terça-feira, março 08, 2005
OLÁ! TU POR AQUI? - TOZÉ BRITO
[PC(Paulo de Carvalho)]-Ela saiu, não sorriu, mal me olhou, mas deixou ficar O nosso amor pelo chão para eu arrumar Deixou a dor a correr e a saudade na nossa mesa Deixou o amor por fazer e a tristeza no ar [TB(Tozé Brito)]-Quando ela entrou, e sorriu-me, e olhou-me, não deixou ficar O nosso amor pelo chão para eu arrumar Pôs a ternura a aquecer toda a noite à lareira Pôs o amor a correr e a alegria no ar, para eu cantar: [refrão:][TB] -Olá! Tu por aqui? [PC] -Olá... então como vais? [TB] -Tudo vai bem? [PC] -Olha, tudo vai mal para mim. [TB] -Mas tudo vai mal porquê? [PC] -Foi um amor que eu perdi, Ela partiu, eu fiquei... Se a encontrares, diz-lhe que eu estou por aqui [TB] -Se a encontrar, direi. [TB] -Ela saiu, não sorriu, mal me olhou, mas deixou ficar O nosso amor pelo chão para eu arrumar Deixou a dor a correr e a saudade na nossa mesa Deixou o amor por fazer e a tristeza no ar [PC] -Ela voltou, e sorriu-me, e olhou-me, e não quis deixarO nosso amor pelo chão para eu arrumar Pôs a ternura a aquecer toda a noite à lareira Pôs o amor a correr e a alegria no ar, para eu cantar: [PC] -Olá! Tu por aqui? [TB] -Olá, então como vais? [PC] -Tudo vai bem? [TB] -Não, tudo vai mal para mim...[PC] -Mas tudo vai mal porquê? [TB] -Foi um amor que eu perdi, Ela partiu, eu fiquei... Se a encontrares, diz-lhe que eu estou por aqui [PC] -Se a encontrar, direi. [refrão][PC] -Olá! Tu por aqui?[TB] -Olá, então como vais?[PC] -Tudo vai bem?[TB] -Tudo vai mal para mim.[PC] -Mas tudo vai mal porquê?[TB] -Foi um amor que eu perdi,Ela partiu, eu fiquei...Se a encontrares, diz-lhe que eu estou por aqui[PC] -Se a encontrar, direi.Letra e música - Tozé BritoInterpretes - Tozé Brito e Paulo de Carvalho
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segunda-feira, março 07, 2005
TOU QUE NEM POSSO!
Um abraço de parabéns ao Francisco Martins pelo primeiro aniversário do seu blog TOU QUE NEM POSSO!
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É ESTE O VERDADEIRO PORTAS!
Sectário, incapaz de aceitar a crítica e pensamentos diferentes do dele e revanchista.Cínico e hipócrita.Relembro só que foi ele que mandou colocar as fotos no Caldas. E o Lucas Pires quando morreu era militante do PSD. O Freitas do Amaral é apenas ministro independente de um governo PS.Público - CDS-PP vai enviar retrato de Freitas do Amaral para o Largo do Rato
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sábado, março 05, 2005
BES 360º
É esta uma das frases constantes da publicidade dessa entidade bancária.
Para os mais distraídos, relembro que 360º significa dar uma volta completa e ficar exactamente no mesmo sítio.
É um facto. Sai António Mexia e entra Manuel Pinho. 360º e o BES ficou no mesmo ponto...
Para os mais distraídos, relembro que 360º significa dar uma volta completa e ficar exactamente no mesmo sítio.
É um facto. Sai António Mexia e entra Manuel Pinho. 360º e o BES ficou no mesmo ponto...
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sexta-feira, março 04, 2005
LA COGIDA Y LA MUERTE - FEDERICO GARCÍA LORCA
Dedicado aos meus amigos João Tunes, Jorge Afonso e Manuel Lourenço.
