domingo, novembro 10, 2013

OS DESMANDOS DO PARTIDO SOCIALISTA NA CÂMARA DE TOMAR, À CONTA DO ERÁRIO PÚBLICO




 

Os eleitores de Tomar decidiram recentemente eleger o Partido Socialista para a Câmara Municipal. Até aqui tudo bem... 

E quais são algumas das primeiras decisões da presidente eleita, quando haveria tantos problemas para resolver e onde gastar dinheiro?... 

Contratar o marido/companheiro ou lá o que é, para assessor - PAGA, CONTRIBUINTE  

Despedir quatro altos funcionários da Câmara, presumivelmente por falta de confiança política (devem ser militantes do PSD...) e todos com direito a indemnizações - PAGA, CONTRIBUINTE  

E dentro da política de geração de emprego deste partido, já se fala que os quatro despedidos serão substituídos por, pelo menos, meia dúzia de novos altos funcionários - PAGA CONTRIBUINTE  

Foi essencialmente por este tipo de "política" que o PS já chamou três vezes o FMI. Mas está visto que não têm emenda!

sábado, outubro 19, 2013

A INDIGNAÇÃO DO MOMENTO

O facto de alguns estrangeiros constatarem que se o Tribunal Constitucional chumbar algumas medidas do orçamento, estamos lixados, tem sido alvo de grande controvérsia e escândalo por parte de alguns.


 


Talvez devessem ter pensado nisso antes de esbanjar dinheiro de forma irresponsável e fomentando a corrupção.


 


E se pensam assim, nunca deveriam ter aceite a seguinte frase do memorando que subscreveram com a troika: "Se os objectivos não forem cumpridos ou for expectável o seu não cumprimento, serão adoptadas medidas adicionais."


 


Agora é tarde para se queixarem!

quarta-feira, setembro 18, 2013

A notícia que todos os jornais de Lisboa omitiram


 


http://www.jornalacores9.net/nacional/plataforma-de-cidadania-quer-que-candidatos-a-lisboa-opinem-sobre-swap/


 


 


“Plataforma de Cidadania” quer que candidatos a Lisboa opinem sobre ‘swap’


O candidato da coligação “Plataforma de Cidadania” à Câmara de Lisboa, Nuno Correia da Silva, desafiou hoje os outros candidatos à capital a pronunciarem-se sobre os contratos ‘swap’ firmados pelo Metropolitano e pela Carris


 


“Desafio todos os candidatos à Câmara de Lisboa a manifestarem a sua opinião acerca dos ‘swap’ contratualizados pelo Metro de Lisboa e pela Carris. Além de serem ruinosos, são nulos, pois os seus gestores não tinham competências para fazer este tipo de contratos”, disse à agência Lusa Nuno Correia da Silva, que encabeça a lista do movimento que junta os partidos Popular Monárquico (PPM), Portugal Pró Vida (PPV) e Nova Democracia (PND).


 


O candidato da “Plataforma de Cidadania” acrescentou, durante uma ação de campanha junto à estação do metro de Telheiras, que a empresa negociou contratos ‘swap’ no valor “irracional de 1.500 milhões de euros”, enquanto a Carris “firmou contratos de 100 milhões de euros”.


Para Nuno Correia da Silva, os ‘swap’ contratualizados pelas duas empresas de transportes públicos de Lisboa “serviram para satisfazer interesses estranhos e não as pessoas”. Apesar de surgirem notícias sobre a alegada destruição de documentação relativa a este assunto, o candidato pede para que “sejam apuradas responsabilidades”.


 


Nuno Correia da Silva defendeu ainda a “municipalização” do Metropolitano de Lisboa e da Carris, considerando que a gestão das duas empresas devia passar para a alçada da câmara lisboeta.


 


Em relação aos resultados e às expectativas para as eleições autárquicas de 29 de setembro, o cabeça de lista espera eleger elementos “em todas as assembleias municipais e freguesias”.


 


O candidato disse ainda ter “fortes esperanças” de que o movimento “ganhe as freguesias de Arroios e Belém”.

quarta-feira, agosto 14, 2013

Plataforma de Cidadania defende que a requalificação deve incidir sobre quem entrou por via partidária


 

A Plataforma de Cidadania defende que o sistema de requalificação só deve incidir sobre os funcionários públicos que entraram por via partidária. Esta coligação, que concorre à câmara de Lisboa pediu hoje ao Provedor de Justiça que intervenha no sentido de impedir que seja dispensado quem entrou por concurso público.

sexta-feira, agosto 09, 2013

PETIÇÃO Auditoria aos ingressos na Função Pública e suspensão do regime de mobilidade

Auditoria a todos os ingressos na função pública e suspensão da aplicação do regime da mobilidade até serem apuradas todas as irregularidades.


