quarta-feira, junho 30, 2004

E VENHA O PRÓXIMO!

A laranja mecânica, já era....PORT_HOL.jpg

EUROPA NA CAUDA....

Para animar as hostes, um pouco de humor:(Enviado por Paula Morgado)Se Durão Barroso aproveitar o facto de ocupar a presidência da Comissão Europeia para fazer pela Europa o mesmo que fez pelo país, há uma forte hipótese de, dentro de pouco tempo, a Europa estar na cauda de Portugal.(Autoria: Ricardo Araújo Pereira)

PONTO FINAL - AFONSO CAUTELA

Não, não estou doente,não preciso de escolta,os rins funcionam, felizmente,ou por morrer também se paga multa?Não preciso de nada,estou em ordem,despeçam-se de mim à bofetadae passem muito bem.Deixem-me dormir que tenho fomee sede e sono,o meu corpo bebe e comedor e abandono.Já tenho fato,metam-no na caixa,não esqueçam de pôr lutoe nos sapatos, graixa.Afonso Cautela

terça-feira, junho 29, 2004

FOI HÁ QUASE UM ANO ATRÁS....

Muito bem relembrado pelo meu amigo Nuno Moreira de Almeida, no seu arte de OPINAR! </a>:
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Muito bem relembrado pelo meu amigo Nuno Moreira de Almeida, no seu <b>arte de OPINAR!</b> </a>:<img src="http://fumacas.weblog.com.pt/arquivo/ND_C_MM07.jpg"" width="445" height="334">Afirmava Manuel Monteiro ao Correio da Manhã, em 28 de Agosto do ano passado:<b>CM</b> - Também considera a coligação PSD/CDS contra natura?<b>Manuel Monteiro </b>- A coligação foi fruto de umas eleições em que as pessoas não se sentiram minimamente motivadas. Começou por ser necessária, embora em muitas circunstâncias contra naturam, mas que hoje não é. O que temos agora não são dois partidos mas um único grupo político que Governa. Acho que o CDS e o PSD estão a caminhar para uma diluição consciente, legítima. <b>Existe um governo liderado por Durão Barroso com uma chefia partilhada entre Pedro Santana Lopes e Paulo Portas. É uma situação que a seu tempo se resolverá. Estou convencido de que Pedro Santana Lopes e Paulo Portas já falaram muito sobre o assunto e já decidiram há muito qual o destino a dar a Durão Barroso quando ele deixar de ser útil.</b>

EXPRESSO

Banco Espírito Santo Corta Publicidade ao grupo Impresa Acho que vou passar a comprar dez exemplares do Expresso, por semana.Já é a segunda vez que me apercebo de atitudes destas do Expresso. Os meus parabéns por ainda haver quem tenha coluna vertebral! É que sei de outros jornais que não colocam determinadas notícias porque podem perder patrocínios.Parabéns, Dr. Balsemão!(Texto completo em anexo)Banco Espírito Santo Corta Publicidade Por JOÃO MANUEL ROCHA E PAULO MIGUEL MADEIRASábado, 26 de Junho de 2004 ao grupo Impresa O Banco Espírito Santo (BES) cortou campanhas de publicidade ao conjunto de meios e títulos do grupo Impresa, que inclui o "Expresso", a revista "Visão" e a SIC. O corte de publicidade, cuja dimensão não foi possível precisar com rigor, representa um rombo de "largos milhares de euros" para o grupo. O motivo próximo para a decisão da entidade bancária foi o tratamento jornalístico dado pelo semanário ao processo de privatização da Galp, designadamente vários textos que se interrogavam sobre a qualidade da proposta do grupo norte-americano Carlyle. O que mais terá incomodado o presidente do banco, Ricardo Salgado, foi um comentário do editor de Economia, Jorge Fiel, intitulado "O amigo americano" e publicado no final de Abril. Nele, o jornalista questionava o patriotismo da participação do BES na candidatura do Carlyle à privatização da Galp, sugerindo que se estava a prestar aos interesses norte-americanos. Ricardo Salgado escreveu ao presidente da Impresa, Pinto Balsemão, queixando-se do texto e invocando um parecer jurídico em que se argumentava que expressões usadas pelo jornalista podiam ser ofensivas, deixando antever um possível recurso aos tribunais. Na resposta, também por escrito, Pinto Balsemão alegou que o texto em causa se tratava de matéria de opinião, logo vinculando apenas o seu autor. A reacção do "patrão" do grupo de "media" foi considerada por elementos do BES como agreste. E terá sido o próprio Ricardo Salgado a anunciar a Balsemão, por telefone, que ia cortar a publicidade a todo o grupo. Poucos dias depois, no final do mês de Maio, a Impresa foi informada da medida. O semanário continua a publicar na primeira página do seu caderno principal, por cima do logotipo, uma tarja do BES alusiva à selecção de futebol e, no caderno de Economia, um anúncio sobre fundos. Mas o grosso das suas campanhas desapareceu do semanário. E o jornal já terá tido indicações de que o anúncio de primeira página poderia ser retirado. Questionado pelo PÚBLICO, o director do jornal, José António Saraiva, disse, por correio electrónico, que as relações entre um anunciante do "Expresso" e o próprio jornal são "matéria confidencial". "O 'Expresso', como órgão de comunicação, tem uma relação aberta e disponível com todos os agentes da sociedade, sejam políticos, económicos, desportivos, ou outros. Manteremos esta atitude mesmo em relação àqueles que, episodicamente, possam sentir-se melindrados com matéria jornalística publicada por nós. Os anunciantes estão no seu direito de anunciar ou não no 'Expresso'. Mas isso não nos levará a modificar a relação com eles", acrescentou. As duas entidades mantinham um bom relacionamento. Há cerca de dois anos, quando o grupo de "media" passou por dificuldades financeiras, teve no BES um dos seus apoios. A instituição bancária disse ontem ao PÚBLICO, através do seu gabinete de comunicação, que "não comenta o seu investimento publicitário em cada um dos grupos de comunicação social". E acrescentou que "não se intromete na política editorial dos jornais. De nenhum jornal". Por seu lado, a Impresa destaca que "não consegue ver em que medida" esta retaliação comercial do BES afecta as suas contas. O caso que envolve o BES e o o "Expresso" não é inédito. Fonte do jornal afirmou ao PÚBLICO que, há mais de dois anos, quando diversos administradores do BCP abandonaram a entidade, o banco de Jardim Gonçalves considerou que estava a ser vítima de uma campanha e cortou igualmente a publicidade a publicações da Impresa durante alguns meses. A Carlyle foi entretanto afastada do processo de privatização da Galp. Mantêm-se na corrida o grupo Mello e a Petrocer - cujo núcleo é a Viacer, dos grupos Violas, Arsopi e BPI, que detém a cervejeira Unicer.

MEMÓRIA VIRTUAL, DA VINCI, EU VOU MAS VOLTO, JANELA PARA O RIO

Parabéns ao Leonel Vicente, pelo primeiro aniversário do Memória Virtual. Que continue, principalmente agora que acabou com o outro blog que tinha, o excelente DA VINCI e vai integrar os seus conteúdos no "Memória".Um abraço também para o José Carlos Soares, que voltou a tempo de festejar o aniversário do blog... Eu Vou Mas VoltoE outro para o Nuno do Janela Para o Rio, que também fez anos!

segunda-feira, junho 28, 2004

NÃO, NÃO, NÃO E NÃO!

NÃO A SANTANA LOPES PRIMEIRO MINISTRO!NÃO, porque cada vez mais os eleitores votam em pessoas e não em partidos! Mudar o primeiro ministro é legal mas do ponto de vista substantivo não é a solução mais democrática. Até porque nas últimas legislativas os dois principais candidatos colocaram a questão como uma eleição entre os dois e não entre os seus partidos. NÃO, porque nas últimas europeias este governo foi fortemente castigado; por muito que custe a alguns, a grande maioria dos eleitores estava-se perfeitamente a marimbar para a europa e votou para castigar (ou defender) o governo.NÃO, porque o mandato de Santana Lopes em Lisboa tem sido desastroso. Eu próprio que votei nele, depois daquilo a que assisti e de tudo o que não foi feito (subscrevo o slogan do Bloco de Esquerda: "Santana dois anos a fazer que faz") NUNCA mais lhe darei um voto seja para o que for.NÃO, porque os nomes de que se fala para ministros desse hipotético governo mostram claramente que a base dele seria não a competência, mas o compadrio, o amiguismo e tudo o que vem atrás. Aliás, só falta mesmo aparecer o nome de Luís Delgado para ministro! A este propósito, recomendo a leitura do artigo do Nicolau Santos, no Expressoonline, nomeadamente o último parágrafo...

OBRIGADO!

