terça-feira, dezembro 09, 2003
DESAFIO
Um desafio ao Dr. Pacheco Pereira, no seguimento do que escreveu sob o título "INCOMODIDADE DE SÁ CARNEIRO": quando acabar a sua obra sobre Álvaro Cunhal, porque não escrever sobre Sá Carneiro?
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livros
RÁDIO FADO
RÁDIO DA SEMANA: Rádio FadoAlguns dos fados:A Moda das Tranças Pretas --> Vicente da Câmara Canto o Fado --> Carlos Ramos Embuçado --> João Ferreira Rosa Foi Deus --> Amália Rodrigues Noite Apressada --> Camané Senhora do Monte --> Alfredo Marceneiro
BARNABÉ - LIXO
No passado sábado, no Público, a Helena Matos exprimiu claramente aquilo que penso, pelo que transcrevo o artigo. Acrescento só, que mais uma vez se prova que não há gente tão preconceituosa como a extrema esquerda. Retirado link.Os Herdeiros Por HELENA MATOSSábado, 06 de Dezembro de 2003 Não sei se por causa do distanciamento inerente ao suporte "on line", se pelo anonimato ou ainda pela informalidade coloquial que caracteriza a linguagem de muitos deles, encontramos nos blogues considerandos que os seus autores dificilmente assinariam num página de jornal ou profeririam numa televisão. É este o caso de um texto assinado por Daniel Oliveira no blogue Barnabé a propósito da participação de Odete Santos numa peça de teatro de revista actualmente em cena no Parque Mayer. A 21 de Novembro, sob o título "A Louca", Daniel Oliveira, escreveu no blogue Barnabé: "Odete Santos agora é actriz de revista. Parece-me indicado. Entre várias personagens, faz de D. Maria I, a Louca. Uma pessoa que conheço foi vê-la, por mero interesse antropológico (ou será psiquiátrico?)." Tal título, a par duma fotografia, retirada da revista "Visão" em que Odete Santos posa vestida de D. Maria I com a legenda "80 anos para isto", não passaram desapercebidas a muitos daqueles que fazem o mundo dos blogues. Vale a pena ler as respostas de Daniel Oliveira a estes comentários, nomeadamente àqueles que Pacheco Pereira fizera no seu blogue, Abrupto. Daniel Oliveira nega ter escrito o que escreveu "por Odete Santos ser feia ou bonita e ainda menos por ser mulher. Não, não se trata de nada da vida privada de Odete Santos. Odete Santos está a posar para o fotógrafo da revista 'Visão', consciente do que faz. E fá-lo para gáudio do seu partido, o partido de que fiz parte durante quase dez anos, onde nasci e onde se mantém grande parte daqueles que me deram formação política. Goste-se ou não da reserva a que se obrigam os dirigentes do PCP, ela fez parte da formação que recebi. '80 anos para isto' quer dizer isto mesmo: 80 anos de PCP, com altos e baixos, erros tremendos e muitos heróis. 80 anos onde o PCP nunca, até há três anos, usou o desequilíbrio de alguém para somar uns votos e dar um ar 'mais arejado'. (...) O título que lhe acrescentei é o que sinto que estão a fazer a uma herança que também é minha."Afinal o Barnabé é mesmo diferente dos outros: encontram-se outros blogues igualmente machistas e misóginos, mas o seu egocentrismo é inexcedível. Odete Santos não deve fazer teatro de revista para não destruir a herança de Daniel Oliveira, seja ela qual for. As heranças levam os mais comuns dos mortais a praticar destemperos inomináveis, mas exigir-se a alguém um determinado padrão de comportamento para que a herança de outrem não fique em risco é, sem dúvida, um caso inigualável. E, sobretudo, deixemo-nos de rodeios, não é verdade que o sexo, a idade e o aspecto físico de Odete Santos sejam alheios às afirmações que sobre ela tece Daniel Oliveira. Basta ler outros comentários inscritos nesse blogue para perceber o imaginário que está subjacente ao paradigma de imagens com que as mulheres aí são mimoseadas: "A ministra [Manuela Ferreira Leite] faz-me lembrar o caseiro que esconde a filha donzela a sete chaves para proteger a sua honra, mas não se importa que a filha do patrão seja uma galdéria, porque é uma rapariga