El Juli - Las Ventas - MadridA las cinco de la tarde. Eran las cinco en punto de la tarde. Un niño trajo la blanca sábana a las cinco de la tarde. Una espuerta de cal ya prevenida a las cinco de la tarde. Lo demás era muerte y sólo muerte a las cinco de la tarde. El viento se llevó los algodones a las cinco de la tarde. Y el óxido sembró cristal y níquel a las cinco de la tarde. Ya luchan la paloma y el leopardo a las cinco de la tarde. Y un muslo con un asta desolada a las cinco de la tarde. Comenzaron los sones de bordón a las cinco de la tarde. Las campanas de arsénico y el humo a las cinco de la tarde. En las esquinas grupos de silencio a las cinco de la tarde. ¡Y el toro solo corazón arriba! a las cinco de la tarde. Cuando el sudor de nieve fue llegando a las cinco de la tarde cuando la plaza se cubrió de yodo a las cinco de la tarde, la muerte puso huevos en la herida a las cinco de la tarde. A las cinco de la tarde. A las cinco en Punto de la tarde. Un ataúd con ruedas es la cama a las cinco de la tarde. Huesos y flautas suenan en su oído a las cinco de la tarde. El toro ya mugía por su frente a las cinco de la tarde. El cuarto se irisaba de agonía a las cinco de la tarde. A lo lejos ya viene la gangrena a las cinco de la tarde. Trompa de lirio por las verdes ingles a las cinco de la tarde. Las heridas quemaban como soles a las cinco de la tarde, y el gentío rompía las ventanas a las cinco de la tarde. A las cinco de la tarde. ¡Ay, qué terribles cinco de la tarde! ¡Eran las cinco en todos los relojes! ¡Eran las cinco en sombra de la tarde! Federico García Lorca
LUSOTANGO
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... NÃO DAR O CORPO PELA ALMA...
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quinta-feira, março 03, 2005
BW Nautilus New 800D Series
Um verdadeiro rolls-royce das colunas de som!
Podem ler o que escreve sobre elas o José Victor Henriques:A Artaudio está a preparar uma recepção digna de uma rainha e vai apresentá-las ao público no Hotel Méridien, em Lisboa, no Sábado, dia 12 de Março (curiosamente no mesmo dia em que Sócrates apresenta o novo governo ao Presidente Sampaio), entre as 16 e as 22 horas; e no Porto no dia 2 de Abril, no mesmo horário. Para ficarem com uma ideia do que os espera, os leitores podem ler a minha reportagem publicada no Hificlube da apresentação das novas BW Nautilus New 800 Series, em Londres (ver em Artigos Relacionados). HI-FI CLUBE
É PRECISO TER CALMA....
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quarta-feira, março 02, 2005
A REFERENDUM FOR IRAN?
via:FrontPageMagazine.comBy Mohammad ParvinFebruary 22, 2005The Islamic Regime of Iran knows well that it is not wanted by the majority of the Iranian people. It is true that it has survived for twenty six years by repression and help of the interest-driven Iranians and western power. But, in spite of all these obstacles, the freedom-loving Iranians have resisted and have not allowed this brutal regime to stabilize. The Iranian people are still resisting, and that is why we are witnessing daily imprisonments, tortures and executions by the Islamic Regime. This regime knows better than anybody else that is hated by the people and will never yield to a referendum request expressed by some of the so-called reformists. Of course, referendum can be used as a challenge to the Islamic Regime of Iran (IRI) and all those who consider any legitimacy for it. When we claim that IRI has no legitimacy and does not represent the majority of Iranians, we can qualify our claim by challenging those who think otherwise to an internationally monitored referendum. To avoid any misunderstanding, we also need to emphasize that IRI will never dare to accept such challenge. At this stage, referendum is just a tactic and nothing more. The type of referendum that is introduced by Sazgara, et al, is not of this nature. Sazgara, the main architects of the referendum, was a close ally of Khomeini and an advocate of the 1979 Islamic Revolution. He was one of the founders of the Islamic regime's Elite guard , and a former candidate of the Islamic presidency. In recent years he has turned to a critic of the hardliners and was arrested in June 2003, during a wave of student unrest in Tehran and was detained for 114 days. At first, he and others proposed the referendum as a means of changing the Iranian constitution. It was argued that this referendum would be an alternative to violent actions. When the obvious question was raised as to how this bloody regime would yield to the will of the people expressed by internet clicking, the architects of this referendum and other supporters resorted to contradicting arguments and finally ended up saying that we just want to have a dialog about referendum. Proposing a referendum, as a practical alternative to violent action and reducing it to dialog, has the dangerous potential of diverting the attentions from the real alternative, which is civil disobedience. In fact, such diversion could be the only outcome of this referendum. Considering the above argument, it should not be surprising that the main architects of this deadly project are people like Sazgara, Maleki, and those from the Unity