manuelaferreiraleite_.jpgFerreira Leite alerta contra "golpe de Estado" no PSD"Sem um Congresso ninguém tem legitimidade para nomear um novo Presidente do PSD e, por inerência, primeiro-ministro. Tal configuraria um golpe de Estado no partido", declarou ontem ao PÚBLICO Manuela Ferreira Leite, ministra de Estado e das Finanças.Na opinião da ministra, não existe uma hierarquia formal na Comissão Política do PSD, lembrando que "quando os militantes votaram, no último Congresso, não estavam a escolher também o número dois ou o número três do partido, estavam a votar na lista do presidente do partido". Ou seja, o facto de Pedro Santana Lopes ter sido eleito primeiro vice-presidente não faz dele sucessor automático de Durão Barroso tanto mais que, em Congressos do PSD, sempre que se candidatou à liderança, o que sucedeu por três vezes, embora só tenha levado uma candidatura até ao fim, perdeu por larga margem. "Qualquer solução terá sempre de passar por um Congresso do partido", conclui Ferreira Leite, que é a número dois do Governo e, como tal, também foi apontada como possível sucessora de Durão. A posição da ministra das Finanças é, até agora, a mais dura crítica à estratégia que tem vindo a ser posta em marcha para a sucessão de Durão Barroso no Governo e no PSD. O eurodeputado Pacheco Pereira e o ministro dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Mendes, também têm chamado a atenção para a necessidade de haver um congresso antes de essa transição de poder se consumar. Ontem, o eurodeputado Vasco Graça Moura chamou a atenção para aspectos "que são problemáticos: o da instabilidade institucional, o da continuidade da acção governativa, cumprimento e execução do programa do Governo que foi aprovado há dois anos". PúblicoDurão Barroso convidado para presidente da Comissão EuropeiaFerreira Leite alerta contra "golpe de Estado" no PSD Eunice Lourenço, Helena PereiraPÚBLICO "Sem um Congresso ninguém tem legitimidade para nomear um novo Presidente do PSD e, por inerência, primeiro-ministro. Tal configuraria um golpe de Estado no partido", declarou ontem ao PÚBLICO Manuela Ferreira Leite, ministra de Estado e das Finanças.Na opinião da ministra, não existe uma hierarquia formal na Comissão Política do PSD, lembrando que "quando os militantes votaram, no último Congresso, não estavam a escolher também o número dois ou o número três do partido, estavam a votar na lista do presidente do partido". Ou seja, o facto de Pedro Santana Lopes ter sido eleito primeiro vice-presidente não faz dele sucessor automático de Durão Barroso tanto mais que, em Congressos do PSD, sempre que se candidatou à liderança, o que sucedeu por três vezes, embora só tenha levado uma candidatura até ao fim, perdeu por larga margem. "Qualquer solução terá sempre de passar por um Congresso do partido", conclui Ferreira Leite, que é a número dois do Governo e, como tal, também foi apontada como possível sucessora de Durão. A posição da ministra das Finanças é, até agora, a mais dura crítica à estratégia que tem vindo a ser posta em marcha para a sucessão de Durão Barroso no Governo e no PSD. O eurodeputado Pacheco Pereira e o ministro dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Mendes, também têm chamado a atenção para a necessidade de haver um congresso antes de essa transição de poder se consumar. Ontem, o eurodeputado Vasco Graça Moura chamou a atenção para aspectos "que são problemáticos: o da instabilidade institucional, o da continuidade da acção governativa, cumprimento e execução do programa do Governo que foi aprovado há dois anos". Estes apelos vão, no entanto, contra aquilo que são as intenções da maioria dos dirigentes do PSD, que querem resolver a situação o mais depressa possível. Consideram que apenas é necessário a legitimação de Santana como presidente do PSD em conselho nacional e que o congresso, a realizar-se, deverá ser depois do Verão. Um congresso extraordinário demorará, no mínimo, três semanas a organizar. Contra Santana estão, além de Mendes e Pacheco Pereira, os cavaquistas, grupo em que se insere Ferreira Leite. Cavaco Silva é, aliás, uma das personalidades que o Presidente da República, Jorge Sampaio, quer ouvir. Mas um dos seus maiores apoiantes, Paulo Teixeira Pinto, tece elogios ao presidente da Câmara de Lisboa. Fontes próximas de Cavaco dizem que o ex-primeiro-ministro está muito preocupado com a situação e acha que Durão Barroso não devia ir para a presidência da Comissão Europeia, uma vez que a única alternativa que existe no partido é Pedro Santana Lopes. Tudo à espera de DurãoOntem, foi o próprio Santana, enquanto vice-presidente do PSD, a falar em nome da comissão permanente, que se reuniu ao fim da tarde na sede do partido, em Lisboa. E falou para "dirigir uma palavra de tranquilidade a todos os portugueses". Santana começou por se referir à formalização do convite feito a Durão Barroso para presidir à Comissão Europeia, congratulando-se com o convite que "honra" o país e o PSD e que é "um reconhecimento das excepcionais qualidades de estadista do dr. José Manuel Durão Barroso". Em seguida, manifestou o apoio do PSD "à opção do presidente do partido, na certeza de que, como sempre, será determinada, antes do mais pela preocupação de melhor servir o interesse nacional". Santana, que apareceu sério, de ar grave e até colocou óculos, terminou a breve comunicação, garantindo que o PSD assumirá as suas responsabilidades, para "na integral observância das disposições e poderes constitucionais, assegurar a estabilidade política e o respeito pela vontade popular expressa nas últimas eleições legislativas". Também o CDS/PP reuniu ontem a sua direcção e o comunicado foi no mesmo sentido. "É necessário respeitar o papel constitucional do Presidente da República, mas é também necessário respeitar a vontade dos portugueses expressa democraticamente em eleições e que atribuiu a esta maioria um mandato de quatro anos", afirmou o líder parlamentar do CDS/PP, Telmo Correia. Ambos os partidos, contudo, se recusaram a comentar nomes ou a avançar quais serão os próximos passos a dar. Como disse Santana Lopes, as decisões do PSD sobre a sequência de funcionamento só serão tomadas depois de Durão falar. "O PPD/PSD tem respeitado a contenção total", acentuou ainda o número dois do partido.

TROVA DO VENTO QUE PASSA - MANUEL ALEGRE

Pergunto ao vento que passanotícias do meu paíse o vento cala a desgraçao vento nada me diz.Pergunto aos rios que levamtanto sonho à flor das águase os rios não me sossegamlevam sonhos deixam mágoas.Levam sonhos deixam mágoasai rios do meu paísminha pátria à flor das águaspara onde vais? Ninguém diz.Se o verde trevo desfolhaspede notícias e dizao trevo de quatro folhasque morro por meu país.Pergunto à gente que passapor que vai de olhos no chão.Silêncio -- é tudo o que temquem vive na servidão.Vi florir os verdes ramosdireitos e ao céu voltados.E a quem gosta de ter amosvi sempre os ombros curvados.E o vento não me diz nadaninguém diz nada de novo.Vi minha pátria pregadanos braços em cruz do povo.Vi minha pátria na margemdos rios que vão pró marcomo quem ama a viagemmas tem sempre de ficar.Vi navios a partir(minha pátria à flor das águas)vi minha pátria florir(verdes folhas verdes mágoas).Há quem te queira ignoradae fale pátria em teu nome.Eu vi-te crucificadanos braços negros da fome.E o vento não me diz nadasó o silêncio persiste.Vi minha pátria paradaà beira de um rio triste.Ninguém diz nada de novose notícias vou pedindonas mãos vazias do povovi minha pátria florindo.E a noite cresce por dentrodos homens do meu país.Peço notícias ao ventoe o vento nada me diz.Quatro folhas tem o trevoliberdade quatro sílabas.Não sabem ler é verdadeaqueles pra quem eu escrevo.Mas há sempre uma candeiadentro da própria desgraçahá sempre alguém que semeiacanções no vento que passa.Mesmo na noite mais tristeem tempo de sevidãohá sempre alguém que resistehá sempre alguém que diz não.Manuel Alegre

OBRIGADO!

marquesmendes.jpgO ministro dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Mendes, defende a realização, o mais rápida possível, de um congresso extraordinário do PSD, que legitime o futuro líder do partido e primeiro-ministro. Mendes já disse isso mesmo a Durão Barroso, em jeito de aviso para o futuro. A convocação de um congresso, aliás, começa a ser defendida por mais sociais-democratas, em geral vozes discordantes da solução Santana Lopes, enquanto os apoiantes do vice-presidente do PSD entendem que não é necessário.Agitação no PSD para Travar Sucessão Traçada por BarrosoAgitação no PSD para Travar Sucessão Traçada por Barroso Por E.L./H.P./F.F.Domingo, 27 de Junho de 2004 O ministro dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Mendes, defende a realização, o mais rápida possível, de um congresso extraordinário do PSD, que legitime o futuro líder do partido e primeiro-ministro. Mendes já disse isso mesmo a Durão Barroso, em jeito de aviso para o futuro. A convocação de um congresso, aliás, começa a ser defendida por mais sociais-democratas, em geral vozes discordantes da solução Santana Lopes, enquanto os apoiantes do vice-presidente do PSD entendem que não é necessário. Para Mendes, convocar eleições seria uma irresponsabilidade, mas é preciso pensar na legitimação do próximo primeiro-ministro, que não poderá correr o risco de ser acusado de ter sido uma "escolha de secretaria". Ou seja, um líder, seja ele qual for - Marques Mendes recusa pronunciar-se sobre nomes concretos - se não tiver o respaldo da escolha num congresso fica sempre com a legitimidade política diminuída e isso será um erro político. Se for eleito em conselho nacional, entende o ministro, terá apenas uma legitimidade formal. Apesar de defender a realização de um congresso - e que não seja posterior à consumação do novo Governo, para que não seja a mera consagração da situação -, Marques Mendes terá dado garantias a Durão de que não irá envidar esforços nesse sentido (reunindo assinaturas para a sua convocação, por exemplo). O eurodeputado José Pacheco Pereira também defende um congresso extraordinário do PSD antes da escolha do nome do primeiro-ministro "para não colocar os congressistas sob a chantagem do derrube do Governo do seu próprio partido". No seu blogue Abrupto, Pacheco Pereira exprime a sua indignação, tendo colocado, logo anteontem, uma imagem de uma pintura de uma pessoa dentro de um caixão e a frase "Que triste país o nosso". O ainda eurodeputado explica a frase: "Quero um Governo que pense em Portugal em primeiro lugar, que não se importe de perder as eleições, se estiver convicto que políticas difíceis são vitalmente necessárias. Lá vamos desperdiçar de novo o que penosamente adquirimos. Lá vamos ter que começar tudo de novo." Mesmo dentro da direcção do PSD, a troca de primeiro-ministro não é pacífica. Há quem anteveja um cenário catastrófico, com mais instabilidade na coligação, um mau resultado nas autárquicas e, posteriormente, nas legislativas, aliado à perda de confiança de Portugal junto dos agentes económicos, numa altura em que o país estava a tentar contrariar a retracção económica. Do lado dos inconformados, contam-se ainda os cavaquistas, que acham que o Governo ainda não fez tudo o que era preciso para endireitar as finanças e a economia e que Santana vai deitar a perder o pouco que se fez. Muitos viram-se para Marcelo Rebelo de Sousa. Outros olham para o Presidente da República, com a esperança que não aceite o nome de Santana. Marcelo conversou anteontem com Durão Barroso, que lhe pediu que apoie Santana. O professor de Direito não lhe fez a vontade, mas ficou acordado que Marcelo não se iria opor publicamente a esta sucessão. Nos últimos dois dias, os apelos para que este se pronuncie são muitos, mas Rebelo de Sousa tem resistido. Fonte próxima de Marcelo lembrou que este já avisou no PÚBLICO o que acha, que a saída de Durão é uma acto "suicida" para o PSD e para o país. "Não há sucessões dinásticas no PSD. Santana Lopes será um entre os candidatos possíveis", diz, por seu lado, o histórico Miguel Veiga, lançando os nomes de Marcelo, Dias Loureiro, Miguel Cadilhe. Este social-democrata, no entanto, não questiona a manutenção da AD, considerando que se trata de um "contrato para a legislatura". O líder da concelhia PSD-Porto, Francisco Ramos, afirmou ontem ao PÚBLICO que "neste momento não estão salvaguardadas, nem a estabilidade interna nem a partidária". "Terá de se arranjar uma solução com alguma tranquilidade, que seja aceite por larga maioria dos portugueses, porque não podemos correr o risco de o Governo ter falhas a curto e médio prazo, ou de estarmos perante um primeiro-ministro que não tem sustentabilidade", disse. Carlos Encarnação, presidente do conselho de jurisdição e autarca de Coimbra, disse ontem ao PÚBLICO que Santana devia ser indicado pelo conselho nacional como futuro primeiro-ministro, mas que isto devia ser separado da eleição como líder do PSD. Esta deve ocorrer em congresso mais para o final do ano. "Acho que devia fazer-se o congresso para ficar claro o respaldo do partido", disse. Os santanistas e barrosistas - que têm claramente maioria nos órgãos de direcção do PSD - querem apenas uma coisa: que o processo decorra o mais rápido possível, que Santana tome posse como primeiro-ministro sem ser preciso congresso extraordinário. O conselho nacional para indicar Santana como líder do PSD e como nome a apresentar a Sampaio para que seja primeiro-ministro ainda não tem data marcada, mas deverá ser no final desta semana. Quanto ao congresso extraordinário, deve realizar-se depois do Verão para aclamar Santana e proceder a ajustamentos na direcção do PSD. Se anteontem, o PSD tinha sido apanhado de surpresa, ontem estava a refazer-se do choque e a antever uma revolução no Governo, que pode estender-se ao próprio partido. O sentimento é de expectativa para saber até que ponto irá a "limpeza" dos santanistas. Durão parece "mais preocupado com o Governo" do que com o PSD, desabafava ontem um dirigente.

