, dito por um tal de Peres Metelo, "especialista" TSF em assuntos económicos:"... O PSI20, onde estão as 20 maiores empresas portuguesas..."Pequeníssima falha: não só não são as 20 maiores empresas portuguesas, como nem sequer são as 20 maiores empresas portuguesas cotadas em bolsa!

ESTADO: QUE PODERES?

Convenção Nacional da Nova Democracia, 3 e 4 de Abril, em Lisboa, no Espaço Chiado.Como habitualmente neste tipo de eventos do PND, a entrada é livre. Os paineis focarão os seguintes temas:O que é e para que serve o Estado? O Estado e o seu papel na JUSTIÇA e na SEGURANÇA.O Estado e seu lugar nos cuidados de SAÚDE e nos ASSUNTOS SOCIAIS.O Estado, a EDUCAÇÃO e a CULTURA.O Estado e o Euro – Estado.Entre outros, destaco os seguintes conferencistas convidados, externos ao partido:Alberto Martins (Deputado do PS e Antigo Ministro da Reforma do Estado) João Ferreira do Amaral ( Professor Catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão)Nuno Severiano Teixeira (Antigo Ministro da Administração Interna, Professor da Universidade Nova)Luís Nazaré (Professor do ISEG, Gestor e Consultor de Empresas)João Munõz (Administrador do Colégio de São João de Brito e Vice - Presidente do Forum para a Liberdade de Educação) Fernando Adão da Fonseca (Doutor em Economia e Presidente do Fórum para a Liberdade de Educação)Programa completo, em anexo.CONVENÇÃO NACIONALTema: ESTADO: QUE PODERES?Data: 3 e 4 de AbrilLocal: Lisboa, Espaço ChiadoSábado, dia 3 de Abril10h – Chegada dos Participantes10h ~ 30m – Discurso de boas vindas, a cargo da Secretária – Geral do Partido10h ~45m – 1º PAINELTema: O que é e para que serve o Estado? Conferencistas:. Alberto Martins (Deputado do PS e Antigo Ministro da Reforma do Estado) . Carlos Abreu Amorim (Director do Jornal Digital “Democracia Liberal”; Docente na Escola de Direito da Universidade do Minho).João Ferreira do Amaral ( Professor Catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão)Moderador: Elisabete Serra (Doutora em Ciências Económicas e Empresariais, Professora da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica do Porto)Auditores:. Diogo Pacheco de Amorim (Porta- Voz) - ( Licenciado em Filosofia, Consultor Imobiliário e Docente do Ensino Superior). . Gabriela Antas de Barros (Jurista). João Pedro Montes (Economista e Director Financeiro de uma Multinacional). Luis Gouveia Fernandes (Advogado) 13h – Almoço livre15h – 2º PAINELTema: O Estado e o seu papel na JUSTIÇA e na SEGURANÇAConferencistas:. Francisco Peixoto (Advogado, Porta – Voz da Nova Democracia para as questões de Segurança e Defesa Nacionais). Luis Bigotte Chorão (Advogado, Porta – Voz da Justiça da Nova Democracia). Nuno Severiano Teixeira (Antigo Ministro da Administração Interna, Professor da Universidade Nova). Pedro Barbas Homem ( Doutor em Direito, Professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa) Moderador: Luis Teixeira e Melo (Advogado, Membro do Conselho Superior da Ordem dos Advogados)Auditores:. Sara Marques (Porta – Voz) - (Advogada e Presidente da Distrital de Lisboa da Associação Nacional dos Jovens Advogados Portugueses). Luis Malta Vacas (Advogado). Miguel Félix António ( Jurista e Secretário-Geral de Grupo Empresarial). Miguel Villa de Brito (Jurista e Consultor de Organização)17h ~15m – 3º PAINELTema: O Estado e seu lugar nos cuidados de SAÚDE e nos ASSUNTOS SOCIAISConferencistas:. Luís Nazaré (Professor do ISEG, Gestor e Consultor de Empresas). Nuno Montenegro (Doutor em Medicina, Professor da Faculdade de Medicina da universidade do Porto, Porta – Voz dos Assuntos Sociais da Nova Democracia). Pedro Nunes (Doutor em Medicina, Professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Porta – Voz da Saúde da Nova Democracia)Moderador: Helena Santo (Advogada)Auditores:. Nuno Correia da Silva (Porta – Voz) – (Empresário, Mestre em Segurança Social e finalista de Direito). Carlos Borges. (Médico – Dentista). Sara Santos Costa (Jurista). Vitor Ávila (Economista e Empresário)19h ~ 30m – Jantar livre21h – 4º PAINELTema: O Estado, a EDUCAÇÃO e a CULTURAConferencistas:. João Munõz (Administrador do Colégio de São João de Brito e Vice - Presidente do Forum para a Liberdade de Educação) . José Adelino Maltez (Professor Catedrático do ISCSP e da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa). Teresa Bracinha Vieira ( Escritora e Licenciada em Direito). Rodrigo Queiróz e Melo ( Director Executivo da Associação dos Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo)Moderador: José Manuel Paixão (Antigo Sub-Director da Direcção Geral do Ensino Superior e Prof. Coordenador no Instituto Politécnico de Tomar)Auditores:. José Fernando Gonçalves (Porta –Voz ) - ( Doutor em Engenharia, Professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto). António Veiga Lopes (Membro da Orquestra da Fundação Calouste Gulbenkian). Andreia Martins (Finalista de Direito na Universidade do Minho). Gonçalo Ribeiro da Costa (Advogado e Docente do Ensino Superior)23h – Interrupção dos TrabalhosDomingo dia 4 de Abril10h – 5º PAINELTema: O Estado e o Euro – EstadoConferencistas:. Fernando Adão da Fonseca (Doutor em Economia e Presidente do Fórum para a Liberdade de Educação). Paulo Ferreira da Cunha (Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade do Porto) . Paulo Otero (Doutor em Direito, Professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa)Moderador: Pedro Froufe ( Docente na Escola de Direito da Universidade do Minho)Auditores:. Jorge Ferreira (Porta – Voz) - (Advogado e Docente no Instituto Politécnico de Tomar). Filipe Barbosa ( Jurista e Técnico Bancário). João Almeida Garrett ( Jurista, Gestor e Consultor de Empresas). Natércia Fortunato (Jurista)12h- Sessão de EncerramentoDiscurso do Presidente do PartidoNotas finais:1. O tempo de intervenção de cada Conferencista é, no máximo, de 15m.2. No final das intervenções realizar-se –á um debate, nele podendo intervir a assistência. Findo o debate, o Porta – Voz dos Auditores fará a síntese crítica do que ouviu. Nessa síntese, sem esquecer a sua opinião, deverá também testemunhar as opiniões dos seus colegas de mesa. 3. A intervenção do Porta – Voz dos Auditores, não demorará mais de 10 minutos.

terça-feira, março 30, 2004

MENSAGEM DE OSWALDO PAYÁ À COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA ONU

Mensaje a la Comisión de Derechos Humanos (via Unión Liberal Cubana)Los 75 prisioneros de la Primavera de Cuba, todos pacíficos, fueron condenados a penas entre 6 y 28 años de prisión en juicios sumarios y después encerrados en celdas de 1,80 por 3 metros, con comida de campo de concentración. En este momento José Daniel Ferrrer, uno de ellos, esta en una prisión de Pinar del Rio, en una jaula de castigo. Ustedes saben lo que significa trato cruel y degradante y ese es el que reciben muchos prisioneros políticos y comunes en Cuba. Todos los seres humanos, de todas las culturas, de todas las religiones, de todas las regiones, en cualquier sistema político o económico, nacen y tienen estos derechos por ser seres humanos. Lo primero que debo decir aunque parezca elemental es que Nosotros los cubanos también somos humanos y tenemos derecho a los derechos..¿Por qué los cubanos no pueden conocer en las escuelas, universidades, barrios, fabricas y granjas la Declaración Universal de los Derechos Humanos.? ¿Por qué el gobierno no se compromete a respetarlos? La razón de ser de esta Comisión va contra de la violencia, el terrorismo, la represión y las intervenciones militares, que nosotros rechazamos total y categóricamente.No admitimos la retórica de la comparación para justificar la falta de derechos en Cuba. Si en otros paises se violan los derechos humanos, pues que se denuncien y condenen aquí esas violaciones. Pero no deben silenciarse las denuncias de las violaciones en Cuba por causa de las violaciones de los derechos en otros paises. Eso seria globalizar el pecado contra los derechos humanos. Globalicemos la defensa de los derechos humanos.Que no se diga que se quiere condenar a Cuba en este Foro porque supuestamente escogió un sistema político diferente. Todo lo contrario. Lo que queremos es defender el derechos de los cubanos a escoger y diseñar un sistema con derechos. Silenciar o justificar en esta Comisión la ausencia y la violación de muchos derechos en mi país, si sería condenar a Cuba, si sería condenar al pueblo cubano.La Constitución vigente en Cuba esta plagada de contradicciones y niega, limita y omite muchos de los derechos humanos. Hace negación expresa del derecho soberano del pueblo a cambiar el sistema político y económico, al imponerse el carácter “irrevocable del régimen”. Limita muchos derechos civiles y omite derechos como el de viajar y el derecho de los cubanos a tener negocios y empresas.En el Código Penal cubano aparecen los delitos de “Desacato”, “Propaganda enemiga” y “Peligrosidad”. Cualquier ciudadano, arbitrariamente, puede ser condenado a años de prisión según estas leyes, que tampoco definen esos delitos con precisión.En los juicios contra los 75 Prisioneros los acusaron de”actos contra la independencia nacional y la integridad territorial”¿Qué delitos cometieron ?. Ni una bomba, ni una bala, ni un acto de espionaje, ni una agresión fisica, ni una conspiración. Estan presos por defender los derechos humanos. Y también por enviar información para la Comision de Derechos Humanos de Naciones Unidas.Aclaro que agentes de la Seguridad del Estado infiltrados en el movimiento de derechos humanos, han reconocido públicamente, que faltaban a la verdad en los informes que ellos mismos hacían y que tenían como destino esta Comisión de Ginebra. (libro “los Disidentes” págs. 128 y 129. Editora Política, que es del Gobierno). Esto demuestra la falta de respeto total por la labor de defensa de Derechos Humanos y por esta Comisión. Estamos ante una legalización de la violación de los derechos y ante de un estado de no derecho. Proclamamos que el pueblo cubano, jamás ha escogido ni escogería vivir en este régimen de no derechos. Pero hay un problema mayor y es que los que ejercen el poder en Cuba, ni siquiera respetan los pocos derechos que enuncia la Constitución.Hemos propuesto la solución de ir “de la ley a la ley”. No porque las leyes y la Constitución sean justas, sino para cívicamente restituir al pueblo todos sus derechos, inclusive el de cambiar, si lo desea, su Constitución y las leyes. El Proyecto Varela se apoya en el artículo 88 de la Constitución y propone un Referendo para que se garanticen los siguientes derechos:1. La libertad de expresión y asociación,2. La liberación de los prisioneros políticos pacíficos3. El derecho de los cubanos a tener empresas y de los trabajadores a contratarse libremente.4. Que los cubanos puedan elegir sus diputados. (ahora existen 609 diputados elegidos entre 609 candidatos ¿son elecciones?)5. La convocatoria a elecciones libres.Primero presentamos 11, 020 firmas en la Asamblea Nacional del Poder Popular, más de las 10,000 que pide la Constitución. El Gobierno continuó con gran represión. Amenazaron los firmantes y expulsaron del trabajo y universidades a algunos. De los 75 sancionados aproximadamente dos tercios son activistas de esa campaña por el Referendo. Después presentamos 14,384 firmas de nuevos ciudadanos. Continuamos la campaña porque el pueblo cubano quiere cambios sin violencia.¿Por qué el Gobierno no permite que el pueblo cubano conozca el Proyecto Varela y por qué no lo somete a Referendo?Yo espero que este mensaje sea publicado en Cuba y que se respondan publicamente a estas preguntas:-¿Por qué los cubanos tienen que pedir permiso para entrar y salir a su propio país, y muchas veces no se les concede.?-¿Por qué si todos somos iguales, hay una clase dirigente enriquecida mientras hay una mayoría pobre que ni siquiera puede decir que son pobres?-¿Por qué la clase privilegiada vive en residencias de barrios lujosos, llamadas legalmente zonas congeladas y a los cubanos se les persigue por tratar de construir una choza o una habitación?-¿Por qué la policia pide identificación, humillando a los negros y a los pobres en las zonas turisticas?-¿Por qué hay un aparheit humillante para los cubanos a los que se les prohibe entrar a muchas playas e instalaciones turisticas?-¿Por qué trataron de eliminar el nombre de Dios de la sociedad y la cultura e impusieron el ateismo a un pueblo religioso de raíz?-¿Por qué los asesinos que hundieron el remolcador “13 de marzo” el 13 de Julio de 1994, donde ahogaron sádicamente a 42 personas entre ellos 22 niños, son tratados como héroes por las autoridades?- ¿Por qué engañaron a los cubanos hablando contra el capitalismo salvaje si muchos de los grandes dirigentes comunistas se han convertido en los nuevos y únicos capitalistas mientras nos siguen diciendo “socialismo o muerte”, cuando los cubanos lo que queremos es “libertad y vida”. El gobierno de mi país, al negarle a los ciudadanos los derechos civiles le niega al pueblo cubano el derecho a la autodeterminación.Jamás renunciaremos a nuestros derechos, ni a la libertad con que Dios doto a todos los seres humanos, pero tampoco renunciaremos a los caminos de la paz que nunca pueden pasar por la muerte, el odio y la violencia. La liberación que proclamamos es la que se alcanza por el amor al prójimo, por la solidaridad, por el diálogo, por el perdón y la reconciliación que son los caminos para la justicia y las únicas bases de una paz verdadera.* Mensaje redactado dentro de Cuba por Oswaldo José Payá Sardiñas líder del Movimiento Cristiano Liberación y de un movimento ciudadano pacífico. Será leído ante el pleno de la Comisión de Derechos Humanos de la ONU, en Ginebra, con motivo de su reunión anual.

