quinta-feira, janeiro 18, 2007

UE deve preencher a lacuna da liderança em direitos humanos

A Human Rights Watch Lança seu Relatório Mundial 2007 no aniversário de Guantánamo Via: Human Right WatchHRW_report2007.jpg(Bruxelas, 11 de janeiro de 2007) – A União Européia deve preencher a lacuna da liderança global em direitos humanos por meio da adoção de políticas fortes, baseadas em princípios, em vez de buscar unanimidade em detrimento da eficácia, disse hoje a Human Rights Watch no lançamento de seu Relatório Mundial 2007. O dia de hoje marca cinco anos desde que os Estados Unidos enviaram pela primeira vez detentos a Guantánamo. A administração de Bush demostrou ser extremamente incapaz de prover liderança em direitos humanos, enquanto a China e a Rússia abraçam tiranos em busca de recursos e influência. Mas em vez de demonstrar liderança, a abordagem da União Européia está atolada em procedimentos que enfatizam a unanimidade e a rotatividade internas em detrimento de uma projeção eficaz da influência da UE em proteger os direitos humanos, disse o ensaio introdutório do volume de 556 páginas. “Já que os EUA não conseguem prover liderança crível em direitos humanos, países europeus devem aumentar seus esforços”, disse Kenneth Roth, diretor executivo da Human Rights Watch. “Em vez disso, a União Européia está fazendo muito menos do que poderia”. A Human Rights Watch lamentou a “abordagem do menor denominador comum” à proteção de direitos seguida por países-membros da UE, na qual governos que preferem se acomodar puxam para baixo aqueles que buscam uma abordagem mais agressiva a abusos sérios de direitos. Exemplos incluem a retração da UE das sanções que impôs após o massacre na cidade usbeque de Andijan, em maio de 2005; e a sua resposta fraca ao golpe real no Nepal, também em 2005. Similarmente, enquanto governos abusivos se uniam para bloquear ações eficazes por parte do novo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, a habilidade da UE em responder foi enfraquecida por sua abordagem de micro-gestão e a necessidade de consenso. A Human Rights Watch convocou a Alemanha, que assumiu a presidência rotativa da UE em 1º de janeiro, a tomar medidas ousadas em busca de uma política externa da UE mais eficaz, transparente e baseada em princípios para proteger os direitos humanos em todo o mundo. A Human Rights Watch incitou a UE a reformar seu sistema de rotação da presidência a cada seis meses, que mina qualquer tentativa de manter ou criar campos de conhecimento. A influência da UE se intensificaria caso os mesmos governos continuassem a aparecer em lugares problemáticos ano após ano, representando uma continuidade de preocupação e uma determinação de continuar até o fim. A Alemanha deve se basear na sua experiência com o Irã e a Somália, por exemplo, e introduzir novas “troikas de eficácia” para repor a atual mancha de troikas de liderança de curto prazo. “O tamanho da UE deveria ser uma vantagem, não um obstáculo para ações eficazes em direitos humanos”, disse Roth. O relatório identifica vários desafios aos direitos humanos que necessitam de atenção imediata. O Iraque foi degenerado em violência sectária e política extrema, tendo civis como vítimas principais. Governos cruelmente repressivos na Coréia do Norte, Birmânia e Turcomenistão privam seus povos de direitos fundamentais e dignidade. Ditaduras persistem na Arábia Saudita e na Síria. A China está movendo para trás. A Rússia e o Egito estão tomando medidas severas contra organizações não-governamentais. O Irã e a Etiópia estão calando vozes dissidentes. Robert Mugabe prefere levar o Zimbábue à ruína a tolerar oposição política. Uma guerra civil está se reiniciando no Sri Lanka e se intensificando no Afeganistão e na Somália, enquanto o conflito continua na Colômbia. Israel lançou ataques indiscriminados no Líbano e colocou em desordem o sul deste país com bombas de fragmentação durante sua guerra com o Hezbollah. Por sua vez, o Hezbollah atacou cidades israelenses sem distinguir entre alvos militares e civis. Nenhuma situação é mais urgente do que a crise sangrenta em Darfur, disse a Human Rights Watch, com mais de 200.000 mortos, aproximadamente dois milhões de deslocados, e cerca de quatro milhões dependentes do envio internacional de alimentos. O conflito no momento está desestabilizando o Chade e a República Central Africana. “Civis em Darfur estão sob ataque constante e o conflito está transbordando as fronteiras do Sudão, ainda assim os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU só conseguiram produzir pilhas de resoluções não implementadas”, disse Roth. Os abusos contra detentos na “guerra contra o terror” continuam a ser uma grande preocupação. Em setembro, o presidente George W. Bush chegou a defender a tortura – se referindo eufemisticamente a ela como “um grupo alternativo de procedimentos [de interrogação]” – e as prisões secretas da CIA. A Human Rights Watch convocou os EUA a fechar o campo de Guantánamo, enfatizando que já passou da hora de julgar ou libertar os detentos que ainda se encontram lá. A Alemanha e outros países europeus devem receber alguns dos detentos liberados pelas autoridades dos EUA que não podem retornar aos seus países de origem por medo de perseguição. A Human Rights Watch notou alguns desenvolvimentos positivos vindos do sul global, incluindo o apoio de líderes africanos aos julgamentos em direitos humanos dos ex-presidentes Charles Taylor da Libéria e Hissène Habré do Chade, e o apoio latino-americano ao Tribunal Penal Internacional. Mas também incitou as democracias do sul a fazer mais em apoiar os direitos humanos, como cortar os laços com líderes regionais abusivos e buscar um papel mais construtivo no Conselho de Direitos Humanos da ONU. “Pelo fato de várias novas democracias do sul global terem saído de períodos de extrema repressão, seja colonialismo, apartheid ou ditadura, elas poderiam ter uma autoridade moral especial em direitos humanos”, disse Roth. “Mas poucas têm mostrado a consistência e o compromisso para se erguerem como verdadeiros líderes em direitos humanos”. O Relatório Mundial 2007 da Human Rights Watch contém um levantamento de informações em desenvolvimentos de direitos humanos durante o ano de 2006 em mais de 75 países. Adicionalmente ao artigo introdutório sobre a União Européia, o volume contém artigos sobre liberdade de expressão desde 11 de setembro, a situação dos trabalhadores domésticos migrantes, e uma agenda de direitos humanos para o novo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon.