OBRIGADO!

pacheco_pereira.jpgSÓ HÁ UMA MANEIRASó há uma maneira de impedir o que parece um curso inexorável: que quem deve falar, fale. Que diga, alto e bom som, o que pensa e o que diz em privado. Que quem tem autoridade para falar, e muita gente a tem, fale. Que haja debate e controvérsia. Que se perceba que não há nenhuma unanimidade, bem longe disso. Nem maioria. Eu estou um pouco farto de o fazer sozinho e de arcar com as consequências. Mas fá-lo-ei, sozinho que seja. Porque, nestes dias, quem cala consente.E o país é mais importante que o partido, não é? Não era Sá Carneiro que o dizia?

É O QUE ACONTECE - MÁRIO HENRIQUE LEIRIA

(via: Almocreve das Petas)[É o que acontece]"Uma nêsperaestava na camadeitadamuito caladaa vero que aconteciachegou a Velhae disseolha uma nêsperae zás comeu-aé o que aconteceàs nêsperasque ficam deitadascaladasa esperaro que acontece" [Mário Henrique Leiria]

CRISE POLÍTICA EM CURSO

Crise Política em Curso, Blog agregador de entradas sobre a situação política em Portugal.

domingo, junho 27, 2004

COMPADRIO & CORRUPÇÃO, S.A.

Força! O caminho está livre.

Em breve teremos o continente igualzinho à Madeira! Se o entusiasmo de Alberto João Jardim já era muito mau sinal, alguns dos nomes de que se fala para ministros são verdadeiramente incríveis, só próprios de uma república das bananas, onde vale tudo, mas mesmo tudo!

sexta-feira, junho 25, 2004

DIREITA/ESQUERDA - TORQUATO DA LUZ

À direita a cabeça, o coração à esquerda,sina difícil que me coube em sorte.Inútil é, porém, forçar a estrela:serei assim até à morte.Por entre enganos, glórias e derrotas,fura-vidas na luta do destino,abro, para as fechar, todas as portasque me aparecem no caminho.Mas sei, de ciência certa,quanto, podendo dar-me, não me dei:a consciência despertadiz-me onde, errando, não errei.Torquato da Luz

OBRIGADO!

RICARDO.jpg

quinta-feira, junho 24, 2004

ANTÓNIO ALEIXO

Fui polícia, fui soldado, Estive fora da Nação,Vendo jogo, guardo gado,Só me falta ser ladrão!...António Aleixo

PASSES SOCIAIS - UM ESCÂNDALO!

Brilhante a ideia de diferenciar os preços dos passes sociais, a partir das declarações de rendimentos entregues!Num país com elevadíssima fuga ao fisco, é verdadeiramente notável esta ideia. Oficialmente, em Portugal, temos apenas 3% da população activa que ganha acima de cerca de 2.200 euros, ou seja, 90.000 pessoas! Uma medida destas será decerto aplaudida por todos os que fogem ao fisco, mas mais uma vez, quem trabalha por conta de outrém e não tem hipótese de fuga, lixa-se!Notícia em:TSF

REPUBLICA CHECA

cz.gifQuer pela qualidade do futebol que explanam, quer pelo entusiasmo demonstrado pelos adeptos, esta é uma das minhas favoritas à vitória final no Euro 2004.Fabuloso ontem o espectáculo que deram em Alvalade: dez minutos depois do encontro terminado, continuavam dentro do estádio a pular e festejar. E durante quase todo o jogo, cantaram e gritaram pela sua equipa como não tenho visto!

quarta-feira, junho 23, 2004

A PARVOÍCE É LIVRE...

Mas tanta insistência....E se eu dissesse que a Drª Marina Costa Lobo é fascista?Porquê?Porque sim! Porque ouvi ontem alguém dizer isso ou porque me apeteceu... (Razões com tanta credibilidade quanto o que ela diz: não há documento algum, declaração nenhuma, prática alguma do PND, que possa permitir tal aleivosia! Só ignorância e provavelmente a vontade de prestar algum frete a alguém pode levar à repetição exaustiva dessa parvoíce, que alguns continuam a fazer...)Marina Costa Lobo:Também acho interessante que, à direita, o Partido da Nova Democracia, de Manuel Monteiro, não tenha conseguido eleger qualquer deputado. O que mostra - e é um sinal positivo - que não há espaço para a extrema-direita florescer em Portugal. D.N.

CONSTITUIÇÃO EUROPEIA

A não perder, 20 PONTOS SOBRE A CONSTITUIÇÃO EUROPEIA, no TOMARPARTIDO, pelo Jorge Ferreira. Já que o debate foi completamente omitido pelos orgãos de comunicação social, nas eleições, pelo menos que se faça nos blogs....(o link está para o primeiro ponto; depois é só seguir...)

OLIVENÇA NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

imagem33.jpgComunicado que me foi enviado pelo Grupo dos Amigos de Olivença:A Questão de Olivença foi agendada, para discussão conjunta em Sessão Plenária da Assembleia da República, para o próximo dia 25 de Junho, às 10:00 horas (Petição n.º 61/VIII/1.ª).Face à importância e significado da apreciação da Questão de Olivença pelo Parlamento, convidam-se os apoiantes e amigos de Olivença a comparecer na Assembleia da República, naquela ocasião, testemunhando tão decisivo acto político.Pela manifesta relevância política, convidam-se os meios de comunicação social a acompanhar e noticiar o acontecimento.Lisboa, 22 de Junho de 2004. A Direcção

ESTORIL JAZZ 2004

cartaz_2004.jpgPrograma completo em:Estoril Jazz 2004Destaco o concerto de dia 9 de Julho, 21h30:RANDY BRECKER/BILL EVANS SOULBOP BAND Randy Brecker – trompeteBill Evans – saxophone tenor, soprano Hyram Bullock – guitarra Dave Kikoski – pianoVictor Bailey – contrabaixo Steve Smith – bateria Locais de venda de bilhetes:Auditório Fernando Lopes Graça/Parque Palmela:Preço €25,00 - €20,00 - €15,00Assinatura de 6 concertos - €60,00Ticket Line/Reservas: 210036300 - www.ticketline.ptLojas FNAC - Lisboa - Porto Dargil, Abep, Alvalade, Agências Abreu Livraria Galileu - CascaisBilheteira do Auditório Fernando Lopes Graça/Parque Palmela - dias dos espectáculos a partir das 18h00.

terça-feira, junho 22, 2004

BOIÃO DE CULTURA - RESUMOS DE LIVROS

NOTA PRÉVIA: ESTA ENTRADA É DE HUMOR - NÃO VALE A PENA PEDIREM RESUMOS DE LIVROS - NÃO SERVE DE NADA!Enviado pelo Fernando LúcioPara quê perder tempo a ler milhares de páginas ?!?!??! Às vezes, um bom resumo basta! 1)Marcel Proust. À la recherche du temps perdu. Paris, Gallimard. 1922 (I.ere edition) Resumo:Um rapaz asmático sofre de insónias porque a mãe não lhe dá um beijinho de boas-noites.No dia seguinte (pág. 486. I vol.), come um bolo e escreve um livro. Nessa noite (pág. 1344. VI vol.) tem um ataque de asma porque a namorada (ou namorado?) se recusa a dar-lhe uns beijinhos. Tudo termina num baile (vol. VII) onde estão todos muito velhinhos e pronto. 2)Leão Tolstoi, Guerra e Paz, (1800 páginas) Resumo: Um rapaz não quer ir à guerra e por isso Napoleão invade Moscovo.A rapariga casa-se com outro. Fim. 3)Luís de Camões, Os Lusíadas (várias edições), versão portuguesa de João de Barros) Resumo: Um poeta com insónias decide chatear o rei e contar-lhe uma história de marinheiros que, depois de alguns problemas (logo resolvidos por uma deusa porreiraça), têm o justo prémio numa ilha cheia de gajas boas. 4)Gustave Flaubert, Madame Bovary, (378 páginas) Resumo: Uma dona de casa engana o marido com o padeiro, o leiteiro, o carteiro, o homem do talho, o merceeiro, e um vizinho cheio de massa.Envenena-se e morre. 5)William Shakespeare, Hamlet, Londres, Oxford Press Resumo: Um príncipe com insónias passeia pelas muralhas do castelo, quando o fantasma do pai lhe diz que foi morto pelo tio que dorme com a mãe, cujo homem de confiança é o pai da namorada que entretanto se suicida ao saber que o príncipe matou o seu pai para se vingar do tio que tinha matado o pai do seu namorado e dormia com a mãe. O príncipe mata o tio que dorme com a mãe, depois de falar com uma caveira e morre, assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que era doida e que se tinha suicidado.

LE CHAT ET L'OISEAU - JACQUES PRÉVERT

Un village écoute désolé Le chant d'un oiseau blessé C'est le seul oiseau du village Et c'est le seul chat du village Qui l'a à moitié dévoré Et l'oiseau cesse de chanter Le chat cesse de ronronner Et de se lécher le museau Et le village fait à l'oiseau De merveilleuses funérailles Et le chat qui est invité Marche derrière le petit cercueil de paille Où l'oiseau mort est allongé Porté par une petite fille Qui n'arrête pas de pleurer «Si j'avais su que cela te fasse tant de peine, Lui dit le chat, Je l'aurais mangé tout entier Et puis j'aurais raconté Que je l'avais vu s'envoler S'envoler jusqu'au bout du monde Là-bas où c'est tellement loin Que jamais on n'en revient Tu aurais eu moins de chagrin Simplement de la tristesse et des regrets.» Il ne faut jamais faire les choses à moitié.Jacques Prévert