ZARQAWI, O TERRORISTA

Provável responsável pelo atentado de Madrid, também responsável por vários atentados no Iraque.(via: National Review online)Zarqawi, Getting Around March 29, 2004 Michael Ledeen Who bombed Madrid, and other interesting questions. According to a usually reliable French investigator and author, Spanish authorities are now convinced that the Madrid massacre was organized by our old friend, Abu Musab al-Zarqawi. Zarqawi has also been credited for being one of the major organizers of the terror war against the Coalition in Iraq, and was named by Secretary of State Colin Powell in his presentation to the Security Council prior to Operation Iraqi Freedom as a key al Qaeda leader, with ties to the Saddam Hussein regime in Iraq. A busy and very wicked man, in short. As memories are short, let's review the bidding on Zarqawi. I first wrote about him here on December 12, 2002, when I came across an article in the German newspaper Die Zeit. That article cited court documents drawn from the depositions of a Palestinian terrorist who was cooperating with German authorities. The terrorist revealed that Zarqawi wore several hats: He was a top officer of al Qaeda, and the leader of a terrorist group known as al Tawhid, and he lived and worked in Tehran.He noted that Zarqawi was a key figure in the "reorganized al Qaeda" (reorganized after the debacle in Afghanistan) and was "one of the major coordinators of Iranian-sponsored terrorism in Europe." Al Qaeda's Iranian connection led German investigators to another important discovery: Al Qaeda and Hezbollah — arguably the world's most dangerous terrorist organizations — were working hand in glove. Die Zeit said that German intelligence had become aware of meetings between Osama bin Laden and Hezbollah's chief of operations, Imad Mughniyah. A few months after I wrote that article, documents surfaced in Italian court cases that showed Zarqawi's involvement in terrorist networks in Milan and other northern Italian cities. And just last week, the Corriere della Sera reported that Zarqawi's name had surfaced in recent investigations into al Qaeda's efforts to recruit radical Muslims in Italy for guerrilla and suicide attacks in Iraq. And, like the German documents, the Italian evidence led straight back to Tehran, whence Zarqawi had issued orders to his agents in Italy. As NRO noted at the time, Secretary Powell's speech to the Security Council actually proved more than the administration wished, since Powell was only trying to justify action against Iraq, and did not mention the Iran connection. But now that Zarqawi's name has surfaced in connection with Madrid, anyone who is serious about waging war against terrorism must find a way to deal effectively with the mullahcracy in Tehran. The Corriere della Sera carried extensive excerpts from an interview with an al Qaeda terrorist currently serving time in an Italian prison, and if he is to be believed, a lot of the conventional wisdom on al Qaeda is gravely misleading. The man in question — a Tunisian identified as "Ahmed" — was actively involved in planning massive bombing attacks in Italy many months before September 11, 2001. One of these schemes was discovered by Italian intelligence in October of that year, leading to several arrests and the hattering of "Ahmed's" group. Another was foiled by Tunisian authorities, but the terrorists in North Africa had already sent a shipment of explosives to Italy, which has still not been found. "Ahmed" also spoke of plans as early as January, 2000, to bomb the main railroad station in Milan on one of the busiest days of the year — December 24, for example. The creation of a clandestine terrorist network capable of such operations had begun in 1997. These revelations have apparently been confirmed by Italian authorities, who have efficiently dismantled a series of terrorist cells all over the country, even as they warn that terrorist attacks on Italian soil are likely. They remember that Spanish intelligence officials were murdered in Iraq several months before the Madrid bombings, and that Italian carabinieri were killed in a suicide bombing in Nasiriyah a few months ago. But there are broader, and far more important conclusions to be drawn from the recent information coming from Spain and Italy. For if "Ahmed" is telling the truth, then the targeting of European cities has nothing at all to do with the liberation of Iraq, or European support for American foreign policy, or even with the nature of the government in one European country or another. In 1997, when "Ahmed" began his work, Italy had a left-wing government, and Operation Iraqi Freedom was six years away. As I have been arguing for many years now, September 11 did not mark a watershed in the terror war against the West. That war is properly dated to September, 1979, when the Aytaollah Khomeini seized power in Iran, branded the United States "the great Satan," and declared war against us. Iran continued to wage that war through the Beirut bombings and hostage seizures of the mid-80s — conducted by the Iranian surrogate, Hezbollah — and collected allies along the way, including al Qaeda. Today Iran is either on the verge of, or has actually accomplished the acquisition of nuclear weapons, and is speeding ahead on bigger and better delivery systems. Yet Western policy toward Iran is either feckless or eager appeasement. Each revelation of the Iranian hand in terrorism is either ignored or shrugged off, and each new discovery of Iran's nuclear-weapons program is greeted with disappointment as action is postponed to the next meeting of the toothless International Atomic Energy Agency. No wonder that, as the news of the Madrid bloodbath reached Tehran, a celebration was held in the residence of the Supreme Leader, and the turbaned rulers congratulated Ali Khamenei on the great event. Instead of debating the details of past failures, our leaders should devote their energies to preventing the next September 11, which, you can be quite sure, is receiving enthusiastic support from our self-proclaimed enemies in the Islamic republic of Iran. Faster, please. — Michael Ledeen, an NRO contributing editor, is most recently the author of The War Against the Terror Masters. Ledeen is Resident Scholar in the Freedom Chair at the American Enterprise Institute.

VARIAÇÕES SOBRE UM CANDEEIRO

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VOTA EM BRANCO

Espera-se que seja este o slogan da CDU nas próximas eleições europeias após se ter tomado conhecimento da integração nas listas do grande defensor deste tipo de voto."Os cães somos todos nós: aqueles que têm consciência de que a democracia está ferida de morte. Começar a uivar seria decidirmos em colectivo votar em branco para ver o que acontece. Mesmo que só por curiosidade intelectual."D.N.

segunda-feira, março 29, 2004

O ESTADO LASTIMÁVEL DA SAÚDE EM PORTUGAL!

Leiam em João Tilly.Fico sem palavras para comentar como são possíveis casos destes, em Portugal, no ano 2004!Os meus pêsames ao João Tilly.

O MENTIROSO RELAPSO

Dizem-me (não assisti; por razões de sanidade mental não consigo ver mais de um ou dois minutos seguidos sem fazer zapping), que ontem na sua homilia dominical o Prof. Martelo teria comparado o P.N.D. ao partido do Sr. Le Pen.


Tal comparação, demonstra uma profunda desonestidade (mais uma!): ou o Prof. Martelo nunca leu os programas dos dois partidos ou pura e simplesmente está a inventar, por razões que não se discernam imediatamente. Ou será que está a tentar afastar através da calúnia um competidor incómodo? Será isso? Será que afinal o cabeça de lista do PSD/CDS para as europeias é ele? Mais uma vez Cristo desce à terra? E ainda vamos ver o Prof. Martelo abraçado ao Portas?


Com este personagem, tudo é possível...

SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO

Enviado por Bruno Escada:(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5.o,maço 7) "Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos. Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres". "El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e guardar no Real Arquivo da Torre do Tombo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".

