segunda-feira, janeiro 31, 2005

domingo, janeiro 30, 2005

sexta-feira, janeiro 28, 2005

JORGE FERREIRA - O CANDIDATO DA RUPTURA

Uma excelente entrevista do Jorge Ferreira ao Diário de Aveiro, transcrita no Democracia Liberal (vale a pena lerem na íntegra):aveiro1.jpgQual é a mensagem que vai transmitir em campanha?A primeira é a de que o sistema político português está esgotado, é uma mentira e é preciso mudá-lo. A mudança passa essencialmente pelo presidencialismo, em segundo lugar pela redução para metade, da quantidade de cargos políticos - que não se justificam em função da dimensão, da situação económica e das necessidades. As pessoas ainda não se deram conta que hoje só votam para quem manda menos, não votam para quem manda mais. Votam para a Assembleia da República que, quando existem maiorias, é um órgão de soberania que praticamente se limita a discutir a agenda do Governo, por força da maioria que existe no Parlamento. Votam para o Presidente da República que, tirando casos excepcionais, como aquele que estamos a viver, não manda nada.Portugal precisa de ter quem mande porque a sensação que as pessoas têm é que apesar de sermos um país não muito grande, não com muita gente, é um país que vive em bagunça permanente. Apesar de tudo, quem manda mais é quem não vai a votos, que é o Governo. Isto não faz sentido.Isso não é uma luta perdida?Não há lutas perdidas. O que hoje parece perdido, amanhã é ganho, aquilo que hoje parece ganho amanhã é perdido. Há para aí muitos fanfarrões a dizer que são muito bons e depois vai-se a ver e os resultados não condizem. Há para aí muitas pessoas a quem não é reconhecido o valor respectivo e depois são surpresas.Já esteve, assim como o presidente do PND , nesse sistema...Por isso mesmo é que temos alguma autoridade para falar dele. Não é um sistema bom para o país, não funciona. As pessoas hoje percebem cada vez melhor que o sistema político português parece um baile de máscaras porque são chamadas a decidir onde menos interessa. Onde efectivamente interessa as pessoas não são tidas nem achadas. Nos últimos meses, o país teve uma maioria parlamentar que, antes das eleições, não se sabia que ia existir, um primeiro-Ministro que nunca fez uma campanha eleitoral tendo em vista o cargo que veio a ocupar, e eu pergunto: isto é democrático? Não ponho em causa a legitimidade constitucional destas soluções, mas, do ponto de vista democrático e da representação das pessoas, isto é normal?

TOU QUE NEM POSSO!!!

Excelente esta entrada no Tou que nem posso !!!:Ele lá sabeSantana diz que "está montada mega-fraude" em torno das sondagensUma dica: Santana Lopes já esteve à frente de um centro de sondagens.Um esclarecimento: Paulo Portas e Santana Lopes são especialistas em sondagens. O primeiro fundou uma empresa para as fazer na Universidade Moderna e o segundo sucedeu-lhe à frente do centro de Sondagens da mesma Universidade.Uma conclusão: FALA A EXPERIÊNCIA por Francisco Martins</a>

TUGIR

TugirAniversario01.jpgO Tugir em português comemora hoje o seu primeiro aniversário. Para mim, é um dos melhores em Portugal...Grandes abraços para o Luis Novaes Tito e o Carlos Manuel Castro PARABÉNS!

PARQUE DAS NAÇÕES

PARQUEDASNACOES4.jpgPARQUE DAS NAÇÕES - LISBOA - 2005

quinta-feira, janeiro 27, 2005

TRADIÇÃO E REVOLUÇÃO

É lançada na sexta-feira mais uma obra imprescindível para os estudiosos da ciência política em Portugal, da autoria de José Adelino Maltez.maltez_livro.jpgCONVITEA editora Tribuna da História tem o prazer de convidar V. Exa. para a cerimónia do lançamento do livro "Tradição e Revolução - Uma biografia do Portugal Político do século XIX ao XXI, Volume I (1820-1910)", da Colecção Filosofia e Ciências Sociais, da autoria do Prof. Dr. José Adelino Maltez, que terá lugar no próximo dia 28 de Janeiro, pelas 18h 30m no Galeria Fernando Pessoa do Centro Nacional de Cultura, no Largo do Picadeiro n.º 10-1.º, ao Chiado. A apresentação da obra e do autor será feita pelo Dr. José Pacheco Pereira, docente do ISCTE e da Universidade Autónoma. E o espectacular resumo pelo autor:Um império que já não há, uma língua que é futuro, dois regicídios, outros tantos magnicídios, três guerras civis, campanhas de ocupação e guerras coloniais em África, uma permanente guerra civil ideológica, três bandeiras, uma guerra mundial, seis constituições escritas, sete presidentes eleitos pelo povo, oito monarcas, a separação de nove Estados independentes e, muito domesticamente, quinze regimes, com duas monarquias e três repúblicas, sem que voltasse D. Sebastião, apesar dos heróis do mar e do nobre povo. Mais: oitenta eleições gerais, cento e vinte e tal governos, 13 233 dias de salazarquia, duzentas turbulências golpistas, cinco revoluções, outras tantas contra-revoluções, com restaurações, nostalgias, utopias e reviralhices. Oito dezenas e meia de chefes de governo, cerca de meio milhar de partidos e facções, várias congregações e outras tantas maçonarias, muitas fragmentações de um todo que resiste, com mais de cinco mil factos políticos seleccionados. E sempre a frustrada modernização de um Portugal Velho que quis ser reino unido e armilar, entre antigos regimes e jovens democracias. Graças à balança da Europa: desde El-rei Junot ao estado a que chegámos, com passagem por Évora-Monte, Gramido, Ultimatum, Grande Guerra, neutralidade colaborante, Vaticano, CIA, KGB e integração na CEE. Sobretudo, um povo sem rei nem lei e até sem sinais de nevoeiro.

RUA DA JUDIARIA

É sem dúvida um dos melhores blogs portugueses, escrito pelo Nuno Guerreiro.E num dia como o de hoje, recomenda-se a visita:Rua da Judiaria60 anos da Libertação de Auschwitz shoah_hag_rjudiaria_sw.jpgWolloch Haggadah em Memória do Holocausto *Ilustrador: David WanderCaligrafia e Micrografia: Yonah WeinribHaifa, Galeria de Arte Goldman, 1988“Em cada geração temos a obrigação de considerar como se nós próprios, pessoalmente, tivéssemos saímos do Egipto.”* A Haggadah é um livro litúrgico judaico que se lê em família durante o jantar ritual de Seder, da Páscoa, contendo o relato da libertação dos judeus, liderados por Moisés, da escravidão no Egipto.

NÃO AOS SUBSÍDIOS ÀS EMPRESAS - SIM À DIMINUIÇÃO DE IMPOSTOS

Mais uma vez se prova que a maioria dos subsídios às empresas só servem para enriquecer os seus donos - o impacto positivo para a economia nacional ou para os trabalhadores é nulo!Por isso, é urgente acabar com esses subsídios e canalizar esse dinheiro para descidas dos impostos, quer a nível de IRC quer de IRS.Chamo a vossa atenção em especial para as declarações do "empresário" espertinho, depois de ter embolsado alguns milhares dos impostos que pagamos...E com um governo que gastou 250 milhões de euros em consultadoria e pareceres é no mínimo estranho que não tenha sido acautelada a hipótese de devolução do dinheiro num caso como o que ocorreu.Notícia da revista Sábado da semana passada:Laboratório vendido após receber 4 milhões do GovernoSete meses depois de Durão ter entregue o dinheiro para constituição de uma "parceria estratégica", o empresário negociou a empresa com alemães.Menos de um ano após ter recebido do governo de Durão Barroso um subsídio de cerca de 4 milhões de euros para se constituir como "parceiro estratégico" na área da indústria farmacêutica, o laboratório Labesfal acaba de ser vendido por uma soma superior a 100 milhões de euros a uma multinacional alemã, a Fresenius Kabi.Esta venda está a agitar o mercado farmacêutico, uma vez que os argumentos invocados pelo governo na resolução do Conselho de Ministros que aprova o contrato de investimento celebrado entre o Estado português e a Labesfal passam, em boa parte, pelo facto de se tratar de uma empresa nacional e pelo reforço do seu peso e capacidade de investigação na área farmacológica.Ao acordo celebrado com a empresa foi dada tal importância que o próprio Presidente da República, Jorge Sampaio, marcou presença, em Julho de 2004, na inauguração das novas instalações da instituição, situadas em Tondela.Contactado pela SÁBADO, Joaquim Coimbra não considera que este negócio levante questões de carácter ético na sua relação com os dinheiros do Estado. "Porque é que hei-de ser criticado? O que aconteceu foi que eu fiz os dois melhores negócios do ano na indústria farmacêutica", sublinha.O empresário não atribui especial importância ao facto de, somente meio ano depois de ter recebido o dinheiro estatal, acabar por vender a empresa de que era dono há dezenas de anos. (.......)

250 MILHÕES DE EUROS EM PARECERES PARA O GOVERNO ?!?!?!?!?!?

Como é possível ter gastos destes?Cerca de 50 milhões de contos gastos pelo Governo em pareceres e consultadoria no ano de 2003!Assim, não espanta que o défice não baixe!in: PúblicoTribunal de Contas Investiga Gastos dos Gabinetes Ministeriais Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2005 Auditoria vai atravessar vários governos e incluirá o apuramento do dinheiro gasto com pareceres e estudos técnicosEduardo DâmasoO Tribunal de Contas (TC) está a preparar uma acção de fiscalização das despesas dos gabinetes ministeriais com grande amplitude. A iniciativa está já em curso e deverá ser concluída no final deste ano. Esta informação foi adiantada ao PÚBLICO pelo gabinete do presidente do Tribunal de Contas, Alfredo de Sousa, através de uma nota escrita em que sublinha o facto de esta matéria, despesas feitas com a contratação de pessoal e aquisição de bens e serviços, constituir "uma das preocupações actuais do Tribunal de Contas". Esta auditoria está incluída no Programa de Fiscalização do Tribunal de Contas para o triénio de 2005/2007 e encontra-se em fase de preparação. A investigação, ainda segundo o Presidente do TC, Alfredo de Sousa, vai abranger mais do que um Governo e visa, numa primeira fase, identificar as despesas com o apoio logístico aos gabinetes ministeriais em matéria de pessoal, aquisição de bens e equipamentos. Esta auditoria comportará, por exemplo, o apuramento do dinheiro gasto pelo Estado em pareceres técnicos e consultadoria, área em que só no ano de 2003 o Estado terá gasto cerca de 250 milhões de euros. A propósito desta questão, o líder parlamentar do PS, António José Seguro, entregou, na passada sexta-feira, um requerimento ao Presidente da Assembleia da República, Mota Amaral, no qual questiona o Governo sobre os 250 milhões de euros gastos pelo Estado em pareceres e em estudos económicos durante o ano de 2003. Seguro pretende que o Governo divulgue o montante total exacto pago pelo Estado por pareceres e estudos entre 2003 e 2004, mas pretende também conhecer a lista discriminada dos vários pareceres e estudos requesitados. Neste sentido, o líder parlamentar dos socialistas pede ao Governo, no mesmo requerimento, que revele que pareceres e estudos foram encomendados, quais as razões que levaram à sua encomenda e quem os encomendou. António José Seguro quer ainda saber quais foram os "escritórios, especialistas, empresas ou agências" que elaboraram os pareceres em questão e qual a verba paga por cada um deles em particular. com A.R.F.