segunda-feira, junho 21, 2004

EUROPA, CON CUBA

(via Unión Liberal Cubana)Editorial de Cubaencuentro.com Junio 18, 2004La Unión Europea se ha convertido, en el último año, en uno de los escenarios más coherentes y oportunos para el apoyo a la democratización de Cuba. Las presiones diplomáticas, el reconocimiento a la disidencia interna, la posición común sobre la necesidad de promover los derechos humanos y las libertades fundamentales, además de la mejora de las condiciones de vida de los cubanos, han causado verdaderos estragos en la imagen internacional del régimen de Fidel Castro, a quien de momento, no parecen quedarle andamios geopolíticos en los que sostenerse, tras hallar en la UE un nuevo "enemigo".La posición común, propuesta por el gobierno de José María Aznar en 1996, y ratificada esta semana por decimocuarta ocasión, sin necesidad de debate, ha sido una clara señal enviada a La Habana. Europa no considera que se hayan producido cambios mínimos en la situación de los derechos humanos y, por tanto, no se plantea revisar lo acordado al respecto.Los cancilleres de la región decidieron, además, mantener las medidas decretadas en junio de 2003, tras la campaña represiva realizada por el gobierno cubano; entre ellas, la reducción de las visitas oficiales a la Isla y la invitación de disidentes a las celebraciones de fiestas nacionales en las embajadas europeas en La Habana.Sin embargo, las organizaciones de la oposición interna y el exilio deberán insistir ante los Veinticinco en que la liberación casuística o premeditada de opositores encarcelados —aunque buena noticia al fin— no debe ser interpretada como un paso determinante en el cambio de régimen en la Isla. Tal "gesto", más allá de una estrategia, no significará, en la práctica, una mejoría en la situación de los derechos humanos de los cubanos, ni en la obtención de libertades políticas.La ampliación de la Unión, ahora con diez nuevas naciones, muchas de ellas ex comunistas; las recientes elecciones al Parlamento Europeo y la posición del nuevo gobierno español serán determinantes en los próximos años.El actual arco parlamentario, donde el Partido Popular Europeo (PPE, 276 escaños) ya ha demostrado su apoyo a la causa de la democracia en Cuba, junto a un Partido Socialista Europeo (PSE, 201) que también ha perdido cualquier posible ilusión sobre la "utopía" cubana, sin dudas puede garantizar la continuidad de las políticas de presión hacia el régimen de La Habana.A este espectro se suman los partidos Liberal (66) y Europa de las Diferencias (15), muy comprometidos con la democratización de la Isla —junto al PPE, decidieron en la legislatura anterior el Premio Sajarov de los Derechos Humanos a favor de Oswaldo Payá—.Un panorama como el anterior, donde el PSE alcance una mayor coordinación, lejos de las insólitas propuestas (en nada acordes con la política oficial del PSOE) del ratificado parlamentario español Miguel Ángel Martínez —quien funciona como caja de resonancia de los argumentos de La Habana en el Parlamento Europeo—, podría conformar un escenario concreto de solidaridad frente a la tensa realidad que vive la Isla.

NO ENTARDECER - ALBERTO CAEIRO

No entardecer dos dias de Verão, às vezes, Ainda que não haja brisa nenhuma, parece Que passa, um momento, uma leve brisa... Mas as árvores permanecem imóveis Em todas as folhas das suas folhas E os nossos sentidos tiveram uma ilusão, Tiveram a ilusão do que lhes agradaria... Ah, os sentidos, os doentes que vêem e ouvem! Fôssemos nós como devíamos ser E não haveria em nós necessidade de ilusão ... Bastar-nos-ia sentir com clareza e vida E nem repararmos para que há sentidos ... Mas graças a Deus que há imperfeição no Mundo Porque a imperfeição é uma cousa, E haver gente que erra é originalE haver gente doente torna o Mundo engraçado. Se não houvesse imperfeição, havia uma cousa a menosE deve haver muita cousa Para termos muito que ver e ouvir. . . Alberto Caeiro

CLOCK DIN

(via: Antena 1)Agora já podem compôr as vossas melodias no computador:Clock Din

sexta-feira, junho 18, 2004

EUGÉNIO DE ANDRADE

PARQUE DOS POETAS - OEIRAS - 2003

FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ANDRADE

Apesar de não ser alvo de actualização há algum tempo, vale a pena visitar este site. Tem alguns poemas também.Fundação Eugénio de Andrade

UM DESENHO PELO TIBETE

Um site com contributos de diversos autores de banda desenhada, que realizaram obras em defesa do Tibete livre.UN DESSIN POUR LE TIBETcspt.jpgCyrille Beerens ©

PASSA UMA BORBOLETA - ALBERTO CAEIRO

Passa uma borboleta por diante de mim E pela primeira vez no Universo eu reparo Que as borboletas não têm cor nem movimento, Assim como as flores não têm perfume nem cor. A cor é que tem cor nas asas da borboleta, No movimento da borboleta o movimento é que se move, O perfume é que tem perfume no perfume da flor. A borboleta é apenas borboleta E a flor é apenas flor. Alberto Caeiro

quinta-feira, junho 17, 2004

CORRUPÇÃO... NO DEPARTAMENTO ANTI-CORRUPÇÃO DA ONU!

(via: Ase's Corner)Acusações de corrupção contra o departamento anti-corrupção da ONU! Algumas delas a propósito do célebre programa "oil for food" com o Iraque, que permitiu todo o tipo de abusos...FOX NEWSThe head of the U.N. Office of Internal Oversight Services, Undersecretary-General Dileep Nair has been accused of promoting and recruiting people in ways that are not consistent with U.N. rules and regulations. Also, a senior investigator has been suspended and there have been accusations of financial and sexual misconduct.The scrutiny of Nair and his division comes at a delicate time, as the United Nations is under intense scrutiny for alleged abuse of the Iraqi oil-for-food program. In fact, the Office of Internal Oversight Services (search) is the U.N. agency charged with looking into any abuses within the United Nations and that includes oil-for-food.Nair has been accused of covering up abuses of the oil-for-food program. So far, his office has carried out 55 internal audits of the process that before the U.S.-led war against Saddam Hussein's regime allowed Iraqi oil to be sold so food could be purchased for Iraqis.

AVIZ, ARQUIVOS DO CINÉFILO E O COMPROMETIDO ESPECTADOR (act.)

Parabéns ao Francisco José Viegas, pelo primeiro aniversário do Aviz.E já agora uma pergunta, no Brasil não há noite? É que nunca mais escreveu daquelas magníficas entradas "Noite, o que é?" ! Será do calor?Entretanto dois blogs que me habituei a seguir com atenção, fizeram também anos e acabaram! Foi pena. Um abraço para os seus autores.ARQUIVOS DO CINEFILO(E Entretanto, nasce o INVICTA CINE, que ficou com o "espólio" do Arquivos do Cinéfilo)O Comprometido Espectador

FERRO RODRIGUES

A credibilidade de Ferro Rodrigues vai depender muito de como souber (ou puder...) resolver o problema que tem em Matosinhos. Mas pelo que reporta o João Pedro Henriques no Público (jornalista sempre muito bem informado no que diz respeito ao PS), as coisas já estão a começar mal...Tal como no caso de Felgueiras, já está a faltar coragem para tomar uma posição de firmeza e de verdadeira liderança. Agora, vão esperar pelo resultado das eleições para o distrital do partido!Ou seja, tudo leva a crer que, mais uma vez, o PS prefere manter uma Câmara e perder credibilidade por todo o país...Decisão Sobre Corrida à Câmara Por J.P.H.Quarta-feira, 16 de Junho de 2004 fica para mais tarde A questão da lota de Matosinhos foi, tal como se esperava, discutida na reunião da comissão política nacional, por iniciativa da direcção do partido. Previa-se, antes de a reunião se iniciar, que a direcção do partido remetesse o assunto para a comissão de jurisdicção nacional para (eventuais) efeitos disciplinares sobre Narciso Miranda e Manuel Seabra, os dois principais protagonistas dos incidentes que antecederam a morte de Sousa Franco, cabeça de lista do PS às eleições europeias. Para já parece ter ficado em "stand by" a intenção de impedir tanto Narciso como Seabra de serem candidatos do PS à Câmara de Matosinhos, o que lhes é uma ambição comum. Tal só deverá acontecer depois de se saber o que resultará do próximo congresso distrital do PS-Porto, congresso que será antecipado por decisão anteontem anunciada pelo líder da federação, Francisco Assis. Também se aguardam os resultados das acções jurisdicionais. Na direcção nacional do PS argumenta-se que "há tempo para tudo" visto que as eleições autárquicas só se realizarão em Setembro ou Outubro de 2005.in: Público

quarta-feira, junho 16, 2004

FLOR

FLOR9.jpg

FORÇA PORTUGAL!

BANDEIRA.jpg

FAKE ROADSIGNS

Um interessante site, onde são mostrados sinais de transito imaginários, elaborados por diversos artistas. Alguns destes sinais são mesmo colocados na rua, baralhando quem os vê!Um exemplo, de Julien Rivoire:julein rivoire.jpgPANOS

IRAN'S SUMMER PERSECUTION

(via: Front Page Magazine)June 15, 2004The National InterestNir Boms and Reza BulorchiIn recent years, summer in Iran has been marked by uprisings, strikes, public protests and the government’s harsh crackdown against them. There are signs this summer will be no different.As the anniversary of the anti-government uprising of July 1999 approaches, widespread arrests of students and women are taking place. Some students are nabbed from their dormitories by plainclothes Revolutionary Guard agents, while many others are served arrest warrants. The US International Bureau of Broadcasting’s Radio Farda reported on May 29 that, “the persistent summoning and detention of students all over the country has caused fear and insecurity in universities.”Tehran's Prosecutor Saeed Mortazavi has ordered a crackdown on "social corruption,” saying that, “a serious fight has started to tackle the spread of social corruption in society, especially the improper dress code.” Youth, particularly women, are the main targets of such campaigns.These repressive actions are in line with a series of preventive measures taken by the Iranian regime to neutralize Iran’s democracy movement and to subdue an increasingly restive population.The state-controlled daily Ressalat expressed concern over the spread of popular uprisings, stating “certainly, the psychological atmosphere of June and July requires the vigilance of the Hezbollah as never before.”Similar repressive measures last year gave rise to number of arrests and executions. “The (Iranian) Government's poor human rights record worsened in 2003” states the recent Country Report on Human Rights Practices published by the U.S. State Department. “Continuing serious abuses included: summary executions; disappearances; torture and other degrading treatment, severe punishments such as beheading and flogging; poor prison conditions; arbitrary arrest and detention.”According to an appalling report by the Human Rights Watch, Iran’s rulers “through the systematic use of indefinite solitary confinement of political prisoners, physical torture of student activists and denial of basic due process rights" work to silence the dissidents.Last month, perhaps in light of the increasing concerns about Iran’s rampant human rights violations—particularly the torture death of the Iranian-borne Canadian photojournalist Zahra Kazemi last summer—Iranian Judiciary Chief Mahmoud Shahroudi ordered a ban on the use of torture. But in Iran, torture is not an issue of action but one of definition.Although torture had already been banned in Iran’s 1979 Constitution, it remained the mullahs’ preferred weapon of choice in dealing with dissidents. In fact, Shahroudi’s decree was an explicit admission that widespread torture continues.Most of the practices that fall under the “religious punishments” in Iran’s penal code, such as lashing, amputations, eye-gouging and stoning to death, are banned by the Convention Against Torture. In the perverted lexicon of the mullahs, these “punishments” are not considered torture.Just this past weekend, the state-run daily Kayhan reported that four prisoners had been sentenced to death for “waging war on God” and “corrupting the Earth,” a charge that is usually saved for political dissidents. The daily added that the right hand and left leg of two other prisoners will be amputated.Inside prisons, a religious judge can arbitrarily issue an order for “Tazir,” a religious term for physical punishment of the detainee that ranges from lashing the victim to solitary confinement and electric shock. The torture ban, of course, does not apply to “Tazir.”The memoir of Grand Ayatollah Hossein-Ali Montazeri, an 82-year-old senior Iranian cleric and former designated successor to Ayatollah Ruhollah Khomeini, documents many of the atrocities committed by the clerical regime.Among the damning revelations is the text of a 1986 private letter to Khomeini. Complaining about the ill treatment of prisoners, Montazeri wrote in part:Do you know that crimes are being committed in the prisons of the Islamic Republic in the name of Islam the like of which was never seen in the Shah’s evil regime?Do you know that a large number of prisoners have been killed under torture by their interrogators?Do you know that in (city of) Mashad prison, some 25 girls had to have their ovaries or uterus removed as a result of what had been done to them…?Do you know that in some prisons of the Islamic Republic young girls are being raped by force?...Despite such repression, Iran's pro-democracy activists will be active once again this summer, planning the next march, rally or public protest. Although the U.S and Europe regularly condemn Iran's human-rights record, they have done little to promote the efforts of Iran’s democracy movement in its struggle to unseat Iran’s ruling tyrants. This summer, perhaps, they will find time to do more.----------------------------------------------------------------------------Nir Boms is a fellow at the Foundation for the Defense of Democracies.Reza Bulorchi is the Executive Director of the US Alliance for DemocraticIran.

terça-feira, junho 15, 2004

ANA MANSO ADERIU AO CDS?

