quinta-feira, janeiro 20, 2005

GRANDES CANTIGAS (II)

O Macaquinho De PilhaO macaquinho quando está de pilha novaFica todo entusiasmado, bota pra quebrar.Abre a torneira e sai molhando a casa inteiraE o rolo de papel higiênico vai desenrolar.Entope o ralo, fecha a porta, abre a janelaE duas tampas de panela bate até cansar.Pula do canto de cá pro outro lado de láE o pula-pula segue até o sol raiar.Se mete em todo buraco, tá com macaca o macaco,Só fica quieto se a pilha se acabar.Continuando, pro azar da cozinheira,Ele vai na geladeira só pra xeretar.Mistura ovo, abacaxi e marmeladaCom iogurte e carne assada e larga tudo lá.Pega a toalha e põe embaixo do chuveiro,Vira a cinza do cinzeiro pra depois soprar.Gira a cabeça ligeiro, coçando a nuca e o traseiro,E o coça-coça segue até o sol raiar.Se esconde dentro de um saco,Tá com a macaca o macaco.Só fica quieto se a pilha se acabar.Qua - qua - ra - qua - quaEssa semana o macaquinho se complicouE numa casca de banana o coitadinho escorregou.Toquinho

GRANDES CANTIGAS (I)

O GaranhãoIntrodução "Esta é a história do Manuel e da Maria. Um Manuel muito especial, pois pensava que levava todas no papo. Será que isto acontece nesta história?" Lá se encontrava a Maria À espera do seu Manuel Mal ela própria sabia Que a espera era cruel Ele já tinha esquecido O encontro marcado Ficou logo estremecido Quando lho foi relembrado"Óh Manuel pobrezinha da Maria. Hà quanto tempo ela espera." Chegou Manuel atrasado Mil desculpas inventou Mas para o encontro então marcado Nenhuma delas pegou Levou logo uma estalada Que o fez rodopiar Ficou com a cara marcada E foi posto a andar"Mas se ele era um galã e convencido que levava todas no papo, será que ele desistiu assim tão facilmente?" Resolveu pedir desculpas Cantando à sua janela Na cabeça, ai um vaso Atiradinho por ela Hoje em dia ainda se encontra Em coma no hospital Ai coitadinho do homem Qu'esta história acaba mal Oh Manuel, pobrezinho de ti Qu'esta história te sirva de lição Para não andares por aí Feito mais um garanhão Letra: Iola Martins e Cristina Abreu Música: Iola Martins, Sara Gomes e Constantina Gouveia Tuna D'elas - Tuna Feminina da Universidade da Madeira

SE NEM SABEM GERIR A PRÓPRIA CASA....