moderna." Sendo mulher, Odete Santos teria nesta cosmogonia dois tipos de comportamento à escolha para não destruir a herança de Daniel Oliveira e dos seus clones: manter-se no estereótipo da camarada, companheira... testemunha muda dos "erros tremendos e muitos heróis" (no masculino, claro!) do partido, ou então adoptar o género "gauche caviar" tão a gosto do Bloco de Esquerda. Tivesse Odete Santos levado a sua vida parlamentar com o cinzentismo de Heloísa Apolónia e jamais seria referida para o bem ou para mal. Não só não dava cabo da herança de ninguém, como teria direito a que, no dia em que lhe dispensassem os serviços, a considerassem uma extraordinária companheira e outros extraordinários quejandos reservados às mulheres que fazem aquilo que os homens esperam que elas façam. Claro que, se Odete Santos fosse mais nova, se se preocupasse mais com o que aparenta ser do que com aquilo que é, sobretudo se, em vez de ter ido para o Parque Mayer, tivesse escolhido um grupo de teatro independente, preferencialmente um daqueles grupos tão independentes que se independentizaram do público, em vez de destruir a herança de Daniel Oliveira, estaria a bruni-la. E aí ninguém se chocaria com a má qualidade do texto da sua personagem. Antes pelo contrário, só tinha de andar dum lado para o outro sacolejadamente, sentar-se inopinadamente numa das duas cadeiras que, por junto, totalizam os adereços nestas peças, gritar dois ou três palavrões, suspirar uma vez e acabar a cena olhando para o infinito da sala vazia. Tivesse Odete Santos as medidas e a idade adequadas e até poderia nem representar. Bastava-lhe desfilar com a roupa dum qualquer criador para beneficiar desse sacrossanto estado de graça das "bonitas a valer/camaradas nada dogmáticas/intelectuais interessantíssimas". Veja-se, a este título, a polémica ocorrida em França a propósito da escolha da apresentadora de televisão Evelyne Thomas para busto da República. Quais são as suas qualidades republicanas?, perguntavam os mesmos que nunca se interrogaram sobre as qualidades republicanas doutras mulheres escolhidas anteriormente. Quais seriam, por exemplo, as qualidades republicanas duma das escolhidas anteriormente, Inês de La Fressange? Ser filha de aristocratas e dizer que teve uma educação selvagem na propriedade mais que secular da sua família? Quais seriam as qualidades republicanas de Laetitia Casta? Fazer desfiles de moda? E de Brigitte Bardot? E, pese os seus desempenhos cinematográficos, o que tem Catherine Deneuve a ver com a República? Não tendo nenhuma delas nada que republicanamente as distinga - antes pelo contrário, são beneficiárias desse incensado sangue azul que é a beleza -, porque não foi a sua escolha tão polémica quanto a de Evelyne Thomas, certamente a menos bonita de todas, mas a mais popular? É óbvio que existem herdeiros à esquerda e à direita, e nada é mais chauvinista e reaccionário do que aqueles momentos em que todos os herdeiros se unem em cruzada. Os herdeiros sentiram-se chocados, em França, com o facto de esta mulher, conhecida por apresentar programas televisivos de grande audiência, ter sido escolhida para representar a República. Em Portugal, os herdeiros da esquerda, supostamente renegaram a herança, mas, à cautela, querem que as vestais-camaradas zelem pela integridade do seu berço. Quando souberam que Odete Santos representava no palco do Parque Mayer, os herdeiros nem a foram ver. Contam o que lhes contaram e fazem contas de somar e subtrair na suposta herança que têm medo que seja delapidada. Como os filhos pródigos nos romances de Eça, os herdeiros sabem que um dia voltam a casa para pedirem a legítima ao paizinho.
segunda-feira, dezembro 08, 2003
SE EU PUDESSE - ALBERTO CAEIRO
Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento ...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva ...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja ...
