quarta-feira, agosto 31, 2005

EMEL - O PARADIGMA DA MÁ GESTÃO AUTÁRQUICA

A não perder a implacável (e cheia de razão) análise de Jorge Ferreira a esta empresa do munícipio de Lisboa:Olissipo

A RE-RE-CANDIDATURA DE MÁRIO SOARES

Muito breves notas sobre o discurso:

Três quartos de hora algo fastidiosos...

Um longo piscar de olho ao eleitorado mais jovem, com abundantes referências a aspectos ecológicos e à paz...

Retive duas ideias - luta contra o despesismo e a corrupção. (o que só prova que se está sempre a tempo de mudar - até com 81 anos!)

NOVO E-MAIL

O Fumaças tem novo e-mail. Dado que têm ocorrido algumas dificuldades com os comentários, poderão sempre utilizar esta alternativa.

CAI CHUVA DO CÉU CINZENTO - FERNANDO PESSOA

Cai chuva do céu cinzentoQue não tem razão de ser.Até o meu pensamentoTem chuva nele a escorrer.Tenho uma grande tristezaAcrescentada à que sinto.Quero dizer-ma mas pesaO quanto comigo minto.Porque verdadeiramenteNão sei se estou triste ou não,E a chuva cai levemente(Porque Verlaine consente)Dentro do meu coração.Fernando Pessoa

terça-feira, agosto 30, 2005

PORTUGAL APRESENTA CARÊNCIAS A NÍVEL DE SEGURANÇA AÉREA

aviao.jpgA Organização Internacional da Aviação Civil inclui Portugal numa lista de 54 países que, segundo a Organização, não controlam correctamente as normas de segurança, apresentado carências nesta área.Portugal - país a evitar

Liberen a los prisioneros políticos cubanos

Via: logoSigloXXI.gifSiglo XXI - Comité Cubano Pro Derechos HumanosOSWALDO PAYA SARDIÑASLa Habana-- Es un reflejo de un sistema judicial independiente que un tribunal de los Estados Unidos de América reconozca a los cinco cubanos encarcelados en ese país el derecho y la oportunidad de un proceso de reclamaciones que pudiera concluir con un nuevo juicio, si se demostrara que el proceso en el que fueron condenados no fue justo e imparcial.Es inadmisible que se relacione este asunto con el encarcelamiento de 75 cubanos en Cuba y que se condicione la liberación de éstos a los resultados del proceso que se sigue en los Estados Unidos. A lo que nos referiremos es a la actuación contrastante del gobierno de Cuba, que apoya la reclamación de justicia y juicios imparciales ante tribunales extranjeros para cinco cubanos, pero que ordena la detención, los juicios y las condenas altísimas contra personas totalmente inocentes.Los detuvieron en verdaderos asaltos de terror contra ellos y sus familias. Los vejaron y maltrataron de diversas maneras. Les celebraron juicios sumarísimos totalmente falsos, arreglados de antemano y llenos de descaradas irregularidades. Les acusaron nada menos que de atentar contra la integridad territorial y la independencia nacional, pero en las propias actas oficiales de los juicios no se refleja un solo hecho que los vincule ni remotamente a esos delitos, ni a ningún otro delito. Actualmente están confinados con prisioneros comunes de altísima peligrosidad y sometidos a un régimen cruel e inhumano que deteriora peligrosamente la salud de todos estos prisioneros políticos pacíficos.Hay una verdad que no se ha reconocido por el gobierno y que ha sido silenciada por otros sectores: la presentación de miles de firmas apoyando el Proyecto Varela y el auge que éste ha alcanzado fue la causa de esta decisión política represiva del gobierno para intimidar al pueblo y aniquilar la oposición pacífica. Por eso encarcelaron a los prisioneros de ''la primavera de Cuba''. La mayoría trabajaban en esta campaña del Proyecto Varela y todos sin distinción defendían los derechos humanos, algunos de ellos ejerciendo el periodismo independiente.Ni nosotros ni nuestros compañeros que están en prisión han olvidado que esta campaña por el Proyecto Varela, que aún continúa, ha sido la causa del encarcelamiento de los prisioneros de la primavera de Cuba. Tampoco los familiares de los prisioneros, ni los opositores, ni el exilio debería olvidar ni silenciar esta verdad porque sería dejar el espacio a la mentira y la calumnia. El gobierno los encarceló para silenciar un proceso apoyado en la Constitución, en el que miles de cubanos piden un referendo para que se produzcan los cambios que Cuba quiere y necesita. Si el mundo y el pueblo de Cuba no conocen esta verdad, entonces no podrán comprender la magnitud de esta injusticia. Reiteradamente agentes de la Seguridad del Estado infiltrados en grupos de la oposición han reconocido públicamente que ellos mismos eran los que inventaban noticias y mentían preparando informes para prestigiosos organismos internacionales. Eran los agentes de Seguridad del Estado los que cometían y cometen inmoralidades y siembran la mentira para desprestigiar a la oposición pacífica. Inclusive en declaraciones en televisión alardearon de sus mentiras e insistieron en que la oposición no tiene ningún proyecto, en desesperado intento de negar la existencia del Proyecto Varela, que el gobierno no se atreve a publicar.¿En qué ciudad de Cuba puede realizárseles un juicio justo e imparcial a estos cubanos? ¿Qué tribunal declarará nulos por ilegítimos y falsos estos juicios en los que les condenaron?El gobierno de Cuba, que ordenó la condena y encarcelamiento de los pacíficos defensores de los derechos humanos tiene la obligación histórica y moral de ordenar su liberación incondicional, libres de todo cargo y sentencia.Todos los cubanos deben defender su dignidad junto con todos los gobiernos, las organizaciones, iglesias y ciudadanos honestos en todo el mundo, deben pedir la liberación de los prisioneros de la primavera de Cuba y de todos los prisioneros políticos pacíficos cubanos.Coordinador del Movimiento Cristiano Liberación.

segunda-feira, agosto 29, 2005

NOVOS BLOGS: LISBOA-LONDON, ZOOMARINE, MY GUIDE TO YOUR GALAXY

Numa altura em que desapareceram muitos blogs, também surgiram novos, que valem a pena. Como estes:lisboa-london
Zoomarine
My Guide to your Galaxy

sexta-feira, agosto 26, 2005

WALT DISNEY STUDIOS

PARIS18.jpgWALT DISNEY STUDIOS - PARIS - FRANCE - 2004

ARQUIVE-SE!