.... como é que querem saber gerir no Governo?E o que está a seguir passa-se desde invariavelmente desde 1996 (contas de 1994)!Tribunal Constitucional - Acórdão n.º 647/2004 sobre as contas dos partidos relativas a 2002Acórdão n.º 647/2004I – Relatório1 - No cumprimento do disposto no n.º 1 do artigo 13.º da Lei n.º 56/98, de 18 de Agosto, sobre o financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais, vieram o Partido Socialista (PS), o Partido Social-Democrata (PPD/PSD), o Partido Popular (CDS-PP), o Partido Comunista Português (PCP), o Partido Ecologista Os Verdes (PEV), o Bloco de Esquerda (BE), o Partido Socialista Revolucionário (PSR), a União Democrática Popular (UDP), a Frente de Esquerda Revolucionária (FER), o partido Política XXI (PXXI), o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), o Partido Operário da Unidade Socialista (POUS), o Partido Popular Monárquico (PPM), o Movimento O Partido da Terra (MPT), o Partido Nacional Renovador (PNR), o Partido Humanista (PH) e o Movimento pelo Doente (MD) apresentar no Tribunal Constitucional, para apreciação deste, as suas contas relativas ao ano de 2002. Dos partidos registados no Tribunal Constitucional em 31 de Dezembro de 2002, não apresentaram contas relativas a 2002 o Partido da Democracia Cristã (PDC), o Partido de Solidariedade Nacional (PSN), a Frente Socialista Popular (FSP), a Acção Social-Democrata Independente (ASDI), a Força de Unidade Popular (FUP) e o Partido Democrático do Atlântico (PDA). O Tribunal Constitucional considerou, pelo Acórdão n.º 286/2004, que não se encontravam sujeitos à obrigação de apresentação de contas a Acção Social-Democrata Independente (ASDI) e a Força de Unidade Popular (FUP). Por outro lado, a Força de Unidade Popular (FUP), a Frente Socialista Popular (FSP) e o Partido da Democracia Cristã (PDC) vieram a ser extintos pelos Acórdãos n.os 231/2004, 492/2004 e 529/2004, respectivamente. .................................................3 - Entretanto, determinou o Tribunal Constitucional, ao abrigo do disposto no n.º 4 do citado artigo 13.º da Lei n.º 56/98, a realização de uma auditoria - de que foi incumbida a empresa especializada PricewaterhouseCoopers - Auditores e Consultores, Lda. - à contabilidade dos partidos supra-indicados, auditoria essa circunscrita, no seu âmbito, objectivos e métodos, aos aspectos relevantes para o exercício da competência deferida ao Tribunal. Teve, cada um dos partidos políticos interessados, oportuno conhecimento do correspondente relatório dos auditores. Por outro lado, permitiram esses relatórios evidenciar, com referência a esses vários partidos, o conjunto de situações descritas no Acórdão n.º 287/2004, de 27 de Abril, deste Tribunal, de cujo teor, na parte respeitante a cada um, foram os mesmos partidos notificados, de modo a poderem sobre elas pronunciar-se e prestar os esclarecimentos que tivessem por convenientes. Fizeram-no o Partido Socialista (PS), o Partido Social-Democrata (PPD/PSD), o Partido Popular (CDS-PP), o Partido Comunista Português (PCP), o Partido Ecologista Os Verdes (PEV), o Partido Operário da Unidade Socialista (POUS), o Partido Popular Monárquico (PPM), o Partido Nacional Renovador (PNR), o Movimento O Partido da Terra (MPT) e o Movimento pelo Doente (MD). Não apresentaram qualquer resposta o Bloco de Esquerda (BE), o Partido Socialista Revolucionário (PSR), o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), o partido Política XXI (PXXI), a Frente de Esquerda Revolucionária (FER), a União Democrática Popular (UDP) e o Partido Humanista (PH). 4 - Cumpre, assim, sumariar as respostas dadas pelos diversos partidos na sequência do Acórdão n.º 287/2004 (citado). A) Quanto ao Partido Socialista (PS). - 1 - Considerou o Tribunal Constitucional, no Acórdão n.º 287/2004, que as demonstrações financeiras em que se corporizam as contas que o PS apresentou ao Tribunal não integram a globalidade das operações de financiamento e de funcionamento do Partido, entendido este como o conjunto das suas estruturas de nível nacional, distrital e concelhio, das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira e a organização Juventude Socialista, reflectindo unicamente: as actividades de funcionamento corrente e promocional desenvolvidas pela estrutura central da sede nacional do Partido, pelas federações e pela Juventude Socialista; as actividades relacionadas com a campanha para as eleições autárquicas realizadas em 2001; as actividades relacionadas com a campanha para as eleições legislativas realizadas em 2002; os subsídios de funcionamento atribuídos pelas federações à organização Juventude Socialista; determinadas actividades relacionadas com a publicação do jornal Acção Socialista e da revista Portugal Socialista. Deste modo, as contas apresentadas ainda não proporcionam uma visão da totalidade das operações do Partido na sua expressão universal, condicionando o exercício dos mecanismos de controlo preconizados pela Lei n.º 56/98, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 23/2000, de 23 de Agosto, impossibilitando a obtenção de conclusões seguras sobre o montante e natureza da totalidade dos recursos financeiros que terão sido obtidos pelo Partido no ano de 2002. ..................................................B) Quanto ao Partido Social-Democrata (PPD/PSD).1 - O Tribunal começou por afirmar, quanto ao PPD/PSD, que as demonstrações financeiras em que se corporizam as contas que apresentou ao Tribunal Constitucional não integram a globalidade das operações de financiamento e de funcionamento do Partido, entendido este como o conjunto das suas estruturas e sedes de nível nacional, distrital e concelhio, das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira e das organizações e estruturas autónomas, sendo, no entanto, de registar que, na continuidade dos progressos já ocorridos anteriormente, se verificou, em 2002, a integração contabilística das actividades de funcionamento corrente, a nível de receita e despesa, realizadas pela totalidade das organizações autónomas e das comissões políticas distritais, embora estas só parcialmente tivessem integrado as estruturas descentralizadas, secções e núcleos, que lhes estão afectas. Por