quarta-feira, janeiro 26, 2005

PND QUER QUE PGR FISCALIZE COMPRAS DE PORTAS

Começa a apertar-se o cerco!Via: PúblicoO cabeça de lista da Nova Democracia - PND em Aveiro, Jorge Ferreira, enviou uma carta ao procurador-geral da República, pedindo que o conselho consultivo analise os vários contratos de aquisição de equipamentos para as Forças Armadas nos últimos anos, alertando para a possibilidade de o Estado ter sido lesado na compra, pelo actual ministro da Defesa, Paulo Portas, de 12 helicópteros ao consórcio Agusta-Westland.A carta refere que o presidente da comissão de acompanhamento do contrato de aquisição dos aparelhos, general Luís Araújo, reconheceu que o modelo em causa "tem fracturas num dos componentes do sistema de suporte das pás do rotor da cauda" e que "o defeito terá sido detectado em Outubro de 2004".Trata-se de um contrato no valor de 450 milhões de euros."O interesse do Estado e da legalidade está devidamente acautelado quanto à reparação dos prejuízos que para o Estado português advirão destas anomalias?" pergunta Jorge Ferreira, questionando se o contrato foi objecto de assessoria por parte dos serviços da PGR.O apelo a Souto Moura é no sentido de que "desencadeie os mecanismos legais necessários à análise por parte do conselho consultivo da Procuradoria-Geral da República, de todos os contratos relativos à aquisição de material e de equipamento militar para as Forças Armadas desde 1995, relativamente à sua legalidade" para saber se "os interesses do estado têm sido devidamente acautelados".H.P.

MOÇAMBIQUE - EXTRADIÇÃO DE UM DOS ASSASSINOS DE CARLOS CARDOSO

via: Reporters Sans FrontièresExtradição sob estreita vigilância de um dos assassinos de Carlos Cardoso Repórteres sem Fronteiras acolhe com satisfacção a extradição do Canadá para Moçambique, no dia 21 de Janeiro 2005, de Aníbal António dos Santos Júnior, mais conhecido por « Anibalzinho », um dos assassinos do jornalista Carlos Cardoso. Anibalzinho, foragido do estabelecimento prisional de máxima segurança de Maputo em Maio de 2004, tinha sido detido pela Interpol alguns dias após a sua chegada ao Aeroporto Internacional de Toronto, onde tinha pedido o estatuto de refugiado. O criminoso já tinha desaparecido da mesma prisão, em Setembro de 2002, antes de ser capturado em Pretória, na África do Sul, em Janeiro de 2003, no mesmo dia em que foi condenado a uma pena de 28 anos pelo assassínio do Director do diário Metical. « A volta de Anibalzinho a um estabelecimento prisional de Moçambique é uma boa notícia », afirmou Repórteres sem Fronteiras. As suas duas fugas, que ocorreram em virtude de ter comparsas na Polícia, comprovaram que um ou vários cabecilhas do assassínio de Carlos Cardoso continuavam em liberdade. Portanto, o novo processo judicial já anunciado deverá esclarecer definitivamente o crime, que ainda não foi devidamente elucidado. Na noite de 22 de Janeiro, cerca de trinta polícias foram mobilizados no quartel-general da Polícia de Maputo para assegurarem a protecção do assassino mais conhecido de Moçambique. Segundo o Instituto de Meios de Comunicação de Massa da África Austral (MISA), Anibalzinho está detido sem direito a visitas numa célula especial, sob estreita vigilância. A sua extradição tornou-se possível porque Anibalzinho renunciou ao pedido de asilo político no Canadá, depois de o Tribunal Supremo de Moçambique ter decidido que qualquer pessoa condenada por contumácia a uma pena de mais de dois anos de prisão podia ter direito a um novo processo judicial. As autoridades canadianas autorizaram a sua extradição em 14 de Dezembro e o foragido foi repatriado para Maputo em vôo civil aos 21 de Janeiro, via Londres, depois Joanesburgo, escoltado pela Polícia sul-africana. Segundo o semanário privado Mediafax, desde a sua chegada a Maputo, Anibalzinho recusou alimentação e exigiu encontrar o mais rapidamente possível o Comandante-geral da Polícia, Miguel dos Santos. Teria ameaçado suicidar-se se os seus pedidos não fossem aceitos. Na noite de 22 de Janeiro, teria conversado demoradamente com dois oficiais da Polícia. Carlos Cardoso, Director do diário Metical, foi assassinado, em 22 de Novembro de 2000, na Avenida Mártires de Machava, em Maputo. Estava no carro com o motorista, quando dois homens lhe cortaram o caminho e dispararam as armas. Carlos Cardoso, atingido por vários tiros na cabeça, teve morte instantânea. O motorista ficou gravemente ferido. Naquela época, o jornalista estava a fazer investigações sobre o maior escândalo financeiro do país desde a sua independência : o desvio de uma soma equivalente a 14 milhões de euros do Banco Comercial de Moçambique (BCM). Tinha nomeadamente citado nos seus artigos os nomes dos irmãos Satar e de Vicente Ramaya, três homens de negócios muito influentes. Durante o processo dos cinco principais acusados, em Janeiro de 2003, dois deles tinham incriminado o filho do Chefe de Estado, Nyimpine Chissano, acusando-o de ser o cabecilha da execução de Carlos Cardoso. Em fins de Dezembro de 2002, o Procurador Geral da República, Joaquim Madeira, tinha anunciado que novas investigações estavam a ser feitas para se determinar a eventual responsabilidade de Nyimpine Chissano no caso.

PAIRA À TONA DE ÁGUA - FERNANDO PESSOA

Paira à tona de águaUma vibração,Há uma vaga mágoaNo meu coração.Não é porque a brisaOu o que quer que sejaFaça esta indecisaVibração que adeja,Nem é porque eu sintaUma dor qualquer.Minha alma é indistintaNão sabe o que quer.É uma dor serena,Sofre porque vê.Tenho tanta pena!Soubesse eu de quê!...Fernando Pessoa

terça-feira, janeiro 25, 2005

ALEGRIA NO TRABALHO

ZOO03.jpgBAÍA DOS GOLFINHOS - ZOO DE LISBOA - 2004

HOMOFOBIA POLÍTICAMENTE CORRECTA?

É o que se deve concluir das reacções no Bloco de Esquerda à frase de Francisco Louçã..."O senhor não sabe o que é gerar uma vida. Não tem a minima ideia do que isso é. Eu tenho uma filha. Sei o que é o sorriso de uma criança. Sei o que é gerar uma vida." Francisco Louçã

INQUÉRITO AO MINISTÉRIO DA DEFESA

Já aqui abordei anteriormente "óptimos" negócios na área da Defesa, como este, dos aviões ou este dos blindados, ou ainda este, do substituto das G-3.Afinal há mais um, que já deu origem a pedido de inquérito à Procuradoria-Geral da República:CARTA ENVIADA POR JORGE FERREIRA AO PROCURADOR PEDINDO INVESTIGAÇÂO SOBRE MINISTÉRIO DA DEFESAExmº Senhor Dr. Souto MouraM.I. Procurador-Geralda RepúblicaLisboa, 24 de Janeiro de 2005Excelência,Apresentamos a V. Exa. os nossos melhores cumprimentos. O que nos leva a escrever-lhe esta carta, que desde já nos reservamos o direito de divulgar publicamente, é a preocupação com a salvaguarda dos interesses do Estado.Nos últimos 3 anos o Governo assumiu responsabilidades financeiras de 3 mil milhões de euros relativamente à aquisição de equipamento para as Forças Armadas. Fê-lo do mesmo modo que o Governo socialista fez no caso das famosas SCUTS (auto-estradas sem custos para o utilizador). Comprar agora para pagar depois, em leasing operacional, onerando as gerações vindouras (já será uma questão meramente política saber qual a razão que determina que para o mesmo Governo as SCUTS das estradas não são admissíveis e as SCUTS do equipamento militar já são aceitáveis…).Em matéria de equipamento militar Portugal tem uma má tradição no que diz respeito à validade e à qualidade do material que tem sido comprado pelo Estado. Quem não se lembra dos F-16 que comprámos sem a garantia de existirem peças sobressalentes disponíveis em caso de necessidade?Quem não se lembra das fragatas Meko, nas quais não cabiam os helicópteros necessários à sua plena operacionalidade?Agora e de acordo com notícias que vieram a lume na revista Visão de 06.01.2005 e na SIC, o Estado acaba de comprar 12 helicópteros ao consórcio Agusta-Westland, helicópteros que o próprio Ministério da Defesa admite que têm defeitos de estrutura, por 450 milhões de euros, ou seja, 9 milhões de contos na moeda antiga!O Presidente da Missão de Acompanhamento do Contrato de Aquisição do EH 101, Tenente-General Luís Araújo, afirmou a ambos os órgãos de comunicação social, que o helicóptero em causa tem fracturas num dos componentes do sistema de suporte das pás do rotor da cauda. Este defeito terá sido detectado em Outubro de 2004.Ora estas surpreendentes notícias justificam que se levantem vários problemas, a saber:1º Se o Ministério da Defesa sabia desde Outubro desta anomalia, por que razão o Ministério da Defesa confirmou o contrato com a deslocação à sede do fornecedor, em Itália, do Ministro da Defesa no dia 22 de Dezembro, para a cerimónia de entrega do primeiro aparelho, que misteriosamente foi entregue mas ainda não está à disposição das Forças Armadas portuguesas (já será questão meramente política saber qual a razão que leva um representante do Cliente, o Estado português, a deslocar-se à sede do fornecedor e não o fornecedor a deslocar-se a casa do Cliente…)?2º Por que razão, ao contrário do que sucedeu noutro caso, o Ministério da Defesa não cancelou a adjudicação, sabendo dos defeitos do material objecto do contrato?3º O interesse do Estado e da legalidade está devidamente acautelado quanto à reparação dos prejuízos que para o Estado português advirão destas anomalias?4º O contrato foi objecto de assessoria jurídica por parte do Governo? Foram os serviços da Procuradoria-Geral da República solicitados para apoiar juridicamente o estado na elaboração deste contrato ou na sua análise após a detecção dos defeitos do helicóptero?5º Está o Estado contratualmente devidamente defendido quanto à renegociação do mesmo contrato considerando as novas circunstâncias?Isto é: por razões técnicas, pode estar em causa o interesse do Estado e a legalidade, no contrato de aquisição de 12 destes aparelhos.Muitos se terão esquecido que a Procuradoria-Geral da República dispõe de um Conselho Consultivo, de elevadíssima qualidade técnica, aliás, que entre as suas competências, dispõe da de emitir parecer relativamente aos contratos em que o Estado seja interessado.Os últimos Governos têm optado por desconsiderar a audição prévia do Conselho Consultivo, que sempre se justifica, ao arrepio da prudência que deve presidir à formação da vontade contratual do Estado e da adequação dos recursos públicos a esta possibilidade de assessoria, preferindo recorrer ao outsourcing…privado, certamente com o dispêndio de montantes elevados na aquisição destes serviços.Assim, vimos solicitar a V. Exa. que, conforme o previsto no artigo 37º, alínea c), da Lei nº 60/98, desencadeie os mecanismos legais necessários à análise por parte do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República, de todos os contratos relativos à aquisição de material e de equipamento militar para as Forças Armadas desde 1995, relativamente à sua legalidade. Para saber se os interesses do Estado têm sido devidamente acautelados, ou se pelo contrário têm sido negligenciados.Sem outro assunto de momento e com os nossos melhores cumprimentos,Atenciosamente,Jorge Ferreira