Provavelmente será este o resultado do inquérito (se se realizar...) às declarações do vice-presidente da Câmara do Porto.Mas o mais interessante ainda é a habitual posição de "virgem ofendida" do sr. Fernando Ruas, presidente da ANMP (Associação Nacional dos Municípios Portugueses). Segundo esta associação não deve de haver corrupção em qualquer Câmara do país... Mas não é isso que as pessoas constatam diariamente... E não vale a pena virem com a desculpa de que se nada se prova, é porque não existe. Todos sabemos que é muito difícil provar um caso destes, que as cumplicidades e as precauções dos corruptos normalmente são muitas... E já agora, qual terá sido o resultado deste "processo anunciado", de Março? Quantas queixas foram feitas, quantos processos estão "a andar"?Autarcas processam Saldanha Sanches - D.N. 1/03/2005A Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP) anunciou que irá processar judicialmente o fiscalista Saldanha Sanches por causa das suas declarações ontem publicadas no DN. "O número de autarcas que exigem luvas para instalar empresas é assustador", disse Saldanha Sanches, despertando uma forte reacção dos representantes dos eleitos locais."O dr. Saldanha Sanches tinha a obrigação de dizer quais são os autarcas corruptos que sabe existirem, porque a acusação generalista é extremamente injusta", declarou ontem Fernando Ruas, o presidente da ANMP e da Câmara de Viseu. "Vou aconselhar todos os meus colegas a notificá-lo pessoalmente através dos seus advogados, perguntando se é a eles que se refere se não obtiverem resposta, deverão então processá-lo", diz o presidente da Associação, prometendo ser um dos primeiros a enviar a notificação.(artigos completos em anexo)Com a devida vénia à Lusa Porto: Associação de Municípios desafia Paulo Morais a dizer quem é corrupto Porto, 25 Ago (Lusa) - A Associação Nacional dos Municípios Portugueses repudiou hoje as acusações do vereador do Urbanismo da Câmara do Porto de que existem municípios que cedem ou cederam a pressões do "lobby" imobiliário e desafiou-o a denunciar quais.Em entrevista à revista Visão, Paulo Morais afirma que "o Urbanismo é, na maioria das câmaras, a forma mais encapotada e sub- reptícia de transferir bens públicos para a mão de privados"."Nas mais diversas câmaras do País há projectos imobiliários que só podem ter sido aprovados por corruptos ou atrasados mentais", declara Paulo Morais na entrevista, sem no entanto especificar a que projectos e municípios se refere.O presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Ruas, em declarações à Agência Lusa, afirmou estar "contra o tempo e o modo" como o vice-presidente e vereador do Urbanismo da Câmara do Porto faz as acusações."Não me parece correcto que, quando está para sair, venha falar destas coisas", disse Ruas, referindo-se ao facto de Paulo Morais não fazer parte da lista PSD/CDS-PP que vai concorrer às eleições autárquicas de Outubro.O mesmo responsável acrescentou que Paulo Morais, antes de revelar publicamente alegadas pressões nos pelouros do Urbanismo "na maioria das Câmaras do país", devia denunciar essas situações aos organismos que tem disponíveis ao seu alcance, como inspecções, Polícia Judiciária, tribunais e/ou Tribunal de Contas.Fernando Ruas desafiou Paulo Morais a denunciar as situações alegadamente ilegais de que tem conhecimento, afirmando que "tem o dever e a obrigação de o fazer".Na mesma entrevista, Paulo Morais diz ter sofrido "pressões e cunhas de dezenas de pessoas, da forma mais ostensiva, inclusive a nível governamental" relativamente a projectos e acrescenta que "os pelouros do Urbanismo das maiores câmaras são o local onde tudo se joga"."O vereador tem que dizer quem o pressionou e quais as câmaras que têm este tipo de problemas, mesmo que só aponte uma", declarou Fernando Ruas à Lusa.O presidente da ANMP criticou ainda a forma como Paulo Morais coloca o problema, ao afirmar que o seu pelouro do Urbanismo é de confiança e não cede a pressões, existindo outros que não são assim."Isto faz pensar que Paulo Morais é alguém que é despeitado e corre o risco de perder credibilidade caso não concretize as acusações", considerou Fernando Ruas.Para o responsável da ANMP, as declarações de Paulo Morais só aparecem agora pelo facto do vice-presidente da Câmara do Porto ter sido afastado das listas da coligação PSD-CDS-PP para a autarquia."Estas declarações, que não são, no entanto, para deitar fora ou esquecer, tornam-se muito complicadas para os 308 municípios portugueses", considerou Fernando Ruas.A Agência Lusa tentou contactar o vereador do Urbanismo da Câmara do Porto, mas até ao momento tal não foi possível.JAP.----------------------------------------------------------------------Autarquias: IGAT vai realizar averiguação após declarações de Paulo Morais Lisboa, 25 Ago (Lusa) - O secretário de Estado adjunto e da Administração Local, Eduardo Cabrita, determinou hoje à Inspecção- Geral da Administração do Território (IGAT) a realização de uma averiguação preliminar acerca das denúncias feitas pelo vice- presidente da Câmara do Porto, Paulo Morais.Em entrevista à revista Visão, o vice-presidente e vereador do Urbanismo da Câmara do Porto, Paulo Morais, acusa várias autarquias de cederem a pressões de empreiteiros e partidos políticos para aprovação de determinados projectos urbanísticos.O autarca afirma que "o urbanismo é, na maioria das Câmaras, a forma mais encapotada e sub-reptícia de transferir bens públicos para a mão de privados" e que "nas mais diversas Câmaras Municipais do país há projectos imobiliários que só podem ter sido aprovados por corruptos ou atrasados mentais", sem especificar a que projectos e municípios se refere."Face às declarações feitas à comunicação social pelo vice- presidente da Câmara Municipal do Porto, Paulo Morais, o secretário de Estado adjunto e da Administração Local, Eduardo Cabrita, determinou ao IGAT a realização de uma averiguação preliminar para apuramento de factos justificativos para a abertura de inquérito", refere uma nota oficial.Entretanto, no seguimento das afirmações de Paulo Morais à Visão, o Bloco de Esquerda (BE) exigiu hoje ao procurador-geral da República, José Souto de Moura, que ordene uma investigação às denúncias de Paulo Morais sobre pressões a que teria sido sujeito enquanto responsável pelo pelouro do Urbanismo."É fundamental que Paulo Morais preste esclarecimentos em sede própria, dando nome às coisas e que Rui Rio diga o que se passa", defendeu o cabeça-de-lista do BE à autarquia do Porto, João Teixeira Lopes.Paulo Morais, que não integra a lista de Rui Rio para as próximas eleições autárquicas de 09 de Outubro, disse ainda à Visão que foi pressionado por membros de partidos políticos e do actual e anterior Governo para dar "luz verde" a determinados projectos que não reuniam as condições para serem aprovados.Sem referir nomes, Paulo Morais assegurou que nunca cedeu a essas pressões.A Procuradoria-Geral da República (PGR) já anunciou que o Ministério Público vai apurar a eventual existência de ilícitos criminais suscitados por declarações do vereador do Urbanismo da Câmara do Porto, Paulo Morais.FC.Com a devida vénia`ao Diário de Notícias Autarcas processam Saldanha Sanches Luís Miguel VianaRudolfo Rebêlo A Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP) anunciou que irá processar judicialmente o fiscalista Saldanha Sanches por causa das suas declarações ontem publicadas no DN. "O número de autarcas que exigem luvas para instalar empresas é assustador", disse Saldanha Sanches, despertando uma forte reacção dos representantes dos eleitos locais."O dr. Saldanha Sanches tinha a obrigação de dizer quais são os autarcas corruptos que sabe existirem, porque a acusação generalista é extremamente injusta", declarou ontem Fernando Ruas, o presidente da ANMP e da Câmara de Viseu. "Vou aconselhar todos os meus colegas a notificá-lo pessoalmente através dos seus advogados, perguntando se é a eles que se refere se não obtiverem resposta, deverão então processá-lo", diz o presidente da Associação, prometendo ser um dos primeiros a enviar a notificação.Saldanha Sanches desvaloriza estas ameaças de o levarem a tribunal. "Era mais saudável que os autarcas reagissem tomando medidas contra a corrupção", riposta o professor de Direito Fiscal, não retirando uma vírgula às suas acusações passadas (ver frases ao lado). E alude a que "há, realmente, autarcas honestos e seria bom que esses reagissem para limpar a imagem", em vez de embarcarem numa reacção corporativa. Quanto aos processos de que se vê agora ameaçado Saldanha diz - tal como fez quando a ex-ministra da Justiça Celeste Cardona o processou - que estes "são juridicamente inviáveis".Artur Trindade, secretário-geral da ANMP, não acredita nessa inviabilidade e garante que o fiscalista, "desta vez, não escapa!" Artur Trindade tem mantido uma troca de correspondência muito dura com Saldanha Sanches desde as suas declarações à revista Focus em Março de 2002 (ver frases ao lado). Nas suas cartas, escritas em papel timbrado da Associação e dirigidas à residência do professor de Direito Fiscal em Lisboa, aponta- -lhe uma "postura cobardolas que resulta da ausência de coragem para denunciar situações concretas". O secretário-geral entende que Saldanha Sanches tem nesse capítulo especiais responsabilidades, "uma vez que deve ter informações privilegiadas sobre investigações criminais que envolvam autarcas" - uma alusão à mulher do fiscalista, Maria José Morgado, magistrada do Ministério Público e ex-directora da Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira, da Polícia Judiciária.Responsabilidade. Não é de hoje, nem é um exclusivo de Saldanha Sanches, a alusão à corrupção nos titulares dos órgãos de poder local portugueses. Há pouco mais de um mês, no programa 'Prós e Contras' da RTP, o ex-presidente Mário Soares afirmava que "se faz muito o elogio do poder local, mas passa hoje muita corrupção por ele". Soares acrescentou que "o poder local tem sido responsável por muitas das coisas que se atiram neste momento contra Estado. Isso tem de dar uma volta", continuou o ex-presidente, "os partidos têm de ser responsáveis quanto às escolhas que fazem em relação aos candidatos às autarquias". Artur Torres Pereira, presidente da ANMP até ao início dos anos 90, distingue entre este tipo de afirmações e a forma como se encara, de uma forma geral, o problema da corrupção em Portugal. Quanto às afirmações, e em particular no que respeita à de Saldanha Sanches, o ex-autarca diz que, "com toda a franqueza, não parece muito saudável que tal afirmação - gravíssima - seja proferida de uma forma tão vaga e abstracta". E não lhe parece saudável "porque não conduz a nenhum resultado prático, e devia conduzir". Pela sua parte, considera "indispensável, e de toda a utilidade, a denúncia de qualquer tipo de corrupção".Quanto à corrupção, Torres Pereira afirma que "é um dos problemas de fundo do país" e um dos que mais "tem minado a confiança dos cidadãos" nas instituições "Deve ser encarado de frente com métodos de ataque e decisões corajosas, tomadas por políticos corajosos." O ex-presidente da ANMP elege a desburocratização e a simplificação administrativa como um primeiro passo indispensável para uma "terapia preventiva" dos mecanismos da corrupção.Fernando Ruas recorda que a ANMP há vários mandatos sustenta que o número de inspecções aos municípios, actualmente com uma regularidade próxima dos sete anos, deveria aumentar "para, pelo menos, uma por mandato". E sublinha igualmente as obrigações de transparência a que os eleitos locais estão vinculados, como a entrega de declarações de rendimentos ao Tribunal Constitucional. "Não nego que o problema da corrupção exista", concede o presidente da ANMP, "mas o melhor serviço que se pode prestar é apontar os casos concretos".