outro lado, a demonstração de resultados não incorpora a generalidade das actividades de campanha eleitoral desenvolvidas pelo Partido e suas estruturas, já que o procedimento contabilístico adoptado pelo Partido consiste na manutenção de uma contabilidade autónoma para cada acto eleitoral, sendo que somente o resultado final, quando apurado, é incorporado nas contas da sede nacional por contrapartida dos seus capitais próprios. Além disso, o Partido não dispõe de um balanço integrado que expresse e permita conhecer a sua situação financeira e patrimonial em termos globais, limitando-se o balanço apresentado a corresponder ao da sede nacional, adicionado do valor dos edifícios das diversas estruturas apurado na sequência do inventário anual, o qual teve por contrapartida o registo de idêntico valor na rubrica do capital próprio. Deste modo, as contas apresentadas ainda não representam nem proporcionam uma visão global das operações do Partido na sua expressão universal, condicionando o exercício dos mecanismos de controlo preconizados pela Lei n.º 56/98, com a alteração da Lei n.º 23/2000, e impossibilitam a obtenção de conclusões seguras sobre o montante e natureza da totalidade dos recursos financeiros que terão sido obtidos pelo Partido no ano de 2002...................................................C) Quanto ao Partido Popular (CDS-PP). 1 - As demonstrações financeiras em que se corporizam as contas que apresentou ao Tribunal Constitucional não representam a totalidade das operações de financiamento e de funcionamento do Partido, entendido este como o conjunto da sua sede e estruturas de nível nacional, distrital e concelhio, das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira e das organizações e estruturas autónomas. Assim, as contas apresentadas ainda não proporcionam uma visão global das operações do Partido na sua expressão universal, condicionando o exercício dos mecanismos de controlo preconizados pela Lei n.º 56/98, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 23/2000, de 23 de Agosto, e impossibilitam a obtenção de conclusões seguras sobre o montante e natureza da totalidade dos recursos financeiros que terão sido obtidos pelo Partido no ano de 2002. O CDS-PP, em resposta, sustentou que «tem tentado por todos os meios mentalizar e consciencializar as estruturas» para o cumprimento das disposições legais e afirmou ainda que, apesar de tal não ter sido possível quanto ao exercício de 2002, os progressos alcançados permitem afiançar que em 2003 se satisfará plenamente as exigências da lei. ......................................................E segue-se a apreciação aos outros partidos, onde por acaso (ou não?) a situação é um pouco melhor...Em anexo as conclusões do Tribunal:III – DecisãoNos termos e pelos fundamentos expostos, o Tribunal Constitucional decide:1.º Julgar prestadas as contas relativas ao exercício de 2002 apresentadas pelo Partido Ecologista Os Verdes (PEV), pelo Partido Socialista Revolucionário (PSR), pelo Partido Operário de Unidade Socialista (POUS), pelo Partido Nacional Renovador (PNR) e pelo Movimento pelo Doente (MD); 2.º Julgar prestadas as contas relativas ao exercício de 2002 apresentadas pelos partidos políticos seguidamente referidos, mas com as irregularidades que também de seguida se discriminam quanto a cada um deles: a) Partido Socialista (PS) - não ser a conta apresentada uma conta que integre o conjunto de toda a actividade partidária, incluindo a desenvolvida por todas as estruturas regionais, distritais ou locais do Partido e ainda por outras suas eventuais estruturas autónomas ou descentralizadas, mas uma conta que reflecte tão-só as actividades de financiamento e de funcionamento da estrutura central e da sede nacional do Partido, ou dessa estrutura e apenas parcialmente daquelas outras; não permitir a conta apresentada concluir se a totalidade dos fluxos financeiros se encontra integral e adequadamente reflectida na documentação junta pelo Partido; não adopção, na integralidade, do procedimento de depositar os donativos de natureza pecuniária em contas exclusivamente destinadas a esse efeito e nas quais só podem ser efectuados depósitos que tenham aquela origem; ausência ou deficiência do suporte documental adequado de movimentos ou registos contabilísticos; falta de apresentação de declaração relativa às receitas decorrentes do produto da actividade de angariação de fundos, com identificação do tipo de actividade e data de realização; existência de situações de excepção ao princípio da especialização dos exercícios, porquanto, em 2002, a rubrica «Resultados transitados» foi aumentada pelo registo do montante líquido de (euro) 118068 constituído pelo valor atribuído a património em 2002 e pelo registo de despesas respeitantes ao exercício de 2001; b) Partido Social-Democrata (PPD/PSD) - não ser a conta apresentada uma conta que integre o conjunto de toda a actividade partidária, incluindo a desenvolvida por todas as estruturas regionais, distritais ou locais do Partido e ainda por outras suas eventuais estruturas autónomas ou descentralizadas, mas uma conta que reflecte tão-só as actividades de financiamento e de funcionamento da estrutura central e da sede nacional do Partido, ou dessa estrutura e apenas parcialmente daquelas outras; não permitir a conta apresentada concluir se a totalidade dos fluxos financeiros se encontra integral e adequadamente reflectida na documentação junta pelo Partido; não adopção, na integralidade, do procedimento de depositar os donativos de natureza pecuniária em contas exclusivamente destinadas a esse efeito e nas quais só podem ser efectuados depósitos que tenham aquela origem; ausência ou deficiência do suporte documental adequado de movimentos ou registos contabilísticos; c) Partido Popular (CDS-PP) - não ser a conta apresentada uma conta que integre o conjunto de toda a actividade partidária, incluindo a desenvolvida por todas as estruturas regionais, distritais ou locais do Partido e ainda por outras suas eventuais estruturas autónomas ou descentralizadas, mas uma conta que reflecte tão-só as actividades de financiamento e de funcionamento da estrutura central e da sede nacional do Partido, ou dessa estrutura e