TABACARIA - ÁLVARO CAMPOS

Não sou nada.Nunca serei nada.Não posso querer ser nada.À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.Janelas do meu quarto,Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é(E se soubessem quem é, o que saberiam?),Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,E não tivesse mais irmandade com as coisasSenão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da ruaA fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitadaDe dentro da minha cabeça,E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.Estou hoje dividido entre a lealdade que devoÀ Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.Falhei em tudo.Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.A aprendizagem que me deram,Desci dela pela janela das traseiras da casa.Fui até ao campo com grandes propósitos.Mas lá encontrei só ervas e árvores,E quando havia gente era igual à outra.Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!Gênio? Neste momentoCem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,E a história não marcará, quem sabe?, nem um,Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.Não, não creio em mim.Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?Não, nem em mim...Em quantas mansardas e não-mansardas do mundoNão estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,E quem sabe se realizáveis,Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?O mundo é para quem nasce para o conquistarE não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,Ainda que não more nela;Serei sempre o que não nasceu para isso;Serei sempre só o que tinha qualidades;Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,E ouviu a voz de Deus num poço tapado.Crer em mim? Não, nem em nada.Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardenteO seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.Escravos cardíacos das estrelas,Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;Mas acordamos e ele é opaco,Levantamo-nos e ele é alheio,Saímos de casa e ele é a terra inteira,Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.(Come chocolates, pequena;Come chocolates!Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.Come, pequena suja, come!Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)Mas ao menos fica da amargura do que nunca sereiA caligrafia rápida destes versos,Pórtico partido para o Impossível.Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,Nobre ao menos no gesto largo com que atiroA roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,E fico em casa sem camisa.(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!Meu coração é um balde despejado.Como os que invocam espíritos invocam espíritos invocoA mim mesmo e não encontro nada.Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,Vejo os cães que também existem,E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)Vivi, estudei, amei e até cri,E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o raboE que é rabo para aquém do lagarto remexidamenteFiz de mim o que não soubeE o que podia fazer de mim não o fiz.O dominó que vesti era errado.Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.Quando quis tirar a máscara,Estava pegada à cara.Quando a tirei e me vi ao espelho,Já tinha envelhecido.Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.Deitei fora a máscara e dormi no vestiárioComo um cão tolerado pela gerênciaPor ser inofensivoE vou escrever esta história para provar que sou sublime.Essência musical dos meus versos inúteis,Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,Calcando aos pés a consciência de estar existindo,Como um tapete em que um bêbado tropeçaOu um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltadaE com o desconforto da alma mal-entendendo.Ele morrerá e eu morrerei.Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,E a língua em que foram escritos os versos.Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como genteContinuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,Sempre uma coisa defronte da outra,Sempre uma coisa tão inútil como a outra,Sempre o impossível tão estúpido como o real,Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.Semiergo-me enérgico, convencido, humano,E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-losE saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.Sigo o fumo como uma rota própria,E gozo, num momento sensitivo e competente,A libertação de todas as especulaçõesE a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.Depois deito-me para trás na cadeiraE continuo fumando.Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.(Se eu casasse com a filha da minha lavadeiraTalvez fosse feliz.)Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universoReconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.Álvaro de Campos, 15-1-1928

domingo, março 28, 2004

OBRIGADO

Na impossibilidade de o fazer de forma personalizada venho deste modo agradecer a todos (e foram muitos!) os que saudaram o primeiro aniversário deste blog.

Espero continuar a merecer a vossa visita e conseguir ir melhorando sempre e sempre mais!

MUITO OBRIGADO!

sexta-feira, março 26, 2004

PAULO FERREIRA DA CUNHA

PFC.jpgProfessor universitário, político, filósofo, escritor, pai, bloguer, etc, etc, etc.. Quantas horas tem o dia para si? PFC - O tempo é uma questão psicológica. Não conto as horas do meu dia. Sinto que tem poucas. Há quem sussurre que celebrei um pacto com o demónio e assim tenho mais tempo, ou clones diabinhos a trabalhar por ou para mim. A verdade é só que detesto perder tempo, e procuro acabar o que começo: e o mais depressa possível. Por outro lado, descanso de uns trabalhos fazendo outros. Em mim, a distinção entre trabalhar e divertir-me só é nítida quando tenho que trabalhar em burocracias universitárias ou ir a reuniões chatas. Em suma, o poder fazer muitas coisas depende realmente do grau de empenhamento (e de prazer) que tenho nelas. Nesse sentido, são os meus demónios a trabalhar...Goza de grande prestígio no estrangeiro, nomeadamente no Brasil. Em Portugal, parece-me que não é tão conhecido. "Em casa de ferreiro, espeto de pau"?PFC - Seria mais: "Santos de casa não fazem milagres!"Colocando a questão de outra maneira: creio que foi precisamente um "luso-brasileiro", o Padre António Vieira,quem disse - sem dúvida com alguma amargura - que Portugal era "uma nesga de terra para nascer e todo o mundo para morrer". E para citar outro grande clássico, também cada vez mais acho que Teixeira de Pascoaes identificou bem a nossa psicologia colectiva. Traduzindo-o em termos modernos, acho que somos um país com imensas qualidades, mas com uns defeitozinhos decisivos. Um deles é a dificuldade de cooperação social - o que tem como consequência até um défice de intervenção cívica -, a que preside, no fundo, um profundo individualismo, que na sua vertente positiva dá homens de "um só parecer" "de antes quebrar que torcer", e na sua vertente negativa (mais difundida em tempos de decadência como os que vivemos) desemboca numa verrinosa inveja.Chego aqui à sua pergunta: eu acho que não só eu como muitos espíritos que preferem a cooperação ao protagonismo assassino acabam por ser mais reconhecidos lá fora porque cá dentro são "cem cães a um osso" e o vizinho não pode ver a nossa relva mais verde. Há gente que estiola ou pelo menosesmorece em ambientes de excessiva malquerença. Cito só um exemplo, dos nossos livros científicos.Enquanto lá fora os autores fazem gala em neles agradecer às vezes a dezenas de colegas, colaboradores e amigos a quem deram previamente a ler os seus trabalhos, aqui aferrrolham-nos com medo de serem plagiados, e não agradecem mesmo quando tinham motivos para isso. (E o problema é que o medo de plágio não é paranóia, é real). Dito tudo isto, quero dizer-lhe que Portugal é o país que eu escolheria para ter nascido... embora talvez pense no Brasil se um dia me reformar...Conte-nos algumas das suas ideias que possam contribuir para a melhoria do Ensino em Portugal. PFC - O ensino em Portugal encontra-se numa situação de calamidade pública. Antes de mais, seria preciso acabar com a demagogia e reconhecê-lo, declarando um estado de sítio educativo.Os três principais eixos de mudança resumir-se-iam em enfrentar os males a sério, sem preconceitos, paninhos quentes e modernices suicidas: Professores dignificados e capazes de avaliar; Gestão profissional sem demagogia e submetida a quem sabe mais; Cursos e programas privilegiando o básico e o que é formativo.Só há ensino com professores. Precisamos urgentemente de Professores competentes, motivados, com autoridade, e com poderes suficientes para verdadeiramente avaliar. Um dos problemas mais graves do nosso ensino a todos os níveis é que os professores (que o não confessam) têm medo de avaliar, porque temem as represálias dos superiores, dos colegas, do ministério, dos alunos. As primeiras medidas seriam no sentido de criar um clima de confiança e auto-estima dos docentes. Isso teria que passar por rever o orçamento do ministério da educação e pagar aos professores à medida da sua função social importantíssima. Deve dar-se mesmo prioridade à educação. Só deixando de ser um semi-pária social, desconsiderado por todos, o Professor poderia ganhar de novo auto-confiança e cumprir o seu papel. Isso teria de passar concomitantemente pela abolição de todas as medidas e estruturas repressivas, inspectivas e avaliatórias, que, se podem detectar aqui e ali um ou outro professor menos bom, em geral só têm como efeitos desperdícios de meios e de tempo e a criação de um clima de subserviência e hipocrisia, em que se procuram artificialmente apresentar bons resultados (aprovações) por medo. A segunda reforma de fundo seria uma mudança profunda na estrutura de poder de todos os níveis de ensino. O Estatuto da Carreira Docente Universitária nem é muito mau, precisando de ser revisto pontualmente, nomeadamente terminando com a obrigatoriedade de as Universidades contratarem todos os que se doutoram – e hoje são multidão. Deveria este Estatuto ser posto em prática onde o não está a ser, nomeadamente quanto à responsabilidade dos orientadores pedagógicos sobre todos os docentes em formação. Bastaria isso para resolver o problema da Pedagogia, que hoje se agita como fruto de uma santa aliança de tecnocratas, burocratas, mandarins e activistas estudantis extremistas. O que precisa de profunda revisão, isso sim, é o sistema de gestão. Depois de muito ponderar prós e contras, que os há sempre, sou favorável a que as escolas tenham vários directores para os assuntos administrativos, submetidos a conselhos científico-pedagógicos (não faz sentido separar) que, por seu turno, deixem de ser constituídos por professores de 1.ª, 2.ª e 3.