ETAPAS - TORQUATO DA LUZ

Não te detenhas nos corredores sombrios,são apenas etapas que importa ultrapassar.De qualquer modo, não passam de episódiose têm forçosamente um fim.Os precipícios só existemna cabeça de quem os inventa.Nunca cedas ao medo das viagens longas,de que a vida também se faz.Na primeira carruagem dos comboios nocturnosviaja sempre a madrugada.Quando o sol te acordar, verás que o pesadelonão passou disso mesmo, um pesadelo.Torquato da Luz

quinta-feira, agosto 25, 2005

Irão: Quatro jovens enforcados na praça pública por violação, furto e sequestro

Com a devida vénia à Lusa. (E parece que se começam a multiplicar notícias sobre o Irão na imprensa portuguesa... Só alguns pacóvios é que não conseguem vislumbrar a importância que este país está a ganhar a nível mundial)Teerão, 24 Ago (Lusa) - Quatro jovens iranianos, pelo menos um com idade inferior a 18 anos, foram enforcados na praça pública em Bandar-Abbas, sul do país, por violação, furto e sequestro, refere hoje o diário Kayhan.No espaço de um mês foram executados no Irão três jovens que na altura em que cometeram o delito e no dia em que foram mortos tinham menos de 18 anos.O procurador revolucionário de Bandar-Abbas afirmou ao jornal que os quatro jovens tinham entre 17 e 23 anos mas não especificou quantos tinham menos de 18 anos.Dois dos jovens, apenas identificados pelas iniciais A.P. e B.K., foram dados como culpados de violação de uma mulher a quem assaltaram a casa.Tinham também sido condenados a 74 chicotadas e uma pena de 10 anos de prisão caso não fossem executados.Os outros dois - H.K. e H.J. -, foram condenados pelo sequestro e violação de três crianças, de menos de 10 anos, tendo também sido condenados a 10 anos de prisão.A 19 de Julho a justiça iraniana ordenou o enforcamento público, em Machhad, nordeste do país, de Mahmoud A., que tinha 16 anos quando sequestrou e violou um rapaz de 13 anos.A comunidade internacional, em particular a União Europeia e as organizações de defesa dos jovens, está a exercer pressão sobre o Irão para que este ponha fim à execução de menores.Face às críticas de que é alvo, a justiça ultra-conservadora iraniana garante que não executa menores e que entregou ao governo um projecto-lei que proíbe a pena de morte e a flagelação de acusados que na altura dos factos fossem menores.MV.

quarta-feira, agosto 24, 2005

FRANÇOIS FÉNELON

As injúrias são os argumentos daqueles que não têm razão.François Fénelon , 1651-1715 , escritor francês

LISBOÃO

Hilariante o cartaz de Carmona Rodrigues proposto pelo Rui Costa Pinto, no quando-o-blog-bate-mais-forteLisboaParaTodos_Cartaz2.jpg

terça-feira, agosto 23, 2005

O UMBIGUISMO DA BLOGOSFERA

Como não há mais assunto, alguns blogs ditos de referência dedicaram-se a discutir a maior ou menor importância dos blogs. Acabaram a insultar-se uns aos outros, de forma mais ou menos velada...Não posso deixar de dar os parabéns ao Francisco Nunes do Planície Heróica, que teve de longe a abordagem mais inteligente, colocando as coisas nos seus devidos lugares. É que por este andar qualquer dia matam-se uns aos outros por causa de um blog!Da extrema capacidade de influência dos blogues - Um estudo americano.É neste momento objecto de estudo (e de forte polémica) a capacidade de influência que os blogueiros têm no mundo que os rodeia. Em Portugal este tem sido um tema abordado com forte crispação. Depois do artigo do Paulo Querido no Expresso e depois da virulenta resposta (a questões não colocadas) do Pacheco Pereira, este passou a tema da moda. Todos os blogueiros que têm de alguma forma interesses secundários (passe o eufemismo) na sua exposição cibernética (ou cibernáutica...) têm marcado posição quanto a este assunto.Na Califórnia (assim uma espécie de Holanda lá da América) alguns universitários pegaram neste tema e conseguiram provar que a influência dos blogueiros se pode até fazer sentir em termos morfológicos nos animais que estão em contacto com o autor do blogue. Um espanto!Para o provar pegaram em diversos blogueiros com animais de estimação. Os resultados, especialmente entre os blogueiros com cães como animais de companhia, foram surpreendentes!Continue a ler (a melhor parte é aqui....), em Planície Heróica

INCÊNDIOS - COMPAREM!

via: SIC online277 pirómanos detidos em Espanha Já arderam este ano 95 mil hectares, um número que ainda não ultrapassou o de 2004 (104 mil)incendios2.jpg Duzentas e setenta e sete pessoas foram já detidas este ano em Espanha por provocarem incêndios florestais, numa altura em que o último balanço regista mais de 3.400 fogos no país desde o princípio do ano. Dados disponíveis indicam que o número de detenções de suspeitos de piromania detidos nos primeiros sete meses do ano é já superior ao total de detenções efectuadas em 2004, 217. Até agora, os incêndios florestais destruíram 95 mil hectares, bastante mais do que a média dos últimos 10 anos, mas ainda inferior aos valores registados em 2004, quando foram reduzidos a cinzas mais de 104 mil hectares. O maior número de detenções de suspeitos ocorreu na Andaluzia (89 pessoas), seguido da Galiza (70) e Castela e Leão (26). Dados do Serviço de Protecção da Natureza (SEPRONA) da Guarda Civil espanhola mostram que, dos 3.415 incêndios registados, 504 terão tido origem "fortuita", 922 foram causados por negligência e 238 foram intencionais. Entre as motivações dos incêndios intencionais a SEPRONA refere a piromania, acções de vingança, conflitos cinegéticos, criadores de gado, especuladores imobiliários e, até, tentativas de "afugentar animais". Os incêndios causaram já este ano em Espanha a morte de 15 pessoas, 11 das quais bombeiros (num incêndio em Julho). Cerca de 30 focos de incêndio, estão activos em todo o país. A situação que suscita maior preocupação regista-se na Galiza onde há 22 focos activos, sete dos quais de alerta máximo.------------------------------------------------------------------Via: TVI PJ já deteve 108 suspeitos de fogo postoApenas 26 suspeitos ficaram em prisão preventiva. Restantes aguardam julgamento cá fora.Imagens de destruição e desgraça provocam fascínio a muitas pessoas. Há quem goste de ver as florestas a arderem ou os bombeiros a actuarem. Há quem ateie as chamas movido por interesses ou vinganças. Só este ano, 108 pessoas foram detidas pela Polícia Judiciária (PJ), suspeitas de crime de fogo posto. Um terço dos detidos (38) foi capturado no mês de Agosto. É um recorde. São mais 20 capturas que no ano passado e mais 10 que em 2003. O problema é que dos 108 suspeitos, apenas 26 ficaram em prisão preventiva. Os restantes aguardam julgamento, mas cá fora, estando apenas obrigados a apresentações periódicas às autoridades. De acordo com o «Diário de Notícias», estas medidas de coação provocam estranheza aos investigadores da PJ, principalmente porque a realidade confirma que quem provoca fogos tende a repetir a prática e os incêndios provocam alarme social. Maior estranheza surge quando há casos em que os suspeitos detidos confessam o crime e, mesmo assim, ficam apenas com termo de identidade e residência. É o caso de um jovem de 23 anos de Figueiró dos Vinhos. Os números podem, no entanto, não ficar por aqui. Novos incêndios surgem a cada hora que passa. Consomem florestas, casas e fazem perder vidas. No terreno, prosseguem os trabalhos da PJ em busca de práticas criminosas.