apenas parcialmente daquelas outras; não permitir a conta apresentada concluir se a totalidade dos fluxos financeiros se encontra integral e adequadamente reflectida na documentação junta pelo partido; não adopção, na integralidade, do procedimento de depositar os donativos de natureza pecuniária em contas exclusivamente destinadas a esse efeito e nas quais só podem ser efectuados depósitos que tenham aquela origem; ausência ou deficiência do suporte documental adequado de movimentos ou registos contabilísticos; incompletude do inventário anual dos bens imóveis e móveis sujeitos a registo; d) Partido Comunista Português (PCP) - não permitir a conta apresentada concluir se a totalidade dos fluxos financeiros se encontra integral e adequadamente reflectida na documentação junta pelo partido; não adopção sistemática, por parte de algumas direcções regionais, da prática do depósito dos montantes recebidos e do pagamento através de cheque ou por outro meio bancário que permita a identificação do montante e a entidade destinatária do pagamento; ausência ou deficiência do suporte documental adequado de movimentos ou registos contabilísticos; e) Bloco de Esquerda (BE) - não permitir a conta apresentada concluir se a totalidade dos fluxos financeiros se encontra integral e adequadamente reflectida na documentação junta pelo partido; não adopção, na integralidade, do procedimento de depositar os donativos de natureza pecuniária em contas exclusivamente destinadas a esse efeito e nas quais só podem ser efectuados depósitos que tenham aquela origem; ausência ou deficiência do suporte documental adequado de movimentos ou registos contabilísticos; existência de situações de excepção aos limites estabelecidos no artigo 7.º-A da Lei n.º 56/98, de 18 de Agosto, com as alterações da Lei n.º 23/2000, de 23 de Agosto; f) União Democrática Popular (UDP) - não permitir a conta apresentada concluir se a totalidade dos fluxos financeiros se encontra integral e adequadamente reflectida na documentação junta pelo partido; não adopção, na integralidade, do procedimento de depositar os donativos de natureza pecuniária em contas exclusivamente destinadas a esse efeito e nas quais só podem ser efectuados depósitos que tenham aquela origem; ausência ou deficiência do suporte documental adequado de movimentos ou registos contabilísticos; recepção de dois donativos que ultrapassam o limite estabelecido no n.º 1 do artigo 4.º da Lei n.º 56/98, de 18 de Agosto, na redacção da Lei n.º 23/2000, de 23 de Agosto; g) Frente de Esquerda Revolucionária (FER) - não adopção sistemática da prática do depósito dos montantes recebidos e do pagamento através de cheque ou por outro meio bancário que permita a identificação do montante e a entidade destinatária do pagamento; não adopção, na integralidade, do procedimento de depositar os donativos de natureza pecuniária em contas exclusivamente destinadas a esse efeito e nas quais só podem ser efectuados depósitos que tenham aquela origem; inconsistência nos procedimentos seguidos para o registo de custos; h) Política XXI (PXXI) - não adopção, na integralidade, do procedimento de depositar os donativos de natureza pecuniária em contas exclusivamente destinadas a esse efeito e nas quais só podem ser efectuados depósitos que tenham aquela origem; ausência ou deficiência do suporte documental adequado de movimentos ou registos contabilísticos; recepção de três donativos de pessoas singulares no valor total de (euro) 5000 em numerário, contrariando o disposto no n.º 1 do artigo 4.º da Lei n.º 56/98, na redacção da Lei n.º 23/2000, ainda que posteriormente, para efeitos do seu depósito, os donativos em numerário tenham sido substituídos por cheque emitido por um particular que não nenhum dos doadores; i) Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP - não permitir a conta apresentada concluir se a totalidade dos fluxos financeiros se encontra integral e adequadamente reflectida na documentação junta pelo partido; ausência ou deficiência do suporte documental adequado de movimentos ou registos contabilísticos; j) Partido Popular Monárquico (PPM) - não adopção, na integralidade, do procedimento de depositar os donativos de natureza pecuniária em contas exclusivamente destinadas a esse efeito e nas quais só podem ser efectuados depósitos que tenham aquela origem; ausência ou deficiência do suporte documental adequado de movimentos ou registos contabilísticos; l) Movimento O Partido da Terra (MPT) - não permitir a conta apresentada concluir se a totalidade dos fluxos financeiros se encontra integral e adequadamente reflectida na documentação junta pelo partido; não adopção, na integralidade, do procedimento de depositar os donativos de natureza pecuniária em contas exclusivamente destinadas a esse efeito e nas quais só podem ser efectuados depósitos que tenham aquela origem; ausência ou deficiência do suporte documental adequado de movimentos ou registos contabilísticos; na rubrica «Donativos anónimos» foi identificado o depósito de dois cheques no montante individual de (euro) 480, verba que ultrapassa o limite de um salário mínimo nacional estabelecido no n.º 2 do artigo 4.º da Lei n.º 56/98, na redacção da Lei n.º 23/2000; m) Partido Humanista (PH) - ausência ou deficiência do suporte documental adequado de movimentos ou registos contabilísticos; 3.º Determinar, nos termos do n.º 3 do artigo 13.º da Lei n.º 56/98, que as contas dos partidos políticos referentes ao exercício de 2002 sejam publicadas na 2.ª série do Diário da República, acompanhadas da menção referente ao julgamento agora feito por este Tribunal relativamente a cada uma delas; 4.º Determinar que os autos sejam continuados com vista ao Ministério Público.Lisboa, 6 de Dezembro de 2004. - Gil Manuel Gonçalves Gomes Galvão - Maria Fernanda dos Santos Palma Pereira - Mário José de Araújo Torres - Carlos José Belo Pamplona de Oliveira - José Manuel de Sepúlveda Bravo Serra - Paulo Cardoso Correia da Mota Pinto - Maria dos Prazeres Couceiro Pizarro Beleza - Maria Helena Barros de Brito - Benjamim Silva Rodrigues - Victor Manuel Gonçalves Gomes - Maria João da Silva Baila Madeira Antunes - Rui Manuel Gens de Moura Ramos - Artur Joaquim de Faria Maurício.