ª classe, provocando jogos de poder inaceitáveis. Só quem nada tem a temer pode realmente votar com independência. Sem preconceitos, eu diria que poderia haver directores executivos de carreira, submetidos a um conselho científico-pedagógico de catedráticos de nomeação definitiva, obviamente sem subordinar estes, como querem hoje alguns, a magnos conselhos nacionais ou a super-catedráticos, no fundo, a mandarins. Nos restantes graus de ensino, o actual sistema também está esgotado. Fui membro de um conselho directivo no liceu, enquanto aluno, e era frustrantíssimo… A ideia de paridade e participação nos órgãos por parte dos estudantes é apenas desejo de poder, e de tirocínio político por parte de uns poucos activistas – como eu fui, aliás. Acho que o poder deve ser exercido, em suma, por quem mais sabe e mais foi avaliado, no plano científico e pedagógico – os catedráticos, os professores coordenadores, os professores efectivos com mais graus académicos, etc., consoante os graus. As coisas burocráticas não devem ser para os professores, nem para os estudantes, mas para altos funcionários, submetidos ao duplo controlo dos conselhos científico-pedagógicos, e a um órgão que se poderia chamar conselho de escola, espécie de parlamento, esse sim paritário entre professores e estudantes, com funções de consulta, discussão e fiscalização. O terceiro domínio essencial seria a mudança dos conteúdos programáticos e dos planos de estudos. Se na Universidade temos de defender até à morte a liberdade académica, que implica que cada professor do quadro (não um assistente estagiário, por exemplo) deva decidir com liberdade do seu programa, nos demais graus de ensino impõe-se uma revisão profundíssima dos programas e dos planos de estudos. Todos sabemos que há matérias básicas, essenciais, e que hoje as crianças e os adolescentes vivem sobrecarregadíssimos com matérias e mais matérias, cadeiras e mais cadeiras, chegando contudo à Universidade a saber quase nada. Por um lado, tal é fruto do laxismo na avaliação, que já referi, mas também resulta da megalomania dos nossos programas e planos de estudos. Nesse domínio, sem dúvida que o Português e a Matemática, como linguagens, são essenciais. Mas eu iria privilegiar os Basics, o essencial em geral. E dominada a Língua e a Interpretação e a Redacção, e as matérias imprescindíveis à vida da Aritmética, da Álgebra e da Geometria, também não faria sempre fincapé em formar todos em Camões e Einsteins. Não me repugna que, a partir de um dado momento, se pudesse optar entre Literatura e História, entre Matemática e Filosofia, etc. Há sobretudo que dar aos estudantes referências. Hoje o ensino científico é muito mais vasto que no meu tempo, mas ninguém se localiza em cidadania e cultura, ninguém sabe melhor onde e como está no Mundo por saber mais Química orgânica ou Cristalografia… Contudo, é aberrante como se não sabe História, Geografia, Filosofia… até a nossa Literatura…que, longe de serem só matérias para os tidos como bastardos cursos de Letras são, afinal, o que nos identifica, como Portugueses, como Europeus. Estamos a formar sobretudo stupid scientists, como dizia creio que Bertrand Russell. E nem isso, porque somos globalmente péssimos a Matemática. Por outro lado - e de novo não é puxar a brasa à minha sardinha - é absurdo que hoje não se ensine a toda a gente obrigatoriamente Direito no ensino secundário: é um instrumento de cidadania. Mas, obviamente, não com um programinha pós-moderno contra a globalização e por uma versão esquerdizante dos direitos humanos, como será de prever se continuarem a pontificar as sumidades que os media nos impõem.Nem só Portugal ganharia com uma reforma assim. Ganhariam antes de mais os estudantes, que hoje são ludibriados por um facilitismo avaliador a par de muitos trabalhos e provas realmente com pouco préstimo. Hoje tem-se muitas aulas, muitos testes, muitas avaliações, muitos trabalhos extra-lectivos, mas é-se pouco rigoroso na avaliação, dispersivo nas matérias, e aos estudantes não são dados instrumentos mínimos de crítica, reflexão, e conteúdos elementares. Iludidos com uma pseudo-representação, os estudantes embrenham-se nos meandros do poder das escolas e afastam-se quer do estudo, quer do controle desse poder. A participação e a paridade executivas são ardis aculturadores, integradores, domesticadores da autonomia estudantil. Mas reconhecemos que é muito difícil vencer a mentalidade conservadora, mesmo nos estudantes, habituados ao statu quo…E em geral, evidentemente, analisar estas três propostas com ponderação sem as etiquetar de qualquer coisa obscena está muito para além dos hábitos dos nossos activistas e doutos observadores no domínio da educação, que além disso falam outra língua: o eduquês...Há espaço político para o Liberalismo em Portugal? PFC - Como sabe, sou liberal. Gostaria de me dizer um liberal liberal, já que hoje têm de se colocar adjectivos, porque a expressão foi sendo apropriada por uns e labelizada por outros, de forma que poucos se entenderão à partida quando se fala em liberalismo. O liberalismo que professo é um liberalismo social e ético. É um liberalismo bebido nas raízes verdadeiramente clássicas, desde logo com Adam Smith, mas muito um Thomas Hill Green, por exemplo, e que tem uma componente portuguesa iniludível e mais funda ainda, que tanto transporta o legado revolucionário de 1640, como se orgulha da pioneira acção social dos liberais no Reino Unido e se alimenta do legado da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão francesa, a qual é a tradução moderna do Direito Natural, o qual recua teoricamente ao velho Aristóteles. E que, como ainda recentemente foi comprovado por Zanotti e Termes, não tem qualquer incompatibilidade, antes confluência, com a doutrina social da Igreja, assente classicamente em Tomás de Aquino. Enfim: sou um novo-velho liberal. Porque o que é velho e original volta de novo, esse é que é novo, porque esse é que é actual. Como vê, por isto haverá muitos pretensos liberais que me excomungarão… mas esses, no meu ponto de vista, é que não são liberais.Um liberalismo que saiba quais são as suas raízes, atento, sem dúvida, a contributos mais modernos (naturalmente Hayek, claro, mas bem lido e lido todo), mas recusando extremismos de demolidores do Estado à marretada que nos querem até privatizar o ar que respiramos, um liberalismo moderado e ponderado, como é hoje o liberalismo social professado pela Internacional Liberal, para cujo último congresso, em Dakar, como sabe, fui um dos dois portugueses convidados (o outro foi o Prof. José Adelino Maltez), um liberalismo assim tem total espaço político em Portugal.Mas só este tipo de liberalismo: um liberalismo com tradição (como há anos proclamava o FDP alemão), com pais e avós fundadores e inspiradores, que nos associe os conspiradores da manhã de Nevoeiro do 1.º de Dezembro, a pena indómita do nosso António Ribeiro dos Santos, compreenda a aventura intelectual de Silvestre Pinheiro Ferreira, e vá de Herculano e Garrett à própria Maria da Fonte, contra os Cabrais e os novos Cabrais, e recorde o liberal Fernando Pessoa, e oiça a lição desse liberal sem o ser Agostinho da Silva até ao recentemente falecido Orlando Vitorino. E lembre, num abraço atlântico, o sonho de Gilberto Freyre, que não era puro liberal, mas era nosso, e os rigorosos liberais brasileiros, de extraordinário valor, como Roque Spencer Maciel de Barros, ou António Paim … O liberalismo tem essa vantagem sobre as ideologias ideológicas que é o ser abrangente, e não ter pejo em colher o que é bom onde quer que esteja. Mas temos em Portugal uma tradição liberal muito mal estudada, muito mal valorizada, e é triste ver como quem tem generosos impulsos liberais acabe por ir cair nos braços de um liberalismo frio, muito austríaco, que se mal se aplica na prática a países germânicos, muito menos teria cabimento entre nós.Portugal precisa de recuperar as suas raízes liberais, que estão aliás nos próprios factores democráticos da sua formação, estudados por Jaime Cortesão, na originalidade e carácter popular e pactício do poder, sublinhados por Pascoaes. Porque antes de haver liberalismo, já Portugal fora liberal. Esse espírito foi vergado, martirizado, torturado, por séculos de velha Inquisição e de novas inquisições. A última é o politicamente correcto.Mas estou firmemente persuadido de que o liberalismo só triunfará em Portugal se souber demarcar-se do chamado neo-liberalismo, a que uns chamam (embora com riscos de confusão) libertarismo ou libertarianismo (à americana) e que melhor se chamaria anarco-capitalismo. Entendendo aqui capitalismo não como mero mercado livre ou economia livre (como propunha João Paulo II para evitar confusões) mas como poder e privilégio dos possidentes. Nenhum futuro existe, a meu ver, num país com um fundo de missão e de valores (apesar da actual decadência) para uma ideologia simplesmente materialista como o anarco-capitalismo, além disso pouco credível e muito caricatural nas propostas bombásticas de bota-abaixo. Nenhum futuro para uma ideologia que é, pelo menos em grande medida, álibi de ricos (e pose de intelectuais snobs ou aspirantes a ricos) para manter e aprofundar sem complexos de culpa os seus privilégios, num país que em geral vive mal, onde há pobreza, privação, carência, profundas desigualdades. Nenhum futuro num país católico, mas de um catolicismo muito nosso, quase diria, católico e laico (coisas que vêm do anti-clericalismo lusitano) para ideologias intrinsecamente protestantes.O verdadeiro liberalismo luta pela Liberdade, pela Igualdade e pela Justiça, como ensinava Adam Smith. Esse espaço ainda não foi reivindicado aqui por ninguém nos nossos dias. Esse é o que as pessoas sentem que é preciso. Acha que as pessoas estão esclarecidas sobre o que significam as próximas eleições europeias, nomeadamente no que diz respeito à "Constituição Europeia"?PFC - De modo nenhum. Há uma cortina de silêncio sobre o assunto. Não só as pessoas não estão esclarecidas como muitos têm interesse em que o não estejam. Vou ser rápido, porque falei muito nas questões anteriores: não querem os nossos novos senhores que se fale no assunto. E quando se fala é para o levar para a demagogia ou para outra forma de demagogia - a demagogia dos intelectuais - que é o plano estritamente técnico. É a mais perigosa revolução branca da História. Por isso, a Organização europeia pró-Referendo, com que a Nova Democracia (PND) trabalha, vai perguntar, um a um, a cada partido e a cada candidato ao Parlamento Europeu se é a favor de um referendo. Estou certo de que num referendo sério - sério, repito - a Europa nunca chegaria a este tratado. Pode até fazer-se uma Constituição Europeia codificada. Não seria necessária, mas enfim.... Todavia, teria que se voltar à estaca zero e convocar uma Constituinte. E com alguma forma de paridade entre os Estados. Isso é que seria Federalismo autêntico.... O que se está a construir já não é sequer federalismo: é um novo Estado Europeu único, de que Portugal será uma pobre, desprezada, segregada, humilhada província periférica.E se o Povo português não der sinal de vida e independência nas próximas eleições europeias, dificilmente poderá levantar a cabeça no futuro, ou mantê-la erguida como povo não digo já sequer soberano, mas autónomo. Por isso é fundamental uma derrota do capitulacionismo nestas próximas eleições: o que se revela complicado, porque há uma ditadura dos "media", que fecham a porta a quem não diga "mais do mesmo".