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento ...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva ...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja ...
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Poesia
sábado, dezembro 06, 2003
TACOVIN
Segundo o relatório Porter, um dos "clusters" a desenvolver em Portugal, ou seja uma das competências que deveriamos explorar é o vinho.Mas muito pouco tem sido feito. Se compararmos os sites dos nosso vinhos com os do vizinho do lado, percebe-se logo, que, por muito bom que seja o produto ( e infelizmente nem sempre é melhor), sem um bom marketing não vamos longe.Vejam bem este site, de uma região espanhola praticamente desconhecida (Tacoronte Acentejo - nas ilhas Canárias), mas de tal qualidade (o site), que dá vontade de experimentar os vinhos!Tacovin
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vinhos
sexta-feira, dezembro 05, 2003
THE WEST MUST SUPPORT THE IRANIAN PEOPLE
by Amber Pawlik amp237@psu.edu Em: Activistchat.Most Westerners know very little about the psyche of the Iranian population. Those who think they do are usually nothing more than elitist leftists who are projecting what they want to believe about Iranians unto the Iranians. I’ve gotten into many debates with leftist elitists who insist that the Iranian population is Muslim. I was on the phone with a man (who sympathizes largely with communist theory), and I brought up Iran. The first thing he said to me was, “They are Muslim.” Although he asserted that they are Muslim, he in fact revealed the opposite. The fact that as I brought up the Iranian people, he immediately defended the notion that they are Muslim proves that the issue is debatable. Those insisting the Iranians are Muslim are leftists who fundamentally need to believe that the entire rest of the world is Muslim. They are of the naïve belief that people everywhere would just like a kinder, gentler version of Islam. They are wrong. Many people around the world, especially in Iran, are not Muslim and in fact hate it. It’s time to shed light on the secular psyche of the Iranians. Ever since my work on Shirin Ebadi, I’ve been in contact with several Iranians from around the world – including phone contact with an Iranian living in Tehran. Let me tell you what they have told me.I’ll tell you about my first phone conversation with my friend in Tehran. I said to him at the end of the conversation, “I hope and pray that Iran is free someday so I can safely visit you.” He said to me, “Don’t pray. Praying gets us nowhere and got us into this mess.” Just today (Thursday Dec 4, 2003), four popular fast food restaurants were shut down in Tehran, Iran because the Iranian youth at the restaurants were behaving in ways that were “un-Islamic.” “Young women, in particular, have incurred the wrath of hardline authorities by wearing make-up, short coats and colorful scarves pushed back to expose as much hair as possible instead of the head-to-toe black chadors deemed necessary by the country's ruling clerics to protect a woman's modesty.” The Iranian youth purposely violate Islamic law in favor of going to fast food places to mingle with the opposite sex and let their hair down. Do they sound Muslim to you? Most are shocked to learn that Iran, which is a theocracy, is made up of a population that is not Muslim. Surely a government that is the most vigorous theocracy in the Middle East would be filled with Muslims. But it is the exact opposite. The more un-Islamic the people are, the more insistent those who want to create an all Islamic society are in forcing Islam upon them. It was the Iranians, not any other country in the Middle East, who did not only cheer on 9-11, but in fact have come to support the Americans. The Iranians favor the West and Western ideals in more ways than one. For centuries, there has been a battle between reactionary mullahs and ancient Persian heritage. The mullahs have been doing every thing they can to force their culture down upon the Iranians. As an example, the mullahs have banned parents from naming their children ancient Iranians names and instead force Arabic names on the children. It is difficult to tell how many Iranians actually support Islam because leaving Islam is punishable by death inside the Islamic Republic. But every indication tells us that a large portion of Iran's youth does not identify itself as Muslim. If the emails pouring into me are any indication, they tell me the Iranian people see Islam and its laws as a source of oppression and sexual apartheid. And even though an Iranian may consider themselves Muslim, they still consider themselves Iranian first and Muslim second. If you want to see the secular psyche of Iranians, you really have to do little research on the internet to find it. You will find many Iranians who are downright hostile to Islam itself, with its advocacy of decapitations and floggings; Iranians who openly say they see no compatibility between Islam