quarta-feira, janeiro 19, 2005

BANHA DA COBRA

No JN de hoje, mais uma golpada à Mexia! É preciso é fazer muito show-off, com belas apresentações em power-point...Viabilidade duvidosaEspecialistas defendem construção de nova linha Leste-Oeste Ponte Chelas-Barreiro em perspectiva não deveria ser para o TGV Para o professor do Instituto Superior Técnico e especialista na área dos transportes António Brotas, as propostas do ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações para o TGV demonstram um profundo desconhecimento técnico. "Quando se diz que se quer ter 75 quilómetros de linha convencional e 230 quilómetros de alta velocidade, é preciso lembrar que esses 75 são em bitola ibérica e os 230 em bitola europeia. O que significa que o ministro se deixou convencer por técnicos que defendem uma solução anacrónica". Como explicou António Brotas, "comboios que mudam a bitola e que são unicamente de uso de passageiros são uma tecnologia em transição, que daqui a 20 anos já desapareceu da Península Ibérica". O professor do IST acredita que essa solução vai colocar o nosso país em desvantagem no futuro.Igualmente grave, para o especialista, são os elevados custos que se vai ter com a utilização de intercambiadores para fazer a passagem da bitola ibérica para a europeia. "Os intercambiadores são caros e, daqui a 30 anos, serão peças de museu", salientou o professor do IST. António Brota defendeu ainda que, no Norte, a solução passa pela construção de uma nova linha em bitola europeia para a alta velocidade e a manutenção da linha convencional. Ponte da discórdiaUma ponte entre Chelas e o Barreiro de uso exclusivo para o TGV não é a melhor opção. António Brotas acredita que a "solução mais económica", tanto para a ligação com Madrid, como entre Lisboa e o Porto, deve ser feita em Alverca ou Vila Franca de Xira. Também o antigo ministro das Obras Públicas e um dos grandes impulsionadores do TGV, Oliveira Martins, se mostrou desfavorável à ponte Chelas-Barreiro para os fins anunciados por António Mexia "Estas duas pontes, e uma terceira no Carregal, estão previstas desde a construção da ponte Vasco da Gama. Mas, a travessia Chelas-Barreiro não deveria ter nada a ver com o TGV". "O que eu defendo há muitos anos é que a linha mais viável técnica, económica e financeiramente deve sair pelo Centro". Daí sustentar que a ponte nunca deveria ter a localização proposta pelo Governo.Os melhoramentos na linha do Norte são bem vistos por Oliveira Martins. No entanto, e à semelhança de António Brotas, o antigo ministro das Obras Públicas acredita que a ligação à Europa em alta velocidade deveria ser feita "através de uma nova linha transversal que atravesse o país de Leste a Oeste".