1. Considerando que nos últimos 25 anos o número de funcionários públicos aumentou cerca de 65%, correspondendo a mais 300.000 funcionários.

 2. Considerando que a admissão na função pública está regulada e exige que seja feita por concurso público (Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, Artigos 50.º a 54.º e Portaria n.º 83-A/2009, de 22 de Janeiro, alterada pela Portaria n.º 145-A/2011, de 6 de Abril)

3. Considerando que no mesmo período o número de concursos públicos corresponde, aproximadamente, a apenas 25% dos funcionários admitidos;

4. Considerando que está assumido, pelo actual Governo e pelos partidos que o suportam, que irá ser aplicado o regime de mobilidade que conduzirá ao despedimento de milhares de funcionários;

5. Considerando que o regime de mobilidade no modelo proposto não considera o processo de ingresso dos funcionários, permitindo, por isso, abrir uma gigantesca porta á injustiça ao permitir que sejam dispensados funcionários regularmente admitidos em benefício de funcionários admitidos sem concurso;

A Plataforma de Cidadania, movimento que suporta candidaturas a todos os órgãos autárquicos de Lisboa, lança esta petição para travar uma das maiores injustiças da nossa história recente. O apuramento que se solicita é, talvez, um processo trabalhoso mas é simples, basta fazer a correspondência entre a data de admissão de cada funcionário e a data dos concursos públicos efectuados. Acreditamos que este procedimento servirá a justiça e honrará o Estado de Direito, os partidos do arco da irresponsabilidade colocaram milhares de amigos por processos irregulares e, agora que o orçamento não chega para todos, preparam-se para fazer sair quem entrou regularmente. É tempo de dizer basta a tanta injustiça. É na indiferença que a injustiça encontra o seu alimento, contamos, por isso com o seu apoio, assine e divulgue esta petição


PLATAFORMA DE CIDADANIA

quarta-feira, julho 24, 2013

VALHA-NOS A TROIKA!

Valha-nos a Troika para limitar as negociatas, que nesta remodelação quem o tentava fazer foi posto a andar. E substituído por indivíduos capazes de vender a mãe por um cêntimo!

sábado, abril 06, 2013

E AGORA?

Aumento de impostos?


 


Despedimento de milhares de funcionários públicos?


 


Segundo resgate?


 


Partido Socialista no governo?


 


Palpita-me que vai ser tudo isto!


 


 


Οι Έλληνες θα μας δει!


 


 

sexta-feira, março 29, 2013

A verdade sobre a Lei 9/2007


 

Dado que o Partido Socialista mais uma vez foge às suas responsabilidades, tem muitos idiotas úteis a ajudar e conta com a habitual indigência da maioria dos jornalistas, convém relembrar este extracto do Diário da Assembleia da República de 12/1/2007, relativo à sessão da véspera, onde foi votada a Lei que agora permite a reintegração de Silva Carvalho:


 


Srs. Deputados, vamos proceder à votação final global do texto final, apresentado pela Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, relativo à proposta de lei n.º 83/X — Estabelece a orgânica do Secretário-Geral do Sistema de Informações da República Portuguesa, do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) e do Serviço de Informações de Segurança (SIS) e revoga o Decreto-Lei n.º 225/85, de 4 de Junho, e o Decreto-Lei n.º 254/95, de 30 de Setembro.


 


Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PSD e do CDS-PP e votos contra do PCP, do BE e de Os Verdes.


 


E só mais um pormenor: O Governo da altura, era do Partido Socialista.


 

quinta-feira, março 28, 2013

SIMPLESMENTE BRILHANTE!


 


Brilhante a prestação televisiva de ontem do corrupto que levou o país para a bancarrota. Da forma como se defende, mentindo, omitindo e falseando os factos, vai acabar branqueado em muito pouco tempo! Reforcei as duas certezas que já tinha:


 


1. No dia em que o trafulha quiser o Seguro perde o lugar


 


2. O burro sábio povo português na primeira oportunidade elege-o para qualquer cargo de irresponsabilidade


 

quarta-feira, março 27, 2013

10º aniversário

O Fumaças faz hoje dez anos!


 


 



 


 


Dez anos de altos e baixos, como tudo na vida. Fases de muitos posts, fases com poucos...