Só posso concluir isso depois de ler hoje esta:António Capucho .... sublinha que "começou desastrosamente para o PSD devido a questiúnculas despropositadas de responsáveis do CDS que ultrapassaram todos os limites" in Público

O SAL DA LÍNGUA - EUGÉNIO DE ANDRADE

Escuta, escuta: tenho aindauma coisa a dizer.Não é importante, eu sei, não vaisalvar o mundo, não mudaráa vida de ninguém - mas quemé hoje capaz de salvar o mundoou apenas mudar o sentidoda vida de alguém?Escuta-me, não te demoro.É coisa pouca, como a chuvinhaque vem vindo devagar.São três, quatro palavras, poucomais. Palavras que te quero confiar,para que não se extinga o seu lume,o seu lume breve.Palavras que muito amei,que talvez ame ainda.Elas são a casa, o sal da língua.Eugénio de Andrade

DISSIDENTE CUBANO OSWALDO PAYÁ CRITICA GOVERNO DA ILHA

(via CUBANET)Disidente cubano Payá critica a su gobierno LA HABANA, 14 (AP) - El prominente disidente cubano Oswaldo Payá acusó el lunes al gobierno de la isla de tratar amedrentar a sus activistas.Payá, quien dirige el Proyecto Varela y pretende llevar adelante un diálogo nacional, dijo que "hay un verdadero estado de sitio no declarado contra esta campaña cívica, que aunque se apoya en la Constitución, es perseguida por el temor bien fundado de que el pueblo la va a apoyar", expresó el activista en una carta enviada a medios de prensa extranjeros.Según el disidente, algunos agentes de la seguridad del estado cubano visitaron las casas de sus colegas, trataron de disuadirlos y hasta los amenazaron.Además, aseguró Payá, otros miembros de los cuerpos policiales se hicieron pasar por opositores, se vistieron con banderas estadounidenses o se comportaron mal ante algunas personas que firmaron el Varela.El Proyecto Varela consiste en buscar firmas para la realización de una consulta que produzca cambios políticos en al isla, pero la Asamblea del Poder Popular (parlamento) rechazó el pedido tras realizar un referendo masivo propio y declarar inamovible el sistema socialista en Cuba.Pese a la negativa, Payá presentó igualmente ante el órgano legislativo 25.000 rúbricas a lo largo de estos dos años.El gobierno no reconoce estatus de opositores a los disidentes y los cataloga de "mercenarios" pagados por Estados Unidos o sus aliados europeos para desprestigiar a la revolución, una acusación que estos rechazan.Activistas de este proyecto fueron detenidos en marzo del 2003 y sentenciados por un tribunal a largas penas de cárcel.

IGREJA DE PEDRÓGÃO GRANDE

PEDRGR16.jpgIGREJA DE PEDRÓGÃO GRANDE - PORMENOR INTERIOR - 2004

segunda-feira, junho 14, 2004

TOMARPARTIDO

Na passada sexta-feira, o meu amigo Jorge Ferreira colocou a 1.000ª entrada no seu cada vez melhor TOMARPARTIDO.E teve a gentileza de me convidar para uma pequena entrevista:1000ª ENTRADA! .

MAR PORTUGUÊZ - FERNANDO PESSOA

Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu. Fernando Pessoa

34.000 VOTOS, 1%

Não foi um bom resultado, mas é um ponto de partida.São mais 34.000 votos e 1% do que há um ano, quando começámos.Eu não desisto!

domingo, junho 13, 2004

PND - O FUTURO COMEÇA HOJE!

Independentemente do resultado que hoje obtiver o PND, é minha firme convicção que este projecto tem “pernas para andar” e de que está lançada a semente para um grande partido.A coesão e o espírito de equipa demonstrados por todos os que participaram nesta campanha é um indício claro que me permite fazer tal afirmação. Faltaram-nos meios materiais e sofremos um terrível boicote da comunicação social, bem mais visível a partir do terceiro dia de campanha. Mas mesmo assim, conseguimos de alguma forma divulgar as nossa ideias e fazer a diferença. Todos os que contribuíram para isso estão de parabéns! Uma palavra de apreço especial para o Manuel Monteiro, que foi sempre o primeiro a arregaçar as mangas e a desdobrar-se em múltiplas actividades.O PND fez esta campanha de uma forma diferente; conseguiu com muito poucos meios ser falado. Fez a primeira campanha baseada na internet no nosso país. É verdade que ainda muita gente não tem acesso. Mas foi lançada uma semente, que com firmeza e convicção poderá germinar em próximas oportunidades. Bastará continuar a ouvir os portugueses e a dar-lhes a importância que outros partidos não têm dado aos eleitores.Tenho a firme convicção de que o caminho seguido é o correcto e é com profundo orgulho que participei nesta “aventura”. Diziam que não conseguiríamos sequer obter as assinaturas para a legalização. Depois que não conseguiríamos organizar nenhum congresso, que nem chegaríamos às eleições. Mas cá estamos. Confesso que foi com alguma emoção que hoje peguei no boletim de voto e coloquei a cruz na primeira quadrícula.É por tudo isto que, independentemente de hoje obtermos 0,1%, 1%, 2%, 4% ou seja o que for, sinto queO FUTURO COMEÇA HOJE!João Carvalho Fernandes

quarta-feira, junho 09, 2004

BALZAC Y LA COSTURERA CUBANA

(via Unión Liberal Cubana)Por: Rosa Montero, para El País Semanal (Madrid) Junio 6, 2004Hay una preciosa novela titulada Balzac y la costurera china, de Dai Sijie, que explica cómo la posesión de un libro occidental era causa de muerte durante los peores años de maoísmo, y cómo el ser humano puede preservar lo mejor de sí mismo, hasta en los momentos más oscuros, gracias a un acto de rebeldía tan nimio y tan humilde como prestarse libros o aprendérselos de memoria, cosa que ya contó el gran Ray Bradbury en su estremecedora novela Fahrenheit 451. Y es que, cuando todas las libertades exteriores están en peligro, la línea última de la resistencia pasa por la libertad de pensar y de soñar; y por la posibilidad de escuchar los sueños y los pensamientos de los otros. Los libros son el punto de encuentro de nuestra diversidad, el rumor colectivo de la vida. Acceder sin trabas a los libros es acceder al mundo entero.Les voy a narrar la pequeña historia de Ramón Humberto Colás, un psicólogo cubano de 42 años que fue expulsado de su trabajo por sus actividades disidentes, consistentes en intercambiar con sus amigos libros y periódicos prohibidos por el castrismo y en participar en grupos de debate. Un día, el represaliado Ramón y su esposa Berta Meixidor (que también perdió su empleo por no querer divorciarse), estaban viendo por televisión la VII Feria del Libro de La Habana. Era el mes de febrero de 1998, y un periodista planteó a Castro una pregunta preparada: “¿Hay libros prohibidos en Cuba, comandante?” Fidel aporreó el pecho y tronó “En Cuba no hay libros prohibidos, lo que falta es dinero para comprarlos.”A Ramón se le encendió una lucecita: “Si las cosas son así, entonces pongamos en circulación esas obras que todos escondemos en nuestras casas.” Colocó en su sala toda su biblioteca, unos 1,200 volúmenes, y clavó un cartel en la escalera: “Biblioteca Independiente Félix Varela.” Y empezó a prestar los libros a todo el que los quisiera, sin coste alguno. Como Ramón defiende la lectura sin censura, había obras del Che, de Marx, de Engels; pero también de Solzhenitsin, de Milan Kundera, de Octavio Paz o Vargas Llosa, autores anatomizados por el régimen.La iniciativa tuvo un éxito tremendo. Ramón llegó a tener cien lectores inscritos y otros doscientos que no se atrevieron a inscribirse, y nunca perdió un solo volumen. Otros cubanos siguieron su ejemplo y se empezaron a abrir bibliotecas independientes en toda la Isla. La noticia salió en la prensa de Miami y llamó la atención en el mundo entero: comenzaron a recibir libros de todas partes, desde el Pen Club de Canadá hasta el Parlamento sueco. A los seis meses, el fenómeno había adquirido tales proporciones que el régimen contraatacó con la creación de las Casas Bibliotecas, unos centros barriales que resultaron un fracaso, porque sólo disponían de los libros oficiales de siempre: el Che, Fidel, Martí. Entonces, el castrismo se puso a confiscar en la aduana los volúmenes que les enviaban. Tengo ante mí la fotocopia de un documento de 2003 en el que se decomisan, “por atentar contra los intereses generales de la nación,” el libro Juan Pablo II, ese desconocido y unos folletos con la Declaración Universal de los Derechos Humanos. Pero los libros seguían y siguen entrando, llevados por turistas, por políticos, por instituciones religiosas. De manera que el régimen empezó a atosigar a los bibliotecarios. A Ramón le detuvieron y encarcelaron más de veinte veces.El 23 de agosto de 1999, 26 agentes de la seguridad vestidos de civil llegaron al domicilio de Ramón y se lo llevaron detenido. Le soltaron al día siguiente y entonces se enteró de que ya no tenía casa. Los agentes habían metido a su esposa, a su madre de 75 años y a sus hijos pequeños en un automóvil y se los habían llevado deportados a una granja militar. Pero no pudieron confiscar su biblioteca: los vecinos se movilizaron y se llevaron todos los libros, repartiéndolos por sus propios pisos.Ramón y su familia vivieron en la granja militar y luego se trasladaron a casa del suegro. El hostigamiento era tal (incluso contra los niños, en la escuela) que consiguieron el estatuto de refugiados de la ONU y salieron de Cuba en 2001. Ahora residen en Miami y siguen trabajando para apoyar el proyecto. Actualmente hay en Cuba 107 bibliotecas independientes: modestas, precariamente instaladas en cocinas o salitas, pero obcecadas y libres. En la ola represiva del año pasado cayeron 17 bibliotecarios. Fueron condenados por el conjunto de sus actividades a penas que llegan a los 20 e incluso 24 años de prisión. En el miserable y absurdo régimen cubano, leer se ha convertido en un acto heroico.