POEMA XVIII - EUGÉNIO DE ANDRADE

Impetuoso, o teu corpo é como um rioonde o meu se perde.Se escuto, só oiço o teu rumor.De mim, nem o sinal mais breve.Imagem dos gestos que tracei,irrompe puro e completo.Por isso, rio foi o nome que lhe dei.E nele o céu fica mais perto.Eugénio de Andrade

EUGÉNIO DE ANDRADE

EUGAND1.jpgEUGÉNIO DE ANDRADE - PARQUE DOS POETAS - OEIRAS - 2003No dia do 82º aniversário do poeta.

terça-feira, janeiro 18, 2005

SERÁ ALGUM CANDIDATO?

ZOO02.jpgJARDIM ZOOLÓGICO - LISBOA - 2004

OS SENADORES

Delicioso ouvir ontem aqueles senhores na TV.Só pergunto: Eles não estavam lá quando tudo começou? Não foram eles que aprovaram, entre outras medidas, reformas para os políticos ao fim de 8 anos? Não foram este género de medidas que provocaram a degradação a que hoje se assiste?

segunda-feira, janeiro 17, 2005

REQUIEM POR MIM - MIGUEL TORGA

Aproxima-se o fim.E tenho pena de acabar assim,Em vez de natureza consumada,Ruína humana.Inválido do corpoE tolhido da alma.Morto em todos os órgãos e sentidos.Longo foi o caminho e desmedidosOs sonhos que nele tive.Mas ninguém viveContra as leis do destino.E o destino não quisQue eu me cumprisse como porfiei,E caísse de pé, num desafio.Rio feliz a ir de encontro ao marDesaguar,E, em largo oceano, eternizarO seu esplendor torrencial de rio.Miguel TorgaCoimbra, 10 de Dezembro de 1993

MIGUEL TORGA

TORGA1.jpgMIGUEL TORGA - PARQUE DOS POETAS - OEIRAS - 2003Nos 10 anos da morte de Miguel Torga

É URGENTE DEVOLVER O PODER AO CIDADÃO

Ao fim de 30 anos de Democracia, o país está no fundo, atolado num verdadeiro pântano.A isso o conduziu a incompetência, o oportunismo e a corrupção à qual os partidos dominantes nunca quiseram pôr termo.O Estado soçobrou, afogado na corrupção.As instituições estão dominadas pelo compadrio, pelo favor e pela cunha.Os impostos são pesados mas ainda não chegam. Exige-se sempre mais, e mais.Porque o Estado tem servido para empregar os amigos, de todos os governos, de todos os partidos, desde há 30 anos.Porque o sistema gasta mais em favor das mordomias dos políticos do que em favor do cidadão.Porque o interesse particular dos partidos está primeiro do que o Hospital.Porque as regalias da classe política estão primeiro do que a Escola.Porque a cunha particular é mais importante do que dar ao Tribunal as condições necessárias para que sirva a sociedade.Porque as reformas dos políticos são mais importantes do que as reformas dos cidadãos.É urgente devolver o poder ao cidadão.Mas os partidos do sistema não querem. Estão bem com a situação actual.A Nova Democracia apresenta-se contra a situação actual. Queremos a mudança. Queremos mudar a classe política e as políticas seguidas.Temos propostas concretas, nesse sentido da mudança:A nível político, Defendemos o Presidencialismo. O chefe de Estado, eleito por sufrágio directo, é também o chefe de governoPropomos a redução para metade de todos os cargos políticos. Grande parte da classe política serve apenas para fazer número. Acabemos com eles!Queremos a extinção das Empresas Municipais. Estas só existem para fugir aos controlos financeiros e outros a que estão sujeitas as autarquias. E para proporcionar vultuosos ordenados… A nível económico:Criação de um Serviço Comunitário, a prestar pelos beneficiários do Rendimento Mínimo e do Subsídio Social de Desemprego. Em contrapartida do apoio financeiro que recebem, é justo que dêem apoio aos idosos, aos pobres, às mães jovens.Introdução da Taxa Única no IRS. Defendemos o fim da progressividade no IRS.Diminuição do IVA nos sectores económicos estratégicos (como a Restauração e o Turismo). Só poderemos concorrer, nomeadamente com os nossos vizinhos espanhóis, tendo as mesmas condições de partida. No próximo dia 20 de Fevereiro os eleitores terão a palavra final. Se quiserem mesmo a mudança, têm uma opção apenas: NOVA DEMOCRACIA.