CONFÚCIO

"Quando as palavras perdem o seu significado, as pessoas perdem a sua liberdade."Confúcio

quarta-feira, janeiro 17, 2007

DESFECHO - MIGUEL TORGA

Não tenho mais palavras.Gastei-as a negar-te...(Só a negar-te eu pude combaterO terror de te verEm toda a parte.)Fosse qual fosse o chão da caminhada,Era certa a meu ladoA divina presença impertinenteDo teu vulto caladoE paciente...E lutei, como luta um solitárioQuando alguém lhe perturba a solidão.Fechado num ouriço de recusas,Soltei a voz, arma que tu não usas,Sempre silencioso na agressão.Mas o tempo moeu na sua móO joio amargo do que te dizia...Agora somos dois obstinados, mudos e malogrados,Que apenas vão a par na teimosia.Miguel Torga

REQUIEM POR MIM - MIGUEL TORGA

Aproxima-se o fim.E tenho pena de acabar assim.Em vez de natureza consumada,Ruína humana.Inválido do corpoE tolhido da alma.Morto em todos os órgãos e sentidos.Longo foi o caminho e desmedidosOs sonhos que nele tive.Mas ninguém viveContra as leis do destino.E o destino não quisQue eu me cumprisse como porfiei.E caísse de pé, num desafioRio feliz a ir de encontro ao marDesaguar,E, em largo oceano, eternizarO seu esplendor torrencial de rio.Miguel Torga