Consolidation Office (the real name is Office for Consolidation among students and shia clerics). At best, and even if we assume that they have been reformed, what they are seeking is a watered-down Islamic regime. They have articulated their wish for transformation of present theocracy to a good one in many writings and interviews as I have referenced in my recent Persian articles. And, as to the supporters of referendum outside Iran, all those who supported Khatami have found another excellent avenue to pursue their non-action policy, and leave it all to the will of the regime itself. You can hardly find any of the Khatamis supporters not to be among the supporters of referendum. It brings me sorrow to say that, in my opinion, the rest of the referendum supporters are some frustrated politicians, writers, poets, and intellectuals who have no idea how to deal with the Islamic Regime. Fortunately, the supporters of referendum have been left isolated and people inside Iran have not shown much interest at all. Contrary to what I was afraid of at the beginning, they have learned a lesson from the 2nd Khordad event, and they wont be manipulated and deceived by another one. The number of signatures announced has no credibility because the Internet method adopted for voting is not verifiable. One can create thousands of Yahoo accounts and vote as many times. For example, signature numbers 24188 (Ali Kaazeb) and 24189 (Mohammad Kaazeb) on the 60000000.com site are both me! You may send e-mails to alikaazeb@yahoo.com and mkaazeb@yahoo.com, and I will respond! Contrary to what some people have suggested, I dont believe that President George Bush should endorse this referendum to demonstrate his sincerity about real change in Iran. To put his words into action, all he needs to do are a few simple things: · Acknowledge the fact that the freedom-loving Iranians want a secular democratic regime and are against the entirety of the Islamic Regime, its constitution, and any form or shape of the interference of religion in state. · Impose a smart sanction against the Islamic Regime of Iran. This sanction should be a real one and not of the type that would exclude 200 American companies such as Halliburton and General Electric. A sanction that does not have any loopholes and does not allow Halliburton or GE to stay in Iran for another five years to finish their current obligations (obligations to whom?). · Reduce the diplomatic relations with the Islamic Regime to the lowest possible level. · Apply the U.S. Anti-Terrorism Act indiscriminately and do not allow the IRI lobby groups such as AIC and individuals like Senator Biden to legitimize a terrorist regime. If the U.S. wants to show support for the Iranians, it should respect the above few wishes. It is achievable and comes at no cost to the American people. The rest will be done by the Iranians. If the Iranian people see that they have to confront only the Islamic regime and not the entire world, they will be more encouraged to organize and learn how to use the weapons of nonviolence actions and civil disobedience more effectively against their enemy. There are people like those in MEHR group, who have spent several years to learn the philosophy and techniques of the nonviolence actions and love to share it with all the Iranians who struggle for a secular democracy in Iran. We had actually started our workshops on civil disobedience, but Dialog of referendum undermined that activity. We will start again. As Gene Sharp, the pre-eminent authority on strategic nonviolent struggle articulated in an interview that I had with him last week, referendum, at best, falls within the category of negotiation. And negotiation can never persuade this monstrous regime to abdicate its power. So let us start from where we all know the referendum will stop and stage a real fight. It is a hard one but Iranians can do it.--------------------------------------------------------------------------------Mohammad Parvin is an adjunct professor at the California State University and director of the Mission for Establishment of Human Rights in Iran (MEHR) - http://mehr.org
MINISCENTE
UM AMOR CATALÃOUm Folhetim à moda clássica, no blog do escritor Luís Carmelo.Os leitores podem contribuir, através de comentários ou mail, para a progressão do enredo.miniscente
terça-feira, março 01, 2005
TOMAR
Mais um aniversário!Parabéns ao Leonel Vicente pelo primeiro aniversário do Tomar. Até me constou que era por isso que hoje era feriado na bela cidade de Tomar!
BLASFÉMIAS, O INTERMITENTE e O INSURGENTE
Muita acção!Aniversário do Blasfémias. PARABÉNS!
Fim do O Intermitente, mas o Miguel junta-se ao irmão João Noronha e a outros conservadores e liberais, para criar o:O Insurgente(Será que a direita se tornou colectivista???? eheheheh)
PETER BENESON - EL HOMBRE QUE DECIDIÓ QUE HABÍA LLEGADO LA HORA DEL CAMBIO
via: Amnesty InternationalRichard Reoch recuerda a Peter BenensonEl hombre que encendió la mecha de la revolución de los derechos humanos murió esta semana, habiéndose negado a aceptar los más altos honores y dejando atrás un mundo transformado por las innumerables protestas y peticiones de las que fue paladín.