A ESCOLHA DOS PORTUGUESES

Um interessante artigo de opinião da Judite de Sousa, no Jornal de Notícias do passado sábado (sublinhados de minha responsabilidade):por judite de sousajornalista da rtpAproximamo-nos da campanha eleitoral numa altura em que as sondagens reforçam a vitória do Partido Socialista. A não ser que haja um "tsunami" político, dificilmente a vantagem que o PS leva poderá ser anulada, mesmo que Santana Lopes se disponha a dar tudo por tudo, a ir buscar a energia que lhe faltou nos últimos meses e aparecer como um homem novo aos olhos dos portugueses. Santana Lopes parte para esta eleição encostado às cordas. Os últimos meses foram um suplício. Não conseguiu afirmar publicamente as boas decisões do Governo, não teve mão na sua equipa, não foi capaz de exercer a sua autoridade e desgastou-se numa relação de amor-ódio com a Comunicação Social. É óbvio que Santana Lopes deu tiros nos pés mas também tudo lhe aconteceu. Até o "resort" da ilha do Príncipe onde Nuno Morais Sarmento passou um dia de descanso, no intervalo das visitas oficiais tinha de se chamar "Bom-Bom". Até nisto, se vê o azar de Santana Lopes!José Sócrates está no terreno há cerca de um mês. O presidente anunciou a dissolução do Parlamento e o PS entrou em pré-campanha eleitoral. Não perdeu tempo. Nas primeiras semanas, o secretário-geral do PS esteve num processo de "aclimatação". Ouviu e falou pouco. Não se comprometeu com nada. Foi deixando passar o tempo. Mas agora é também chegada a hora da verdade para os socialistas. Não são mais possíveis as mensagens abstractas e as palavras vagas. O PS tem de falar ao país e dizer claramente qual é o seu projecto de governo para Portugal e quais são as políticas sectoriais que vai implementar, caso vença as eleições. Em matéria de finanças públicas, como vai o PS reduzir a despesa pública? O que irá fazer para combater a fraude e a evasão fiscal e, assim, atacar o problema das contas públicas pelo lado da receita? Como estimular a economia? Como relançar o crescimento? O que fazer com a educação? E com o sorvedouro do Serviço Nacional de Saúde? Estas são algumas das perguntas sobre as quais o PS vai ter que responder no seu programa de governo. Até ao momento, não há nenhuma resposta para estas questões nacionais e as que foram deixadas, "en passant" não correram bem a José Sócrates. Como vai o PS recuperar 150 mil postos de trabalho em quatro anos? Qual o valor do complemento à pensão mínima dos idosos abaixo do limiar da pobreza? E o que é o limiar da pobreza? Um aspecto ficou claro, esta semana. O PS, se chegar ao governo, vai manter a decisão de Bagão Félix de acabar com as deduções fiscais associadas aos planos de poupança. Uma medida que há três meses o PS tinha considerado errada, mas que agora, no limiar do acesso ao Poder, considera inevitável para garantir a estabilidade fiscal. Só falta dizerem-nos que as scut, tão fervorosamente defendidas por João Cravinho no Parlamento, vão ser mantidas.Perante isto, o PSD está remetido a um longo silêncio. Santana Lopes está paralisado. Não aparece como líder partidário. Está ausente nesta pré-campanha e não sabemos como será feita a campanha do PSD, a partir de 6 de Fevereiro. Há uma densa nuvem de indefinição na S. Caetano à Lapa.Temos, portanto, que entre o PS e o PSD não há diferenças de projecto que levem os eleitores a decidir o seu voto em função daquilo que é realmente essencial. A questão de fundo não são os programas. A questão de fundo são as equipas que os vão executar. Era interessante que PSD e PS dissessem aos portugueses quem serão os ministros-chave dos seus governos. Ajudaria a decidir. Não sendo pelos programas, nem pelas equipas, os eleitores vão escolher qual dos dois, Santana ou Sócrates, lhes parece que tem mais credibilidade. Se não for nem pelo projecto, nem pelas equipas, nem pela credibilidade, então os portugueses estarão condenados a escolher simplesmente entre dois homens telegénicos.Judite de Sousa escreve no JN, semanalmente, aos sábados