O PAÍS DAS ROTUNDAS E DA CORRUPÇÃO

Perguntar-me-ão o que tem uma coisa a ver com a outra? Muito simples…Já repararam que desde há algum tempo por quase todo o país começaram a proliferar rotundas? E já repararam que passado pouco tempo, quem as mandou executar decide alterá-las? E já repararam noutras obras (públicas e semi-públicas) que são feitas e refeitas vezes e vezes a fio? E os inúmeros concursos que são ganhos por um valor e acabam por custar duas e três vezes ou mais que o valor inicial?Será só incompetência?Não me parece, há decerto muitos interesses escondidos por detrás disso… Construtores que assim têm mais trabalho, autarcas que assim recebem para os seus partidos donativos (uns às claras outros às escondidas). E só há um perdedor: o contribuinte que paga atempadamente os seus impostos e vê o seu dinheiro ser desbaratado inutilmente.Há milhares e milhares de rotundas espalhadas pelo país para as quais quase ninguém encontra razão de ser. Nalgumas localidades chegam a ser várias em poucas centenas de metros! E há centenas de outras obras perfeitamente inexplicáveis. Como se explica que se construam vias de transito que contratualmente serão alvo de alargamento em determinada data e não se acautele a construção de pontes e viadutos tendo já em consideração esse mesmo alargamento, obrigando à edificação de novos viadutos e pontes quando ocorre o alargamento? Será que somos um país rico onde isso se possa permitir?Como é possível que todas as obras emblemáticas deste regime, desde o Centro Cultural de Belém, em Lisboa à Casa da Música, no Porto tenham custado muitissímo mais do que o inicialmente orçamentado?É urgente pôr termo a isto. A mudança urge. Mas, SÓ VALE A PENA VOTAR SE FOR PARA MUDAR!

segunda-feira, janeiro 24, 2005

THE CHURCHILL CENTER

E ainda a propósito da efeméride do dia, uma chamada de atenção para o site do THE CHURCHILL CENTER:Encontram-se nele notícias, discursos, frases, publicações e factos da vida de Churchill, para além de eventos (seminários, congressos, jantares, etc).Realço uma das minhas estórias preferidas:churchillspeeches.jpgNever Give In, Never, Never, NeverOctober 29, 1941Harrow School When Churchill visited Harrow on October 29 to hear the traditional songs again, he discovered that an additional verse had been added to one of them. It ran:"Not less we praise in darker daysThe leader of our nation,And Churchill's name shall win acclaimFrom each new generation.For you have power in danger's hourOur freedom to defend, Sir!Though long the fight we know that rightWill triumph in the end, Sir!Almost a year has passed since I came down here at your Head Master's kind invitation in order to cheer myself and cheer the hearts of a few of my friends by singing some of our own songs. The ten months that have passed have seen very terrible catastrophic events in the world - ups and downs, misfortunes - but can anyone sitting here this afternoon, this October afternoon, not feel deeply thankful for what has happened in the time that has passed and for the very great improvement in the position of our country and of our home? Why, when I was here last time we were quite alone, desperately alone, and we had been so for five or six months. We were poorly armed. We are not so poorly armed today; but then we were very poorly armed. We had the unmeasured menace of the enemy and their air attack still beating upon us, and you yourselves had had experience of this attack; and I expect you are beginning to feel impatient that there has been this long lull with nothing particular turning up!But we must learn to be equally good at what is short and sharp and what is long and tough. It is generally said that the British are often better at the last. They do not expect to move from crisis to crisis; they do not always expect that each day will bring up some noble chance of war; but when they very slowly make up their minds that the thing has to be done and the job put through and finished, then, even if it takes months - if it takes years - they do it.Another lesson I think we may take, just throwing our minds back to our meeting here ten months ago and now, is that appearances are often very deceptive, and as Kipling well says, we must "…meet with Triumph and Disaster. And treat those two impostors just the same."You cannot tell from appearances how things will go. Sometimes imagination makes things out far worse than they are; yet without imagination not much can be done. Those people who are imaginative see many more dangers than perhaps exist; certainly many more than will happen; but then they must also pray to be given that extra courage to carry this far-reaching imagination. But for everyone, surely, what we have gone through in this period - I am addressing myself to the School - surely from this period of ten months this is the lesson: never give in, never give in, never, never, never, never-in nothing, great or small, large or petty - never give in except to convictions of honour and good sense. Never yield to force; never yield to the apparently overwhelming might of the enemy. We stood all alone a year ago, and to many countries it seemed that our account was closed, we were finished. All this tradition of ours, our songs, our School history, this part of the history of this country, were gone and finished and liquidated.Very different is the mood today. Britain, other nations thought, had drawn a sponge across her slate. But instead our country stood in the gap. There was no flinching and no thought of giving in; and by what seemed almost a miracle to those outside these Islands, though we ourselves never doubted it, we now find ourselves in a position where I say that we can be sure that we have only to persevere to conquer.You sang here a verse of a School Song: you sang that extra verse written in my honour, which I was very greatly complimented by and which you have repeated today. But there is one word in it I want to alter - I wanted to do so last year, but I did not venture to. It is the line: "Not less we praise in darker days."I have obtained the Head Master's permission to alter darker to sterner. "Not less we praise in sterner days."Do not let us speak of darker days: let us speak rather of sterner days. These are not dark days; these are great days - the greatest days our country has ever lived; and we must all thank God that we have been allowed, each of us according to our stations, to play a part in making these days memorable in the history of our race.

O OBSERVADOR

Fazendo jus ao nome, o blog O Observador assinala o 40º aniversário da morte de Winston Churchill:And We Will do Our Best

CASA PIA II

E as raparigas?Nada aconteceu?

DN EM EVOLUÇÃO...

As capas do Diário de Notícias deste fim de semana mostram uma evolução de pró-PSD para pró-Bloco Central. Por este andar, no dia 21 são pró-socialistas...DN22012005.jpgA de domingo, não disponível, era dividida entre Santana e Sócrates...

sexta-feira, janeiro 21, 2005

ACADEMIA DO GOSTO

Um site, que conforme os seus promotores, se destina a todo o público enófilo e apreciador dos prazeres da vida e da boa gastronomia. Organiza eventos abordando as diferentes temáticas com pedagogia tornando-as acessíveis e interessantes proporcionando simultaneamente momentos agradáveis e inesquecíveis. academiadogosto.jpgDestaco os cursos que organiza, os passeios vínicos e as refeições que organizam na base de uma região ou uma empresa do ramo.O melhor deste site é sem dúvida a newsletter onde se podem ler curiosidades sobre vinhos, notícias sobre feiras e outros eventos e algumas crónicas. E a inscrição na newsletter pode dar prémios!ACADEMIA DO GOSTOUm exemplo dos almoços vínicos que organiza:Almoço Vínico, Vinhos José Maria da Fonseca É com enorme prazer que a Academia do Gosto o convida a si em particular e à sua família e amigos, a participarem no primeiro almoço/passeio vínico que terá lugar no próximo dia 7 de Junho e que terá como “estrelas” os vinhos da José Maria da Fonseca. Para o efeito, escolhemos um parceiro de peso, a Estalagem do Sado (*****), uma unidade hoteleira localizada em Setúbal, num dos pontos mais altos da cidade que nos permitirá almoçar no seu restaurante panorâmico usufruindo duma vista magnífica onde, o campo, a cidade, o rio, Troia e o mar disputam entre si a primazia da paisagem mais bela. O almoço terá um custo de 33 € por participante e a sinalização é obrigatória. Programa:12:00 Chegada à Estalagem do Sado12:15 Breve apresentação da região, e prova de vinhos do portfólio da José Maria da Fonseca 13:30 Almoço no Restaurante Panorâmico: Creme de abóbora com natas; Lombo de Porco à Antiga com Farinheira; Toucinho do céu; 15:30/16:00 Visita ao Centro de Vinificação da JMF 17:00 Visita à São Simão Arte (Faianças) em Azeitão 17:30 Visita à Qtª de Camarate (queijo de Azeitão) 1- Abis; Pasmados Branco; José de Sousa; Septimus Tinto; RA Garrafeira; CO Garrafeira; Cherrybom 2- Moscatel “volante”; 3- Septimus branco; 4- Pasmados & Primum tinto 5- Alambre 20 Anos

CONCERTO DAS NAÇÕES

PARQUEDASNACOES3.jpgPARQUE DAS NAÇÕES - LISBOA -2005

IRÃO - ENTREVISTA = PRISÃO

via: IRAN FOCUSIranian journalist held after giving interviews to foreign radiosimg41f002c7cdd4e.jpgAFPTEHRAN - An Iranian journalist has been arrested on charges of giving interviews to foreign radios, a newspaper reported Thursday. Arash Sigarchi, chief editor of Gilan-e-Emrooz (Today's Gilan) in the northern province of Gilan, gave interviews to the British Broadcasting Corporation (BBC) and the US-funded Radio Farda, Shargh said. It did not say when he was arrested, but said Sigarchi appeared in court on Sunday. In recent months Iran's hardline judiciary has been engaged in a crackdown on pro-reform press and Internet sites, detaining some 20 reporters and technicians. Three Iranian reformist journalists were released after they agreed to write letters of repentance, saying they were "brainwashed" by foreigners and "counter-revolutionaries". Iran's judiciary has maintained a crackdown on the pro-reform press for several years, with scores of papers shut down and journalists frequently detained.

quinta-feira, janeiro 20, 2005

GRANDES CANTIGAS

santana.jpgQualquer das três cantigas antecedentes poderiam ser o hino de campanha de Santana Lopes.Mas só a última é! Não acham linda?(Passei o dia a rir.... Como diziam outro dia os cartoonistas António e Cid no lançamento de um livro sobre este personagem, os motivos que ele proporciona para risota são mais do que diários!)