and human rights; or even Muslim Iranians, like Ebadi, who call for an ending of such Shariah-based laws like public stonings. Among the Iranian people, you would be hard pressed to find someone who wants to keep the government as it exists. They do not want a milder version of what exists (everyone except Ebadi that is). They want a fundamental regime change. And, I’d like to add – they would like a government minus religion. The Iranian government poses the biggest threat to the United States and the Iranian people hold the biggest potential for setting up a stable democracy in the Middle East. It is where we should turn our attention to next. We should be focused on empowering the Iranian people. They need our support in every possible – including moral and military support. The Iranian population is incredibly young. This means they are willing to fight but lack leadership. The West needs to provide it. The thugs working for the mullahs would turn their back on the government and support the people if only the people showed clearly that they will support them 100%. However, many Iranians are still waiting for a Messiah. This should stop. They need to know fundamental regime change is, ultimately, in their hands and their hands alone. The Iranian people need a whirlwind of support – a gusto – a fire under their wings to once and for all topple the Ayatollah. It should be quick, devastating, and therefore – relatively painless. They are in dire need of our support. If most Western people understood the situation in Iran, there is little doubt in my mind that Westerners would support the Iranian people – which means, toppling the Iranian government. The reason why America as a whole is hesitant to support others around the world is largely due to our corrupt intellectual leadership. Our universities, media, etc. is filled with anti-capitalist, anti-American dirtbags. I was in fact told by one leftist that we should be “cautious” about endorsing a free, capitalist society in the Middle East. He said, "I think it would be fine if civil society controlled the middle east, but I'm afraid it would turn into another stifling petite bourgeoisie modeled after the West." I would like to take his concern to the Iranian people. Let them choose: a theocracy which stones its women for committing adultery or – oh the horror – a system with a middle class. Leftists are reprehensible. They are Khatami apologists, insisting Iranians would like to just work with the system. A large part of the reason they won’t support Iranians is because it makes their complaints look petty. Western intellectuals complain the capitalist system victimizes people – Americans simply can’t turn down Big Macs at McDonald’s or Hershey bars at the supermarket. Meanwhile, in Iran, virginal women are raped before they are executed so they don’t die virgins – because some Shiite clergy a few centuries back decided that executing a virgin was unlawful. Regardless what political-economic system is ultimately set up in Iran or elsewhere, one thing is for sure: it will be far better than what exists now. I am addressing this to you – a Western person, especially those on college campuses. Tell everyone you know about the Iranian peoples’ situation. Write letters. Send this article to your friends. Get the word out. I believe it is in the heart of every American to see people around the world enjoy the freedoms we do.
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irão
MENSAJE DESDE CUBA A LA UNION EUROPEA
O dissidente Oswaldo Payá Sardiñas foi convidado pelo Parlamento Europeu, para fazer uma intervenção em Bruxelas, tendo sido impedido de comparecer pelo governo cubano.Eis a carta que ele escreveu sobre este assunto, transcrita de Unión Liberal Cubana:La Habana, Noviembre 29, 2003AGRADEZCO LA INVITACIÓN que me hicieron y todos los esfuerzos para que yo pudiera estar en Bruselas el 1º de Diciembre. En mi país, no es un derecho reconocido por el Gobierno. Quiero denunciar que yo acepté esta invitación y que si no estoy ahora en Europa es porque el gobierno de Cuba lo impide. No permitió que el Parlamento Europeo les presentara la invitación, para que así yo no pudiera, ni siquiera iniciar los largos y complicados trámites que debe hacer un ciudadano cubano, antes de que el Gobierno decida si le deja viajar o no.En diciembre del año pasado recibí el Premio Sajárov, como un reconocimiento a los que en Cuba luchan por los derechos fundamentales. Poco tiempo después de mi regreso decenas de compañeros fueron detenidos, juzgados sumariamente en juicios predecididos, enviados a prisiones a cientos de kilómetros para hacer sufir a sus familias y encerrados en jaulas, a veces tapiadas y llenas de insectos y ratas. Comida de campos de concentración, visitas cada 90 días, la tortura del hambre permanente y diversos maltratos y humillaciones.Yo los invito a que lean las propias actas fiscales, no nuestros informes, sino las acusaciones, exageradas y deformadas, de