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via: <a href="http://www.amnesty.org/"><b>Amnesty International</b></a>Richard Reoch recuerda a Peter BenensonEl hombre que encendió la mecha de la revolución de los derechos humanos murió esta semana, habiéndose negado a aceptar los más altos honores y dejando atrás un mundo transformado por las innumerables protestas y peticiones de las que fue paladín.<img alt="benenson_150.jpg" src="http://fumacas.weblog.com.pt/arquivo/benenson_150.jpg" width="150" height="150" border="0" /align ="left">Peter Benenson, fundador de Amnistía Internacional, tenía 83 años de edad. Benenson nació en un mundo que aún no había visto la creación de las Naciones Unidas. No existía ni un solo tratado internacional de derechos humanos. La Declaración Universal de Derechos Humanos todavía no se había redactado. Ni una sola de las grandes organizaciones de derechos humanos que tenemos hoy se atisbaba en el horizonte político. No había nacido la sociedad civil.Excepcionalmente modesto y falto de vanidad, este abogado que fundó Amnistía Internacional en 1961 nunca se atribuyó mérito alguno por el cambio radical que ha tenido lugar en los últimos cuarenta años. Prácticamente todos los primeros ministros británicos le ofrecieron el título de sir, y universidades de todas partes del mundo propusieron otorgarle doctorados honoris causa. Nunca aceptó una sola de estas propuestas.Cada primer ministro que se dirigió a él recibió una respuesta personal de Peter Benenson que mecanografió todas sus cartas hasta una edad avanzada en la que éste citaba las violaciones de derechos humanos a las que Amnistía Internacional se estaba enfrentando en el Reino Unido. Sin andarse con rodeos, Benenson sugería que, si el gobierno deseaba tener en cuenta su trabajo en favor de los derechos humanos, lo que importaba era remediar esos abusos.El mundo que Benenson dejó detrás, comparado con el mundo en el que nació, es uno que ha cambiado tan fundamentalmente que resulta difícil concebir la escala de su transformación. Hoy hay en vigor en el ámbito internacional cerca de un centenar de tratados y otros instrumentos jurídicos de derechos humanos. Más del noventa por ciento de los Estados del mundo son ahora parte en los dos tratados más integrales, los pactos gemelos sobre derechos civiles y políticos y sobre derechos económicos, sociales y culturales. Casi todos esos países han acordado a sus ciudadanos el derecho a formular quejas ante órganos internacionales.Además de los órganos de derechos humanos de las Naciones Unidas, ahora contamos con organismos intergubernamentales regionales que agrupan a tres cuartas partes de las naciones del planeta.Los derechos de las mujeres, los derechos de los niños, los derechos de los grupos minoritarios, los derechos de las personas discapacitadas: todos ellos han sido codificados y reforzados mediante sucesivas declaraciones, convenios y leyes nacionales. Los torturadores se han convertido en proscritos internacionales. Al entrar en el siglo XXI, más de la mitad de los países del mundo han rechazado la pena de muerte, ya aboliéndola completamente, ya dejando de llevar a cabo ejecuciones.Pero el fenómeno más extraordinario en el que Peter Benenson ha dejado su huella indeleble es el nacimiento de lo que ha dado en conocerse globalmente como la "sociedad civil". Hoy hay bastante más de un millar de organizaciones nacionales y regionales que trabajan para proteger los derechos humanos. Entre ellas, una de las más conocidas es la creación de Peter Benenson, Amnistía Internacional, que tiene casi dos millones de miembros, suscriptores y simpatizantes en más de 140 países y territorios.Pero pensar en Peter Benenson únicamente como en el fundador de una organización (de hecho, ayudó a crear muchas otras) sería malinterpretar lo que es tal vez la característica política más distintiva del periodo que va del final de la Segunda Guerra Mundial al presente: el surgimiento de una opinión pública organizada y pacífica como fuerza cada vez más poderosa en el terreno político nacional e internacional. Los historiadores podrán situar sus orígenes en diversos cambios sociales de posguerra, pero hay un acontecimiento que indiscutiblemente se mencionará una y otra vez en cualquier historia social de ese periodo.Es la historia de un hombre con sombrero bombín que, un día de finales de los