A MORTE DE SOUSA FRANCO

De lamentar a morte do candidato do PS, principalmente nas circuntâncias em que ocorreu: por desacatos na lota de Matosinhos entre membros de facções do PS local! A política à portuguesa, no seu pior!Público

CANDIDATO EM DESTAQUE

Hoje, sou eu o candidato em destaque no site de campanha do PND:www.digaomanel.com

terça-feira, junho 08, 2004

CENTRO INTERNACIONAL DE ESCULTURA (VI)

ESTORIL12.jpgATOCHO - ARÁBIAS - MOISÉS PRETO PAULO - GALERIA DE ARTE DO CASINO ESTORIL - ESTORIL - 2004

segunda-feira, junho 07, 2004

BANDEIRA DE PORTUGAL

Por, pelos vistos, haver quem não saiba como é a bandeira de Portugal, aqui se reproduz:Portugal.gifEsta entrada deve-se ao facto de estarem a ser vendidas bandeiras completamente adulteradas, como sendo a bandeira do país. Mais concretamente um conhecido hipermercado (Continente), com o patrocínio de uma televisão (RTP), colocou à venda uma bandeira feita na China onde em vez dos castelos surgem uns verdadeiros pagodes chineses!Uma vergonha!

ADEUS - EUGÉNIO DE ANDRADE

Como se houvesse uma tempestade escurecendo os teus cabelos, ou, se preferes, minha boca nos teus olhos carregada de flor e dos teus dedos; como se houvesse uma criança cega aos tropeções dentro de ti, eu falei em neve - e tu calavas a voz onde contigo me perdi. Como se a noite se viesse e te levasse, eu era só fome o que sentia; Digo-te adeus, como se não voltasse ao país onde teu corpo principia. Como se houvesse nuvens sobre nuvens e sobre as nuvens mar perfeito, ou, se preferes, a tua boca clara singrando largamente no meu peito.Eugénio de Andrade

domingo, junho 06, 2004

RONALD REAGAN

Em jeito de homenagem ao principal responsável pelo fim da "guerra fria"!
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Em jeito de homenagem ao principal responsável pelo fim da "guerra fria"!<img src="http://www.reaganfoundation.org/reagan/photographs/graphics/rr/RR_65.JPG"<b>RONALD REAGAN - 1911 - 2004</b>"Image courtesy of the Ronald Reagan Presidential Foundation, all rights reserved." <a href="http://www.reaganfoundation.org/welcome.asp"><b>Ronald Reagan Presidential Foundation</b></a>

sexta-feira, junho 04, 2004

CENTRO INTERNACIONAL DE ESCULTURA (V)

ESTORIL10.jpgESTORIL11.jpg

CONCERTO SINFONIETTA DE LISBOA

3ª feira 8 de Junho de 2004, 21h30 – Sociedade de Geografia (junto ao Coliseu dos Recreios) – Entrada Livre Logotipo.jpg Direcção: Vasco Pearce de AzevedoQuarteto de Saxofones Artemsax:Saxofone Soprano: João Pedro SilvaSaxofone Alto: João Pedro CordeiroSaxofone Tenor: Rui CostaSaxofone Barítono: Rita Nunes ProgramaMelangia (1900) Enric Morera (1865-1942) Sinfonia Apocalíptica (2004) Daniel Schvetz (1955) Music for Strings (1935) Sir Arthur Bliss (1891-1975)

INCIDENTES EM TEERÃO NO 10º ANIVERSÁRIO DA MORTE DE KHOMEINI

Sporadic clashes erupt in center Tehran on Khomeini's Death Anniversary via:SMCCDI (Information Service) Jun 3, 2004 Sporadic clashes have been reported as taking place, at this time (23:30 IR Local time), in the Amir-Abad and Keshavarz areas located in the center of Tehran and near the university. Islamic regime forces and plainclothes vigilantes backed by fresh foreign mercenaries sent from Lebanon and Sudan are attacking the crowd which seems to have gathered on the night of Khomeini's Death anniversary in order to celebrate. Roadblocks are reported to be place in order to close the perimeters Already most Iranians were seen, today, publicly congratulating each other at the occasion of the death of the founder of the Islamic regime. Many were joking and laughing while wishing Khomeini to "bun in hell is it exists!” Of course, the regime, as planned like each year, had organized, since yesterday evening, official mourning ceremonies serving tea, pastry and food to professional demonstrators and foreign Islamists. It's to note that Ayatollah Khomeini died on 15 Khordad 1368 (June 4, 1989), leaving a legacy of destruction and sorrow behind him. Many Iranians know him as the messenger of Satan rather than the God he claimed to represent. Khomeini promised heaven and justice but transformed Iran to a minefield of slaughter and butchery from each of its four corners. Mothers and fathers having lost a precious child or wives losing a beloved husband, cried out to the heavens as their loved ones were slain at the walls of executions. He promised the closing of jails but transformed Iran into a colossal prison in which no thought other than those of the Ayatollah are allowed. He praised the status of women and pledged leading roles for them in an Islamic society but transformed them into black shrouded subjects without any meaningful rights. He promised a better economy but transformed one of the most prosperous economies of the late 70's into a total bankruptcy. Many other promises that the Ayatollah made turned out to be false promises done in order to lure his naive supporters to commit the biggest mass suicide of the century. Maybe the best commentary about him ever made by western media was written by the London Times, January 1, 2000, which stated: " Khomeini's rule was, in all significant respects, a disaster.' 'For Iran it was comparable to the Mongolian invasion of the 13th century. 'For neighboring Islamic nations his effect was to frighten moderate leadership and to paralyze reform.' 'For the rest of the world he bears, in addition, a disastrous responsibility for inspiring and sanctioning state terrorism.' 'All three legacies will be hard to erase. " Ayatollah Khomeini will have his place in the dark records of the Iranian contemporary history as a man full of hate and ignorance who chose the gradual destruction of a country for fulfilling his thirst of revenge and egocentrism. The Islamic regime rulers might continue to praise his legacy of doom, devastation and desolation, but the people of Iran have issued their historical verdict about him by creating a milieu in which the regime is forced to watch over his tomb just to prevent its destruction and defilement. And as Akbar Ganji, one of its first followers, said once in an interview with a German newspaper, " Khomeini will finish in a museum." A museum of horror or the dustbin of history: such a choice will be the final sentence of the Iranian people in the near future.

A MUDANÇA É POSSÍVEL (II)

Por achar importante esta questão, vou repescar um comentário do João Tilly, do blog João Tilly à entrada aqui escrita sob este mesmo título. É claro que não concordo com o que ele diz e vou contestar no fim.É por tudo isto que o povo se deve abster nestas eleições.Há quem defenda o voto em branco como protesto contra quem nos tem trazido amarrados ao último lugar de uma europa cada vez mais longe, nos últimos 30 anos. Eu não concordo e explico porquê:A única razão que sustem o voto em branco é a de que, votando assim, se dá a conhecer inequivocamente a intenção do eleitor: o protesto contra a corja que nos tem governado e se apresenta, novamente à mesa do banquete para mais uns milhões roubados e mais uma série de desgraças para a Nação.Contra, tem tudo o resto:1º - o voto em branco NÂO CONTA PARA NADA: Na prática é como se não existisse, porque o método de Hondt que usamos pura e simplesmente o ignora. Pode haver 5 milhões de votos brancos que nenhum conta como voto livremente expresso(!) em termos de contagem e distribuição de mandatos. Só contam os válidos. Os que não forem brancos nem nulos.2º - portanto, de nada serve a deslocação e o tempo perdido.3º - E, ainda por cima, baixa a abstenção. Ou seja: para todos os efeitos, quem vota branco FOI VOTAR, embora não conte para nada, aumentando a % de eleitores e baixando a abstenção - o último escárnio que nos resta neste regime apalhaçado de democracia, em que se elegem, na prática ciclicamente sempre os mesmos, cujos anteriores mandatos os deviam levar a um Tribunal de Nuremberga, em vez de às Caraíbas com tudo pago, e a novas possibilidades de reeleição.É também por isso que o povo se deve abster em vez de se dar ao trabalho de se deslocar e perder o dia para votar... em nada.João TillyConcordo que o voto em branco é perfeitamente inútil, mas acho que a abstenção também o é. Não pensem que algo vai mudar e isto, seja qual for o nível de abstenção. Os políticos instalados estão-se perfeitamente a marimbar para isso. Poderão fazer um ar muito compungido na altura, umas belas declarações de intenção sobre a necessidade de mudança, mas tudo ficará na mesma, tal como querem!É cada vez mais claro para mim, que a mudança é possível se as pessoas não se conformarem com o que têm! Nesta campanha em que alguns discutem as características físicas dos candidatos, se insultam ou fazem de tema principal se vai haver ou não tolerância de ponto para os funcionários públicos dia 11, há quem tente discutir a Europa, nomeadamente a Constituição que nos querem impor. Mas esses são omitidos e empurrados para um limbo informativo porque aos partidos instalados não convém discutir estes assuntos!Por acreditar que a mudança é possível, por não me conformar, apostei no PND. Não estou nada arrependido e cada vez tenho maior orgulho na minha escolha. E espero que muitos portugueses me acompanhem no próximo dia 13, porque, A MUDANÇA É POSSÍVEL!

quinta-feira, junho 03, 2004

CENTRO INTERNACIONAL DE ESCULTURA (IV)