 


A disponibilidade para escrever tem sido pouca ultimamente, mas tenho tentado publicar coisas com um mínimo de regularidade. Infelizmente tem sido impossível retomar o ritmo inicial como bem gostaria.


 


Um abraço para todos os que me têm acompanhado ao longo destes anos, mas em especial para o Paulo Querido que teve um papel importante na existência deste blog. E a saudade do Jorge, que noutra fase me incentivou a continuar.


 


Sem desprimor para todos os outros, repito aqui o meu antigo Quadro de Honra, que nunca mais foi actualizado:



100nada


A barbearia do senhor Luís


Água Lisa (6)


A Origem das Espécies


HERDEIRO DE AÉCIO


MAIS ACTUAL


Certamente!


O Insurgente


O JUMENTO


outsider


Rua da Judiaria


Sobre o tempo que passa


TOMAR PARTIDO

terça-feira, março 26, 2013

VIRIDIANA

Outro dia chamaram-me a atenção para uma edição da revista espanhola Hola, onde estava uma reportagem sobre a ida de um casal da sociedade madrilena ao restaurante Viridiana.


 


Foi motivo para reflexão, dado que lá jantei há uns dez anos atrás, tendo sido um dos primeiros posts deste blog: Viridiana


 


E voltei a escrever recentemente no meu blog em castelhano, "Epicurista": Restaurante Viridiana - Madrid 


 



 

Mas voltando à reflexão que essa reportagem provocou, foi simplesmente a seguinte constatação: Há dez anos atrás e com um ordenado uns 15% abaixo do actual, eu era rico e podia volta e meia frequentar restaurantes destes. Actualmente e graças aos senhores de PS, PSD e CDS que nos últimos anos implementaram o socialismo em Portugal, o meu poder de compra caíu drásticamente e é-me impossivel ir a um restaurante destes!

segunda-feira, março 25, 2013

Artigo de Juan Torres López censurado pelo El País

Censura no El País....




 


"Es muy significativo que habitualmente se hable de “castigo” para referirse a las medidas que Merkel y sus ministros imponen a los países más afectados por la crisis.



 



Dicen a sus compatriotas que tienen que castigar nuestra irresponsabilidad para que nuestro despilfarro y nuestras deudas no los paguen ahora los alemanes. Pero el razonamiento es falso pues los irresponsables no han sido los pueblos a los que Merkel se empeña en castigar sino los bancos alemanes a quienes protege y los de otros países a los que prestaron, ellos sí con irresponsabilidad, para obtener ganancias multimillonarias.

Los grandes grupos económicos europeos consiguieron establecer un modelo de unión monetaria muy imperfecto y asimétrico que enseguida reprodujo y agrandó las desigualdades originales entre las economías que la integraban. Además, gracias a su enorme capacidad inversora y al gran poder de sus gobiernos las grandes compañías del norte lograron quedarse con gran cantidad de empresas e incluso sectores enteros de los países de la periferia, como España. Eso provocó grandes déficit comerciales en éstos últimos y superávit sobre todo en Alemania y en menor medida en otros países.

Paralelamente, las políticas de los sucesivos gobiernos alemanes concentraron aún más la renta en la cima de la pirámide social, lo que aumentó su ya alto nivel de ahorro. De 1998 a 2008 la riqueza del 10% más rico de Alemania pasó del 45% al 53% del total, la del 40% siguiente del 46% al 40% y la del 50% más pobre del 4% al 1%.

Esas circunstancias pusieron a disposición de los bancos alemanes ingentes cantidades de dinero. Pero en lugar de dedicarlo a mejorar el mercado interno alemán y la situación de los niveles de renta más bajos, lo usaron (unos 704.000 millones de euros hasta 2009, según el Banco Internacional de Pagos) para financiar la deuda de los bancos irlandeses, la burbuja inmobiliaria española, el endeudamiento de las empresas griegas o para especular, lo que hizo que la deuda privada en la periferia europea se disparase y que los bancos alemanes se cargaran de activos tóxicos (900.000 millones de euros en 2009).