segunda-feira, agosto 22, 2005

SILLY SEASON (II)

E atacou em força!COMO É QUE NINGUÉM SE TINHA LEMBRADO DESTA? E PORQUE NÃO CONSTRUIR UM TÚNEL ATÉ À MADEIRA E AOS AÇORES?via: LusaIncêndios: António Costa defende construção de avião bombardeiro de água europeu Paris, 22 Ago (Lusa) - O ministro português de Estado e da Administração Interna, António Costa, defendeu hoje que os países da União Europeia devem desenvolver um avião bombardeiro de água, a ser "construído pela Europa para a Europa".Numa entrevista à rádio Europe 1, António Costa defendeu uma cooperação entre os países europeus no combate aos incêndios e a construção de um avião bombardeiro de água fabricado na Europa.Os aviões mais usados no combate aos incêndios pelos governos europeus são fabricados pela empresa canadiana Canadair.Os modelos mais recentes (Canadair CL-415) foram adquiridos em grandes números, entre outros países, pela França (11 aparelhos), Grécia (10) e por Itália (16 aviões).De acordo com o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, Portugal não tem aparelhos Canadair próprios, alugando os que necessita.Na mesma entrevista, António Costa defendeu que os países da UE devem partilhar os meios de combate a incêndios."É preciso partilhar os meios", sublinhou, acrescentando que esta prática fará reduzir os custos dos meios de combate, "demasiado dispendiosos para cada país"."É essencial" trabalhar a nível europeu, "é preciso tornar os meios de combate comuns, porque temos incêndios em Portugal, mas também os podemos ter, ao mesmo tempo, em Espanha, Itália e na Grécia", referiu.O ministro de Estado e da Administração Interna português disse ainda, sem adiantar pormenores, que França e Portugal estão "prestes a assinar um acordo sobre uma ajuda mútua do ponto de vista da protecção civil".O ministro do interior francês, Nicolas Sarkozy, pronunciou-se domingo sobre uma eventual cooperação das forças europeias na luta contra os fogos, para que se desenvolva uma entreajuda dos países em caso de sinistros.Na entrevista à rádio Europe 1, António Costa agradeceu as "boas respostas" dos vários países europeus ao pedido de ajuda formulado domingo por Portugal, para o combate aos incêndios.SB.

A "SILLY SEASON"

Este verão tem estado animado quanto a asneiras dos políticos. À falta das diatribes do habitual Alberto João, que depois da festa do Chão da Lagoa se apagou quase totalmente, tivemos a (re)candidatura à presidência de Mário Soares e agora um candidato à Câmara de Lisboa que decide suicidar-se politicamente!Com efeito, Carmona Rodrigues depois de duas semanas em que os seus apaniguados andaram a desmentir a tentativa de compra do apoio da NovaDemocracia, veio em entrevista à Sábado confirmar...D.N. - PS e CDS/PP exigiram ontem ao PSD que venha explicar se subscreve as declarações de Carmona Rodrigues. Numa entrevista publicada ontem pela revista Sábado, o candidato independente à autarquia de Lisboa - apoiado pelos sociais-democratas - diz que, caso vença sem maioria as autárquicas de Outubro, começará por pedir a colaboração do PS. E afirma também que, face à oposição do PSD à inclusão de um dirigente da Nova Democracia (Jorge Ferreira) nas listas para a Assembleia Municipal, sugeriu "outra forma de participar, algo ligado à autarquia, que poderia passar por uma consultoria ou qualquer coisa".E palpita-me que isto não vai ficar por aqui, principalmente porque a (fraca) candidatura de Manuel Maria Carrilho vai continuar a insistir no assunto, como já fazem há 15 dias...