GRANDES CANTIGAS (III)

via: O JUMENTOGuerreiro Menino (um homem também chora), de Gonzaguinha, com letra de Gabriel o Pensador:Um homem também chora Menina morena Também deseja colo Palavras amenas Precisa de carinho Precisa de ternura Precisa de um abraço Da própria candura Guerreiros são pessoas São fortes, são frágeis Guerreiros são meninos No fundo do peito Precisam de um descanso Precisam de um remanso Precisam de um sonho Que os tornem refeitos É triste ver este homem Guerreiro menino Com a barra de seu tempo Por sobre seus ombros Eu vejo que ele berra Eu vejo que ele sangra A dor que traz no peito Pois ama e ama Um homem se humilha Se castram seu sonho Seu sonho é sua vida E a vida é trabalho E sem o seu trabalho Um homem não tem honra E sem a sua honra Se morre, se mata Não dá pra ser feliz Não dá pra ser feliz

GRANDES CANTIGAS (II)

O Macaquinho De PilhaO macaquinho quando está de pilha novaFica todo entusiasmado, bota pra quebrar.Abre a torneira e sai molhando a casa inteiraE o rolo de papel higiênico vai desenrolar.Entope o ralo, fecha a porta, abre a janelaE duas tampas de panela bate até cansar.Pula do canto de cá pro outro lado de láE o pula-pula segue até o sol raiar.Se mete em todo buraco, tá com macaca o macaco,Só fica quieto se a pilha se acabar.Continuando, pro azar da cozinheira,Ele vai na geladeira só pra xeretar.Mistura ovo, abacaxi e marmeladaCom iogurte e carne assada e larga tudo lá.Pega a toalha e põe embaixo do chuveiro,Vira a cinza do cinzeiro pra depois soprar.Gira a cabeça ligeiro, coçando a nuca e o traseiro,E o coça-coça segue até o sol raiar.Se esconde dentro de um saco,Tá com a macaca o macaco.Só fica quieto se a pilha se acabar.Qua - qua - ra - qua - quaEssa semana o macaquinho se complicouE numa casca de banana o coitadinho escorregou.Toquinho

GRANDES CANTIGAS (I)

O GaranhãoIntrodução "Esta é a história do Manuel e da Maria. Um Manuel muito especial, pois pensava que levava todas no papo. Será que isto acontece nesta história?" Lá se encontrava a Maria À espera do seu Manuel Mal ela própria sabia Que a espera era cruel Ele já tinha esquecido O encontro marcado Ficou logo estremecido Quando lho foi relembrado"Óh Manuel pobrezinha da Maria. Hà quanto tempo ela espera." Chegou Manuel atrasado Mil desculpas inventou Mas para o encontro então marcado Nenhuma delas pegou Levou logo uma estalada Que o fez rodopiar Ficou com a cara marcada E foi posto a andar"Mas se ele era um galã e convencido que levava todas no papo, será que ele desistiu assim tão facilmente?" Resolveu pedir desculpas Cantando à sua janela Na cabeça, ai um vaso Atiradinho por ela Hoje em dia ainda se encontra Em coma no hospital Ai coitadinho do homem Qu'esta história acaba mal Oh Manuel, pobrezinho de ti Qu'esta história te sirva de lição Para não andares por aí Feito mais um garanhão Letra: Iola Martins e Cristina Abreu Música: Iola Martins, Sara Gomes e Constantina Gouveia Tuna D'elas - Tuna Feminina da Universidade da Madeira

SE NEM SABEM GERIR A PRÓPRIA CASA....