la Seguridad del Estado, que preparaba el libreto de los juicios. Aun así, ¿de qué se les acusa?: de escribir artículos, de tener un radio portátil, de recibir treinta o cuarenta dólares de amigos en EUA y Europa para no morir de hambre, de poseer Declaraciones de los Derechos Humanos, de participar en entrevistas periodísticas, de recibir medicinas, de tener un fax, hacer denuncias de las violaciones a los derechos ciudadanos y sobre todo de participar en el Proyecto Varela. Por estos hechos se les condena hasta un máximo de 28 años, por “el Delito de Actos contra la Independencia y la Integridad Terratorial del Estado e Infracciones Penales contra la Independencia Nacional y la Economía del Estado”.Ni una bomba, ni un plan violento, ni una palabra agresiva, ni ningún plan secreto o abierto de subversión, ningún hecho que los vincule con los delitos de los que se les acusa. En realidad están presos por enfrentar la cultura del miedo, defender los derechos humanos, pedir un referendo sobre el Proyecto Varela y proclamar la esperanza. Esos son “Los prisioneros de la primavera de Cuba.”Ahora estos presos están dispersos en muchas cárceles, separados físicamente, algo que no es difícil ya que en Cuba, lo que más abundan son las cárceles.Porque en mayo del año 2002, presentamos las primeras 11,020 firmas para pedir un Referendo, que es la vía para que el pueblo exprese su voluntad de cambios pacíficos para que las leyes garanticen sus derechos. Pero aún después de la represión de marzo del 2003, continúo la campaña cívica del Proyecto Varela por el Referendo y el 3 de octubre del 2003 presentamos 14,384 firmas de nuevos ciudadanos que piden el Referendo. Esta campaña se desarrolla bajo la represión, las amenazas, las expulsiones de los trabajos, los ataques mafiosos y otras crueldades por los cambios pacíficos, esa es la Buena Nueva: la liberación del odio y del miedo.El gobierno cubano no ha mostrado ninguna voluntad de cambios en cuanto al respeto de los derechos de los cubanos y la apertura que el pueblo quiere y necesita. La mayoría de los cubanos, quieren estos cambios, pero esta situación de opresión los atrapa a todos.Los cambios que se han producido son hacia más opresión y esta ola permanente de represión, con el resultado de más pobreza para la mayoría y más privilegios y enriquecimiento para una minoría que desde el poder tiene todas las ventajas, mientras ofertan a Cuba como un paraíso turístico, en el que los propios cubanos están excluídos, en un Apartheid contra el propio pueblo. Esto se extiende también al privilegio extranjero de tener empresas en Cuba, mientras han convertido en delito para los cubanos, los esfuerzos por la supervivencia económica.Algunos hablan del diálogo constructivo de la Unión Europea con el gobierno cubano. El diálogo cuando es auténtico y con la voluntad mutua de escuchar, es positivo. Este diálogo debe ser con todos los sectores de la sociedad cubana, porque Cuba somos todos los cubanos y no sólo el gobierno.El diálogo debe tener alguna perspectiva a favor de una relación en la que puedan participar los cubanos con todos sus derechos, o si no se convertirá en una afirmación y aceptación del orden de no derechos. No se puede confundir el diálogo, con los resultados del diálogo. Esto quiere decir que el solo hecho de conversar sobre los derechos humanos, no debe interpretarse como un cambio positivo, o sería un engaño. Sobre todo, si ni siquiera el gobierno cubano reconoce los problemas reales de falta de respeto a los derechos de los cubanos. Si el propio diálogo, es usado por algunos como argumento para anunciar falsos cambios, sin que hayan cambios reales, entonces sería un diálogo destructivo para la esperanza de los cubanos y no constructivo.Cuba quiere y necesita cambios pacíficos. El Proyecto Varela es el primer paso para lograr los derechos. Pero los cubanos se preguntan, ¿como sería la vida en la transición y después? Hay muchos temores y desinformación. Por eso estamos dando a conocer un Documento De Trabajo para realizar un Diálogo Nacional. En este Diálogo los cubanos diseñarán su propio proyecto de transición. Este diálogo comenzará muy pronto y será animado por los Comité Ciudadanos del Proyecto Varela, que existen en todo el país. Todos están invitados a participar. Así lograremos un proceso de reconciliación, de superación de odios, de democratización, sin caer en extremos, ni en modelos que dejen aun más desamparadas a las mayorías. Una transición cubana pacífica, dirigida y diseñada por los propios cubanos.Es en este campo donde necesitamos la cooperación y el apoyo moral de la Unión Europea.Desde Cuba reciban nuestro abrazo fraternal.Oswaldo José Payá Sardiñas,Coordinador del Comité Ciudadano Gestor del Proyecto Varela
CISNE
quinta-feira, dezembro 04, 2003
SÁ CARNEIRO
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AMARO DA COSTA
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E VIVA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO...