domingo, agosto 21, 2005

La fortuna de Castro

via: Unión Liberal CubanaPor Eugenio Yáñez, Miami Incluir a Fidel Castro en la lista que publica la prestigiosa Revista Forbes sobre las mayores fortunas personales del mundo no es correcto ni incorrecto, sino todo lo contrario, para utilizar un clásico desvarío. Todos los años Forbes publica un listado de las personas más ricas del mundo. Y desde hace varios años, incluye invariablemente a Fidel Castro en esa lista, esta vez con una fortuna calculada en 550 millones de dólares. Todos los años, invariablemente, cada vez que Forbes publica su lista, se desatan los comentarios alrededor de la fortuna personal de Fidel Castro, y la morbosidad se adueña de las publicaciones por setenta y dos horas: los apologistas del tirano corren a desmentir la información, los críticos (que son mayoría) utilizan la información para demostrar la maldad de Castro, enriqueciéndose mientras su pueblo sufre. Todo esto parte de un gran error, pero todos los años se repite el mismo error: Forbes, por ser una publicación seria, debería ser más cuidadosa al calcular esa supuesta fortuna, por razones metodológicas y por la imposibilidad real de acceso a la información y de cálculo objetivo. Intentar clasificar a Fidel Castro con patrones y medidas válidas en muchas otras circunstancias sólo conduce a frustraciones y callejones sin salida. Metodológicamente, la fortuna de una persona se debe calcular como la sumatoria de todos sus activos líquidos (dinero contante y sonante), y en cualquier otra forma de propiedad. Por ejemplo, la fortuna de Bill Gates, el hombre más rico del mundo, considera la propiedad de sus acciones en Microsoft más otros activos de su propiedad, como serían sus cuentas bancarias, su residencia, valores en la Bolsa y otras inversiones, obras de arte, etc. que pueda acumular. Metodológicamente es correcto, aunque es real el hecho de que si Bill Gates vendiera sus acciones y abandonara Microsoft el valor de las mismas descendería, pues él mismo es un valioso activo de la corporación. Esa fortuna personal que Forbes calcula anualmente a los más agraciados del planeta, hablando financieramente, es lo que permite a sus propietarios hacer lo que deseen con ella: invertirla, disfrutarla en vida muelle, donar una parte para acciones caritativas (lo cual es loable), o lo que se les ocurra: en la medida que cumplan con las leyes vigentes y paguen los impuestos correspondientes, estas personas viven y actúan sin limitaciones financieras como las que tenemos el resto de los mortales. La fortuna de Fidel Castro debería calcularse, según esa misma metodología, como la suma de todos sus activos, líquidos y en cualquier otra forma de propiedad. Esto no es una tarea muy difícil, sino imposible. Es un ejercicio intelectual inútil, y siempre el resultado se queda corto. En términos jurídicos y documentos de propiedad, verosímilmente, por las cuentas bancarias y las propiedades que puedan estar a su nombre en Cuba o en el extranjero, Fidel Castro tiene menos fortuna personal que un empleado de clase media en Hialeah o Miami. Pero si se contabiliza la colosal cantidad de recursos y dinero que moviliza cada año por su absoluta voluntad, entonces los mayores magnates palidecerían ante Castro. ¿De dónde obtiene Forbes, entonces, las cifras que utiliza en el estimado de la fortuna de Fidel Castro? De dondequiera que fuese, y menciona algunos criterios en la publicación, son cifras que distan de la realidad: contabilizar a Cubanacán, Medicuba, o la venta en 1993 de las fábricas de Havana Club, como ha hecho Forbes, para definir una supuesta fortuna personal, es ver la punta del iceberg y pensar que ya se conoce la totalidad de la masa de hielo; pero no es así, pues los mayores valores no aparecen ni aparecerán por el camino que toma Forbes. ¿Por qué contabilizar a Cubanacán o Medicuba y no los centrales azucareros, la flota mercante, los centros de biotecnología, o las obras de arte subastadas en el extranjero? ¿O el petróleo re-exportado sin siquiera tocar puertos cubanos, y no de ahora sino desde los tiempos de la URSS? ¿O los porcientos que se descuentan de las remesas del exterior, o los ingresos creados por los precios leoninos de las tiendas en divisas? ¿O las donaciones a la reserva del Comandante en Jefe de los cubanos residentes en Cuba que perciben ingresos en divisas? Castro puede ser, al mismo tiempo, uno de los jefes de estado más pobres del planeta en fortuna personal, de acuerdo a documentación jurídica de propiedad, y a la vez manejar a su antojo una fortuna comparable a la que manejen los más grandes potentados de la lista de Forbes. Si alguien, incluyendo la revista Forbes, piensa poder encontrar en Cuba o en cualquier otro país, cualquier registro de propiedad a nombre de Fidel Castro Ruz, otorgándole derechos titulares sobre Punto Cero (complejo habitacional donde reside), cualquiera de las otras viviendas que regularmente utiliza (se dice que suman diecisiete), su Rolex, la flota de Mercedes Benz en que viaja, el yate “Pájaro Azul” en que navega, o el nuevo avión Ilushin ordenado a las fábricas rusas, sencillamente es porque no comprende como funcionan las cosas en Cuba. Por una parte, los registros de propiedad en Cuba constituyen documentación esotérica, casi secreta y prácticamente inaccesible, y en los casos que existieran, cualquiera de esas propiedades que disfruta y maneja como quiere el Comandante aparecería a nombre del estado cubano, el Consejo de Estado, la Dirección General de Seguridad Personal, el Ministerio del Interior, el Ministerio de las Fuerzas Armadas Revolucionarias, el Partido Comunista de Cuba o cualquier otra institución gubernamental o política, pero nunca a título personal de nadie, mucho menos del tirano. Y aún si alguna o todas esas propiedades estuvieran a nombre personal, ¿puede Forbes o cualquier otra publicación nacional o extranjera acceder a esos archivos, recopilar la información y publicarla? ¿Alegando qué principios? ¿Tal vez el derecho del público a lainformación? En un estado de derecho es lógico y factible, pero no en Cuba. Forbes no puede llegar hasta donde no han llegado en tantas décadas los mismos cubanos, la Agencia Central de Inteligencia o los servicios secretos de ningún país. No quiere decir esto que Castro no maneje una fortuna multimillonaria o que no tenga todos los recursos financieros que necesita en un momento, para hacer lo que le venga en ganas, aunque no sea para utilizarlos en beneficio de la población de Cuba, con mucha más facilidad y menos restricciones que cualquiera de los multimillonarios que Forbes incluye en su lista anual: posiblemente, en proporción a la riqueza de un país, sus presupuestos y el manejo que puede hacer de los recursos discrecionalmente y sin ningún control, Fidel Castro puede ser el jefe de estado más poderoso del mundo. Los gobernantes que anteceden a Castro en la lista de la Revista Forbes, que son el recientemente fallecido Rey Fahd de Saudi Arabia, el Sultán de Brunei, el Príncipe de Liechtenstein, el Primer Ministro de Tailandia y la Reina de Inglaterra, no pueden regalar un central azucarero completo valorado en más de cincuenta millones de dólares de la época sin tener que rendir cuentas a nadie, como hizo Castro a los sandinistas en la década del ochenta. Recientemente, en ocasión del huracán Denis, con el país destrozado y sin electricidad, Castro rechazó la eventual ayuda de Estados Unidos y la Unión Europea para Cuba, y simultáneamente envió ayuda a Jamaica y Haití para resarcir daños provocados por ese mismo huracán en esos países. ¿Qué millonario de la lista de Forbes en cualquier año, o qué jefe de estado, tiene ese poder discrecional, sin necesidad de solicitar aprobación o al menos consenso, o rendir cuentas? El Presidente de Estados Unidos, el Primer Ministro japonés o un jeque árabe, los dueños directos o accionistas de Microsoft, IBM, o Wal-Mart, pueden tener en sus arcas nacionales o corporativas mucho más dinero que el que consiga reunir Fidel Castro, pero ciertamente no pueden disponer de él con la tranquilidad, ligereza y celeridad que puede hacerlo el Comandante, ni regalar casas y automóviles, fábricas, aeropuertos, donar hospitales, otorgar becas, pagar vacaciones en el extranjero o comprar equipos médicos sin dar cuentas: ministros, auditores, contadores, parlamentos, jueces y fiscales, se encargan de llamar a capítulo a los disolutos del manejo de fondos en cualquier país, pero no hay persona ni institución capaz de pedir cuentas a Castro por el uso y abuso de la riqueza nacional. Los activos y recursos de la nación cubana, aunque ya escasos y diezmados por décadas de desidia e irresponsabilidad, se han manejado siempre y se manejan por Fidel Castro al margen de presupuestos, leyes y regulaciones, sin el más mínimo control o posibilidad de auditoria por parte de personas o instituciones nacionales, incluido Consejo de Ministros, Banco Nacional de Cuba, Ministerio de Economía (Hacienda, Finanzas), Asamblea Legislativa, prensa o Tribunales. Para tener una idea de la fortuna que Fidel Castro maneja, utiliza y dilapida a su antojo, que incluye prácticamente toda la riqueza (que pueda quedar hoy) de la nación cubana, hay que comprender cómo funciona su sistema de poder. Sin esto, su inclusión en la lista de Forbes es solamente una curiosidad noticiosa de tres días, y nada más. Algunos, aunque no todos, de los mecanismos de poder y utilización de recursos al servicio del Comandante en Jefe durante décadas, y que van mucho más allá de los 550 millones que señala la revista Forbes , son: 1.- La Reserva Estatal del Comandante en Jefe: es una reserva material ilimitada, solamente controlada directamente por el mismísimo Comandante en Jefe: incluye automóviles, ómnibus, camiones, tractores, piezas de repuesto, combustible, medicamentos, equipos médicos, alimentos, vestuario, materiales de construcción y muchos renglones más. Su monto no es fácil de calcular, pues la misma es adminis-trada parcialmente desde diferentes dependencias, cuyos máximos responsables reportan directamente al Comandante sin intermediarios y sin documentos: la memoria o la libreta de notas bastan a Castro, que es el único autorizado (por él mismo) para disponer de estos recursos o para incluir cualquier recurso en cualquier cantidad en esta reserva. 2.- El Banco Financiero Internacional: es una entidad bancaria que funciona solamente con moneda libremente convertible y que no está subordinada ni al Banco Nacional ni a ningún otro organismo de la administración estatal. Sus operaciones no tienen carácter público ni está obligado a publicar balances, estadísticas o información contable. Se dice que por sus arcas pasaron millones de dólares de rescates cobrados por los Montoneros argentinos producto de secuestros, dinero de operaciones ilegales como el saqueo de las riquezas del Líbano cuando la guerra civil, dinero de las operaciones de droga, solo parcialmente develadas en la famosa Causa No. 1 de 1989 que terminó en el paredón de fusilamiento, dinero de regalos de cumpleaños millonarios entregado cada año el 13 de Agosto por colaboradores cercanos, más el dinero ‘legal' de operaciones comerciales directamente controladas por el Comandante. 3.- Las Corporaciones supuestamente privadas: Forbes alcanza a tener sólo un pelo del lobo refiriéndose al Palacio de Convenciones, Cubanacán y Medicuba. Hay mucho más. Se debe considerar también al CIMEX, Cubatabaco, Artex, Cubacítricos, Cubatécnica, Gaviota, Acemex, Cubatur, Antex, Caribat, Cubatur, Consultoría Jurídica, y otras decenas de corporaciones, ‘cubanas' o de propiedad mixta, que desde los años noventa se multiplicaron como células cancerosas en la economía. Por definición, operan con moneda libremente convertible, están separadas del control presupuestario estatal, y su relación con los mecanismos burocráticos e ineficientes de la economía nacional es limitadísima o inexistente. Si Forbes les quiere seguir la pista debe buscar en Liechtenstein, Bermudas, Santo Domingo, Andorra, San Marino, Panamá, Curazao o cualquier otro paraíso fiscal donde estas corporaciones son inscritas para inmediatamente abrir una oficina administrativa en La Habana. Y sus cuentas bancarias no están sólo en La Habana o Berna, sino también en Inglaterra, Francia, Italia, España, Portugal, Canadá, Panamá, Ciudad México, Bahamas, Jamaica, Rusia, Suecia y muchas otras naciones: muchas veces dispersas en varios países, y antes de la creación del euro como moneda única, diversificadas en libras esterlinas, francos franceses o suizos, florines holandeses o marcos alemanes, para protegerse de los vaivenes de la devaluación. 