.... como é que querem saber gerir no Governo?E o que está a seguir passa-se desde invariavelmente desde 1996 (contas de 1994)!Tribunal Constitucional - Acórdão n.º 647/2004 sobre as contas dos partidos relativas a 2002Acórdão n.º 647/2004I – Relatório1 - No cumprimento do disposto no n.º 1 do artigo 13.º da Lei n.º 56/98, de 18 de Agosto, sobre o financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais, vieram o Partido Socialista (PS), o Partido Social-Democrata (PPD/PSD), o Partido Popular (CDS-PP), o Partido Comunista Português (PCP), o Partido Ecologista Os Verdes (PEV), o Bloco de Esquerda (BE), o Partido Socialista Revolucionário (PSR), a União Democrática Popular (UDP), a Frente de Esquerda Revolucionária (FER), o partido Política XXI (PXXI), o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), o Partido Operário da Unidade Socialista (POUS), o Partido Popular Monárquico (PPM), o Movimento O Partido da Terra (MPT), o Partido Nacional Renovador (PNR), o Partido Humanista (PH) e o Movimento pelo Doente (MD) apresentar no Tribunal Constitucional, para apreciação deste, as suas contas relativas ao ano de 2002. Dos partidos registados no Tribunal Constitucional em 31 de Dezembro de 2002, não apresentaram contas relativas a 2002 o Partido da Democracia Cristã (PDC), o Partido de Solidariedade Nacional (PSN), a Frente Socialista Popular (FSP), a Acção Social-Democrata Independente (ASDI), a Força de Unidade Popular (FUP) e o Partido Democrático do Atlântico (PDA). O Tribunal Constitucional considerou, pelo Acórdão n.º 286/2004, que não se encontravam sujeitos à obrigação de apresentação de contas a Acção Social-Democrata Independente (ASDI) e a Força de Unidade Popular (FUP). Por outro lado, a Força de Unidade Popular (FUP), a Frente Socialista Popular (FSP) e o Partido da Democracia Cristã (PDC) vieram a ser extintos pelos Acórdãos n.os 231/2004, 492/2004 e 529/2004, respectivamente. .................................................3 - Entretanto, determinou o Tribunal Constitucional, ao abrigo do disposto no n.º 4 do citado artigo 13.º da Lei n.º 56/98, a realização de uma auditoria - de que foi incumbida a empresa especializada PricewaterhouseCoopers - Auditores e Consultores, Lda. - à contabilidade dos partidos supra-indicados, auditoria essa circunscrita, no seu âmbito, objectivos e métodos, aos aspectos relevantes para o exercício da competência deferida ao Tribunal. Teve, cada um dos partidos políticos interessados, oportuno conhecimento do correspondente relatório dos auditores. Por outro lado, permitiram esses relatórios evidenciar, com referência a esses vários partidos, o conjunto de situações descritas no Acórdão n.º 287/2004, de 27 de Abril, deste Tribunal, de cujo teor, na parte respeitante a cada um, foram os mesmos partidos notificados, de modo a poderem sobre elas pronunciar-se e prestar os esclarecimentos que tivessem por convenientes. Fizeram-no o Partido Socialista (PS), o Partido Social-Democrata (PPD/PSD), o Partido Popular (CDS-PP), o Partido Comunista Português (PCP), o Partido Ecologista Os Verdes (PEV), o Partido Operário da Unidade Socialista (POUS), o Partido Popular Monárquico (PPM), o Partido Nacional Renovador (PNR), o Movimento O Partido da Terra (MPT) e o Movimento pelo Doente (MD). Não apresentaram qualquer resposta o Bloco de Esquerda (BE), o Partido Socialista Revolucionário (PSR), o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), o partido Política XXI (PXXI), a Frente de Esquerda Revolucionária (FER), a União Democrática Popular (UDP) e o Partido Humanista (PH). 4 - Cumpre, assim, sumariar as respostas dadas pelos diversos partidos na sequência do Acórdão n.º 287/2004 (citado). A) Quanto ao Partido Socialista (PS). - 1 - Considerou o Tribunal Constitucional, no Acórdão n.º 287/2004, que as demonstrações financeiras em que se corporizam as contas que o PS apresentou ao Tribunal não integram a globalidade das operações de financiamento e de funcionamento do Partido, entendido este como o conjunto das suas estruturas de nível nacional, distrital e concelhio, das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira e a organização Juventude Socialista, reflectindo unicamente: as actividades de funcionamento corrente e promocional desenvolvidas pela estrutura central da sede nacional do Partido, pelas federações e pela Juventude Socialista; as actividades relacionadas com a campanha para as eleições autárquicas realizadas em 2001; as actividades relacionadas com a campanha para as eleições legislativas realizadas em 2002; os subsídios de funcionamento atribuídos pelas federações à organização Juventude Socialista; determinadas actividades relacionadas com a publicação do jornal Acção Socialista e da revista Portugal Socialista. Deste modo, as contas apresentadas ainda não proporcionam uma visão da totalidade das operações do Partido na sua expressão universal, condicionando o exercício dos mecanismos de controlo preconizados pela Lei n.º 56/98, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 23/2000, de 23 de Agosto, impossibilitando a obtenção de conclusões seguras sobre o montante e natureza da totalidade dos recursos financeiros que terão sido obtidos pelo Partido no ano de 2002. ..................................................B) Quanto ao Partido Social-Democrata (PPD/PSD).1 - O Tribunal começou por afirmar, quanto ao PPD/PSD, que as demonstrações financeiras em que se corporizam as contas que apresentou ao Tribunal Constitucional não integram a globalidade das operações de financiamento e de funcionamento do Partido, entendido este como o conjunto das suas estruturas e sedes de nível nacional, distrital e concelhio, das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira e das organizações e estruturas autónomas, sendo, no entanto, de registar que, na continuidade dos progressos já ocorridos anteriormente, se verificou, em 2002, a integração contabilística das actividades de funcionamento corrente, a nível de receita e despesa, realizadas pela totalidade das organizações autónomas e das comissões políticas distritais, embora estas só parcialmente tivessem integrado as estruturas descentralizadas, secções e núcleos, que lhes estão afectas. Por outro lado, a demonstração de resultados não incorpora a generalidade das actividades de campanha eleitoral desenvolvidas pelo Partido e suas estruturas, já que o procedimento contabilístico adoptado pelo Partido consiste na manutenção de uma contabilidade autónoma para cada acto eleitoral, sendo que somente o resultado final, quando apurado, é incorporado nas contas da sede nacional por contrapartida dos seus capitais próprios. Além disso, o Partido não dispõe de um balanço integrado que expresse e permita conhecer a sua situação financeira e patrimonial em termos globais, limitando-se o balanço apresentado a corresponder ao da sede nacional, adicionado do valor dos edifícios das diversas estruturas apurado na sequência do inventário anual, o qual teve por contrapartida o registo de idêntico valor na rubrica do capital próprio. Deste modo, as contas apresentadas ainda não representam nem proporcionam uma visão global das operações do Partido na sua expressão universal, condicionando o exercício dos mecanismos de controlo preconizados pela Lei n.º 56/98, com a alteração da Lei n.º 23/2000, e impossibilitam a obtenção de conclusões seguras sobre o montante e natureza da totalidade dos recursos financeiros que terão sido obtidos pelo Partido no ano de 2002...................................................C) Quanto ao Partido Popular (CDS-PP). 1 - As demonstrações financeiras em que se corporizam as contas que apresentou ao Tribunal Constitucional não representam a totalidade das operações de financiamento e de funcionamento do Partido, entendido este como o conjunto da sua sede e estruturas de nível nacional, distrital e concelhio, das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira e das organizações e estruturas autónomas. Assim, as contas apresentadas ainda não proporcionam uma visão global das operações do Partido na sua expressão universal, condicionando o exercício dos mecanismos de controlo preconizados pela Lei n.º 56/98, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 23/2000, de 23 de Agosto, e impossibilitam a obtenção de conclusões seguras sobre o montante e natureza da totalidade dos recursos financeiros que terão sido obtidos pelo Partido no ano de 2002. O CDS-PP, em resposta, sustentou que «tem tentado por todos os meios mentalizar e consciencializar as estruturas» para o cumprimento das disposições legais e afirmou ainda que, apesar de tal não ter sido possível quanto ao exercício de 2002, os progressos alcançados permitem afiançar que em 2003 se satisfará plenamente as exigências da lei. ......................................................E segue-se a apreciação aos outros partidos, onde por acaso (ou não?) a situação é um pouco melhor...Em anexo as conclusões do Tribunal:III – DecisãoNos termos e pelos fundamentos expostos, o Tribunal Constitucional decide:1.º Julgar prestadas as contas relativas ao exercício de 2002 apresentadas pelo Partido Ecologista Os Verdes (PEV), pelo Partido Socialista Revolucionário (PSR), pelo Partido Operário de Unidade Socialista (POUS), pelo Partido Nacional Renovador (PNR) e pelo Movimento pelo Doente (MD); 2.º Julgar prestadas as contas relativas ao exercício de 2002 apresentadas pelos partidos políticos seguidamente referidos, mas com as irregularidades que também de seguida se discriminam quanto a cada um deles: a) Partido Socialista (PS) - não ser a conta apresentada uma conta que integre o conjunto de toda a actividade partidária, incluindo a desenvolvida por todas as estruturas regionais, distritais ou locais do Partido e ainda por outras suas eventuais estruturas autónomas ou descentralizadas, mas uma conta que reflecte tão-só as actividades de financiamento e de funcionamento da estrutura central e da sede nacional do Partido, ou dessa estrutura e apenas parcialmente daquelas outras; não permitir a conta apresentada concluir se a totalidade dos fluxos financeiros se encontra integral e adequadamente reflectida na documentação junta pelo Partido; não adopção, na integralidade, do procedimento de depositar os donativos de natureza pecuniária em contas exclusivamente destinadas a esse efeito e nas quais só podem ser efectuados depósitos que tenham aquela origem; ausência ou deficiência do suporte documental adequado de movimentos ou registos contabilísticos; falta de apresentação de declaração relativa às receitas decorrentes do produto da actividade de angariação de fundos, com identificação do tipo de actividade e data de realização; existência de situações de excepção ao princípio da especialização dos exercícios, porquanto, em 2002, a rubrica «Resultados transitados» foi aumentada pelo registo do montante líquido de (euro) 118068 constituído pelo valor atribuído a património em 2002 e pelo registo de despesas respeitantes ao exercício de 2001; b) Partido Social-Democrata (PPD/PSD) - não ser a conta apresentada uma conta que integre o conjunto de toda a actividade partidária, incluindo a desenvolvida por todas as estruturas regionais, distritais ou locais do Partido e ainda por outras suas eventuais estruturas autónomas ou descentralizadas, mas uma conta que reflecte tão-só as actividades de financiamento e de funcionamento da estrutura central e da sede nacional do Partido, ou dessa estrutura e apenas parcialmente daquelas outras; não permitir a conta apresentada concluir se a totalidade dos fluxos financeiros se encontra integral e adequadamente reflectida na documentação junta pelo Partido; não adopção, na integralidade, do procedimento de depositar os donativos de natureza pecuniária em contas exclusivamente destinadas a esse efeito e nas quais só podem ser efectuados depósitos que tenham aquela origem; ausência ou deficiência do suporte documental adequado de movimentos ou registos contabilísticos; c) Partido Popular (CDS-PP) - não ser a conta apresentada uma conta que integre o conjunto de toda a actividade partidária, incluindo a desenvolvida por todas as estruturas regionais, distritais ou locais do Partido e ainda por outras suas eventuais estruturas autónomas ou descentralizadas, mas uma conta que reflecte tão-só as actividades de financiamento e de funcionamento da estrutura central e da sede nacional do Partido, ou dessa estrutura e apenas parcialmente daquelas outras; não permitir a conta apresentada concluir se a totalidade dos fluxos financeiros se encontra integral e adequadamente reflectida na documentação junta pelo partido; não adopção, na integralidade, do procedimento de depositar os donativos de natureza pecuniária em contas exclusivamente destinadas a esse efeito e nas quais só podem ser efectuados depósitos que tenham aquela origem; ausência ou deficiência do suporte documental adequado de movimentos ou registos contabilísticos; incompletude do inventário anual dos bens imóveis e móveis sujeitos a registo; d) Partido Comunista Português (PCP) - não permitir a conta apresentada concluir se a totalidade dos fluxos financeiros se encontra integral e adequadamente reflectida na documentação junta pelo partido; não adopção sistemática, por parte de algumas direcções regionais, da prática do depósito dos montantes recebidos e do pagamento através de cheque ou por outro meio bancário que permita a identificação do montante e a entidade destinatária do pagamento; ausência ou deficiência do suporte documental adequado de movimentos ou registos contabilísticos; e) Bloco de Esquerda (BE) - não permitir a conta apresentada concluir se a totalidade dos fluxos financeiros se encontra integral e adequadamente reflectida na documentação junta pelo partido; não adopção, na integralidade, do procedimento de depositar os donativos de natureza pecuniária em contas exclusivamente destinadas a esse efeito e nas quais só podem ser efectuados depósitos que tenham aquela origem; ausência ou deficiência do suporte documental adequado de movimentos ou registos contabilísticos; existência de situações de excepção aos limites estabelecidos no artigo 7.º-A da Lei n.º 56/98, de 18 de Agosto, com as alterações da Lei n.º 23/2000, de 23 de Agosto; f) União Democrática Popular (UDP) - não permitir a conta apresentada concluir se a totalidade dos fluxos financeiros se encontra integral e adequadamente reflectida na documentação junta pelo partido; não adopção, na integralidade, do procedimento de depositar os donativos de natureza pecuniária em contas exclusivamente destinadas a esse efeito e nas quais só podem ser efectuados depósitos que tenham aquela origem; ausência ou deficiência do suporte documental adequado de movimentos ou registos contabilísticos; recepção de dois donativos que ultrapassam o limite estabelecido no n.º 1 do artigo 4.º da Lei n.º 56/98, de 18 de Agosto, na redacção da Lei n.º 23/2000, de 23 de Agosto; g) Frente de Esquerda Revolucionária (FER) - não adopção sistemática da prática do depósito dos montantes recebidos e do pagamento através de cheque ou por outro meio bancário que permita a identificação do montante e a entidade destinatária do pagamento; não adopção, na integralidade, do procedimento de depositar os donativos de natureza pecuniária em contas exclusivamente destinadas a esse efeito e nas quais só podem ser efectuados depósitos que tenham aquela origem; inconsistência nos procedimentos seguidos para o registo de custos; h) Política XXI (PXXI) - não adopção, na integralidade, do procedimento de depositar os donativos de natureza pecuniária em contas exclusivamente destinadas a esse efeito e nas quais só podem ser efectuados depósitos que tenham aquela origem; ausência ou deficiência do suporte documental adequado de movimentos ou registos contabilísticos; recepção de três donativos de pessoas singulares no valor total de (euro) 5000 em numerário, contrariando o disposto no n.º 1 do artigo 4.º da Lei n.º 56/98, na redacção da Lei n.º 23/2000, ainda que posteriormente, para efeitos do seu depósito, os donativos em numerário tenham sido substituídos por cheque emitido por um particular que não nenhum dos doadores; i) Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP - não permitir a conta apresentada concluir se a totalidade dos fluxos financeiros se encontra integral e adequadamente reflectida na documentação junta pelo partido; ausência ou deficiência do suporte documental adequado de movimentos ou registos contabilísticos; j) Partido Popular Monárquico (PPM) - não adopção, na integralidade, do procedimento de depositar os donativos de natureza pecuniária em contas exclusivamente destinadas a esse efeito e nas quais só podem ser efectuados depósitos que tenham aquela origem; ausência ou deficiência do suporte documental adequado de movimentos ou registos contabilísticos; l) Movimento O Partido da Terra (MPT) - não permitir a conta apresentada concluir se a totalidade dos fluxos financeiros se encontra integral e adequadamente reflectida na documentação junta pelo partido; não adopção, na integralidade, do procedimento de depositar os donativos de natureza pecuniária em contas exclusivamente destinadas a esse efeito e nas quais só podem ser efectuados depósitos que tenham aquela origem; ausência ou deficiência do suporte documental adequado de movimentos ou registos contabilísticos; na rubrica «Donativos anónimos» foi identificado o depósito de dois cheques no montante individual de (euro) 480, verba que ultrapassa o limite de um salário mínimo nacional estabelecido no n.º 2 do artigo 4.º da Lei n.º 56/98, na redacção da Lei n.º 23/2000; m) Partido Humanista (PH) - ausência ou deficiência do suporte documental adequado de movimentos ou registos contabilísticos; 3.º Determinar, nos termos do n.º 3 do artigo 13.º da Lei n.º 56/98, que as contas dos partidos políticos referentes ao exercício de 2002 sejam publicadas na 2.ª série do Diário da República, acompanhadas da menção referente ao julgamento agora feito por este Tribunal relativamente a cada uma delas; 4.º Determinar que os autos sejam continuados com vista ao Ministério Público.Lisboa, 6 de Dezembro de 2004. - Gil Manuel Gonçalves Gomes Galvão - Maria Fernanda dos Santos Palma Pereira - Mário José de Araújo Torres - Carlos José Belo Pamplona de Oliveira - José Manuel de Sepúlveda Bravo Serra - Paulo Cardoso Correia da Mota Pinto - Maria dos Prazeres Couceiro Pizarro Beleza - Maria Helena Barros de Brito - Benjamim Silva Rodrigues - Victor Manuel Gonçalves Gomes - Maria João da Silva Baila Madeira Antunes - Rui Manuel Gens de Moura Ramos - Artur Joaquim de Faria Maurício.

quarta-feira, janeiro 19, 2005

BANHA DA COBRA

No JN de hoje, mais uma golpada à Mexia! É preciso é fazer muito show-off, com belas apresentações em power-point...Viabilidade duvidosaEspecialistas defendem construção de nova linha Leste-Oeste Ponte Chelas-Barreiro em perspectiva não deveria ser para o TGV Para o professor do Instituto Superior Técnico e especialista na área dos transportes António Brotas, as propostas do ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações para o TGV demonstram um profundo desconhecimento técnico. "Quando se diz que se quer ter 75 quilómetros de linha convencional e 230 quilómetros de alta velocidade, é preciso lembrar que esses 75 são em bitola ibérica e os 230 em bitola europeia. O que significa que o ministro se deixou convencer por técnicos que defendem uma solução anacrónica". Como explicou António Brotas, "comboios que mudam a bitola e que são unicamente de uso de passageiros são uma tecnologia em transição, que daqui a 20 anos já desapareceu da Península Ibérica". O professor do IST acredita que essa solução vai colocar o nosso país em desvantagem no futuro.Igualmente grave, para o especialista, são os elevados custos que se vai ter com a utilização de intercambiadores para fazer a passagem da bitola ibérica para a europeia. "Os intercambiadores são caros e, daqui a 30 anos, serão peças de museu", salientou o professor do IST. António Brota defendeu ainda que, no Norte, a solução passa pela construção de uma nova linha em bitola europeia para a alta velocidade e a manutenção da linha convencional. Ponte da discórdiaUma ponte entre Chelas e o Barreiro de uso exclusivo para o TGV não é a melhor opção. António Brotas acredita que a "solução mais económica", tanto para a ligação com Madrid, como entre Lisboa e o Porto, deve ser feita em Alverca ou Vila Franca de Xira. Também o antigo ministro das Obras Públicas e um dos grandes impulsionadores do TGV, Oliveira Martins, se mostrou desfavorável à ponte Chelas-Barreiro para os fins anunciados por António Mexia "Estas duas pontes, e uma terceira no Carregal, estão previstas desde a construção da ponte Vasco da Gama. Mas, a travessia Chelas-Barreiro não deveria ter nada a ver com o TGV". "O que eu defendo há muitos anos é que a linha mais viável técnica, económica e financeiramente deve sair pelo Centro". Daí sustentar que a ponte nunca deveria ter a localização proposta pelo Governo.Os melhoramentos na linha do Norte são bem vistos por Oliveira Martins. No entanto, e à semelhança de António Brotas, o antigo ministro das Obras Públicas acredita que a ligação à Europa em alta velocidade deveria ser feita "através de uma nova linha transversal que atravesse o país de Leste a Oeste".