PEDRO CUNHA MARTINS

pcm1.JPGÉ fumador? PCM - Fumo charutos desde 1989, na casa dos trinta anos, tive alguma curiosidade por esse culto. Seria prazer ? Afirmação pessoal ? Sinal de poder ? Sinal de luxo ? Talvez nesses tempos, a ideia de muitos seria uma das anteriores, mas o final da última década trouxe a afirmação inequívoca nesse sentido - é sim um prazer. Um prazer que é preciso conhecimento, aprender dia a dia os novos produtos, novos tabacos, novas capas e plantas, novas características, novos “blends”. No fundo um tubo cilíndrico para nos despertar sensações a frio que o fumo produzido irá comprovar, ou não, a quente.A CIGAR WORLD existe há quantos anos? O que esteve na base da sua criação?PCM - O projecto CigarWorld surgiu em meados da década de noventa e teve a sua primeira pedra numa pequena loja na Lapa, em 1998. Com a experiência de venda para vários países pela Internet decidi acreditar em Portugal, e, naquele tempo, há seis anos, apenas na área dos acessórios. O consumidor português socorria-se, e com razão, do mercado espanhol. Vejamos, por exemplo, o caso do Montecristo nº4 – naquela altura uma caixa custava 48 contos e em Espanha custava um terço. A partir do final de 1999, início do século,após duas descidas de preços os charutos já só custavam o dobro do preço de Badajoz.Dispunhamos então de charutos, quase todos para venda avulso. Tínhamos de sorrir para o cliente e apenas informar “estamos aqui para uma falta”. Os nossos dias de trabalho absorvente favorecem a desorganização pessoal e diariamente vinham clientes que se tinham “esquecido” de ir esse fim de semana a Badajoz.Inicialmente só vendiam acessórios. Explique-nos porquê e quando ocorreu a alteração de estrégia.PCM - Os acessórios, importados directamente como hoje, lá vendiam e ajudavam a pagar os custos. Após negociações com o Corte Ingles, estes optaram por uma empresa com know-how e especializada para gerir a maior “cava” dos 77 armazéns e a única gerida por terceiros, num mercado onde o charuto era conotado com o elevado custo e sem tradição.A aposta era clara, decisiva. O prazer que pode encontrar na nossa loja, e o mais procurado é o charuto cubano, um produto com um custo médio de 3 a 5 euros, uma pequena extravagância que todos, nem que seja apenas uma vez na vida, deveríamos tentar desfrutar.Creio que acreditei que a minha aposta “democrática” estava ganha no dia em que atendi um vendedor da revista CAIS, que com a sua t-shirt amarela com o respectivo logo, veio experimentar e comprar um charuto. Queria um cubano que não fosse muito forte - “...e já agora se me pudesse explicar como isto se fuma, sempre quis experimentar..”. Aparentemente um técnico que se a vida não lhe tivesse sido “madrasta” teria o sonho de ser um dos amantes do prazer de fumar um bom “puro” e uma nossa visita diária. Espero que a sorte lhe sorria e no-lo traga novamente.Como explica que em tão pouco tempo tenha conquistado uma fatia significativa do mercado dos charutos a outras empresas, algumas há muito instaladas?PCM - Na CigarWorld a aposta nunca foi roubar clientes mas sim democratizar o charuto e ganhar novos adeptos da causa. Temos cada vez mais fumadores mais jovens, mais mulheres que fumam charutos, mais mulheres que sabem comprar para oferecer. Oferecemos diversidade nos charutos avulso, 60 a 70 caixas abertas, variedade na oferta de tamanhos, embalagem para protecção no transporte adequada.Estamos a meio da corrida para a excelência, somos a primeira cava europeia com humidificação motorizada por sensores electrónicos (de cinco em cinco minutos).No presente ano a “luta continua”. Precisamos de manter a diversidade e acompanhamos as tendências mundiais. Faltam os produtos de excelência, os grandes dominicanos, as Honduras, a Nicarágua, as capas Cameroon que Meerapfel fez renascer, os grandes “blends”.Falta conseguir transmitir a todos os clientes o que vão fumar, que tripa, que capote, que capa. Falta informarem-nos o gosto que preferem e termos o fumo certo para o sabor que o fumador prefere. O que acha dos preços dos charutos em Portugal?PCM - No que respeita aos preços, Portugal tem necessidade de uma outra redução complementar de cerca de 10% para ter competitividade no mercado europeu, uma vez que em qualidade a considero superior aos nossos vizinhos, ao nível de Inglaterra, Suiça e Andorra.Após inúmeras visitas a fábricas de Cuba, com passagem pelos postos de trabalho em aprendizagem das cerca de 170 fases de fabrico surpreendem-me cada vez mais os dominicanos, capas com três maturações, Equador com Sol, Equador Shadow, blends com Nicarágua, híbridos a nascer com turfa do Canadá, solos com detectores electrónicos de humidade e charutos de qualidade bem balanceados e com excelentes aromas.Certo que no bom dominicano, temos uma desagradável surpresa – um preço médio bem superior aos charutos cubanos, temos em dez anos uma ascenção em qualidade e um branding excepcional das suas grandes marcas. Quantos aos cubanos os últimos anos com a Altadis permitiram-lhes alguma recuperação na qualidade, no marketing, mas sem grande evolução dos processos de fabrico e das plantas. Apenas a criação de uns híbridos Havana 92 e Havana 2000, que experimentei antes de saltarem a terreno, mas sem os aromas do criollo de Vuelta Abajo. Qual o seu charuto preferido?PCM - Aprecio regularmente os robustos, os torpedos, um doble corona num jantar com um grande amigo, surpreendeu-me sempre a excelência e fortaleza das selecções limitadas cubanas. Recordo com saudade o último Cohiba Piramides - que qualidade e fortaleza e aroma excepcionais ! Dos novos “terroirs” apreciei o Padron, Paul Garmirian, Fonseca Vintage, Aurora Preferidos Tubos Cameroon, Arturo Fuente Opus X, Ashton Heritage e VSG, Griffins Fuerte e Zino Platinum Crown.Qual a sua opinião sobre os charutos açorianos?PCM - A marca Azores é uma aposta pessoal na divulgação de um produto que é elaborado com qualidade. A mistura utilizada capa Sumatra, capote Dominicano, tripa Cubana Brasil e Olor Dominicano é um “blend” que lhe dá fortaleza e um sabor próximo dos grandes vintages dominicanos.A marca “AZORES” tem características que lhe permitem dar os primeiros passos para a internacionalização. Curiosamente falava para um grande distribuidor de capas no mundo e falava-lhe dos Azores para experimentar umas capas numa outra série. Azores, what are those cigars ? in Portugal ? islands ? hand rolled ? thats curious, the world does not know nothing about it ? send me two or three ? the blend seems good , quite different could be made in Dominican Republic or Honduras.....A CigarWorld é uma porta aberta para todos conhecermos novos produtos, “o mundo do charuto”, sendo um desafio agradável no caminho da excelência.

BALANÇO - FUMAÇAS

Um balanço meramente numérico (deformação profissional...) do primeiro ano de actividade:1.100 entradas1.000 comentários38.000 visitas únicas75.000 page viewsOBRIGADO!

PAULO QUERIDO

pqfoto1.JPGEsta foto, merece como legenda o comentário do próprio: "É incrível, mas não tenho uma foto decente :)"O que levou um jornalista com créditos firmados e uma coluna fixa no Expresso a uma aventura como a weblog.pt?PQ - Resposta curta: a curiosidade. As simple as that.PQ - Resposta longa: até Fevereiro de 2003 os blogs eram apenas fontes de informação do jornalista, que mantinha o seu site pessoal num registo de... site, com algumas notícias e parte do arquivo dos cerca de um milhar de textos sobre Internet e Tecnologias de Informação que já escrevi. Em Fevereiro aconteceu o meu reencontro com o Luís Ene, que não via há 20 anos. Cautelosamente, por mail, dissemos um ao outro que só valia a pena reaproximarmo-nos SE houvesse aventuras novas, nenhum estava interessado em reviver o passado género "encontro dos Antigos Alunos do 6º F", com todo o respeito que nutro por esses acontecimentos, mas nem eu nem ele somos de reviver. Somos mais de maluqueiras novas. Encontrámo-nos e foi um flash: HAVIA projectos novos para fazermos juntos! O Luís já tinha um blog há meses. Perguntava-me porque não tinha eu um. Decidi investigar mais a fundo a blogosfera enquanto fenómeno, até porque era tempo disso. Em simultâneo decorriam conversações com o meu editor Libório Silva, do Centro Atlântico, sobre um projecto de livro do Luís, que tinha acabado de publicar o seu romance de estreia; eu já era autor. O Libório torceu o nariz ao projecto (uma ficção) apenas porque não era da esfera do Centro Atlântico e alvitrou um livro a quatro mãos sobre algo que estivesse a dar... como os blogs. Eu e o Luís conversámos e... decidimos que sim, estava ao nosso alcance. Comecei por querer saber como funcionavam os motores editoriais dos blogs. É que nem sequer ponderei o Blogger, onde o Luís tinha o dele. Como já possuía o meu próprio servidor, queria um mecanismo que EU controlasse. Instalei um primeiro, cujo nome já não me lembro, e foi nele que arranquei (o vento lá fora) a 27 de Março, e o Luís começou o Ene Coisas. Dois outros jornalistas meus amigos começaram também ali blogs em Abril, um deles não durou muito tempo mas o outro continua: No Bosque Ocidental. Em Maio mudei de motor. Realmente bom e potente era mesmo o Movable Type e achei que o futuro passaria por ele (aposta certa). A 28 desse mês registei o endereço weblog.com.pt tendo no horizonte a ideia de alojar mais blogs de amigos, depois de ter corrido bem a migração dos conteúdos dos nossos blogues para o novo sistema. A 10 de Junho abri o weblog.com.pt ao público. Mas nunca pensei que fosse obter o sucesso que obteve: pretendia apenas captar uma ou duas dúzias de pessoas mais exigentes em relação ao motor editorial...O resto é história conhecida. Eu não estava preparado para o sucesso do projecto. Nem sequer o tinha dimensionado. Mas uma vez em curso tornou-se irresistível cavalgá-lo. Tal como é inebriante fazer e manter um blog, é inebriante (e cansativo...) fazer crescer uma comunidade de bloggers. Como a maioria das coisas na minha vida, fui acrescentando pormenores ao sabor da inspiração e do feeling. O Top Technorati nasceu no I Enconto de Bloggers em Braga, quando se falava da necessidade de página agregadoras: levantei-me e disse, eu vou fazer o Top Technorati. E fiz. O Blogómetro foi ideia minha. Outro grande responsável pelo sucesso foi a lista dos últimos posts -- algo para mim óbvio de fazer, uma vez que tinha ali à mão a base de dados, era uma questão de escrever o script.Apesar de ser um projecto que à primeira vista nada tem a ver com jornalismo, na realidade tem. Primeiro: enquanto jornalista especializado (enfim, mais ou menos) em tecnologias compete-me estar em cima das novidades e os blogs eram novidade. Segundo, há um manancial de informação no sistema do weblog.com.pt que me é útil de vez em quando para o Expresso, como foi o caso na semana passada, num artigo sobre a mudança de comportamento dos utilizadores de serviços Internet, em que fui buscar os padrões de edição e de consulta dos blogs (os 400 blogs activos reflectem melhor que qualquer sondagem o universo dos blogs portugueses).Terceiro e mais importante: fui dominando ferramentas de sistematização de pesquisa e publicação de informação (notícias, opiniões abalizadas, teorias, fait-divers, whatever) que antecipam o futuro do jornalismo online.Achas que será possível manter no futuro o acesso gratuito?PQ - No futuro a curto e médio prazo (isto é, nos próximos seis meses), sim. Desde que misturado com serviços pagos, como já pus em prática, que ajudem a sustentar o sistema. Prever a mais de seis meses nesta área não é grande ideia... Mas estou convicto que haverá sempre blogs gratuitos. A história de todos os serviços Internet recomenda esta ideia: continuam e continuam gratuitos, mesmo que tenham passado de moda.Mas o projecto caminha para a profissionalização, ou não?PQ - Sim. Não só caminha: já é um projecto profissional - só que ainda mal remunerado e deficitário. O weblog.com.pt já tem receitas. Curtas, mas inequivocamente receitas. E eu já divido a atenção: dou agora primazia, na assistência como na simples resposta ao correio, aos clientes - tentando não descurar os borlistas. Penso que este facto prova a profissionalização - para o bem e para o mal.Quantas horas por dia dedicas, em média, à weblog?PQ - Tenho dias de 16 horas, tenho dias de zero horas. Varia muito, em função das minhas outras actividades profissionais e lúdicas. Diria que em média dedico quatro horas em seis dias por semana ao projecto.Qual o valor acrescentado para ti (seja do ponto de vista profissional ou pessoal) do teu blog, que também festeja agora um ano? (E já agora, Parabéns!) PQ - Do ponto de vista profissional há dois valores. Primeiro, noto já algum deslocamento de "importância", isto é, já me aconteceu telefonarem-me por causa de um texto publicado no blog... Isto era impensável! Mas não ligo muito a isso: nunca tive intenção nem tenho de fazer jornalismo-jornalismo no meu blog. Pode acontecer um texto ser mais noticioso, ou dar uma "cacha" (informação em primeira mão) mas será uma excepção. O segundo valor é o do arquivo. O meu blog é o meu arquivo, é a minha secretária electrónica, é o meu elo de ligação comigo. Posso estar em qualquer parte do mundo, desde que tenha Internet posso trabalhar pois tenho o meu arquivo e secretária acessíveis. Por extensão esse é também o grande valor do meu blog do ponto de vista pessoal. É um ponto de encontro comigo mesmo, com as minhas ideias, com alguns elos familiares e de amizade. O meu blog é uma extensão digital de mim. E não é mais que isso: não chego sequer a considerar-me um "blogger" da blogosfera portuguesa, sou mais um outsider, não tenho um blog por moda, ou para publicar as minhas ideias nunca lidas (caramba, escrevo para o público há 25 anos!), ou pelas razões típicas. Tenho um blog porque descobri que é a melhor forma de ser ubíquo, o que me é necessário (além de fascinante, claro).Alguma pergunta que gostarias que eu tivesse feito?PQ - Ó pá, acho que depois deste testamento não me ocorre mais nada! Entusiasmei-me com o teu desafio e olha no que deu... A primeira resposta contém material infomativo sobre o weblog.com.pt rigorosamente inédito!