ESTORIL09.jpgCAFÉ MARACANÃ - CARLOS ANDRADE - GALERIA DE ARTE DO CASINO ESTORIL - ESTORIL - 2004

ENTREVISTA A OSWALDO PAYÁ

(via Unión Liberal Cubana)(Entrevista exclusiva a Oswaldo Payá sobre el llamado Diálogo Nacional para el Diario Las Américas, realizada la noche del jueves 27 de mayo del año 2004 y publicada en la edición del domingo 30 de mayo). Por Alberto Muller.AM: ¿Por qué el Diálogo Nacional cuando el castrismo sigue sordo y mudo ante los reclamos de libertad y apertura del pueblo y por qué se escoge la fecha aniversario del asesinato de un martir de la talla heroica de Pedro Luis Boitel para lanzar el proyecto ?OP: Desde que iniciamos el Proyecto Varela tuvimos contacto con decenas de miles de ciudadanos cubanos por todos los rincones de la isla y todos reconocían en el Proyecto Varela una vía como un primer paso hacia la liberación.Todo ese esfuerzo se realizó bajo una presión represiva inmensa, con detenciones, con saqueos y con amenazas a los compañeros. Durante toda esa etapa inicial, los ciudadanos nos decían: “y ahora que va a pasar en Cuba después del Proyecto Varela; qué va a pasar con la crisis de la vivienda; qué va a pasar con los militantes del partido comprometidos con la represión; qué va a pasar con la propiedad; qué va a pasar con la economía; qué va a pasar con la vida.”Porque el totalitarismo lo aprisiona todo y no deja rendijas de participación para nadie y el Proyecto Varela era para ellos una ventana abierta a la libertad. Entonces nos propusimos elaborar un Documento de Trabajo, que es el se va a discutir durante el Diálogo Nacional. Aclaro que dicho documento no pretende abarcarlo todo, sólo va a servir como un punto de partida para que los cubanos diseñen un instrumento para la transición.Tenemos el desafío como pueblo de diseñar nuestro futuro. El gobierno dice que no hay futuro, pues mantiene un inmovilismo aterrador, como si esta situación de no-derechos alrededor del ciudadano cubano pudiera prolongarse indefinidamente.AM: Eso es lo que oficialismo pretende...OP:Mientras se prolonga este inmovilismo oficial, el pueblo tiene más desventajas. Y eso provoca que el pobre pueblo sea más pobre y que la corrupción institucionalizada del gobierno que se instala con más fuerza agudice las diferencias económicas y sociales de toda la población. También este escenario estimula la tendencia a la inmigración que desgarra a la familia cubana y que cada día que pasa es mayor.AM: Es decir que el daño es cotidiano...OP: Por eso los cubanos ante el inmovilismo oficial tenemos que decir que sí hay futuro y ese futuro tenemos que construirlo nosotros, no podemos esperar por la muerte de Fidel Castro ni por factores externos ajenos al propio pueblo. Esto es muy propio del pensamiento no-violento del Movimiento Cristiano Liberación que intenta ir a la raíz del asunto. En Cuba solo habrá un futuro de paz y de verdadera justicia, donde nuestra identidad se reafirme y nuestra soberanía sea una realidad, si el cambio lo hacemos los propios cubanos. Por lo tanto este Diálogo es un instrumento de participación, que estamos obligados a realizar, como vía de integración de voluntades en una realidad muy compleja y represiva.Se nos va la vida en el esfuerzo, pero hay que realizarlo. Por eso preparamos el documento de trabajo, que sabemos que no es perfecto y que tiene defectos, pero que sirve de instrumento modificable para el diálogo. Si los cubanos del gobierno quieren participar, serán bienvenidos. Si no quieren participar, de todas formas vamos hacer el diálogo, pues el resto del pueblo sabemos que quiere ser parte del futuro.El gobierno ha dado muestras reiteradas que no quiere al Proyecto Varela, tampoco aparentemente quiere el Diálogo, pero en asuntos de reclamar derechos, el pueblo es el que tiene que querer.Los interesados en el diálogo somos la inmensa mayoría de todos los cubanos, dentro y fuera de Cuba.Uno de los aspectos básicos de este diálogo, es que es una liberación, que sirve para que los cubanos dejen de pensar que sólo puede ocurrir un cambio si el gobierno lo permite. Si el gobierno está ahí precisamente para no permitir ningún cambio, que es una tremenda contradicción.El diálogo no es excluyente, aunque sabemos que el gobierno va a intentar prohibir a sus seguidores, y a sus militantes, que participen. Pero no podemos paralizarnos porque el gobierno tenga a un sector del país atrapado en el inmovilismo porque ellos no creen en la libertad. Y para completar la respuesta te diría que escogimos la fecha porque es providencial la coincidencia y Pedro Luis Boitel fue un hombre que entregó su vida por la libertad de Cuba. Además, porque con esto queremos expresar una continuidad histórica con la lucha de nuestro pueblo por superar a un régimen que ha usurpado todas las dimensiones de la vida del cubano y que ha demorado y dañado la vida de varias generaciones.Y no sólo le rendimos homenaje a Pedro Luis Boitel, sino que es una forma de rendir homenaje a todos los presos políticos de todos estos años de cautiverio y dolor. Al mismo tiempo estamos diciendo, somos un solo pueblo con un mismo problema.AM: El diferendo real en Cuba es entre el pueblo y el gobierno, pero a Fidel Castro le encanta desviar este diferendo hacia Estados Unidos. ¿ Qué opinión tienes del documento que acaba de publicar la Casa Blanca sobre la transición cubana ?OP: Yo no he leído el documento de la Casa Blanca en su conjunto, pero cuando hicimos nuestra declaración “Varela Vive” por el segundo aniversario de la entrega de las firmas del Proyecto Varela a la Asamblea Nacional del Poder Popular, fuímos al hecho básico de insistir que pertenece a los cubanos el proyecto de esperanzas que genera la transición. No dudo de la buena voluntad de los que participaron en la redacción del documento de transición de la Casa Blanca. Y es positivo que se hable de cooperación una vez que se inicie cualquier cambio en Cuba, pero es muy importante que se acepte que la transición es una tarea de los cubanos y los que la tienen que definir y diseñar son los cubanos.Por eso cualquier otro término del documento que supuestamente mencione como estimular el protagonismo de los disidentes para acelerar la transición, es muy sensible y peligroso, pues se presta a que el gobierno los use para justificar la represión. No olvidemos que en las condenas a los 75 oposicionistas del año pasado, se atribuye falsamente que reciben aportes económicos del extranjero, y eso es mentira. La transición debemos definirla nosotros los cubanos.Hago un llamado para no convertir el documento de la Casa Blanca como el diferendo básico, contra el totalitarismo. La confrontación por la libertad y la democratización cubana está entablada entre el castrismo y el pueblo en las calles de este país. Y la erradicación de la violación de los derechos humanos, la erradicación del hambre y la restauración de todos los derechos en Cuba corresponde soberanamente a los cubanos. AM: Gutiérrez Menoyo en casi todas sus declaraciones desde Cuba termina criticando al Proyecto Varela y a Oswaldo Payá. ¿Qué nos puedes decir de esta obsesión de Menoyo ?Payá.- No quiero hacer de estas repeticiones de Menoyo un tema, porque todavía no he visto nada positivo, y parece que él lo que quiere es convertirse en tema o en portavoz. Resulta muy curioso, desde que llegó a La Habana se ha dedicado a calumniar con el mismo lenguaje del gobierno contra los disidentes y contra casi toda la oposición, como para descalificarla y obtener la mirada complaciente del régimen. Nosotros no descalificamos a nadie, inclusive cuando Menoyo llegó a Cuba, le dimos la bienvenida y apoyamos su derecho a vivir en este país.Pero, inmediatamente comenzó a insultar a los disidentes, justificando la represión salvaje del gobierno. Menoyo se interesó más en coincidir con el gobierno castrista que en acercarse al movimiento disidente que opera en la isla con un heroismo singular, tanto en las prisiones como en las calles. Con Menoyo hoy, lo decimos con dolor, no tenemos nada en común.AM: ¿ Próxima meta del Proyecto Varela ?OP: Bueno, pienso que con el Proyecto Varela por primera vez se miró desde el resto del mundo hacia Cuba, no a través del prisma de la vieja confrontación con Estados Unidos, ni de las supuestas diferencias con otros países, sino que se miró a Cuba a través de los derechos que reclamaban los cubanos con una transparencia de dignidad. Y todo un reclamo de los cubanos desde la propia ley vigente, aunque la ley sea injusta y el propio gobierno la viole.Este punto, que algunos grupos en el exterior no lo han entendido plenamente, de que los cubanos estén reclamando sus derechos que son fundamentales y están reconocidos universalmente desde el mamotreto legal e injusto del gobierno, es muy llamativo y poderoso. Y esto fue un paso de avance para todo el movimiento disidente, no sólo para nosotros, sino para toda la oposición y para el pueblo de Cuba. Por primera vez el mundo se solidarizó con el pueblo de Cuba sin relativizaciones ideológicas, es decir en el mundo muchos se preguntaban si los cambios podrían esperarse desde el oficialismo o si Cuba caería en manos de Estados Unidos.Con el Proyecto Varela el mundo comenzó a sentir a un pueblo que pide derechos porque el gobierno no los respeta ni los ofrece. Por eso aunque muchos deseen ver enterrado el Proyecto Varela dentro del gobierno y lamentablemente algunos pocos desde la oposición, podemos asegurar que el Proyecto Varela sigue vivo.AM: ¿ Por qué el gobierno reprime desproporcionadamente al Proyecto Varela desde la Seguridad del Estado, desde la policía y desde todas las instancias de fuerza ? Pues simplemente porque temen al Proyecto Varela y a su opción de solución pacífica. Además el gobierno carece de respuesta ante la simple consulta que plantean los ciudadanos que lo firman. Por eso seguimos recogiendo firmas. Hay un Comité Ciudadano de varios cientos de miembros por todos los rincones del país, que trabajan con muchas necesidades materiales, que son discriminados y perseguidos, pero que no se dejan vencer por las adversidades.La Seguridad de Estado trata a estos cubanos humildes que recogen firmas para el Proyecto Varela como si cazara a animales salvajes. Los detienen, los golpean, los amenazan como si fuesen animales de la selva, para intentar quitarles los documentos con las firmas. Esto retrasa el proceso y lo que demuestra es que el gobierno teme que el pueblo conozca y se incorpore al Proyecto Varela. Por eso el Proyecto Varela sigue siendo una esperanza y una vía de movilización y participación de cientos de miles de cubanos, que al final va a traer el cambio, sea cual sea la respuesta del gobierno. Nuestra determinacion de lograr el cambio pacífico no ha cejado.Y te digo esto, Alberto, el Proyecto Varela puede ser criticado, pero con toda la dignidad que merecen nuestros presos y los que trabajan en la recogida de firmas, ellos no están al lado de un teléfono con aire acondicionado haciendo declaraciones. Ellos están en las calles, sudando mucho, gastando sus propios zapatos, pasando hambre, en un movimiento real de esperanza que comparten con el pueblo. La otra opción, que rechazamos, es la de esperar a que las cosas pasen en pronósticos o en nostalgias, pero eso no es lucha.AM: ¿Y que se propone el Proyecto Varela en este preciso momento?OP: El Proyecto Varela está en una situación muy positiva y en un campo de acción muy amplio, donde el gobierno hace uso de todos sus recursos de fuerza para reprimirlo y aplastarlo, como un muro de contención. La potencialidad en Cuba, para un movimiento cívico como el que impulsa el Proyecto Varela, son ilimitadas y esperanzadoras. El Proyecto Varela es una vía de movilización, es una esperanza de cambio pacífico. Por supuesto tiene toda esta adversidad represiva conocida, pero el Proyecto Varela está activo porque defiende derechos. Si hubiera otros proyectos, le daríamos la bienvenida, pues nosotros no somos excluyentes, pero el Proyecto Varela está activo y sigue su ruta de liberación.AM: A todos los periodistas que van a Cuba, y he tenido la oportunidad de compartir y reunirme con algunos, les llama la atención la persecusión sistemática del gobierno contra Oswaldo Payá y cómo el gobieno te amenza de muerte públicamente. ¿ Cómo se siente Payá ante estas amenazas de muerte ? OP: Mira, para ser preciso, una veces me muevo en bicicleta y me persiguen. Otras me muevo a pie y me persiguen. Y en las menos, me muevo en una guaguita VW vieja y me persiguen. La persecución del gobierno tiene todo el tiempo y la crueldad para seguir atrás de mi como un perro rabioso. Los agentes que me siguen a todas partes me dicen sin pudor que hay una orden de aniquilarme si se ve en peligro la revolución. Pero la amenaza es muy directa, peligrosa y grosera. No creo que sea sólo una medida de intimidación y voy a decirlo con palabras claras, ellos me anuncian que Fidel Castro ha dado la orden de aniquilarme en mi propia casa y delante de mi famiia ya están dadas. No alardeo de valentía, pero no voy a salir corriendo, y el gobierno a estas alturas debe saberlo. Si el gobierno me quiere matar, me siento en manos de Dios y con la conciencia tranquila.AM: En el exilio hay grupos de prestigo, como el Consejo de la Libertad, que integran hombres y mujeres de bregar incansable, como Diego Suarez, Nioiska Perez Castellón y Horacio García, por mencionar a algunos, que por distintas razones han discrepado del Proyecto Varela. Con este llamamiento de Diálogo Nacional, ¿han ustedes concebido la posibilidad de acercarse a estos grupos discrepantes, pero honorables?OP: Los más críticos han sido el gobierno y este grupo, pero nosotros los respetamos a todos. Este Diálogo Nacional no es una negociación ni un diálogo entre la oposición, pero es un ámbito adecuado para que todos intercambiemos opiniones, pues más allá de las diferencias existentes, tenemos la obligación en común de construir el futuro. Que es lo que ocurre, el futuro es de todos, no es de ningún grupo, es tanto de ellos como de nosotros. Hay quien va a decir que este Diálogo lo propone el Proyecto Varela, pero en fin alguien tenía que proponerlo y no nos encubrimos para ello y no nos creemos con ningún mérito por eso.Estamos llamando para que todos nos integremos en un proceso pacífico para buscar lo mejor para Cuba. Y el pueblo de Cuba se va a sentir más seguro. De nuestra parte creo que las diferencias no pueden convertirse, ni las nuestras ni las de otros, en un freno, pues en nuestro entendimiento está el futuro de Cuba y la salvación del pueblo. El sentido del Diálogo Nacional es la participación de los ciudadanos. Todos tienen está opción. Y cada grupo puede ofrecer sus opciones y enviar sus consideraciones.Aceptamos la crítica fuerte cuando se basa en verdades y nos ofende la crítica cuando nos atacan con mentiras, pues no nos alcanza el tiempo para desgastarnos en está dinámica dentro de Cuba. Y por eso a este grupo que mencionas en la pregunta, siempre lo hemos respetamos mucho. Este Diálogo es de todos y preciso:1) Nosotros estamos dispuestos a dialogar dentro y fuera de Cuba con todos.2) Este Diálogo Nacional rebasa el marco de las relaciones particulares y en él pueden participar todos. Pero claro, lo no se puede pretender es reducir este diálogo de participación amplia de ciudadanos para buscar acuerdos de grupos. Ese no es el objetivo.AM: ¿ Cómo ves la situación de Cuba ante las nuevas medidas del gobierno de aumentar los precios de los productos en el área dólar?OP: La opinión más generalizada por acá son que las medidas no tienen una vinculación con las medidas de la Casa Blanca. Y la reacción ha sido de disgusto y de decepción por parte del pueblo. El pueblo se siente como cuando le toman el pelo. Yo sospecho que las medidas estaban preparadas de antemano. Por primera vez hemos visto a los carros de la policía "las perseguidoras," hasta dos y tres en cada comercio de área dólar. Esto sólo va a provocar que los pobres sean más pobres, porque los que tienen el privilegio oficialista desde siempre, a estos no les afectar nada. Y hay que recordar que durante muchos años, quien prohibía a los cubanos del exilio, pues hasta los trataba como "gusanos," venir a este país, su país, era el gobierno cubano.Y que los cubanos en esa época no podían poseer un dólar, porque era delito. Los que prohibían escribir a sus familiares en los Estados Unidos, eran los del gobierno. Y ahora es paradójico que este país depende de lo que envían los hermanos nuestros del exilio, lo que demuestra la inmensa humanidad y amor del cubano desde el exterior hacia su pueblo en intramuros.AM: ¿ Qué mensaje se te ocurre enviar desde tierra cubana a este exilio lleno de dolores, de distancias y de nostalgias?OP: En un plano muy personal esa nostalgia del exilio es la misma nostalgia nuestra por el exilio, pues ellos son una parte muy nuestra que se nos fue. En nuestros corazones hemos vivido y padecido el dolor del exilio. No es mi intencón comparar sacrificios, pero sé que el sufrimiento ha sido cruel e intenso, aunque hayamos vivido en diferentes escenarios.Siento que entre todos hemos sufrido inmensamente, pero estoy convencido de la buena voluntad y del amor entre todos, del mismo espíritu de lograr los derechos y la libertad para todos los cubanos. Dicho esto, quiero decir de manera muy directa, que pudira no hacerse este Diálogo y pudiera fracasar el Proyecto Varela, pero creo que sería un fracaso de todos, simpatizantes y discrepantes. ¿Por qué? Pues porque hay un peligro real de puertas cerradas para el futuro de Cuba. Y nosotros somos parte de una vanguardia que quiere las ventanas y las puertas abiertas. Por eso llamamos a la solidaridad con este pueblo. De ninguna manera estamos propiendo un diálogo entre el pueblo y la emigración, pues consideramos que los cubanos de la emigración son parte del pueblo.AM: Por segundo año consecutivo Oswaldo Payá está nominado para el Premio Nobel de la Paz. Este año la candiatura luce con más fuerza. ¿ Cómo recibirías este reconocimiento ?OP: Mira, no lo tomes como un exceso de modestia. Hubo tiempos en que se hablaba mucho de esto, pero te confieso que hacía muchos meses que ni me acordaba del tema, pues sinceramente estoy sumergido en los problemas cotidianos. Realmente lo veo poco probable. Lo positivo de estas propuestas es que se sigue mirando el esfuerzo de la disidencia, pues este no es un esfuerzo solitario del Proyecto Varela, ni de Oswaldp Payá, ni de ningún grupo en particular. Este es un reconocimiento a los derechos de los cubanos, porque el pueblo cubano ha mantenido su línea cívica con un mérito de todos. Quizás en pocos lugares del mundo se ha dado un movimiento cívico tan humanista. Por eso es tan injusto que los prisioneros de la Primavera de Cuba hayan sido condenados por su pacifismo y estén siendo maltratados tan inhumanamente.AM: Ahora que estás comentando sobre el presidio, a nuestra redacción acaba de llegar la noticia de una Huelga de Hambre en la prisión del Cinco y Medio en protesta por los maltratos de unos activistas del Proyecto Varela. ¿Qué nos puedes decir de este hecho gravísimo?OP: Debo decir que el hecho es cierto y los reclusos en cuestión son José Daniel Ferrer y Leonel Grave de Peralta, dirigentes del Proyecto Varela, y los otros dos son destacados disidentes como Diosdado Marrero y Armando Hernández. Este último fue trasladado a la fuerza a una unidad de prisioneros comunes. Entonces se declaró en huelga de hambre y lo arrastraron y lo golpearon salvajemente. El resto del grupo protestó solidariamente por la golpiza y ahora los cuatro están en una celda de castigo, en donde apenas cabe un prisionero. Los cuatro están en huelga de hambre. Pero los abusos en las prisiones de Cuba están a la orden del día. La crueldad en las prisiones es sistemática, inimaginable y cruel. No descansen en denunciarla y aprovecho para agradecer al Diario Las Américas por esta oportunidad honrosa de dirigirme a mis compatriotas del exilio.Gracias...