POEMA XVIII - EUGÉNIO DE ANDRADE

Impetuoso, o teu corpo é como um rioonde o meu se perde.Se escuto, só oiço o teu rumor.De mim, nem o sinal mais breve.Imagem dos gestos que tracei,irrompe puro e completo.Por isso, rio foi o nome que lhe dei.E nele o céu fica mais perto.Eugénio de Andrade

EUGÉNIO DE ANDRADE

EUGAND1.jpgEUGÉNIO DE ANDRADE - PARQUE DOS POETAS - OEIRAS - 2003No dia do 82º aniversário do poeta.

terça-feira, janeiro 18, 2005

SERÁ ALGUM CANDIDATO?

ZOO02.jpgJARDIM ZOOLÓGICO - LISBOA - 2004

OS SENADORES

Delicioso ouvir ontem aqueles senhores na TV.Só pergunto: Eles não estavam lá quando tudo começou? Não foram eles que aprovaram, entre outras medidas, reformas para os políticos ao fim de 8 anos? Não foram este género de medidas que provocaram a degradação a que hoje se assiste?

segunda-feira, janeiro 17, 2005

REQUIEM POR MIM - MIGUEL TORGA

Aproxima-se o fim.E tenho pena de acabar assim,Em vez de natureza consumada,Ruína humana.Inválido do corpoE tolhido da alma.Morto em todos os órgãos e sentidos.Longo foi o caminho e desmedidosOs sonhos que nele tive.Mas ninguém viveContra as leis do destino.E o destino não quisQue eu me cumprisse como porfiei,E caísse de pé, num desafio.Rio feliz a ir de encontro ao marDesaguar,E, em largo oceano, eternizarO seu esplendor torrencial de rio.Miguel TorgaCoimbra, 10 de Dezembro de 1993

MIGUEL TORGA

TORGA1.jpgMIGUEL TORGA - PARQUE DOS POETAS - OEIRAS - 2003Nos 10 anos da morte de Miguel Torga

É URGENTE DEVOLVER O PODER AO CIDADÃO

Ao fim de 30 anos de Democracia, o país está no fundo, atolado num verdadeiro pântano.A isso o conduziu a incompetência, o oportunismo e a corrupção à qual os partidos dominantes nunca quiseram pôr termo.O Estado soçobrou, afogado na corrupção.As instituições estão dominadas pelo compadrio, pelo favor e pela cunha.Os impostos são pesados mas ainda não chegam. Exige-se sempre mais, e mais.Porque o Estado tem servido para empregar os amigos, de todos os governos, de todos os partidos, desde há 30 anos.Porque o sistema gasta mais em favor das mordomias dos políticos do que em favor do cidadão.Porque o interesse particular dos partidos está primeiro do que o Hospital.Porque as regalias da classe política estão primeiro do que a Escola.Porque a cunha particular é mais importante do que dar ao Tribunal as condições necessárias para que sirva a sociedade.Porque as reformas dos políticos são mais importantes do que as reformas dos cidadãos.É urgente devolver o poder ao cidadão.Mas os partidos do sistema não querem. Estão bem com a situação actual.A Nova Democracia apresenta-se contra a situação actual. Queremos a mudança. Queremos mudar a classe política e as políticas seguidas.Temos propostas concretas, nesse sentido da mudança:A nível político, Defendemos o Presidencialismo. O chefe de Estado, eleito por sufrágio directo, é também o chefe de governoPropomos a redução para metade de todos os cargos políticos. Grande parte da classe política serve apenas para fazer número. Acabemos com eles!Queremos a extinção das Empresas Municipais. Estas só existem para fugir aos controlos financeiros e outros a que estão sujeitas as autarquias. E para proporcionar vultuosos ordenados… A nível económico:Criação de um Serviço Comunitário, a prestar pelos beneficiários do Rendimento Mínimo e do Subsídio Social de Desemprego. Em contrapartida do apoio financeiro que recebem, é justo que dêem apoio aos idosos, aos pobres, às mães jovens.Introdução da Taxa Única no IRS. Defendemos o fim da progressividade no IRS.Diminuição do IVA nos sectores económicos estratégicos (como a Restauração e o Turismo). Só poderemos concorrer, nomeadamente com os nossos vizinhos espanhóis, tendo as mesmas condições de partida. No próximo dia 20 de Fevereiro os eleitores terão a palavra final. Se quiserem mesmo a mudança, têm uma opção apenas: NOVA DEMOCRACIA.

A ESCOLHA DOS PORTUGUESES

Um interessante artigo de opinião da Judite de Sousa, no Jornal de Notícias do passado sábado (sublinhados de minha responsabilidade):por judite de sousajornalista da rtpAproximamo-nos da campanha eleitoral numa altura em que as sondagens reforçam a vitória do Partido Socialista. A não ser que haja um "tsunami" político, dificilmente a vantagem que o PS leva poderá ser anulada, mesmo que Santana Lopes se disponha a dar tudo por tudo, a ir buscar a energia que lhe faltou nos últimos meses e aparecer como um homem novo aos olhos dos portugueses. Santana Lopes parte para esta eleição encostado às cordas. Os últimos meses foram um suplício. Não conseguiu afirmar publicamente as boas decisões do Governo, não teve mão na sua equipa, não foi capaz de exercer a sua autoridade e desgastou-se numa relação de amor-ódio com a Comunicação Social. É óbvio que Santana Lopes deu tiros nos pés mas também tudo lhe aconteceu. Até o "resort" da ilha do Príncipe onde Nuno Morais Sarmento passou um dia de descanso, no intervalo das visitas oficiais tinha de se chamar "Bom-Bom". Até nisto, se vê o azar de Santana Lopes!José Sócrates está no terreno há cerca de um mês. O presidente anunciou a dissolução do Parlamento e o PS entrou em pré-campanha eleitoral. Não perdeu tempo. Nas primeiras semanas, o secretário-geral do PS esteve num processo de "aclimatação". Ouviu e falou pouco. Não se comprometeu com nada. Foi deixando passar o tempo. Mas agora é também chegada a hora da verdade para os socialistas. Não são mais possíveis as mensagens abstractas e as palavras vagas. O PS tem de falar ao país e dizer claramente qual é o seu projecto de governo para Portugal e quais são as políticas sectoriais que vai implementar, caso vença as eleições. Em matéria de finanças públicas, como vai o PS reduzir a despesa pública? O que irá fazer para combater a fraude e a evasão fiscal e, assim, atacar o problema das contas públicas pelo lado da receita? Como estimular a economia? Como relançar o crescimento? O que fazer com a educação? E com o sorvedouro do Serviço Nacional de Saúde? Estas são algumas das perguntas sobre as quais o PS vai ter que responder no seu programa de governo. Até ao momento, não há nenhuma resposta para estas questões nacionais e as que foram deixadas, "en passant" não correram bem a José Sócrates. Como vai o PS recuperar 150 mil postos de trabalho em quatro anos? Qual o valor do complemento à pensão mínima dos idosos abaixo do limiar da pobreza? E o que é o limiar da pobreza? Um aspecto ficou claro, esta semana. O PS, se chegar ao governo, vai manter a decisão de Bagão Félix de acabar com as deduções fiscais associadas aos planos de poupança. Uma medida que há três meses o PS tinha considerado errada, mas que agora, no limiar do acesso ao Poder, considera inevitável para garantir a estabilidade fiscal. Só falta dizerem-nos que as scut, tão fervorosamente defendidas por João Cravinho no Parlamento, vão ser mantidas.Perante isto, o PSD está remetido a um longo silêncio. Santana Lopes está paralisado. Não aparece como líder partidário. Está ausente nesta pré-campanha e não sabemos como será feita a campanha do PSD, a partir de 6 de Fevereiro. Há uma densa nuvem de indefinição na S. Caetano à Lapa.Temos, portanto, que entre o PS e o PSD não há diferenças de projecto que levem os eleitores a decidir o seu voto em função daquilo que é realmente essencial. A questão de fundo não são os programas. A questão de fundo são as equipas que os vão executar. Era interessante que PSD e PS dissessem aos portugueses quem serão os ministros-chave dos seus governos. Ajudaria a decidir. Não sendo pelos programas, nem pelas equipas, os eleitores vão escolher qual dos dois, Santana ou Sócrates, lhes parece que tem mais credibilidade. Se não for nem pelo projecto, nem pelas equipas, nem pela credibilidade, então os portugueses estarão condenados a escolher simplesmente entre dois homens telegénicos.Judite de Sousa escreve no JN, semanalmente, aos sábados

domingo, janeiro 16, 2005

TOADA DO LADRÃO - SEBASTIÃO DA GAMA

A mim não me roubaramPorque eu nada tinha.Mas roubaram tudoÀ minha vizinha.Vejam os senhores:Roubaram-lhe a elaA filha mais grácil,A filha mais bela.Nem na sua casa,Nem na freguesia,Sequer no concelho,Melhor não havia.Prendada, bonita...E depois... uns modosDe matar a gente,De prender a todos.Dizia a vizinhaQue era o seu tesoiro;Que valia maisQue a prata e que o oiro.Que a não trocariaPor coisa nenhuma;Que filhas assimSó havia uma.Pois hoje um ladrãoQue há muito a miravaEntrava-lhe em casaPara sempre a levava.É a minha vizinhaDona de solaresE de longas terrasCom rios e pomares.E de jóias rarasQue ninguém mais tinha,Ei-la num instantePobrinha... pobrinha...(Tem pomares ainda,Tem jóias, tem oiro...Mas de que lhe servemSem o seu tesoiro?)- Vizinha e senhora,Não me queira mal!Se há ladrões felizesSou o mais felizQue há em Portugal.Sebastião da Gama