ORFEU REBELDE - MIGUEL TORGA

Orfeu rebelde, canto como sou:Canto como um possessoQue na casca do tempo, a canivete,Gravasse a fúria de cada momento;Canto, a ver se o meu canto comprometeA eternidade no meu sofrimento.Outros, felizes, sejam rouxinóis...Eu ergo a voz assim, num desafio:Que o céu e a terra, pedras conjugadasDo moinho cruel que me tritura,Saibam que há gritos como há nortadas,Violências famintas de ternura.Bicho instintivo que adivinha a morteNo corpo dum poeta que a recusa,Canto como quem usaOs versos em legítima defesa.Canto, sem perguntar à MusaSe o canto é de terror ou beleza.Miguel Torga

LETREIRO - MIGUEL TORGA

Porque não sei mentir,Não vos engano:Nasci subversivo.A começar por mim - meu principal motivoDe insatifação -,Diante de qualquer adoração,Ajuizo.Não me sei conformarE saio, antes de entrar,De cada paraíso. Miguel Torga

CÂMARA - MIGUEL TORGA

Devagar,Hora a hora,Dia a dia,Como se o tempo fosse um banho de acidez,Vou vendo com mais nitidezO negativo da fotografia.E o que eu sou por detrás do que pareço!Que seguida traição desde o começo,Em cada gesto, em cada grito,Em cada verso!Sincero sempre, mas obstinadoNuma sinceridadeQue vende ao mesmo preçoO direito e o avessoDa verdade.Dois homens num só rosto!Uma espécie de Jano sobreposto,Inocente,Impotente,E condenadoA este assombro de se ver forradoDum pano de negrura que desmenteA nua claridade do outro lado.Miguel Torga

A ORFEU - MIGUEL TORGA

Das tuas mãos divinas de PoetaHerdei a lira que não sei tanger;Por eleição ou maldição secreta,Tenho uma grade para me prender.Cercam-me as cordas, de emoção,Versos de ferro onde me rasgo inteiro.Mas, do fundo da alma e da prisão,Obrigado, meu Deus e carcereiro!Miguel Torga

LIMITE - MIGUEL TORGA

Pátria até que os meus pésSe magoem no chão.Até que o coraçãoBata descompassado.Até que eu não entendaA voz livre do ventoE o silêncio tolhidoDas penedias.Até que a minha sedeNão reconheça as fonts.Até que seja outroE para outrosO aceno ancestral dos horizontes.Miguel Torga

CATEQUESE - MIGUEL TORGA

Reza comigo, se te queres salvar.Deus é pura poesia,E o poema uma humilde petiçãoNo tempo sacrossanto da eternidade.Reza comigo, a ler-me e a memorarOs versos que mais possam alargarO teu entendimentoDe ti, do mundo e do negro infernoDe cada hora.Purificada neles, terás entãoNo coraçãoA paz aliviada que te falta agora.Miguel Torga

SEGREDO - MIGUEL TORGA

Sei um ninho.E o ninho tem um ovo.E o ovo, redondinho,Tem lá dentro um passarinhoNovo.Mas escusam de me atentar:Nem o tiro, nem o ensino.Quero ser um bom meninoE guardarEste segredo comigo.E ter depois um amigoQue faça o pinoA voar...Miguel Torga