Al estallar la crisis se resintieron gravemente pero consiguieron que su insolvencia, en lugar de manifestarse como el resultado de su gran imprudencia e irresponsabilidad (a la que nunca se refiere Merkel), se presentara como el resultado del despilfarro y de la deuda pública de los países donde estaban los bancos a quienes habían prestado. Los alemanes retiraron rápidamente su dinero de estos países, pero la deuda quedaba en los balances de los bancos deudores. Merkel se erigió en la defensora de los banqueros alemanes y para ayudarles puso en marcha dos estrategias. Una, los rescates, que vendieron como si estuvieran dirigidos a salvar a los países, pero que en realidad consisten en darle a los gobiernos dinero en préstamos que pagan los pueblos para traspasarlo a los bancos nacionales para que éstos se recuperen cuanto antes y paguen enseguida a los alemanes. Otra, impedir que el BCE cortase de raíz los ataques especulativos contra la deuda de la periferia para que al subir las primas de riesgo de los demás bajara el coste con que se financia Alemania.

Merkel, como Hitler, ha declarado la guerra al resto de Europa, ahora para garantizarse su espacio vital económico. Nos castiga para proteger a sus grandes empresas y bancos y también para ocultar ante su electorado la vergüenza de un modelo que ha hecho que el nivel de pobreza en su país sea el más alto de los últimos 20 años, que el 25% de sus empleados gane menos de 9,15 euros/hora, o que a la mitad de su población le corresponda, como he dicho, un miserable 1% de toda la riqueza nacional.

La tragedia es la enorme connivencia entre los intereses financieros paneuropeos que dominan a nuestros gobiernos, y que estos, en lugar de defendernos con patriotismo y dignidad, nos traicionen para actuar como meras comparsas de Merkel."

domingo, março 24, 2013

ÁLVARO DE CAMPOS - Aniversário

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui --- ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça,
com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado---,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa, No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...


Álvaro de Campos

segunda-feira, março 18, 2013

UMA EUROPA DE LADRÕES

No resgate a Chipre acentua-se o que já se tornou norma nesta europa: os banqueiros cipriotas e o Estado não são penalizados por todas as asneiras feitas. Os accionistas desses bancos nada perdem - quem paga a conta são os depositantes! E o Estado poderá continuar a gastar de forma despesista como tem feito até agora.


 


E contra a Directiva que garante depósitos até 100 mil euros (que pelos visto só serve para alguns), os miseráveis dirigentes europeus que temos, impõem aos depositantes cipriotas um imposto sobre os seus depósitos! E isto, independentemente do banco onde tenham conta, quer seja bem ou mal gerido!


 


Este caso, não augura nada de bom para a união bancária que nos querem impor!


 


CHEGOU A HORA DE EQUACIONAR A SAÍDA DE PORTUGAL DESTA EUROPA


 



 


 

sexta-feira, março 08, 2013

Na morte de um tirano

Na morte de um tirano,


 


Muitos fizeram por esquecer que os petrodólares recebidos pela Venezuela deveriam ter proporcionado maior conforto ao povo e isso não aconteceu, por má aplicação dessas  verbas e por corrupção;


 


Muitos omitiram que actualmente na Venezuela a Liberdade de Expressão é quase inexistente, tendo sido calados todos os meios de comunicação que ousavam afrontar o ditador;


 


Muitos fizeram de conta que desconheciam que milhares de cidadãos foram espoliados das suas empresas, por nacionalização das mesmas. E em muitos casos PME’s, como padarias ou pequenos supermercados;


 


Muitos calaram a existência de milhares de presos políticos, muitos deles detidos de forma arbitraria;


 


Muitos difundiram a propaganda oficial do regime, mas a realidade é que nos últimos catorze anos a pobreza e a insegurança aumentaram exponencialmente na Venezuela.


 


Tanta hipocrisia!

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

ANTÓNIO JOSÉ SEGURO JÁ PEDIU DESCULPAS AOS PORTUGUESES?


 


António José Seguro já pediu desculpas aos portugueses por o seu partido ter chamado três vezes o FMI e por ter assinado um memorando com a troika que permite aos credores do país exigirem tudo e mais alguma coisa?


 


Se os objectivos não forem cumpridos ou for expectável o seu não cumprimento, serão adoptadas medidas adicionais.

sábado, janeiro 26, 2013

TUDO BOA GENTE!

Foram indiciados por erro e naturalmente ilibados de todas as suspeitas!