sexta-feira, janeiro 14, 2005

CES2005: O FUTURO EM LAS VEGAS

Como de costume nesta altura do ano realiza-se em Las Vegas uma das mais importantes exposições de audiófilia. E o José Victor Henriques, HI-FI CLUBE vai lá e depois contempla-nos com magníficas reportagens:CES 2005: PRÊAMBULO Reportagem internacional Arrostei com vento, chuva e neve (foi a primeira vez que vi nevar em Las Vegas!) para vos trazer as novidades da CES 2005. Mas valeu a pena. Vale sempre a pena ir a Las Vegas, mesmo quando a alma é pequena - desde que a carteira tenha o tamanho adequado, claro... CES05MGM_noite.jpgO MGM ao entardecer, ao fundo o NY E não me refiro ao jogo. É possível passar uma semana em La Vegas a divertir-se à grande sem jogar: espectáculos de encantar, restaurantes com menus de todo o mundo para degustar, hotéis de espantar. E as gentes na rua, em magotes de máquina fotográfica em riste. Lá dentro, nos hotéis-casino, tanto se vestem na Nike como na Versace: um gordo enorme, de calções e sapatos de ténis usados e sem meias, conversa animadamente com um decote negro numa mesa de blackjack, enquanto o croupier vai dando cartas entre larachas para se fazer à gorja. Aliás, a gorja e as bichas, já o referi em reportagens anteriores, são instituições locais. Nos restaurantes, quem não faz reserva fica cá fora à espera de mesa, enquanto vê retardatários a passarem-lhe à frente com uma nota de 20 estaladiça na mão, que faz abrir portas automaticamente qual bilhete do metro. Quando chega finalmente a sua vez, já tem uma dor no estômago do nervoso da espera. Eu, como já sei o que a casa gasta, faço reservas para a semana toda em vários restaurantes. Come-se muito bem em Las Vegas: os buffets do pequeno almoço de hotéis como o Bellagio e o MGM são bíblicos. Para jantar, há de tudo nos bons restaurantes, incluindo robalo do Chile, grelhado e regado com vinho de qualidade. No final da refeição, temos outra provação: quanto dar de gorjeta? Se der 10%, o que é muito bom pelos nosso padrões, eles agradecem como se não tivéssemos feito mais que a nossa obrigação. Se subir para os 15% eles acompanham-nos até à porta com sorrisos e vénias q.b, e os outros comensais olham-nos com inveja uns; com ódio outros, porque não tinham intenção de dar nada e agora ficam numa situação delicada perante o nosso exemplo de altruismo e solidariedade social. Sim, porque no país mais rico do mundo, vive-se de mão estendida: somos nós que lhes pagamos os salários... Depois do trabalho, despida a armadura de jornalista, gosto sempre de gozar a cidade aproveitando as férias: as ruas iluminadas, os restaurantes, os espectáculos... Continue a ler, em CES 2005: PRÊAMBULO

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA

constituicao.gifE se de repente alguém propusesse trocar a actual Constituição, com 295 artigos e centenas de páginas, abrangendo tudo e mais alguma coisa, por uma com apenas 14 artigos, em poucas páginas e apenas com vectores gerais, deixando grande Liberdade (e evitando necessidade de frequentes revisões)?

quinta-feira, janeiro 13, 2005

PS = PSD

Mais uma vez se percebe que as diferenças a nível de políticas são mínimas entre PS e PSD! MUDANÇA EXIGE-SE!in: PúblicoJosé Sócrates recusa descer impostos e repor benefícios fiscaisO secretário-geral do PS, José Sócrates, recusou hoje descer os impostos e repor os benefícios fiscais a curto prazo, caso os socialistas formem Governo, alegando a necessidade de estabilidade fiscal no país...................................................................Interrogado sobre a possibilidade de repor os benefícios fiscais e o valor das taxas de IRS que vigoravam antes da aprovação do Orçamento do Estado para 2005, o líder socialista afastou essa hipótese. "Apesar de ter discordado [do Governo PSD/CDS-PP], o tempo passou e houve uma decisão que agora não deve ser alterada", argumentou, voltando a invocar a importância de Portugal ter "estabilidade no seu sistema fiscal".

OS BLOGS DA NOVA DEMOCRACIA

(actualizado x2)Mais uma ideia inovadora, que rapidamente será repetida por outros partidos: blogs das candidaturas de cada distrito.Para começar, estes cinco - LEIRIA, COIMBRA, PORTO, LISBOA e AVEIRO:Nova democracia para Leiria Gigante económico, anão político: assim podemos caricaturar a posição de Leiria no país real. No entanto, porque acreditamos nas pessoas, nas ideias e nas potencialidades, porque sabemos que todos e cada um têm muito para dar e vontade de melhorar todos os dias, acreditamos e queremos, de facto, um país melhor, um distrito melhor, mais atento e mais participativo.Ao longo de todas as nossas propostas realçámos a importância histórica do distrito, a sua posição face a vários sectores e, sobretudo, a grande necessidade de redefinição de estratégia. Leiria já foi um centro, e tem todos os requisitos para voltar a sê-lo.Portanto, o que nos propomos e o que faremos por Leiria é inovar, confiar e construir. Por Leiria, um centro. Vamos dar voz a Leiria.Blog do Calhabé Portugal e Coimbra precisam de reciclagem.De reciclar os políticos e as políticas.De pôr fim ao jogo de matrecos em que se tornou a política à portuguesa.Ora com a equipa laranja/azul, ora com a equipa rosa a comportarem-se como donos da bola.Em Coimbra, a renovação no meio campo rosa trocou alegre e roseta por víuva simpática.Não querendo ficar atrás, a equipa laranja trouxe-nos uma das víuvas de Estaline e a equipa azul mandou-nos com o especialista em criar mau ambiente.Merecíamos melhor.PND Nova Democracia - Porto “Não é fechando as grandes superfícies que os problemas das pequenas e médias empresas serão resolvidos”. Mas o apoio à formação profissional, incentivos fiscais e incentivos ao emprego poderiam minorar as dificuldades destes empresários.Quem o afirmou ontem foi o cabeça de lista do Partido da Nova Democracia (PND) pelo Porto. João Almeida Garrett apontou ainda que as dificuldades que aqueles atravessam “acabarão por pôr fim aos pequenos e médios empresários”.E também em Lisboa:Nova Democracia em LisboaE em Aveiro:pndaveiro

GRANDE LOJA DO QUEIJO LIMIANO

Uma excelente entrada na Grande Loja do Queijo Limiano sobre o insigne estadista Morais Sarmento!Destaco este parágrafo, mas recomendo a leitura do todo:Diplomacia é sinónimo de descrição e muitas vezes confidencialidade. Ao publicitar, porque foi o seu gabinete que o fez com o estrondo maior que conseguiu, o motivo secreto (?) da sua ida a S. Tomé da forma que o fez, para assim justificar o que não tem justificação, o que o Dr. Sarmento arranjou foi ter inviabilizado de vez as pretensões da GALP, ao fazer subir a parada infinitamente, facto que os franceses da ELF, e demais petroliferas, obviamente agradecem a chamada de atenção.

quarta-feira, janeiro 12, 2005

CHINA - UM EXEMPLO DOS ATROPELOS QUE CONTINUAM

via: Human Rights in China (HRIC)logoHRIC.gifFamily Planning Opponent’s Sentence Extended January 04, 2005Human Rights in China (HRIC) has learned from sources in China that a long-term campaigner against China’s coercive family planning policies, Mao Hengfeng, has had her custodial sentence at a Reeducation Through Labor (RTL) Camp in Shanghai increased by three months.Mao has been protesting and petitioning for 15 years since she was dismissed from her job because of an out-of-plan pregnancy. This past April the Shanghai Public Security Bureau ordered that Mao serve 18 months of RTL because of her relentless petitioning. HRIC reported in early October 2004 that Mao was being subjected to abusive treatment in the RTL camp, including being suspended in mid-air and subjected to severe beatings. Subsequent information in late November indicated that Mao had been subjected to even more brutal treatment, with camp police binding her wrists and ankles with leather straps, and then pulling her limbs while demanding that she acknowledge wrongdoing. Although HRIC’s reports raised great concern in the international community, including the U.S. government and relevant UN bodies, Mao’s treatment in custody has not improved. Rather, RTL camp officials reportedly informed Mao just before the beginning of this year that higher-level officials had authorized an extension of her detention by three months. According the HRIC’s sources, neither Mao nor her family were allowed to examine the order authorizing this extension, nor was she informed of any recourse for appeal. In addition, sources told HRIC that when Mao refused to sign a document acknowledging thought reform, camp officials threatened to reduce her family visits and telephone privileges. “The recent increase in Mao’s sentence appears to be another sign of retrenchment by the Beijing government in regard to human rights issues,” said HRIC president Liu Qing. “The international community should step up its pressure on the Chinese government to follow fair procedure and to adhere to its international obligations, including those under the UN Convention against Torture and other Cruel, Inhuman or Degrading Treatment or Punishment, which China has ratified.”

CASO MARCELO À MODA DO PORTO

Transcrito, do TOMARPARTIDO.Não haja dúvidas que a campanha eleitoral já começou...CASO MARCELO À MODA DO PORTOlogoradiofestival.gifO jornalista Alfredo Barbosa acusou ontem a administração da nortenha Rádio Festival, onde é colaborador, de "perseguição e saneamento político". A denúncia foi feita depois do chefe de programação daquela estação ter recebido ordens para que a crónica diária"Independentemente" (da responsabilidade do jornalista desde Junho de 1998) não fosse difundida. Sem querer adiantar pormenores, Barbosa disse ao COMÉRCIO que iria, ainda esta semana, convocar uma conferência de imprensa para pôr a descoberto aquilo que considera ser "um caso Marcelo à moda do Porto": "tenho em mãos uma verdadeira bomba atómica que vai explodir quando tornar públicas as coisas que sei sobre o meu afastamento", esclareceu. Segundo o jornalista, o episódio terá começado na passada sexta-feira quando o proprietário da estação, Luís Montez, lhe telefonou para saber quem iria ser o próximo convidado do programa dominical de entrevistas "Voz do Norte" (igualmente da autoria do jornalista). Depois de Barbosa ter comunicado ao gestor que João Almeida Garrett (do partido de Manuel Monteiro, Nova Democracia) iria ser o entrevistado, Montez informou-o que aquela seria a última emissão do referido programa. O administrador terá acrescentado que "Independentemente" continuaria diariamente no ar e que pretendia reunir com Barbosa na próxima quarta-feira. O jornalista não desmente que na base da sua "liquidação", como referiu, podem estar as declarações "abrasivas" de Garrett no domingo. "Apesar de ser um entrevistador, sou inconveniente porque dou voz a pessoas que não têm oportunidade de falar", acrescentou. Barbosa, que até ontem à tarde não tinha recebido qualquer documento que formalizasse o seu afastamento, sublinhou ainda que iria explicar à cidade e ao país as "coisas gravíssimas que estão a ocorrer na Rádio Festival de Luís Montez": "Eu sei quem está a levar Montez a agir desta forma. Sei de onde vêm as pressões e vou dizer tudo", salientou depois de afirmar estar convencido das consequências políticas que advirão das suas revelações. Alfredo Barbosa é jornalista há 37 anos. Foi director de vários jornais desportivos e comentador em todas as rádios portuguesas. Este texto foi publicado na edição de hoje do Comércio do Porto e vem provar aquilo que eu tive ocasião de escrever na altura em que foi despoletado o caso de Marcelo Rebelo de Sousa.Como de trata de Alfredo e não de Marcelo, como se trata de Montez e não de Pais do Amaral, como se trata da Nova Democracia e não do PSD, não sei se o país e os comentadores se vão indignar tanto. Provavelmente Alfredo Barbosa, apesar da notícia ter saído hoje no jornal, ainda não foi chamado a Belém. Provavelmente a Alta Autoridade para a Comunicação Social ainda não chamou ninguém. Portas sempre dirá que é um assunto privado, amnésico que está do conteúdo e do significado da liberdade de imprensa. E assim vai andando a nossa democracia. Com censura, com pressão, com perseguições.Publicado por Jorge Ferreira