4.- El Fondo de Divisas del Comandante en Jefe: desde los años noventa, del ingreso de cualquier cubano percibiendo moneda libremente convertible en Cuba o en el exterior, el 15% debía entregarse, prioritariamente, al fondo de divisas del Comandante en Jefe. De ahí seguían descuentos y deducciones hasta dejar en manos del quien generaba el ingreso un 15-20% o menos del cobro recibido. Este sistema se aplicaba a profesores, entrenadores, médicos, artistas, profesionales o técnicos de cualquier especialidad. En el caso de los "trabajadores internacionalistas" por cuyos servicios Cuba cobraba, incluyendo médicos, ingenieros, profesores, entrenadores, asesores, arquitectos, veterinarios, agrónomos, constructores y especialistas de todo tipo, se les garantizaba alojamiento, alimentación, artículos de higiene, correo, servicios médicos, y la prensa oficial desde Cuba semanalmente, más un pago equivalente, por orden expresa del Comandante en Jefe, a un dólar diario, en moneda del país donde se encontraran (kwanzas, córdobas, dinares, meticais, rublos, lo que fuera, lo cual alcanzaba malamente para tomarse un café y comprar un periódico). El resto del ingreso pasaba a Cubatécnica y por esa vía llegaba hasta el fondo de divisas mencionado. 5.- Los planes especiales: se crearon inicialmente para la agricultura y el desarrollo agropecuario desde los años sesenta, y contaban con asignaciones especiales en moneda libremente convertible y moneda nacional, fuera del presupuesto nacional, para compra de equipos mecánicos, fertilizantes, productos químicos y mucho más; su espectro fue extendido a la construcción de secundarias y escuelas en el campo, estadios deportivos, centros médicos, compras de animales para pies de cría genéticos, consultorios del médico de la familia, centros de investigación y desarrollo, actividades portuarias, polos científicos, presas hidráulicas, obras de ingeniería, telecomunicaciones y toda obra de infraestructura que se considerara conveniente en determinado momento. Sus trabajadores se organizaban en brigadas, contingentes, batallones de trabajo, grupos especiales, o cualquier otra denominación, y se regían por mecanismos laborales diferentes al resto de la economía. 6.- El presupuesto nacional: desde 1968 dejó de prepararse y utilizarse, como parte de la "ofensiva revolucionaria" y la lucha contra el burocratismo, con lo cual el dinero y los recursos quedaron sin control contable ni estadístico; aunque supuestamente restablecido después de 1976, nunca más fue un verdadero instrumento de dirección y control estatal, y fue manejado licenciosamente por Castro durante mucho tiempo, hasta que en tiempos del período especial volvió a desaparecer. Su destino actual no puede saberse con exactitud. 7.- MinFAR-MinInt: los órganos militares y de la seguridad aportan también un gran flujo de dólares a las arcas del Comandante, mucho más allá de los ingresos que generen las empresas productivas y de servicios controladas por los militares. La actividad de "romper el bloqueo imperialista" y buscar divisas libremente convertibles se ha desarrollado en Cuba desde los años sesenta, y aunque una pequeñísima parte de sus operaciones se hizo pública en la Causa Nº 1, en realidad tras la pantalla de la lucha contra el bloqueo se ha desarrollado una gigantesca actividad de contrabando que contraviene todo tipo de normas y regulaciones comerciales internacionales, incluyendo falsificación de marcas famosas, importaciones clandestinas masivas con instituciones pantalla, evasión de impuestos, saqueo de recursos naturales, obras de arte, joyas y tesoros del Tercer Mundo, hasta intentos de desarrollar un sistema internacional de tarjetas de crédito respaldado en última instancia por el Banco Financiero Internacional. 8.- Las leyes de protección del patrimonio nacional otorgan al estado cubano prioridad absoluta para adquirir obras de arte, joyas y tesoros declarados patrimonio nacional, que se determinan arbitrariamente, que se encuentren en propiedad de particulares que desean o necesitan desprenderse de ellos, si es que no fueron anteriormente confiscados. Peor aún, para abandonar definitivamente el país es requisito imprescindible traspasar primeramente estos valores al estado. Además, en los años ochenta, por vía de las "casas del oro", el gobierno cubano compró a vil precio joyas, obras de arte y otros valiosos objetos de extraordinario valor sentimental y familiar, negociando en condiciones leoninas con la población cubana en posesión de tales propiedades y pagando no en moneda libremente convertible sino en certificados que posibilitaban el acceso a determinadas tiendas con una oferta superior y más variada que la red comercial que vendía en moneda nacional. Si algunas veces los cubanos lo hicieron para obtener algún producto suntuario, por regla general la enorme mayoría debió hacerlo para acceder a artículos de primera necesidad que no podían obtenerse de otra manera. Esta extraordinaria operación que se desarrolló durante varios años y enajenó la riqueza personal hereditaria de los cubanos a manos del gobierno que supuestamente debía velar por sus intereses, produjo incontables millones de dólares con la reventa en el exterior de esos tesoros a precios de mercado y subasta, y engrosó las arcas gubernamentales en una magnitud que no se puede calcular. 9.- Las famosas cuentas bancarias en el exterior: realmente existen, diseminadas en diversos países e instituciones bancarias, pero siempre aparecen a nombre de instituciones, o en casos de aparecer a título personal requieren más de una firma para poder ser operadas, y sucede que normalmente ambas personas autorizadas a firmar no coinciden en el mismo país nada más que cuando es necesario realizar movimientos en esas cuentas. Ninguna de estas cuentas está a nombre del Comandante, y los supuestos propietarios de esas cuentas debieron firmar anteriormente documentos secretos en La Habana donde asignan la propiedad de esos activos a una tercera persona, que puede estar actuando como apoderado de otra más. Es decir, si algunos de los propietarios de cuenta fuera tentado en un momento a hacer uso de su supuesto dinero, tendría que enfrentar una serie de obstáculos prácticos y legales, amén de los riesgos para la salud que representa andar viajando el mundo con dinero ajeno. 10.- La piñata: ¿Qué piñata? ¿Funcionarios cubanos de alto nivel abriendo cuentas en el extranjero o comprando propiedades a nombre propio para después de…? Si se habla de algunas pequeñas cuentas de diez o veinte mil dólares, o una pequeña propiedad quién sabe dónde, adquiridos por terceras personas o familiares lejanos, con los registros de propiedad cuidadosamente enmascarados hasta donde sea factible, sería posible, aunque poco probable. La excepción sería Raúl Castro y quizás algunos pocos elegidos del parnaso castrista, que nada tiene que ver con los cargos oficiales de gobierno y partido, pero ninguno de ellos por su propia cuenta y riesgo, sino conveniente autorizados por el Comandante, con la fábula de que a la muerte de Raúl y los demás pocos próceres sus descendientes deben tener la seguridad de un exilio rosado alejado de posibles venganzas o maledicencias. Pensar en que pueda existir vida después de Castro es sacrilegio de lesa dictadura para la nomenklatura cubana, y todos saben que se paga caro. Si algo evita Castro celosamente es que sus funcionarios puedan estar creando condiciones para quedarse con "su" dinero y traicionarlo, y en ese expediente tiene una intuición especial para anticiparse a la jugada y saber golpear a tiempo, y una larga mano para castigar al atrevido que lo lograra. Y los funcionarios cubanos, a su vez, saben que este puede ser el más peligroso de los juegos, solo superado en riesgo por el de conspirar contra el Comandante. 11.- Finalmente, ¿y la piñata del propio Comandante en Jefe, y todas sus cuentas y sus propiedades en el extranjero, por si acaso? Hay que tener gran imaginación y creatividad para imaginarse al Comandante en Jefe después de abandonar el poder, en una finca en Galicia, Suiza, o las afueras de Marsella, comentando sobre la temperatura, supervisando la distribución de pesticidas, discutiendo de vacas Holstein o analizando la producción de uvas, revisando los datos de la Bolsa y los precios de productos agrícolas en el mercado regional, a la sombra de un árbol, vestido de civil, en lo que le preparan el almuerzo para después dormir la siesta. O en un retiro londinense, panameño o bávaro escribiendo sus memorias y dictando conferencias en universidades. Para hacer esto tendría que abandonar "su" Revolución y también la bolivariana, los cierres de caminos de Evo Morales en Bolivia, las posibilidades de regreso de Daniel Ortega en Nicaragua, sus planes para Buenos Aires, Brasilia, Asunción, Montevideo y Quito, su propia guerra sin cuartel contra el imperialismo, las ollas de presión eléctricas, el chocolatín, la batalla de ideas y toda su razón de ser durante más de cincuenta años que lleva ya incidiendo nefastamente en la historia de Cuba. Algo que no tiene nada que ver con su biografía, su historia, su personalidad ni sus intenciones. Naturalmente, tiene cuentas y dispone de sumas millonarias, de las cuales puede tomar dinero para sus veleidades personales, como vinos exclusivos o cualquier extravagancia que pueda surgir: pero siempre lo ve como algo natural, a lo que tiene derecho por su carácter de conductor indiscutido de la revolución. Lo hace y no se entera, ni se altera. Es dinero de la revolución, y él mismo es la revolución. No se trata de que a Fidel Castro no le interese la fortuna personal por razones de austeridad, modestia o espíritu de anacoreta. Se trata de que toda fortuna es un medio y no un fin en sí mismo, medio para lograr determinados objetivos, que para él siempre han estado muy claros. Si él, con su estilo de gobierno, y sin necesitar fortuna personal, ha logrado esos objetivos durante casi cuarenta y siete años sin restricciones ni control más allá de la elementales cuidados políticos para su supervivencia, y tiene planes de seguirlo haciendo hasta morir en el poder, ¿para qué necesita una cuenta de retiro personal en Suiza o una finca en España? No para él. ¿Para su familia? Fidel Castro no es hombre de testamentos, ni siquiera políticos, para perder tiempo en estos detalles. Si ha declarado no preocuparle el inminente caos que dejará en Cuba después de su cada vez más cercana muerte, sus obligaciones familiares no deben restarle demasiado tiempo. A su familia le ha permitido disfrutar todo el tiempo, dentro de su esquema paranoico del poder, privilegios, educación de primera y buena vida, y sin someterse a las vejaciones, penurias y maltratos cotidianos a la población cubana. Si algo les va a dejar, con seguridad una o más de una ciudadanía extranjera y algún dinero y propiedades, ya lo hizo anteriormente, en vida, para estar seguro que sus órdenes se cumplen también en esto: pero los montos de esta piñatita no merecerán aparecer en Forbes. Y considerando todos los pecados del Comandante, este debe ser venial. Con todos estos elementos reseñados, y los que escapan por factores de tiempo o incapacidad de conocer al detalle, la cifra de 550 millones de dólares que le asigna la Revista Forbes al Comandante es un grano de mostaza, y dice poco. Si quienes publican la Revista Forbes conocieran y entendieran estos detalles, posiblemente modificarían la ubicación de Fidel Castro en su lista, para excluirlo por no poseer fortuna personal a su nombre, lo cual sería cobarde, o para ponerle donde debe estar, en primerísimo lugar, no como empresario emprendedor y creativo, que nunca lo ha sido, sino como primitivo capitalista puro y duro que es, dueño único y señor absoluto del país, colosal y brutal explotador, esquilmando despiadadamente a millones de cubanos en Cuba y en el exterior durante casi medio siglo. Entonces sí la noticia de la lista de fortunas personales de la Revista Forbes merecería ser analizada, denunciada y discutida en todo el mundo, y por mucho más de setenta y dos horas. Para que fenómenos como éste no puedan repetirse nunca más en ningún lugar del mundo.