años sesenta, lee su periódico en el metro de Londres. El hombre lee un breve artículo sobre dos estudiantes portugueses que han sido condenados a siete años de cárcel por alzar sus copas para brindar por la libertad. Lo embarga la indignación, y decide acudir a la embajada de Portugal en Londres para hacer constar su protesta personal. Pero después cambia de idea. En lugar de ir a la embajada, sale del metro en la Plaza de Trafalgar y se dirige a la iglesia de St. Martín`s-in-the-Fields. Entra en la iglesia, se sienta, y se queda allí, meditando, durante tres cuartos de hora.En sus propias palabras: "Entré para pensar qué se podía hacer para movilizar efectivamente a la opinión mundial. Era necesario pensar en un grupo más numeroso de personas que aprovechara el entusiasmo de la gente de todo el mundo que estaba deseosa de que existiera un mayor respeto por los derechos humanos".Ese hombre era Peter Benenson, que por entonces ejercía la abogacía en Londres. Cuando salió a la plaza, ya tenía esta idea. A los pocos meses lanzó su "Llamamiento en favor de la amnistía" con un artículo que se publicó en la primera página del periódico The Observer.Nunca se había intentado hacer algo similar a tamaña escala. La respuesta fue abrumadora, como si la gente de todo el mundo hubiera estado esperando esa señal. Los periódicos de más de una docena de países publicaron el llamamiento. Durante los primeros seis meses llegó una avalancha de más de un millar de cartas. Y las sacas de correos de los jefes de Estado del mundo cambiaron para siempre.La idea de Benenson era tan simple, que quizás por eso el abogado rehuyó la publicidad en torno a su persona durante toda su vida. Calificada por uno de sus críticos de "una de las mayores locuras de nuestro tiempo", se creó una red de escritores de cartas destinada a bombardear a los gobiernos con llamamientos individuales en favor de presos encarcelados y maltratados en violación de la Declaración Universal de Derechos Humanos.En una época de engrandecimiento personal, la modestia de Peter Benenson resultaba casi difícil de comprender. Nunca saltó a primera plana para recibir los numerosos elogios y galardones que han llovido sobre Amnistía Internacional, conocida universalmente por su logotipo de una vela rodeada de alambre de espino. Él tenía siempre la atención centrada en lo que todavía no se había podido conseguir y en las innumerables víctimas que quedaban por rescatar."La vela no arde por nosotros declaró, sino por todos aquellos que no conseguimos sacar de prisión, que fueron abatidos camino de la prisión, que fueron torturados, que fueron secuestrados o víctimas de desaparición. Para eso es la vela."Años más tarde, a medida que el impacto de Amnistía Internacional creció a pasos agigantados y que el movimiento pasó a utilizar el poder de los medios de comunicación internacionales, otros grupos comenzaron a adoptar y adaptar sus métodos para apoyar sus propias causas. La extraordinaria repercusión del movimiento en defensa del medio ambiente veinte años después, el movimiento en defensa de los derechos de la mujer y una gran cantidad de otros grupos dedicados a una cuestión específica o unidos en coaliciones, trabajando en sus propios países o a través de fronteras, se puede atribuir con frecuencia al temprano análisis que hicieron de los métodos que estaba utilizando la organización de Benenson.Hoy damos por descontado el poder de las organizaciones benéficas, los grupos de voluntarios y las campañas populares. Pero antes de aquel día en la Plaza de Trafalgar el día en que un individuo que leía un periódico decidió que había llegado la hora del cambio ese poder todavía no había sacudido al mundo.Nada ha sido lo mismo desde entonces. Como dijo Benenson en 1961, al encender la primera vela de Amnistía Internacional: "Recuerdo las palabras de un hombre condenado a morir quemado en la hoguera en el siglo XVI: Hoy hemos encendido una vela que nunca se podrá apagar".--------------------------------------------------------------------------------------------Peter Benenson, 31 de julio de 1921 25 de febrero de 2005, fue el fundador de Amnistía Internacional. Richard Reoch, ex director de información pública del Secretariado Internacional de la organización, trabajó y viajó con Peter Benenson durante los últimos años de éste.
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