MANUEL MONTEIRO

ND_C_MM07.jpgMM - Parabéns ao Fumaças. Que continue a deitar fumo por muitos e bons anos é o meu desejo.O que te levou a formar um novo partido? MM - A vontade de defender ideias fora do sistema politicamente correcto e a vontade de fazer politica com total liberdade, com a convicção de que a luta pelo Poder é sadia desde que autêntica e desde que sirva para exercer esse mesmo Poder e não apenas para o manter.Qual o balanço, até agora? Estás satisfeito? MM - Estou muito satisfeito. É uma experiência completamente nova. Fazemos política conciliando essa actividade com as nossas obrigações profissionais e ainda sem meios. Mas é nestes momentos que se reforçam laços e se cria mais espírito de grupo. A propósito tens visitado o nosso Site: www.pnd.pt?E sabes que vem aí o "DEMOCRACIA LIBERAL", o primeiro jornal partidário editado na net?Achas que as pessoas estão esclarecidas sobre o que significam as próximas eleições europeias, nomeadamente no que diz respeito à "Constituição Europeia"?MM - Acho que não. E há quem não queira divulgar o projecto de Constituição Europeia, precisamente para que as pessoas não fiquem com os cabelos em pé. O Fumaças podia ajudar a divulgar o que lá está. O que achas de o líder do PS vir pedir um "cartão amarelo" ao Governo nas próximas europeias?MM - Acho um disparate. O PS não quer discutir a Constituição Europeia e então opta pelo lado mais fácil. Bom seria que os eleitores dessem cartão amarelo aos dois. Muitos jornalistas já fizeram o enterro do PND se não fores eleito para o Parlamento Europeu. O que pensas disso? MM - Alguns jornalistas, não todos. Eu não me importo muito com essas opiniões. O PND não depende de um acto eleitoral. Os que dizem isso são os mesmos que apostaram na impossibilidade de reunirmos assinaturas para nos constituirmos. Deixa-os falar.......Fumas? Charutos?MM - Sabes que deixei de fumar? É verdade! Fumava 3 maços e meio por dia e interrompi há 4 anos. E sem adesivos....

1º ANIVERSÁRIO

O FUMAÇAS cumpre hoje um ano de existência.

Para comemorar de uma forma diferente, armei-me em jornalista e pedi algumas entrevistas. Serão publicadas de seguida. Muito obrigado a todos os que responderam!

quinta-feira, março 25, 2004

IT'S A SMALL SMALL WORLD

PARIS06.jpgWALT DISNEY STUDIOS - PARIS - 2004

SE ÀS VEZES DIGO QUE AS FLORES SORRIEM - ALBERTO CAEIRO

Se às vezes digo que as flores sorriem E se eu disser que os rios cantam, Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores E cantos no correr dos rios... É porque assim faço mais sentir aos homens falsos A existência verdadeiramente real das flores e dos rios. Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes À sua estupidez de sentidos... Não concordo comigo mas absolvo-me, Porque só sou essa cousa séria, um intérprete da Natureza, Porque há homens que não percebem a sua linguagem, Por ela não ser linguagem nenhuma.Alberto Caeiro

ARQUIVO MARÇO 2003

Completamente transcrito para aqui o arquivo relativo ao mês de Março de 2003 - os primeiros dias do FUMAÇAS!FUMAÇAS - MARÇO 2003

FAMILIES OF POLITICAL PRISONERS CELEBRATED NOWRUZ IN FRONT OF EVIN'S WALLS

Como se pode ver pelo artigo a seguir, tal como em Cuba, também no Irão os familiares dos presos políticos já perderam o medo e manifestam-se em claro desafio ao regime!(via: SMCCDI)Mar 20, 2004 Families of political prisoners that are held in the infamous Evin prison in Tehran celebrated the coming of the New Iranian year by conducting the age old New Year ceremonies outside of the prison walls amidst an unusual snowfall. They set up the “Haft-Siin”( the Iranian New year’s ceremonial arrangement of Seven items, with their Persian names beginning with the Persian alphabet letter Siin equivalent with S in English, on a piece of precious cloth) in solidarity with their jailed loved ones. This action resulted in great fear and concern of security amongst the prison officials. In an effort to minimize the probable consequences of the event, the prison officials rushed the political prisoners back inside the locked cells from the prison court yard and disconnected the telephone lines to outside of the prison. Fortunately the prisoners were somehow made aware of the events that were unfolding just beyond their prison walls.

ANJINHOS - AZULEJO

P_MAR_CARM9.jpgPARQUE MARECHAL CARMONA - CASCAIS - 2004

quarta-feira, março 24, 2004

ANDRÉ GIDE

"Acredita nos que andam à procura da verdade. Duvida dos que a encontraram."André Gide (1859-1951); Escritor Francês

CRECE OPOSICION EN CUBA

(via: La Nueva Cuba)MADRES ESPOSAS E HIJAS DE PRESOS POLITICOS MARCHAN POR LAS CALLES DE LA HABANA Y DEMANDAN LA LIBERACION DE SUS FAMILIARESmujeres-madres-presos-2.jpgMadres, esposas, hijas y hermanas de los 75 opositores políticos detenidos durante la ola represiva que tuvo lugar en la isla hace un año, organizaron una jornada de ayuno de 12 horas en más de seis viviendas particulares de esta capital para reclamar la libertad de los prisioneros de conciencia encarcelados en los días 18 y 19 de marzo de 2003. También en las provincias de Pinar del Río, Matanzas, Camagüey y Santiago de Cuba se llevan a cabo actos semejantes, de acuerdo a la información que dieron a REFORMA algunos familiares, en La Habana."La mayoría estábamos fuera de la política, no éramos del Gobierno ni de la oposición ni activistas de nada, dijo a este periódico Laura Pollán, esposa del presidente del Partido Liberal Democrático Cubano, Héctor Maseda, de 61 años de edad y condenado a 20 años de prisión. Maseda es ingeniero especializado en física nuclear y trabajaba en el Centro Nacional de Investigaciones Científicas de donde fue separado en el año 1980 por "perder confiabilidad política". Su esposa Laura vive en una casa humilde del populoso barrio de Centro Habana, donde ayer se congregaron un grupo de 20 mujeres vestidas de blanco, para participar en el ayuno. "El Gobierno se equivocó al pensar que nos íbamos a callar", comentó a REFORMA Pollán. "Se les multiplicó la oposición porque nos hemos unido las 75 familias y además ahora he invitado también a la prensa cubana para que no se sienta discriminada. Dudo que vengan pero como han entrevistado a algunas de nosotras, igual es que algo está cambiando," dijo Laura Pollán en la sala de su casa donde de una de las paredes cuelgan tres telas blancas con las fotos, nombres y años de prisión de los 75 presos. Junto a la anfitriona se van colocando activistas a medida que van llegando de diferentes provincias. Las mujeres agrupadas en casa de Laura no sólo rezan y ayunan. También están recogiendo firmas. Dicen que tienen unas mil doscientas y pretenden llegar a cinco mil, para entregarlas a la Asamblea Nacional (Parlamento cubano) solicitando amnistía urgente para los 75. mujeres-madres-presos-1.jpg"Todo aquello fue una farsa" afirmó Laura al referirse a los registros, las acusaciones y los juicios contra su esposo y los demás encausados. "La única opción que tenemos ahora es acogernos a la petición de una amnistía", explicó. "Y así lo hacemos." En otra punta de la ciudad, Gisela Delgado, esposa del preso Héctor Palacio de 62 años de edad, enfermo y condenado a 20 años de prisión, recibe en su departamento del Vedado a un grupo superior a la veintena, entre quienes se encuentran Miriam Leyva, la esposa de Oscar Espinosa Chepes, y Blanca Reyes, esposa del poeta, Raúl Rivero, de 58 años de edad, condenado a 20 años. Esperan pasar el día de ayuno juntas, rezando y recibiendo familiares y amigos de presos. Este grupo del barrio del Vedado también viste de blanco puro color que las identifica como resistencia pacífica. Reyes lleva una camiseta con la foto de su esposo entre rejas y el leit motiv de sus días, impreso abajo: "libertad para el poeta Raúl Rivero". Los dirigentes de Todos Unidos, grupo que reúne a una gran parte de los opositores políticos de todo el país, lanzaron ayer una propuesta para nominar al Nobel de la Paz de 2005 al poeta Rivero, y también a la economista disidente presa Martha Beatriz Roque, ex directora de la Asamblea para la Promoción de la Sociedad Civil, y la única mujer encarcelada en las redadas del pasado año, quien cumple una pena de 20 años de prisión y se encuentra en muy malas condiciones de salud. Gisela Delgado dijo a REFORMA que se habían reunido en su apartamento "porque se cumple un año de la encarcelación de estos 75 inocentes acusados con delitos falsos". "Deben ser liberados cuanto antes", añadió Delgado. "Si no los liberan no podrán callarnos. Cada día somos más, el número crece y acabarán oyendo nuestras voces hasta en sueños." concluyó Delgado, activa directora del proyecto Bibliotecas Independientes de Cuba.Por Yolanda Martínez CorresponsalLa HabanaReformaLa Nueva CubaMarzo 20, 2004

PÕE-TE A PAU, Ó HOMÓNIMO!

Depois do que se passou ontem, com mais uma fabulosa revelação da TVI (Paulo Pedroso esteve num almoço com "Bibi" realizado na Casa Pia), vou-me pôr a pau com o meu homónimo de Alfornelos!É que tal como o outro (afinal era outro Paulo Pedroso, antigo aluno da Casa Pia!), ainda me arrisco a ser acusado de algo que não fiz!Podem procurar os vossos homónimos (adultos recenseados) em:Recenseamento Eleitoral

FORA DO MUNDO

Fora do MundoConheço este três de qualquer lado...Notas & Apontamentos. | [Pedro Lomba, Pedro Mexia e Francisco José Viegas]

EFEITO CALMANTE

P_MAR_CARM8.jpgPARQUE MARECHAL CARMONA - CASCAIS - 2004

terça-feira, março 23, 2004

ARQUIVO SETEMBRO 2003

Já está disponível aqui o arquivo completo das entradas do mês de Setembro do ano passado, do antigo Fumaças. Falta só colocar os comentários. Estes terão de ser colocados um a um, dado que os senhores da blogger brasileira são uns aldrabões, como já é do conhecimento de todos os que tinham blogs ou comentários lá: indicaram que iriam cortar o acesso a quem tivesse mais de 10 mb utilizados e que o alojamento continuaria a ser gratuito para todos os outros e acabaram por cortar o acesso a todos os que não pagam!