sábado, agosto 20, 2005

TROMBETEIRA

MADEIRA134.jpgTROMBETEIRA (Datura Mollis), também conhecida como BUSINAS

sexta-feira, agosto 19, 2005

ÚLTIMO REDUTO

Comemora dois anos o blog Último Reduto, do Pedro Guedes.Apesar de muitas vezes não comungar das ideias dele, acho que é um dos melhores blogues portugueses. Parabéns!PS: Logo à noite vão levar poucas, vão....Adenda: Como o Sporting jogou mal q.b., só levam dois "pastelinhos" para Belém...

quinta-feira, agosto 18, 2005

PASTELARIA - MÁRIO CESARINY

Afinal o que importa não é a literaturanem a crítica de arte nem a câmara escuraAfinal o que importa não é bem o negócionem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócioAfinal o que importa não é ser novo e galante- ele há tanta maneira de compor uma estanteAfinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipícioe cair verticalmente no vícioNão é verdade rapaz? E amanhã há bolaantes de haver cinema madame blanche e parolaQue afinal o que importa não é haver gente com fomeporque assim como assim ainda há muita gente que comeQue afinal o que importa é não ter medode chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:Gerente! Este leite está azedo!Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludoà saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rirde tudo No riso admirável de quem sabe e gostater lavados e muitos dentes brancos à mostra Mário Cesariny

segunda-feira, agosto 15, 2005

ABRAÇO DE PARIS

O meu amigo Ângelo Ferreira, do PANTALASSA, que ainda não tenho o prazer de conhecer pessoalmente, enviou-me um abraço de Paris, com esta foto da estátua de Sir Winston Churchill.Excelente prenda! Um grande abraço!Paris_AF.jpg

sábado, agosto 13, 2005

ARQUEOBLOGO, AZULCOBALTO, JAQUINZINHOS

Em pouco tempo e aproveitando as férias de verão, parece que desaparecem três dos meus blogs preferidos. É pena e espero que reconsiderem e regressem...ArqueoblogoAzul cobalto.Jaquinzinhos

JEAN BAPTISTE MOLIÈRE

Aqueles cuja conduta mais dá para troçar são sempre dos outros os primeiros a falar Jean Baptiste Poquelin Molière , 1622-1673 , dramaturgo francês

sexta-feira, agosto 12, 2005

Irão:Jornalista dissidente em estado crítico, segundo Repórteres sem fronteiras

Com a devida vénia à Lusa(Este copy past é dedicado ao paranóico que acha que o Irão não tem nada a ver connosco. O coitado ainda não percebeu o que significam a globalização e a defesa dos direitos humanos. GET A LIFE!)O jornalista iraniano Akbar Ganji, em greve de fome há 62 dias, está numa unidade de cuidados intensivos e o seu estado é "crítico", informou hoje a organização Repórteres sem fronteiras (RSF).Esta informação, segundo a RSF, foi dada a uma delegação de intelectuais iranianos pelo director de relações públicas do hospital de Teerão, onde Ganji, 46 anos, está internado.Por iniciativa de 160 intelectuais iranianos, quase 1000 pessoas concentraram-se hoje em frente do hospital Milad, em Teerão, para reclamar a detenção do jornalista e o direito deste de receber visitas.Embora os médicos estejam de acordo em que Ganji receba visitas, os responsáveis da Procuradoria-geral recusam-lhe esse direito, assinalou a Repórteres sem fronteiras.Há quatro dias, o secretário-geral da RSF, Robert Ménard, apelou a Ganji para que ponha fim à sua greve de fome, alertando-o para o risco de o seu organismo sofrer consequências "irreversíveis"."Não queremos perder uma das nossas vozes mais nobres e poderosas: o jornalista Akbar Ganji", escreveu Ménard numa carta ao jornalista iraniano.Catorze galardoados com o Prémio Nobel exigiram já a libertação imediata e incondicional de Ganji, detido pelas autoridades iranianas em 2000 depois de ter participado numa conferência em Berlim sobre os direitos humanos.Condenado em 2001 a 10 anos de prisão, Ganji teve posteriormente a sua pena reduzida para seis anos.RMM.