PROVÉRBIO ÁRABE

"Examine what is said, not him who speaks." Arab proverb.

MARIONETAS

Teatro de Marionetas A TARUMBA, organiza pelo 4º ano o FESTIVAL INTERNACIONAL DE MARIONETAS E FORMAS ANIMADAS, em Lisboa, até 6 de Junho.Dedalus-1.jpgFestivalPrograma Completo

quarta-feira, junho 02, 2004

CENTRO INTERNACIONAL DE ESCULTURA (III)

ESTORIL08.jpgQUADRIGÉMEAS SIAMESAS - MATTHIAS CONTZEN - GALERIA DE ARTE DO CASINO ESTORIL - ESTORIL - 2004

ARTE DE OPINAR

Para o Nuno Moreira de Almeida, pelo primeiro aniversário do seu blog, um forte abraço.arte de OPINAR! </a>, agora, verde e rubro, puxando pela nossa selecção!

COMUNHÃO - MIGUEL TORGA

Tal como o camponês, que canta a semearA terra,Ou como tu, pastor, que cantas a bordarA serraDe brancura,Assim eu canto, sem me ouvir cantar,Livre e à minha altura.Semear trigo e apascentar ovelhasÉ oficiar à vidaNuma missa campal.Mas como sobra desse ritualUma leve e gratuita melodia,Junto o meu canto de homem naturalAo grande coro dessa poesia. Miguel Torga

AS AVENTURAS DO SR. BRUXELAS

Não percam, as Aventuras do Sr. Bruxelas, uma divertida banda desenhada, em www.digaomanel.comsr_bruxelas.gif

terça-feira, junho 01, 2004

CENTRO INTERNACIONAL DE ESCULTURA (II)

ESTORIL07.jpgSEM TÍTULO - ROMEU COSTA - GALERIA DE ARTE DO CASINO ESTORIL - ESTORIL - 2004

ENCONTRO DE BLOGS NO ALANDROAL

almocoblogs_eu_vou_barra_cromologica.jpgNo dia 03 de Julho todos ao Alandroal no maior encontro de blogs de que há memória.As inscrições terminam em 15 de Junho.Inscreva-se , enviando mail para ltata@sapo.pt com nome, blog e telefone.(Por acaso, nesta data é-me impossível comparecer, mas apoio totalmente a organização).

A MUDANÇA É POSSÍVEL

Muita animação nesta campanha eleitoral! Os insultos saem com uma facilidade impressionante!Até quando é que as pessoas vão suportar este baixo nível?Não votando nestes senhores, mas não deixando de exercer esse dever cívico, a mudança é possível!Ora leiam lá as parvoíces com que os senhores do sistema se divertem entre eles:Ana Manso sobre Sousa Franco:"À frente da lista do PS temos um homem sem categoria. E não é por lhe faltar alguma coisa em termos físicos".in Público 01/06/2004Paulo Portas acusou Sousa Franco de ser "o pai, a mãe, o avô, a avó, o gato e o periquito do défice"."Ele não é apenas o pai do défice. É o pai, a mãe, o avô, a avó, o gato e o periquito do défice". "E a família do défice está para as finanças públicas como a família Adams está para os filmes de terror".in Público 31/05/2004Manuela Ferreira Leite, para um deputado socialista: "O senhor não merece o ordenado que recebe", "O senhor não sabe do que está a falar", "a pergunta é de um ignorante" e "não percebe o que se lhe explica". in Público 28/05/2004Carlos Carvalhas, para o primeiro ministro: "O senhor não tem coragem, é um cobarde"in Público 27/05/2004Durão Barroso, para Louça: «O senhor é insuportavelmente arrogante e desonesto intelectualmente e não merece qualquer resposta.»in Diário de Notícias 27/05/2004