 



 



Amadora. Ex-director de urbanismo tinha 77 mil euros em casa mas indícios de corrupção foram arquivados



    Por Sílvia Caneco, publicado em 25 Jan 2013 - 03:10 |  Actualizado há 1 dia 7 horas 







Na casa do director do urbanismo foram encontrados mais de 72 mil euros em dinheiro vivo, mas suspeitas de corrupção foram arquivadas pelo DCIAP


 


O presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, e José Silvério, construtor civil que foi mandatário das suas campanhas para a autarquia, falaram ao telefone sobre a entrega de cheques como contrapartida para a câmara aprovar, como pedia Silvério, a construção da Urbanização do Neudel, na freguesia da Damaia. As escutas telefónicas foram transcritas para o processo que investigava desde 2002 suspeitas de corrupção entre funcionários da Câmara da Amadora e construtores civis. Raposo também terá pedido bilhetes para os jogos do Euro 2004 a Paulo e José Guilherme, dois construtores que procuravam licenciar a Urbanização da Vila Chã, também sob suspeita. Mas o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) não conseguiu apurar se os bilhetes para os jogos foram ou não uma contrapartida material pela aprovação do empreendimento, em 2002.


 


Além disso, na casa de António Clemente da Silva, arquitecto que então dirigia o Departamento de Administração Urbanística da autarquia e outro dos arguidos do processo, foi encontrado um documento que sugere que este “recebeu dinheiro de Jorge Silvério” e ainda “uma avultada quantia de dinheiro” – 72 250 euros e mais mil contos (ou seja, mais cinco mil euros) - que os investigadores suspeitam estar ligada à aprovação da urbanização Moinho da Vila Chã. Isto porque foram encontrados na Pauguifer, sociedade de construções de que Paulo Guilherme era sócio, um documento que assinalava “gratificações arquitecto Clemente” respeitante à emissão de dois cheques, em Agosto e Setembro de 2000, ambos no valor de 500 contos. O dinheiro nunca foi transferido directamente para a conta de Clemente da Silva. Os dois cheques foram levantados, mas por pessoa cuja identidade não se conseguiu apurar.


 


Apesar de todos estes indícios, as suspeitas de corrupção passiva, prevaricação e abuso de poder que caíam sobre o presidente da Câmara da Amadora e outros funcionários da autarquia, e as suspeitas de corrupção activa que recaíam sobre alguns empreiteiros da Grrande Lisboa,acabaram arquivadas a 22 de Dezembro do ano passado. No despacho final de encerramento de inquérito, a que o i teve acesso, os procuradores do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) Antonieta Borges e Ricardo Matos sustentam que “nos casos em apreço não se reuniram elementos suficientes para que, legitimamente” fosse possível “imputar a prática dos assinalados crimes a cada um dos nomeados arguidos”.


 


Ou seja, apesar de ter ficado provado que “Joaquim Raposo e António Clemente da Silva exararam despachos e informações cujo teor se não conformava com o Plano Director Municipal (PDM) da Amadora, nem com regime legal aplicável, determinando a aprovação” de projectos de loteamento “contendo situações ilegais”, como o do Neudel ou o de Vila Chã, não foram encontrados indícios suficientes que mostrassem “a existência de um acordo que tenha definido a entrega de bens e valores” aos responsáveis da Câmara da Amadora “como compensação pelos actos que os mesmos praticaram no âmbito das suas intervenções no licenciamento” daqueles projectos. Resumindo: os seus actos “objectivamente são violadores da lei” mas os investigadores não conseguiram concluir se foram praticados em troca de contrapartidas.


 


Ao longo da investigação ¬– que começou com uma denúncia, e continuou com buscas, escutas telefónicas e vigilâncias – chegou-se à conclusão, por exemplo, de que Raposo e Clemente da Silva tiveram vários encontros com os dois contrutores Paulo e José Guilherme. E que esses encontros coincidiam no tempo com os requerimentos apresentados pela sociedade que os dois empreiteiros geriam. Mas não ficou demonstrado “de forma suficiente, que tais encontros tivessem, efectiva e materialmente, visado um conluio” para que os projectos fossem aprovados. Da mesma maneira, também não ficou “suficientemente” provado que os bilhetes de futebol para um jogo Benfica-Sporting, o Portugal-Espanha do Euro 2004 e o jogo da final desse mesmo campeonato europeu, pedidos por Raposo, fossem “uma compensação”.


 


As suspeitas começaram a ser investigadas em 2001, depois de uma denúncia, e continuou com a intercepção de comunicações telefónicas. Ao todo, foram constituídos 24 arguidos, entre funcionários da Câmara Municipal da Amadora, construtores civis e responsáveis da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo. Entre 2004 e 2005, a Polícia Judiciária fez várias buscas nas residências e gabinetes de Joaquim Raposo, vereadores e empresários da construção civil do concelho e apreendeu computadores e documentos.