O ano do nascimento de Miguel Torga

Com a devida vénia ao O Primeiro de JaneiroA Delegação Regional da Cultura do Norte promove durante este ano as comemorações do centenário de Miguel Torga. Para homenagear o mais ilustre contista transmontano está agendado um conjunto diverso de actividades, que arranca hoje, dia em que se cumprem 12 anos da sua morte.artigos-bin_imagem_1_jpg_0728430001168982875-832.jpgAna Sofia RosadoO ano de 2007 vai ser dedicado às comemorações do centenário de Miguel Torga, que nasceu a 12 de Agosto de 1907 em Sabrosa, Vila Real, e faleceu a 17 de Janeiro de 1995, em Coimbra. O escritor transmontano vai ser homenageado com espectáculos musicais, peças de teatro, apresentação de livros, roteiros, concursos de fotografia e no lançamento de um selo comemorativo até ao final do ano. Trata-se de uma iniciativa coordenada pela Delegação Regional da Cultura do Norte, em colaboração com as câmaras municipais de Sabrosa e Vila Real, Cooperativa Árvore, Círculo Cultural Miguel Torga, Teatro de Vila Real, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Junta de Freguesia de S. Martinho de Anta, IPPAR, Instituto de Estradas, Centro Português de Fotografia, Quercus, CTT e Museu do Douro, entre outras entidades. Hoje, quando se cumprem 12 anos da morte do escritor, o Círculo Cultural Miguel Torga vai desenvolver diversas actividades na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (Vila Real) e em S. Martinho de Anta (Sabrosa). O dia abre às 9h30 com uma concentração escolar do ensino básico e secundário dos distritos de Vila Real e de Bragança na Aula Magna da universidade. Segue-se a apresentação do programa das comemorações pelo Círculo e uma intervenção sobre a vida e a obra do escritor por Maria Assunção Morais Monteiro (professora catedrática da UTAD). Após a representação do conto «O Vinho» pelo grupo Filandorra – Teatro do Nordeste, António Oliveira (doutorado em Ciências da Literatura e colaborador do JANEIRO) protagoniza uma comunicação intitulada «Os lugares donde: metáfora obsessiva nos contos de Torga». Pelas 11h00 vão ser apresentados trechos da obra torguiana por todas as escolas participantes na iniciativa. Um recital de poesia de Torga por actores da companhia teatral Filandorra encerra a manhã. Depois do almoço, realiza-se uma visita torguiana aos locais de referência da obra literária do homenageado em S. Martinho de Anta, como a escola, a casa, o Largo do Eirô, o negrilho e o cemitério.Em Coimbra, a partir das 10h00, o departamento de Cultura da autarquia levará hoje a cabo a viagem inaugural das visitas guiadas no Troleicarro Miguel Torga (linha n.º3 dos SMTUC). O circuito reconstitui o percurso quotidiano da casa ao consultório utilizado pelo escritor. A concentração faz-se junto à Estação Nova.Ainda neste mês vai ser lançado o Espaço Torga, um edifício com auditório e sala de exposições, entre outras valências, em São Martinho de Anta (Sabrosa); também hoje será colocada uma placa alusiva ao ‘Reino Maravilhoso’ no Alto de Espinho; e dia 16 de Fevereiro arranca o concurso de fotografia «Bichos».Música, teatro e performance «Torga – Retratos e Paisagens» dá nome a um concerto itinerante da Camerata Senza Misura que vai às cidades de Vila Real, Caldas do Gerês, Porto (Casa da Música), Coimbra, Bragança, Guimarães, Chaves, Santiago de Compostela e Zamora, em Maio, Julho, Setembro e Outubro. Este agrupamento de câmara foi formado em Novembro de 2002 e conta com nove músicos em sopros, cordas e piano.O destaque de Março vai para a peça «Miguel Torga – Diário (I-XVI)», com direcção de João Pedro Vaz, em cena nos palcos dos teatros municipais de Vila Real, Bragança e Coimbra (Sá de Miranda). Com estreia marcada para 27 de Março, Dia Mundial do Teatro, a peça refere-se a seis décadas de notas de Miguel Torga depois de ter concluído o curso de Medicina, em 1933, de partir para ‘O Reino Maravilhoso’ (Brasil), do regresso ao Portugal dos anos 40, das viagens e das consultas do Dr. Adolfo Correia da Rocha.Em Abril, dia 21, terá lugar a performance «Quando Torga partiu para o Brasil», em plena viagem de comboio turístico entre Vila Real e o Peso da Régua. Durante o percurso encena-se uma reconstituição do episódio marcante na vida do escritor baseada n’«A Criação