CRUZES CANHOTO & CONTRA A CORRENTE

Recentemente, fizeram um ano dois blogs de referência. Os meus parabéns!Cruzes Canhoto Millenium! (que aproveitou para mudar de casa!)Contra a Corrente

TESTE DE STRESS

(Obrigado Pedro)Este teste é muito confiável para observar o seu estado psíquico. Na imagem anexa aparecem dois golfinhos exactamente iguais. Olhe para eles detidamente e com muita atenção. Caso você observe quaisquer diferenças entre os animais, seja em cor, tamanho ou movimento, é muito importante que abandone imediatamente o trabalho e vá beber uma cerveja, pois o seu nível de stress está um pouco elevado.dolphins.jpg

DGCI & DGITA (FINANÇAS)

Um balanço arrasador, aquele que é feito pelo O JUMENTO, perito nestes assuntos, sobre a Administração Fiscal, nomeadamente a parte informática!

CONCERTO - SINFONIETTA DE LISBOA

Domingo 28 de Março de 2004, 21h30 – Sociedade de Geografia (junto ao Coliseu dos Recreios) – Entrada Livre Logotipo.jpg Direcção: Vasco Pearce de Azevedo Programa Abertura de “O Messias” - Händel (1685-1759) Pequena Suite Laurissilva (2001) - Alexandre Delgado (1965) Suite Simples (1999) - Sérgio Azevedo (1968) Concerto Grosso op. 6 nº 4 - Händel Nocturne op. 57 for strings - Gabriel Fauré (1848-1924) Capriol Suite for Strings (1928) - Peter Warlock (1894-1930) Saint Paul’s Suite (1912–13) - Gustav Holst (1874-1934)

segunda-feira, março 22, 2004

DIÁLOGOS COM HITLER... (Fim)

A 1 de Setembro de 1939, as tropas alemãs invadiram a Polónia.A 3, a Inglaterra e a França declararam guerra à Alemanha.

DIÁLOGOS COM HITLER... (Parte II)

... No dia 30 de Setembro, pouco mais ou menos pela 1 da noite, Hitler, Chamberlain, Mussolini e Daladier apuseram as suas assinaturas no Acordo de Munique, estipulando que o Exército Alemão entraria na Checoslováquia no 1º de Outubro......Tal como Daladier em Paris, também Chamberlain voltou a Londres como um triunfador. O primeiro-ministro, radiante, viu-se em presença de uma multidão enorme, que se acotovelava em Downing Street. Depois de ter ouvido o povo gritar "Viva Neville!" e cantar a toda a força "For he's a jolly good fellow", Chamberlain, sorridente, pronunciou algumas palavras do alto de uma janela do segundo andar:- Meus caros amigos - disse-, pela segunda vez na nossa história, a paz, com honra, foi trazida da Alemanha para Downing Street. Julgo que, desta vez, é a paz para toda a vida.in História do Terceiro Reich de William L. Shirer

DIÁLOGOS COM HITLER... (Parte I)

... Em Novembro de 1937, Hitler anunciou aos seus colaboradores que julgava azado o momento para incorporar no Reich os territórios alemães perdidos...... Hitler organizou uma espécie de calendário para a expansão alemã, cujos primeiros objectivos eram a Áustria e a Checoslováquia...... Quanto à Checoslováquia, o pretexto foi a existência nesse país de três milhões de Sudetas de língua alemã, cujo partido organizara um programa pedindo a completa autonomia dos Sudetas no quadro da Checoslováquia...... Então Hitler, confiante, fez compreender que não se trataria apenas de dar autonomia aos Sudetas, mas que toda a região deveria ser anexada pela Alemanha. Os dirigentes francês e inglês, desejosos de evitar a guerra, obrigaram Benés (Presidente da Checoslováquia) a aceitar o desmembramento da sua nação...... A guerra parecia iminente, mas uma conferência que reuniu em Munique, em 29 de Setembro de 1938, por iniciativa de Mussolini, os dirigentes das quatro potências ocidentais salvou a paz. Hitler aceitou moderar as suas pretensões, e assinou um tratado de não agressão com a Inglaterra e, logo em seguida, com a França. Ambas acreditavam que Hitler, satisfeito, garantiria as novas fronteiras checoslovacas....in História Universal de Jean Monnier

domingo, março 21, 2004

ADIVINHA

Quem era o Primeiro-ministro, que enquanto tal, não lia a maioria dos dossiers que os assessores lhe preparavam, mostrando frequentemente total desconhecimento dos assuntos, mas não se inibindo de os comentar? (Querem uma pista? Continua igual...)

sexta-feira, março 19, 2004

SINTRA GARE, COLUMBIANA, NOTAS VERBAIS, OLISSIPO

Mais alguns blogs a realçar, quer novos, quer menos recentes:SINTRA GARE : Do meu amigo Pedro, paulatinamente tem vindo a ganhar um espaço. Podem contar com opiniões apaixonadas, apesar de às vezes um pouco esquerdistas demais, para o meu gosto!Columbiana : Um dos mais belos blogs actualmente existentes. Já tinha falado dele, agora refiro-o novamente porque tem novo endereço, no Sapo.Notas Verbais : Um blog muito bem informado no que se refere à Diplomacia Portuguesa. E nesta altura...Olissipo : Um blog sobre Lisboa, para quem tem Lisboa no coração.

VOU ALI ALMOÇAR COM O ESTALINE E JÁ VENHO....

Esta é incrível!O ex-Presidente da República e eurodeputado socialista Mário Soares defendeu hoje o diálogo com a organização Al-Qaeda, em alternativa ao uso da força, para perceber os objectivos da rede liderada por Osama bin Laden e combater o terrorismo.......................................................................Interpelado pela plateia da Fundação Mário Soares sobre se, seguindo esse raciocínio, também defendia o diálogo com o ex-ditador alemão Adolf Hitler, na II Guerra Mundial, o ex-Presidente e ex-primeiro-ministro disse que, "se fosse necessário falar com Hitler para evitar um ano de guerra, valia a pena".Público - artigo completo

FRANCISCO JOSÉ VIEGAS - GRANDE REPORTAGEM (II)

Simpaticamente, na Grande Reportagem do passado sábado, o Francisco José Viegas voltou a citar-me, como "especialista" na conjugação de charutos com álcool. Não me considero tal, apenas um epicurista que tenta conjugar o melhor possível alguns prazeres. E já agora, uma sugestão:Que tal um charuto acompanhado por chá? Ainda não experimentei, mas garantem-me que com um chá velho (20 ou 25 anos) ou o famoso pu er , é a conjugação perfeita! De qualquer forma, nesta associações é preciso garantir que a bebida acompanhante não tenha uma fortaleza tal que ofusque o charuto. (e no caso dos vinhos, por exemplo, quanto menos taninos, melhor!)E o artigo:"Diz-se que o sonho de um fumador de charutos é poder encontrar num deles o perfeito segundo terço, aquele momento em que o charuto, já em combustão definitiva e a aproximar-se do seu fim, despedindo-se, revela o perfume mais intenso. Geralmente, sobretudo quando em conjugação com o álcool que o pode acompanhar, esse segundo terço está condenado a ficar misturado com as cinzas a que foi sendo condenado. Por isso recomendo que haja um certo cuidado na escolha das bebidas (pode ir ao blogue do João Carvalho Fernandes, http://fumacas.weblog.com.pt/, e tomar algumas notas sobre a matéria).Por mim prefiro muitas vezes um rum maduro e envelhecido, um Porto sereno ou, caramba!, um Madeira (Terrantez) que se reserva para os grandes momentos. Mas, eu sei, existe o whisky. Que seja irlandês. Quanto ao charuto, depois disto, escolhi o Hupmann em versão Magnum, um corona a meio caminho do churchill, rescendendo a chocolate e especiaria. Tem um segundo terço magnífico e essencial." Francisco José Viegas

EPICURO

A propósito de cada desejo, há que perguntar:Que vantagem me trará não satisfazê-lo?Epicuro

quinta-feira, março 18, 2004

GRANDE DEMOCRATA!

(via De Direita)Almodóvar mostra o seu grande civismo: sabe inventar histórias mirabolantes, mas é incapaz de cumprir o dever cívico de estar numa mesa de voto!Libertad digital - artigo completoAlmodóvar eludió la obligación de ser vocal en una Mesa electoral alegando insomnioEl director de cine Pedro Almodóvar, tras amplificar el famoso bulo del golpe de Estado, se alegró de que con la victoria del PSOE "hemos vuelto a la democracia". Sin embargo, en la Junta Electoral Central consta un detalle sobre el cineasta relacionado con el día de las elecciones. Le tocaba ser vocal en una mesa pero, según parece, decidió no presentarse alegando algo así como "insomnio transitorio". La historia se ha conocido en el programa Herrera en la Onda, de Onda Cero.

A EUROPA DIZ NÃO À REPRESSÃO EM CUBA

(via Reporters Sans Frontières)Al cumplirse un año de la detención de 75 disidentes, Reporteros sin Fronteras moviliza a Europa contra la represión en CubaEste 18 de marzo, justo cuando se cumple un año del comienzo de la oleada de detenciones en Cuba, que concluyó con la condena a penas de cárcel muy severas de 75 disidentes, entre los que se encuentran 27 periodistas, Reporteros sin Fronteras ha organizado una conferencia de prensa en Bruselas, titulada "Europa dice no a la represión en Cuba". Varias personalidades y testigos han acudido para denunciar la situación de los derechos humanos en la isla, en este acto apadrinado por Bronislaw Geremek, ex disidente y ex Ministro de Asuntos Exteriores de Polonia, y el escritor y filósofo francés Bernard-Henri Lévy. También ha participado el realizador español Fernando Arrabal. Algunas iniciativas para movilizar a la UE e informar a los europeosEn el transcurso de la conferencia de prensa, que se celebraba en el Parlamento Europeo, Reporteros sin Fronteras anunció varias iniciativas para movilizar a la opinión pública y a los responsables europeos contra las violaciones de los derechos humanos, cometidas por el régimen de Fidel Castro. Robert Ménard, secretario general de la organización, invitó a los diputados europeos a firmar una "Declaración de Bruselas", en la que se comprometen "a reclamar sin tregua, al gobierno de La Habana, [la] liberación [de los 75 disidentes]" y a hacer un llamamiento a "la Comisión Europea y al Consejo de Europa, para que hagan una política de acuerdo con este objetivo". Entre los primeros firmantes se encuentran el francés Daniel Cohn-Bendit, Presidente del grupo de los Verdes/ALE (Alianza Libre Europea), la italiana Emma Bonino, del grupo radical de los no-inscritos (NI), la francesa Pervenche Berès, Vicepresidenta del grupo del Partido Socialista Europeo (PSE), el escocés Graham Watson, Presidente del Partido Europeo de los Liberales, Demócratas y Reformistas (ELDR), el portugués José Ribeiro e Castro, del grupo de la Unión para la Europa de las Naciones (UEN), el belga Gérard Deprez, del Partido Popular Europeo (PPE) y el holandés Jules Maaten, del ELDR.
Declaración de BruselasEuropa dice no a la represión en CubaNosotros, diputados europeos, cuando se cumple un año de la oleada de detenciones que condujo al encarcelamiento en Cuba de 75 disidentes pacifistas –periodistas, militantes de los derechos humanos, sindicalistas, bibliotecarios...- queremos renovar nuestra más firme condena de esas detenciones. Convencidos de que el olvido es una segunda cárcel para cualquier preso político encarcelado en el mundo, recordamos a las autoridades de la Habana que...NO OLVIDAMOS a las 75 personas detenidas entre el 18 y el 20 de marzo de 2003;NO OLVIDAMOS los procesos expeditivos en los que fueron condenados esos 75 disidentes pacifistas, a penas que van de 6 a 28 años de cárcel, por haber ejercido sus libertades fundamentales;NO OLVIDAMOS su traslado, a finales de abril de 2003, a prisiones situadas a veces a varios cientos de kilómetros de sus domicilios, dificultando aun más los desplazamientos de sus familiares, frecuentemente limitados a una visita cada tres meses;NO OLVIDAMOS las deplorables condiciones en que se encuentran detenidos, en celdas insalubres, privados de acceso a tratamientos médicos, sometidos a vejaciones de sus guardianes, o de sus compañeros de detención. Varios de ellos, entre los que se encuentran el militante de los derechos humanos Oscar Elías Biscet, la economista Martha Beatriz Roque y el periodistas Oscar Espinosa Chepe, están gravemente enfermos.El 17 de diciembre de 2002 apoyamos a la oposición pacífica y democrática cubana, entregando el Premio Sajarov de Derechos Humanos del Parlamento Europeo al disidente Osvaldo Payá Sardinas. Hoy reafirmamos ese compromiso pidiendo a las autoridades cubanas la inmediata liberación de los 75 disidentes detenidos en marzo de 2003, y del conjunto de los presos políticos detenidos en la isla.Nos comprometemos a reclamar sin tregua al gobierno de La Habana su liberación, y hacemos un llamamiento a la Comisión y el Consejo europeos para que lleven a cabo una política acorde con este objetivo.Más allá de nuestras diferencias de opinión, nuestro compromiso se basa en una simple convicción: ningún gobierno debe poner trabas a la libertad de expresión ni al derecho de su población a una información libre, y nada justifica la detención de esos 75 disidentes pacifistas.En Bruselas, a 18 de marzo de 2004.Nombre del diputado:FirmaNacionalidad:Grupo político:</a>