GOOGLE

Uma nova funcionalidade do Google, que na sua versão gratuita permite brincar procurando o sítio onde trabalhamos ou vivemos. Neste caso, podemos ver a Torre Eiffel.GoogleEarth_Image_Paris.JPGDowload Google Earth

CHARLES FERDINAND RAMUZ

Não basta fugir, é necessário fugir-se para o lado mais conveniente Charles Ferdinand Ramuz , 1878-1947,

quinta-feira, agosto 11, 2005

TUDO NA MESMA…OU PIOR…

Os últimos dias da política “à portuguesa” têm demonstrado que tudo está na mesma, senão pior…Uma candidatura presidencial que prova que não há renovação alguma na classe política, antes pelo contrário. Incrível como num país com uma democracia há 30 anos não há renovação da classe política (a bem). Isto só prova que a NovaDemocracia tem uma posição absolutamente justa ao defender a limitação de mandatos de forma bem mais rigorosa do que a “amostra” de limitação aprovada pelo PS.Acusações de corrupção vindas do Brasil, que se vão tornando mais graves à medida que os dias passam, mas sempre com a sensação de que tudo isto só é revelado porque veio de “fora”… E isto enquanto internamente se vai falando brandamente de algumas nomeações mais ou menos polémicas para empresas tuteladas pelo Estado, mas sempre através da rotação nos cargos de algumas dúzias de “iluminados” que vão saltando de cargo para cargo, algumas vezes com o “jackpot” de um despedimento e respectiva indemnização pelo meio.Uma candidatura à Câmara de Lisboa que gosta de se dizer independente mas que demonstra estar refém do partido que a apoia e que tem o desplante de sabendo que a NovaDemocracia sempre defendeu a extinção das empresas semi-públicas que giram na órbita das Câmaras, vir oferecer à ND um lugar numa empresa pública ou municipal como contrapartida do nosso apoio! Se pensavam que a NovaDemocracia se vendia, enganaram-se! Muito se enganam os que pensavam que a NovaDemocracia por um qualquer lugar faria exactamente o contrário do que sempre defendeu… Há questões de princípios que são inultrapassáveis. E se há coisa que os que militam na NovaDemocracia têm, são princípios!Eu disse que estava tudo na mesma? Não, está bem pior…Publicado no Democracia Liberal

ALEXANDER PUSCHKINE

Perder a razão é uma coisa terrível. Antes morrer. A um morto consideramos com respeito, rezamos por ele. A morte fá-lo igual a todos. Enquanto um homem privado da sua razão deixou de ser homem. Alexander Puschkine , 1799-1837, poeta russo

PONTA DO SOL

MADEIRA142.jpgPONTA DO SOL - MADEIRA - 2005

quarta-feira, agosto 10, 2005

CUBA - TURBA POLICIAL AGREDE A MARTHA BEATRIZ

via: Sitio Oficial de la Asamblea para Promover la Sociedad Civil en CubaCOMUNICADO DE PRENSAAgosto 9, 2005<img alt="martha%20asamblealogo[1].gif" src="http://fumacas.weblog.com.pt/arquivo/martha%2520asamblealogo%5B1%5D.gif" width="328" height="134" /TURBA POLICIAL AGREDE A MARTHA BEATRIZ Y OTROS DE LA APSCLos dirigentes de la Asamblea para Promover la Sociedad Civil Martha Beatriz Roque y Antonio Bonne Carcassés fueron maltratados por una turba dirigida por oficiales de la policía política cubana cuando intentaban llegar a la residencia de Humberto Guerra Perruguría (Benny), en Párraga, barrio en las afueras de La Habana, para participar en una reunión de trabajo de la APSC. La turba estaba integrada por unas 50 personas, en su mayoría ancianos y mujeres de la raza negra, que habían sido vestidos para que pareciera que provenían de ese barrio. Ni un solo joven participaba, según señaló Martha Beatriz por vía telefónica.Al llegar a la casa del Benny, los participantes del grupo agresor se colocaron de dos en fondo, con las manos unidas, para impedir que Martha, Félix y Niurka Pena, que los acompañaba, penetraran en la casa, en cuya puerta se encontraban ya, además del Benny, Miguel Valdés Tamayo y Jacqueline Montes de Oca, quienes participarían en la reunión. La turba gritaba “no pasarán” y otras consignas, al mismo tiempo que empujaban y arañaban a Martha Beatriz y sus acompañantes cada vez que insistían en romper la barrera para poder pasar, mientras que el oficial de la Seguridad del Estado que dirigía la turba les gritaba “no le pegues, no le des”. En cada una de las esquinas del lugar había otras personas, que sí parecían ser residentes del barrio, quienes no participaron en el acto agresivo. En una de las esquinas había un ómnibus amarillo que aparentemente había traído a la turba.Carlos Raúl Jiménez llegó posteriormente al lugar y también la turba lo agredió para impedir que llegara a la casa del Benny.Turbas similares habían sido colocadas frente a las casas de otros miembros de la APSC que iban a participar de la reunión, como son los casos de Ana Veitía y Angel Polanco. En la noche de ayer, el Delegado de la Circunscripción del Poder Popular en los distritos donde residen Ana Rosa Veitía, Angel Polanco, Ernesto Roque y Carlos Raúl Jiménez los habían visitado para amenazarlos con ser golpeados si intentaban salir de sus casas para asistir a la reunión programada para la mañana de hoy. Martha Beatriz no dijo con posterioridad a esta abominable acción del régimen castrista, que “aunque haya amenazas, aunque haya turbas, nosotros vamos a salir a la calle a hacer lo que tenemos que hacer; vamos a hacer las reuniones que tenemos que hacer y si no nos las dejan hacer, bueno, será a un alto costo político”. Añadió que en esta ocasión no habían llamado la prensa extranjera, pero que “de ahora en lo adelante vamos a llamar a la prensa internacional para que esté presente ahí, para que vean como nos golpean y como, además de eso, impiden que hagamos una pequeña reunión de diez personas”.COMITÉ COORDINADORCENTRO DE APOYO E INFORMACIÓN DE LA APSCC

PIERRE CORNEILLE

Nunca um invejoso perdoa ao mérito Pierre Corneille, 1606-1684, dramaturgo francês

quinta-feira, agosto 04, 2005

O CAVALO - NATÁLIA CORREIA

Teus poros exalam o fumoDo lar dos deuses de onde vieste.Rompante de espuma e de lumeÉs sol quadrúpede ou mar equestre?Desfilando derramas o ouroDo teu rio inacabável,Desmedido relâmpago louroDe um deus equídeo possante e frágil.Tudo existiu para que fossesNo contraluz desta madrugadaMitológica proporção perfeitaEm purpúrea bruma recortada.Pois que te é divino misterHumanos olhos extasiarA dúvida é só perceberSe vieste do sol ou do mar.Natália Correia

quarta-feira, agosto 03, 2005

TEA AT THE REID’S HOTEL

Um chá no Reid’s é um ritual a não perder, para quem visita a Madeira, quer pela qualidade do lanche, quer pelo cerimonial. MADEIRA137.jpgA qualidade é excepcional e vale mesmo a pena gastar os 23 euros por pessoa que custa! A tradição ainda é o que era…MADEIRA141.jpgChá à escolha entre cerca de uma dezena de variedades, com explicação sobre o sabor de cada um, que aqui se reproduz:Earl GreyChinese tea, scented with oil of bergamot. Low in tannin.DarjeelingA full orange pekoe long leaf tea from India; light, fine flavour.CeylonRefreshing cup of tea with a fine delicate flavour, low in tannin.English BreakfastA blend of rich, full teas for drinking at any time.Reid’s BlendA light, but satisfying cup of tea at any time of the day.Lapsang SouchongChinese tea, lightly smoked.Green TeaChinese tea, light and refreshing.BanchaJapanese tea, green tea without caffeine.TropixTea with tropical fruit and fruit essence.InfusionsLime-blossom, verbena, jasmine, peppermint, camomileMADEIRA139.jpgMeia dúzia de sandes diferentes (queijo, camarão, abacate, salmão…) e meia dúzia de bolos por casal, para além de um scone, com duas variedades de manteiga e doce, tudo com excepcional qualidade e serviço cinco estrelas.MADEIRA140.jpgAo estar naquela varanda panorâmica a saborear um lanche inesquecível como este percebe-se claramente por que é que Sir Winston Churchill na sua estadia na ilha não prescindia deste ritual.MADEIRA138.jpgReid’s Palace HotelEstrada Monumental 139 Funchal Afternoon Tea servido das 15 horas até às 17h30Marcações através do telefone 291 71 71 71Site do hotel: Reid's Palace Hotel