do Mundo».No âmbito das itinerâncias estão programadas duas mostras. O espólio bio-bibliográfico do contista exímio, mas também do romancista, ensaísta e dramaturgo, abre-se à divulgação e compreensão da sua obra de Maio a Dezembro, percorrendo o Norte do País – Vila Real, Bragança, Chaves, Amarante, Vila Nova de Famalicão e Braga – e visita Santiago de Compostela.Nas artes plásticas, a mostra «Retratos e Paisagens» parte da Cooperativa Árvore, no Porto, que convidou alguns artistas contemporâneos de diversas gerações a realizar duas telas cada, com o mesmo formato e dimensão. A unidade que resulta deste trabalho inspirado na personalidade e obra de Torga será exposto nas cidades de Vila Real, Chaves, Lamego, Bragança e Zamora, a partir de Julho. Recorde-se que foram mais de 50 as obras que o escritor publicou desde os 21 anos.De Julho a Agosto vai ser apresentado o livro de fotografia «Diário Douro», que se propõe fazer uma unidade visual do universo torguiano, servindo-se de uma selecção de textos do «Diário». A obra será apresentada em diversas localidades transmontanas e durienses, como Peso da Régua, Macedo de Cavaleiros, Freixo de Espada à Cinta e São João da Pesqueira.Nos projectosNo dia 28 de Setembro, Vila Real promove o seminário «Torga: Outras Leituras», que visa uma abordagem interdisciplinar do homem e da obra, pela Antropologia, Filosofia, Geografia, História e Sociologia. De Março a Dezembro, o debate acontece também em Sabrosa, com um Ciclo de Estudos sobre o desenvolvimento regional. A câmara municipal vai ainda inaugurar circuitos torguianos durante os meses de Junho e Setembro. Várias localidades vão ser palco de sessões de contos baseados na obra, a cargo do grupo Os Contadores de Histórias.A 2 de Junho, realiza-se o Roteiro de Miguel Torga, em Sabrosa e Vila Real, no âmbito do projecto «Um Rio de Letras», no qual os participantes vão ter a oportunidade de conhecer os locais que mais influenciaram a criatividade do escritor. Também no humor Torga será homenageado, de 23 de Junho a 31 de Julho, durante o Salão Luso-Galaico de Caricatura, em Vila Real. Nesta cidade, o poeta Manuel Alegre irá proferir uma palestra sobre o escritor.O Museu do Douro, por sua vez, desenvolve ao longo de 2007 o «Projecto Postal Torga». Trata-se de um intercâmbio escolar que cria uma rede de leitura da poesia de Miguel Torga, que se estreou com o volume «Ansiedade» em 1928. O projecto recorre ao correio tradicional e electrónico, a visitas guiadas e às rogas – ranchos de homens e de mulheres que animavam com os seus cantares a faina das vindimas ao som dos bombos, ferrinhos, braguesas e concertinas – na prosa e poesia do autor homenageado.As comemorações encerram em Dezembro, com o lançamento no dia 14 do DVD «A Terra antes do Céu», de João Botelho. Em filme estão registadas diversas criações: a musical, de compositores contemporâneos que se inspiraram nos textos de Torga; a plástica, de pintores que transfiguraram personagens ou passagens do ‘Reino Maravilhoso’; e material, das pedras, dos montes e dos corações de homens e de animais do universo torguiano.Miguel Torga, cujo nome de baptismo era Adolfo Correia da Rocha, nasceu a 12 de Agosto de 1907 em São Martinho de Anta, concelho de Sabrosa, e faleceu a 17 de Janeiro de 1995, em Coimbra.--------------------------Das ediçõesNa área das edições, Sabrosa acolhe dia 11 de Novembro o número do centenário da revista «Terra Feita Voz», com testemunho inédito de personalidades nacionais que vão analisar a vida e obra de Miguel Torga das diversas áreas de conhecimento.No Dia Internacional dos Conjuntos, Monumentos e Sítios, 18 de Abril, será editado um conjunto de textos de Miguel Torga sobre o Santuário de Panóias.No âmbito das comemorações está ainda agendada para 12 de Agosto a emissão do Selo Comemorativo de Miguel Torga, uma iniciativa realizada com a colaboração dos CTT e do Governo Civil de Vila Real.Durante este ano, a Delegação Regional da Cultura do Norte dá continuidade à edição dos roteiros literários do projecto «Viajar com…», desta vez convidando os escritores Pina de Morais e Domingos Monteiro, que tal como Torga beberam inspiração no cenário duriense.

GEORGE ORWELL

"Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir."George Orwell