Por otra parte, Reporteros sin Fronteras anunció el lanzamiento de una campaña de carteles, para sensibilizar a los turistas europeos sobre la situación cubana. Son cerca de 800.000 los que cada año visitan la isla, la organización les invita a interesarse por Cuba, más allá de los tópicos. El visual de la campaña muestra a una joven en la playa, con una camiseta en la que puede leerse "Cuba Sí, Castro No", y la siguiente leyenda : "Para las vacaciones ¿se siente tentado por Cuba, sus playas de ensueño y sus ritmos endiablados ?¡Atención ! Más allá de los tópicos, el sol cubano no brilla para todo el mundo. En marzo de 2003, el régimen cubano detenía y condenaba a penas graves de cárcel a cerca de 80 periodistas, opositores y defensores de los derechos humanos. Por haber osado hablar de democracia en su país, algunos pasarán hasta 28 años entre rejas... ¡Sepa donde pone los pies !" T-shirt.jpgPor otra parte, la organización presentó "Cuba, el libro negro", publicado con motivo de este primer "aniversario". Difundido en los países francófonos, el libro reúne informes de diferentes asociaciones de defensa de los derechos humanos (Amnistía Internacional, Comisión Cubana de Derechos Humanos y Reconciliación Nacional, Human Rights Watch, Pax Christi, Reporteros sin Fronteras), que hablan de la magnitud de la represión de la primavera de 2003, y describen el funcionamiento de ese régimen totalitario. El libro nos presenta igualmente amplios extractos de la legislación cubana, utilizada para reprimir las libertades individuales. Finalmente, cita los principales manifiestos en torno a los cuales la disidencia, acusada de ser un "agente del imperialismo" norteamericano, intenta llevar a Cuba hacia una transición democrática. Personalidades y testimonios para denunciar los atentados a los derechos humanosEl ex disidente polaco Bronislaw Geremek abrió la conferencia de prensa, cuando para el 1 de mayo de 2004 está previsto el ingreso en la Unión Europea de ocho países del antiguo bloque soviético. Teniendo en cuenta su historia, esos Estados van a querer sin duda trabajar en el seno de la UE para mantener la cuestión de los derechos humanos en el centro de sus relaciones con Cuba. La intervención de Geremek estuvo seguida por la del escritor y filósofo francés Bernard-Henri Lévy, que habló de los intelectuales europeos en Cuba. Un breve recuerdo histórico sobre la represión impuesta por el régimen castrista desde sus primeros años, fue presentado después por Elizabeth Burgos, especialista en America Latina. Con ocasión de este primer aniversario, Reporteros sin Fronteras quería también dar la palabra a las víctimas. Intervinieron varias madres de periodistas o disidentes actualmente encarcelados, pertenecientes a la asociación Madres y Mujeres Anti Represión, MAR, con sede en Miami. Humberto Medrano, ex director del diario Prensa Latina, cerrado en 1960 por las autoridades, tomó la palabra para explicar cómo el régimen castrista impuso un sistema de prensa única, desde los primeros años de la Revolución. Los testimonios concluyeron con la lectura, por el realizador español Fernando Arrabal, de un texto titulado "Monólogo del culpable", del poeta y periodista Raúl Rivero. Galardonado con el Premio Reporteros sin Fronteras - Fundación de Francia en 1997, Raúl Rivero es uno de los mascarones de proa del periodismo independiente en Cuba. Detenido el 20 de marzo de 2003, está condenado a 20 años de cárcel. 18 de marzo de 2003 : Cuba se convierte en la mayor cárcel del mundo para los periodistasEn Cuba, la Constitución establece que solo está autorizada la prensa oficial. Desde hace una decena de años, algunas agencias de prensa independientes intentan refutar el monopolio del Estado sobre la información. Como no pueden publicar sus informaciones en la isla, estas agencias las envían al extranjero, donde las reproducen la prensa y los sitios de Internet. Durante la oleada de detenciones de marzo de 2003 fueron detenidos 27 periodistas independientes, que se sumaron a los tres que ya permanecían detenidos. Inculpados por "actos contra la independencia y la economía de Cuba" (ley 88) o por "actos contra la independencia y la integridad territorial del Estado" (artículo 91 del código penal), fueron condenados a penas de entre 14 y 27 años de cárcel, al término de unos procesos sumarios. De forma general, estos periodistas están acusados de hacer el juego a Estados Unidos publicando informaciones que ofrecen una visión diferente que la que da la prensa oficial. Generalmente sus artículos trataban de la oposición (no reconocida), las violaciones de los derechos humanos o la vida cotidiana de los cubanos. Condenados a principios de abril, los periodistas y el conjunto de los disidentes detenidos, poco después fueron trasladados a cárceles que, en algunos casos, distan varios centenares de kilómetros de sus domicilios. Las familias lo denunciaron como "una segunda condena", porque los desplazamientos por la isla son largos y costosos. A los presos se les situó en régimen de máxima severidad, y sus familiares solo pueden visitarles una vez al trimestre (en lugar de cada tres semanas). Todos ellos denuncian condiciones de detención inhumanas : falta de higiene (presencia de ratas, cucarachas, etc.), falta de cuidados médicos, execrable alimentación, falta de acceso al agua, interceptación de la correspondencia... Algunos, como Oscar Espinosa Chepe, se encuentran gravemente enfermos. Las últimas informaciones recogidas se refieren a Iván Hernández Carrillo, de la agencia Patria, internado en el centro penitenciario provincial de Holguín (Centro). Este periodista llevó a cabo una huelga de hambre del 23 de febrero al 14 de marzo, para exigir su traslado a otra sección de la cárcel, después de que otros detenidos le amenazaran de muerte y de verse acosado por los guardianes. Informados de la situación de su amigo, otros dos disidentes detenidos en Holguín se sumaron a la huelga de hambre, el 2 de marzo : se trata del periodista Adolfo Fernández Sainz y del disidente Alfredo Domínguez Batista. Los tres depusieron la actitud, una vez que fueron satisfechas sus peticiones. En una página especial del sitio de Reporteros sin Fronteras, titulada "Cuba, la mayor cárcel del mundo para los periodistas" , los internautas pueden encontrar informaciones sobre los periodistas encarcelados, las reacciones internacionales que provocaron sus condenas y, más ampliamente, sobre el control de la información en Cuba.

SERÁ DESTA QUE APANHAM O BIN LANDEN?

CNNMusharraf: 'High-value' al Qaeda target surrounded in PakistanPakistan army in new al Qaeda pushThursday, March 18, 2004 Posted: 1:20 PM EST (1820 GMT) ISLAMABAD, Pakistan (CNN) -- Pakistani forces have surrounded what may be a "high-value" al Qaeda target in Pakistan near the border with Afghanistan, President Pervez Musharraf told CNN."We feel that there may be a high-value target," Musharraf told CNN. "I can't say who."The ferociousness of their resistance indicates that the al Qaeda fighters are protecting someone particularly significant, he said.The military asked locals to leave and is flying helicopters overhead, "pounding" the area with artillery, he said.U.S. and Pakistani officials have said they believe al Qaeda leader Osama bin Laden probably is in Pakistan near the border with Afghanistan....

ORA (RE)TOMA!

Se bem me lembro há alguns dias atrás o nosso querido primeiro ministro declarou que a retoma da Bolsa portuguesa se devia ao seu Governo.Ontem veio declarar que a retoma será só em 2006 (Durão estima para 2006 retoma da economia).Logo, poderemos concluir que a culpa da retoma estar adiada é do Governo, não?

QUAL O MAIS COMPETENTE?

alvesreis15.jpg.Leite.jpgEU NÃO TENHO DÚVIDAS SOBRE A RESPOSTA!(artigo completo em: Correio da Manhã)2004-03-17 00:00:00Fisco - primeiro escalão já vai até aos nove anos BATOTA COM IDADE NO SELO DO CARRO O Ministério das Finanças aproveitou um "vazio legal" para alargar a base do imposto municipal sobre veículos (vulgarmente conhecido como selo do carro). Bem pode Ferreira Leite dizer que a taxa só foi actualizada em dois por cento, mas a verdade é que os proprietários de viaturas datadas de 1996 viram as suas expectativas de pagarem menos selo completamente frustradas. Todos os anos existe uma desvalorização automática dos automóveis tendo em conta a sua idade. Em 2003, os valores do selo referentes ao primeiro escalão (o mais caro) foram estabelecidos para viaturas com matrícula "posterior a 1995". Era de esperar, para 2004, que para o primeiro escalão fossem escolhidos carros com matrícula posterior a 1996. No entanto, o Governo optou por não proceder a nenhuma actualização, deixando no escalão mais caro viaturas com nove anos, quando, em 1978, com a regulamentação do imposto, apenas os veículos com menos de seis anos se encontravam naquela categoria. Assim, um automóvel a gasolina com menos de mil centímetros cúbicos (c.c.) de cilindrada e matriculado em 1996 passaria a pagar, caso os escalões tivessem sido actualizados, 8,30 euros. Na actual situação, pagam 14,92 euros. Ora, tendo em conta que isto se aplica a todos os carros adquiridos em 1996, haverá, certamente, um forte incremento da receita fiscal. E o mesmo se passa em relação a veículos matriculados em 1990 e 1977, que não desceram de escalão, encontrando-se em 2004 no mesmo patamar do ano passado.