PLANÍCIE HERÓICA

Por que será que desta viagem quase ninguém fala?Aiô, aiô à China agora eu vou! Aiô, aiô!...E será que o Presidente foi lá falar sobre respeito dos Direitos Humanos? Duvido.

terça-feira, janeiro 11, 2005

SÃO JULIÃO

SAOJULIAO.jpgPRAIA DE SÃO JULIÃO - ERICEIRA - 2004

LIVRO DE HORAS - MIGUEL TORGA

Aqui, diante de mim,eu, pecador, me confessode ser assim como sou.Me confesso o bom e o mauque vão ao leme da naunesta deriva em que vou.Me confessopossessode virtudes teologais,que são três,e dos pecados mortais,que são sete,quando a terra não repeteque são mais.Me confessoo dono das minhas horas.O das facadas cegas e raivosas,e o das ternuras lúcidas e mansas.E de ser de qualquer modoandançasdo mesmo todo.Me confesso de ser charcoe luar de charco, à mistura.De ser a corda do arcoque atira setas acimae abaixo da minha altura.Me confesso de ser tudoque possa nascer em mim.De ter raízes no chãodesta minha condição.Me confesso de Abel e de Caim.Me confesso de ser Homem.De ser o anjo caídodo tal céu que Deus governa;De ser o monstro saídodo buraco mais fundo da caverna.Me confesso de ser eu.Eu, tal e qual como vimpara dizer que sou euaqui, diante de mim!Miguel Torga

segunda-feira, janeiro 10, 2005

SÓ VALE A PENA VOTAR SE FOR PARA MUDAR

Não, não é um apelo à abstenção!O Presidente da República veio esta semana que passou defender alterações ao sistema eleitoral, de uma forma vaga e pouco clara. Falou em mudanças do sistema eleitoral de forma a facilitar a criação de maiorias (sem indicar como), aflorou a hipótese das legislaturas passarem a ter duração de cinco anos e os mandatos presidenciais serem únicos e por sete anos. Tudo muito vago, mas o suficiente para a maioria dos partidos terem logo rejeitado a ideia. Mesmo o PS que se mostrou favorável, fê-lo provavelmente apenas por a proposta vir de quem veio…É claro que os partidos actualmente predominantes não querem mudanças, por isso mesmo, com PSD ou PS o essencial mantem-se.Ambos são responsáveis pelos muitos defeitos do actual sistema e ambos defendem a manutenção do “status quo”.O actual sistema está esgotado; é preciso mudá-lo! E mudá-lo de alto a baixo; não é com mezinhas e pequenas alterações que se consegue a mudança que é necessária.A classe política que nos governa lançou Portugal num pantanal. São cada vez mais os que dizem que se não estivéssemos na União Europeia já teria acontecido um golpe de Estado! Também começam a ser cada vez mais os que defendem uma mudança de regime.Mas mudar, como?Muito simples, começando por criar condições para a mudança efectiva dos membros da classe política e dando a indicação clara aos votantes de que há vontade de alterar o estado actual.Em primeiro lugar, extinguindo metade dos actuais cargos políticos. Portugal tem cargos políticos a mais. Em muitos deles os eleitos servem apenas para fazer número, não cumprindo mínimos de participação efectiva. Quantos e quantos deputados não chegam ao fim de uma legislatura sem terem aberto a boca, sem terem apresentado um projecto que seja? E nas Câmara Municipais, nas Assembleias, nas Juntas de Freguesia? Também a nível de Governo defendemos essa diminuição – apenas dez ministérios.Em segundo lugar, uma alteração do sistema de governo, através da introdução do presidencialismo enquanto forma de governo capaz de acabar com os equívocos decorrentes da solução semi - presidencial e enquanto garante da verdadeira independência política, no quadro da União Europeia.Em terceiro, a limitação a dois mandatos seguidos para todos os cargos de eleição. Os políticos portugueses tendem a eternizar-se nos cargos para que foram eleitos, não havendo renovação da classe política, com todos os inconvenientes que estão à vista. É desejável que 'entrem' para a política cidadãos que não façam desta a sua profissão. Tal só será possível com a limitação de mandatos.Em quarto, a criação de Círculos Eleitorais Uninominais, com possibilidade de candidaturas independentes. É absolutamente necessária uma maior proximidade entre eleitores e eleitos. Actualmente vota-se em partidos, não sabendo o eleitor as pessoas que está a escolher. Com círculos uninominais, cada candidato tem nome!Em quinto lugar, o fim da Imunidade Parlamentar nos actuais moldes. Não faz nenhum sentido que quem seja deputado se escude nessa função para não responder por actos praticados fora do Parlamento. A imunidade existente só serve para piorar a imagem que os políticos têm e para levar para a política pessoas com menos escrúpulos. A Imunidade Parlamentar não pode significar impunidade (quase) absoluta, como acontece actualmente!Termino exactamente como comecei:SÓ VALE A PENA VOTAR SE FOR PARA MUDAR

domingo, janeiro 09, 2005

OSWALDO PAYÁ : LA CAUSA DE CUBA NO DEPENDE DEL APOYO EXTERNO

via: CUBANET Telemundo 51, 4 de enero de 2005.LA HABANA -- La lucha de los disidentes por cambiar el sistema en Cuba es independiente del apoyo de otros países, aseguró el opositor Oswaldo Payá, y negó que un relajamiento de las sanciones europeas para mejorar los nexos con el gobierno isleño vaya a afectar su causa.paya_sardinas.jpgPayá, líder el Proyecto Varela --una campaña de recolección de firmas para convocar a un plebiscito-- no se mostró preocupado por una propuesta de la Unión Europea para dejar de convocar a los activistas a sus recepciones a fin de mejorar sus vínculos con la isla."La UE tomó la decisión de invitarnos como expresión de solidaridad con el pueblo de Cuba, como gesto de disgusto por la detención de nuestros 75 hermanos", recordó Payá en entrevista con la AP. El bloque sancionó a Cuba luego del encarcelamiento de los disidentes en marzo del 2003 y comenzó a invitar a los activistas a sus cocteles, una práctica que irritó al gobierno de Fidel Castro.Según La Habana, los disidentes son "mercenarios" orientados desde Estados Unidos para destruir la revolución. La denuncia fue rechazada por los inculpados y por funcionarios norteamericanos."Creo que en la UE existe la voluntad de contribuir... para que se realicen los cambios hacia la democracia (en Cuba)", agregó Payá.El lunes las autoridades cubanas reanudaron los contactos oficiales --suspendidos como reacción-- con algunos países del bloque, tras la propuesta de un comité del viejo continente de suspender las invitaciones de disidentes."Nosotros hemos expresado claramente que los cambios en Cuba dependen de nosotros, del pueblo de Cuba, que son imparables", dijo Payá para quien la UE debería responder moralmente por dejar de lado a los disidentes.

sábado, janeiro 08, 2005

RECEITA DE ANO NOVO...

Enviado pela Suzana Barreto:RECEITA DE PERU COM WHISKY Ingredientes:1 garrafa de whisky - do bom, é claro!!1 peru de aproximadamente 5 KgSal, pimenta e molho verde a gosto350 ml de azeite extra-virgem500 g de bacon em fatiasNozes moídas Modo de Preparar: Servir-se de uma boa dose (dupla) de whisky para iniciarEnvolver o peru no bacon e temperá-lo com sal, pimenta e molho verde a gosto.Massajá-lo com azeite.Pré-aquecer o forno durante aprox. 10 minutos.Volte a encher o copo de whisky enquanto aguarda.Colocar o peru numa assadeira grande.Sirva-se de mais duas doses de whisky.Ajustar o terbostato na marca 3, e, debois de uns binte bidutos, bonha para assassinar. Digu, assar a ave.Beber bais uba dose de whisky.Debois de beia hora, formar a baertura e controlar a asssadura do pato.Tentar zentar na gadeira, zervir-se de uooooootra dose boa de whisky.Gozer (?), gosturar(?), gozinhar (?), sei lá, f***-se o beru.Deixááár o vilho da buta no vorno bor ubas 4 horas.Tentar tirar a berda do beru de lá.Bandar bais uba boa dose de whisky pa dentro,Dendar nobabente tirar o cabrããão do beru do vorno, borgue na bribeira denndadiiiva dãão deeeeeeeuuuu.Begar o beru que gaiu no jão, e enjugar o vilho da buta gom o bano de limparrr o jão e gologá-lo duba pandeja ou galguer outra borra, bois, avinal, vozê nem gossssssssta buito dessa berda de beru. Bronto!

sexta-feira, janeiro 07, 2005

3% !

3% de crescimento da economia, é uma das primeiras promessas de José Sócrates.Fico à espera das próximas, mas posso sugerir, por exemplo:Diminuir o desempregoAumentar os ordenadosDiminuir a inflaçãoBaixar os impostosDiminuir as taxas de juroAcabar com o déficeColocar Portugal na frente da EuropaAcabar com a secaTudo isto, claro, simultaneamente...PROMETER É FÁCIL!

TÃO DIFERENTES, TÃO IGUAIS....

Durão Barroso só aceitou dois debates na última campanha eleitoral: um contra o líder do principal opositor, outro com todos os candidatos de partidos com assento parlamentar.José Sócrates só aceita dois debates nesta campanha eleitoral: um contra o líder do principal opositor, outro com todos os candidatos de partidos com assento parlamentar.TÃO DIFERENTES, TÃO IGUAIS....

100 MILHÕES DE EUROS DE INCOMPETÊNCIA!

Será que alguma vez o tal relatório da Inspecção Geral de Finanças ao processo de colocação de professores será publicado no site desta?E por esta centena de milhões de euros detectada, quantas terão escapado? Para mim é muito claro que se houvesse uma gestão rigorosa dos dinheiros públicos (como não houve neste e em muitos outros casos...) o défice estaria bem mais baixo e não seriam necessárias receitas extraordinárias.Mas como não há responsabilização e a culpa acaba sempre por morrer solteira...O Independente - O que a ministra ocultou - pdf

SINTOMÁTICO!

Sindicatos e Confederações Patronais chegam a acordo, sem intervenção do Governo....Isto só vem provar que o papel do Governo (qualquer um...) deve ser supletivo. (via: Lusa)Concertação: Patrões e sindicatos assinam hoje acordo contratação colectivaAs confederações patronais e sindicais assinam hoje um acordo bilateral inédito que tem como objectivo desbloquear e dinamizar a contratação colectiva.No acordo, ultimado terça-feira pelas confederações com assento na comissão permanente de concertação social, os parceiros sociais comprometem-se a apoiar o decurso normal dos processos negociais, sem prejuízo da autonomia negocial das organizações directamente envolvidas nos processos de contratação colectiva.As confederações subscritoras entendem que devem ser considerados na contratação colectiva conteúdos especialmente importantes de natureza específica, com vista a aumentar a qualificação dos trabalhadores, a inovação, a produtividade e a melhorar as condições de trabalho.Além destas medidas, os parceiros sociais aproveitam para reivindicar a criação de um Centro de Relações de Trabalho de iniciativa e composição tripartida.RRA/TSM.