domingo, janeiro 16, 2005

TOADA DO LADRÃO - SEBASTIÃO DA GAMA

A mim não me roubaramPorque eu nada tinha.Mas roubaram tudoÀ minha vizinha.Vejam os senhores:Roubaram-lhe a elaA filha mais grácil,A filha mais bela.Nem na sua casa,Nem na freguesia,Sequer no concelho,Melhor não havia.Prendada, bonita...E depois... uns modosDe matar a gente,De prender a todos.Dizia a vizinhaQue era o seu tesoiro;Que valia maisQue a prata e que o oiro.Que a não trocariaPor coisa nenhuma;Que filhas assimSó havia uma.Pois hoje um ladrãoQue há muito a miravaEntrava-lhe em casaPara sempre a levava.É a minha vizinhaDona de solaresE de longas terrasCom rios e pomares.E de jóias rarasQue ninguém mais tinha,Ei-la num instantePobrinha... pobrinha...(Tem pomares ainda,Tem jóias, tem oiro...Mas de que lhe servemSem o seu tesoiro?)- Vizinha e senhora,Não me queira mal!Se há ladrões felizesSou o mais felizQue há em Portugal.Sebastião da Gama

sexta-feira, janeiro 14, 2005

CES2005: O FUTURO EM LAS VEGAS

Como de costume nesta altura do ano realiza-se em Las Vegas uma das mais importantes exposições de audiófilia. E o José Victor Henriques, HI-FI CLUBE vai lá e depois contempla-nos com magníficas reportagens:CES 2005: PRÊAMBULO Reportagem internacional Arrostei com vento, chuva e neve (foi a primeira vez que vi nevar em Las Vegas!) para vos trazer as novidades da CES 2005. Mas valeu a pena. Vale sempre a pena ir a Las Vegas, mesmo quando a alma é pequena - desde que a carteira tenha o tamanho adequado, claro... CES05MGM_noite.jpgO MGM ao entardecer, ao fundo o NY E não me refiro ao jogo. É possível passar uma semana em La Vegas a divertir-se à grande sem jogar: espectáculos de encantar, restaurantes com menus de todo o mundo para degustar, hotéis de espantar. E as gentes na rua, em magotes de máquina fotográfica em riste. Lá dentro, nos hotéis-casino, tanto se vestem na Nike como na Versace: um gordo enorme, de calções e sapatos de ténis usados e sem meias, conversa animadamente com um decote negro numa mesa de blackjack, enquanto o croupier vai dando cartas entre larachas para se fazer à gorja. Aliás, a gorja e as bichas, já o referi em reportagens anteriores, são instituições locais. Nos restaurantes, quem não faz reserva fica cá fora à espera de mesa, enquanto vê retardatários a passarem-lhe à frente com uma nota de 20 estaladiça na mão, que faz abrir portas automaticamente qual bilhete do metro. Quando chega finalmente a sua vez, já tem uma dor no estômago do nervoso da espera. Eu, como já sei o que a casa gasta, faço reservas para a semana toda em vários restaurantes. Come-se muito bem em Las Vegas: os buffets do pequeno almoço de hotéis como o Bellagio e o MGM são bíblicos. Para jantar, há de tudo nos bons restaurantes, incluindo robalo do Chile, grelhado e regado com vinho de qualidade. No final da refeição, temos outra provação: quanto dar de gorjeta? Se der 10%, o que é muito bom pelos nosso padrões, eles agradecem como se não tivéssemos feito mais que a nossa obrigação. Se subir para os 15% eles acompanham-nos até à porta com sorrisos e vénias q.b, e os outros comensais olham-nos com inveja uns; com ódio outros, porque não tinham intenção de dar nada e agora ficam numa situação delicada perante o nosso exemplo de altruismo e solidariedade social. Sim, porque no país mais rico do mundo, vive-se de mão estendida: somos nós que lhes pagamos os salários... Depois do trabalho, despida a armadura de jornalista, gosto sempre de gozar a cidade aproveitando as férias: as ruas iluminadas, os restaurantes, os espectáculos... Continue a ler, em CES 2005: PRÊAMBULO

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA

constituicao.gifE se de repente alguém propusesse trocar a actual Constituição, com 295 artigos e centenas de páginas, abrangendo tudo e mais alguma coisa, por uma com apenas 14 artigos, em poucas páginas e apenas com vectores gerais, deixando grande Liberdade (e evitando necessidade de frequentes revisões)?