A propósito da visita a Portugal de uma delegação do Partido Comunista da China (e que vai ser recebida pelo PSD!!!!), é interessante ler o seguinte artigo da The Christian Science Monitor.The 'mouse' that caused an uproar in ChinaThe "stainless-steel mouse" is her cyber nom de plume. Her name is Liu Di, and in the one picture available, she has a young face and a wide, shy smile. Until the authorities tracked her down a year ago Friday, she was one of the most famous Internet web masters in China. A third-year psychology student at Beijing Normal University, Ms. Liu formed an artists club, wrote absurdist essays in the style of dissident Eastern-bloc writers of the 1970s, and ran a popular web-posting site. Admirers cite her originality and humor: In one essay Liu ironically suggests all club members go to the streets to sell Marxist literature and preach Lenin's theory, like "real communists." In another, she suggests everyone tell no lies for 24 hours. In a series of "confessions" she says that China's repressive national-security laws are not good for the security of the nation.But since Nov. 7, 2002, when plain-clothes police made a secret arrest, Liu has not been heard from. No charges have been filed; her family and friends may not visit her, sources say; and, in a well-known silencing tactic, authorities warn that it will not go well for her if foreign media are informed of her case.Experts have debated for several years now whether expression in China is opening up or whether a steady stream of key arrests or removals of Chinese writers and editors means that speech is being diminished. Some argue that while individuals like Liu and others are detained, in the long run overall media freedoms in China are expanding, due to the rise of commercial press competition.Artigo completo, em: artigo.
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MAIS ALTO - FLORBELA ESPANCA
Mais alto, sim! mais alto, mais alémDo sonho, onde morar a dor da vida,Até sair de mim! Ser a Perdida,A que se não encontra! Aquela a quemO mundo nao conhece por Alguém!Ser orgulho, ser águia na subida,Até chegar a ser, entontecida,Aquela que sonhou o meu desdém!Mais alto, sim! Mais alto! A IntangívelTurris Ebúrnea erguida nos espaços,A rutilante luz dum impossível!Mais alto, sim! Mais alto! Onde couberO mal da vida dentro dos meus braços,Dos meus divinos braços de Mulher!Florbela Espanca
terça-feira, dezembro 02, 2003
MORAL DA HISTÓRIA
Não basta dizer que a retoma está aí! Não é com conversa que se invertem meses e meses de péssimismo. O desemprego continua a crescer, as contas públicas estão descontroladas e reformas, só para inglês ver!
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INSISTA, INSISTA !
Este fim de semana fartei-me de repetir: Não vai chover, não vai chover, não vai chover.
Mas... choveu!
Mas... choveu!
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RÁDIO GOLDEN
RÁDIO DA SEMANA: Rádio GoldenAlgumas canções:Hey! Baby --> Bruce Channel Let's Twist Again --> Chubby CheckerOnly You --> The Platters Runaway --> Del Shannon Seasons in the Sun --> Terry Jacks Tutti Frutti --> Little Richard Venus --> Frankie Avalon
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